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1 de out. de 2011

Volkswagen

          O "V" de "Volks" representa o povo da Alemanha e o "W" é de "Wagen", que significa "carro" em alemão. Combinado, o nome da marca Volkswagen significa "carro do povo".
          No Brasil, um primeiro passo da Volkswagen foi dado em 1953. Na Rua do Manifesto, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, alguns poucos operários iniciaram a montagem dos primeiros Fuscas brasileiros, com 1.200 cilindradas e peças importadas da Alemanha. Ao longo dos quatro anos seguintes seriam produzidas 2.268 unidades do modelo popular.
          A Volkswagen construiu sua primeira fábrica brasileira no final da década de 1950. Em 18 de novembro de 1959, sob os aplausos do presidente Juscelino Kubitschek - visivelmente orgulhoso -, uma longa fila de carros saiu pela porta principal da recém-inaugurada fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, às margens do Km 23,5 da Via Anchieta. Tratava-se da primeira planta da companhia fora da Alemanha. Na inauguração, o presidente Juscelino desfilou num fusca sem capota pilotado por Friedrich Schultz-Wenk, então presidente da montadora no país. Aquele dia selaria definitivamente o futuro da indústria automotiva nacional. Inicialmente, vieram os modelos Fusca. Anos depois começaram a chegar Variant, TL, SP/1 e 2, Kombi, Brasília e Passat - alguns, inclusive, circulam até hoje. É consenso que a indústria automobilística no Brasil nasceu, de fato, no Km 23,5 da Via Anchieta.
          Um dos modelos mais conhecidos da empresa, o Fusca, teve seu projeto aprovado em 1934, e o primeiro carro, construído um ano depois. A produção em série teve início em 1938. Criado como manobra populista do Terceiro Reich, de Adolf Hitler, o modelo reinventou o modelo de carro popular e foi um fenômeno de vendas. O carro foi tema ou teve participação em trabalhos artísticos, musicais, literários e cinematográficos. Mas teve que deixar as linhas de produção. E saber que poderia ter durado um pouquinho mais. Na Cidade do México, tornara-se familiar como o táxi mais comum, sempre pintado de verde e branco, e por serem os carros usados pela polícia. Uma nova exigência da capital mexicana, porém, tornou compulsório que os táxis tenham quatro portas - oferecendo escape mais fácil para os turistas, que, às vezes, ficam presos no banco traseiro enquanto são roubados por bandidos. Em 30 de julho de 2003, o último Fusca, o de número 21.529.464 saiu da linha de montagem da fábrica da Volkswagen, em Puebla, no México. Marcou o fim da longa produção de 65 anos. Ele ainda é o modelo único mais produzido no mundo.
          Outro modelo que foi um ícone na empresa foi a Kombi. Foi no dia 8 de março de 1950 que o micro-ônibus da Volkswagen começou a ser produzido. Conhecido antigamente como Volkswagen Type 2, tornar-se-ia rapidamente um símbolo da contra-cultura nos anos 1960. O modelo foi projetado pelo holandês Ben Pon. Como símbolo que foi da contra-cultura, quando o guitarrista do Grateful Dead Jerry Garcia morreu, a Volkswagen fez um anúncio com uma Kombi derramando uma lágrima. Por problemas com as especificações, a Kombi deixou de ser fabricada em 2013. No entanto, segundo a montadora, foi um dos modelos mais fabricados e vendidos no mundo inteiro em todos os tempos.
          Os primeiros robôs da linha de montagem no Brasil remontam ao começo dos anos 1980, na fábrica da Via Anchieta, época do lançamento de carros como Santana e Quantum.
          Em janeiro de 1993, quem assume a Volkswagen é o engenheiro austríaco Ferdinand Piëch, neto de Ferdinand Porsche, que desenhou o lendário fusquinha antes de fundar sua própria empresa, a Porsche. O sucesso do modelo serviu como um dínamo para o crescimento da Volkswagen. Piëch tinha nas mãos a incumbência de fazer mais bonito que o próprio avô. Sua missão era colocar a Volkswagen de volta aos áureos tempos. Passou por Citroën, Renault e Ford europeias, verdadeiras escolas, antes de se juntar à Volkswagen. Chegou a chefiar a subsidiária Audi, da Volkswagen, e foi o maior responsável pela virada ocorrida com a marca.
          Poucos projetos da indústria automobilística mundial chamaram tanta atenção quanto a fábrica de caminhões da Volkswagen, em Resende, no Rio de Janeiro. Primeiro, por seu grau de inovação. Concebida pelo basco José Ignacio López de Arriortúa e inaugurada em 1995, a fábrica era a promessa de uma revolução na manufatura. No processo modular, como foi batizado o projeto, os fornecedores seriam os responsáveis pela montagem do veículo e atuariam diretamente na linha. À montadora caberia a responsabilidade pelo desenvolvimento e pelo controle de qualidade. Depois, por todo o escândalo que envolveu o projeto. Arriortúa, então vice-presidente mundial da VW, foi acusado de espionagem industrial por sua ex-empregadora, a GM.
          Nenhuma queda no mundo das grandes corporações teve impacto maior que a de López na Volkswagen, em 1996. Depois de ter sido um dos executivos mais louvados na indústria automobilística, ele esteve a ponto de ir para na cadeia. A General Motors tentava convencer os tribunais de que López era culpado de espionagem industrial.
          As famílias Porsche e Piëch controlam a fabricante de carros. Ferdinand Piëch é o presidente do conselho e patriarca da Volkswagen. A Porsche, cujo presidente do conselho é Wolfgang Porsche, tem 50,7% do capital votante da Volks. Wolfgang Porsche e Ferdinand Piëch são primos entre si e netos dos fundadores da Porsche. A Porsche tentou tomar o controle da Volkswagen em 2008.
          Em setembro de 2015, a Volkswagen é palco de um dos maiores escândalos da indústria automobilística mundial. No episódio que ficou conhecido como Dieselgate, a empresa foi acusada nos Estados Unidos de cometer fraudes em testes sobre emissões de gases de efeito estufa. Inicialmente restrito a meio milhão de carros movidos a diesel afetados, alguns dias depois a Volks admitiu ter adulterado o mecanismo que mede a emissão de gás carbônico em 11 milhões de veículos ao redor do mundo. No domingo, dia 20, o presidente Martin Winterkorn pediu publicamente desculpas pelo ocorrido e no  meio da semana seguinte, renunciou ao cargo. Na sexta-feira, dia 25, a Volkswagen nomeia Matthias Müller, então presidente da Porsche, como novo diretor-executivo.
          Na Alemanha, houve a preocupação que essa crise poderia afetar toda a economia do país. O esquema envolveu dezenas de funcionários de vários níveis e custou à empresa 16 bilhões de euros entre multas, recalls de veículos e ações judiciais. Winterkorn, juntamente com Michael Horn, presidente da empresa nos Estados Unidos, afirmaram ter falhado no controle da montadora.
          Em abril de 2018, o grupo Volkswagen anunciou a saída de Matthias Müller da presidência mundial da companhia e escolheu um executivo que não estava na empresa na época em que se descobriu que a montadora usou um software para manipular as emissões de gases poluentes nos seus veículos. O substituto foi Herbert Diess, que na época trabalhava na BMW.
          Dois meses depois, começaram as negociações entre Volks e Ford para um grande acordo. Nos últimos anos, a necessidade de somar esforços para o desenvolvimento tecnológico dos veículos fez surgir diversas parcerias entre montadoras. Nenhuma, no entanto, nasceu tão grande e robusta como a aliança Ford e Volkswagen, anunciada em 15 de janeiro de 2019, em Detroit. Ao contrário de outros acordos do gênero, a união não surge de operação de salvamento, por parte de uma empresa mais forte, de outra à beira da bancarrota. O novo casamento é um maneira de, preventivamente, ambas se prepararem para enfrentar novos tempos. A nova parceria junta o grupo Volkswagen, que tem revezado com Toyota o primeiro lugar entre os maiores produtores de veículos, e Ford, na quinta colocação, segundo dados de 2017. Isso representa uma produção em torno de 17 milhões de veículos por ano e 842 mil trabalhadores espalhados pelo mundo e com forte presença no Brasil. Em 2018, o faturamento da Ford somou US$ 156 bilhões e o da Volks, EUR 230,7 bilhões. A estratégia da parceria não pode, porém, ser analisada como uma simples soma de valores. Os dois lados deixaram claro, que não se trata do surgimento de uma nova empresa, por meio de joint venture, ou troca de participações acionárias. É uma aliança voltada ao compartilhamento de custos para desenvolvimento de novos veículos. O plano começa com picapes e vans na Europa, América Latina e África do Sul, em 2022, e seguirá com sinergias em projetos de carros elétricos e autônomos, além de serviços de mobilidade. Se os planos derem certo, os primeiros resultados de melhoria de eficiência em ambos os lados vão aparecer em 2023.
(Fonte: revista Exame - 29.04.1992 / 01.01.1997 / 18.04.2001 / 12.03.2003/ jornal O Estado de S.Paulo - 30.07.2003 / revista IstoÉDinheiro - 04.11.2009 / msn Economia e Negócios - 04.12.2014 / jornal Valor online - 13.04.2015 / MSN Business Insider - 27.09.2016 / revista Exame - 15.03.2017 / jornal Valor - 16.01.2019 - partes)


German version:
     Die Volkwagen AG mit Sitz in Wolfsburg ist einer der führenden Automobilhersteller weltweit und der größte Automobilproduzent Europas. Mittlerweile sind neun eigenständige Automobilmarken (Volkswagen, Audi, SEAT, Škoda, Volkswagen Nutzfahrzeuge, Bentley, Bugatti, Lamborghini und Scania) unter dem Konzerndach zusammengefasst. Die Angebotspalette erstreckt sich vom Kleinwagen bis hin zu Fahrzeugen der Luxusklasse.
     Anstoß war zu Beginn des 20. Jahrhunderts die Entwicklung eines Volkswagens durch Ferdinand Porsche. In der Nachkriegszeit beginnt der Siegeszug von VW. Dank Massenproduktion kann bereits in den 50er Jahren ein Marktanteil von bis zu 50 Prozent erreicht werden. Die Serienproduktion des Volkswagen Käfer am neuen Geschäftssitz Wolfsburg wurde zum Renner und dies über Jahrzehnte hinweg. In den 70er Jahren tätigte der Konzern, auch unter dem aufkommenden Konkurrenzdruck, Investitionen in neue Modelle, so beispielsweise in die Etablierung des Golf. Gleichzeitig stieg Volkswagen ins Vollbankengeschäft ein.
     Die Expansionsstrategie wurde in den 80er/90er Jahren des vergangenen Jahrhunderts vorangetrieben. Seat S.A. und Skoda kamen Anfang 1991 als weitere eigenständige Marken hinzu und der Konzern etablierte Volkswagen Nutzfahrzeuge als selbständigen Unternehmensbereich. Kooperationen in Russland, China (Volkswagen Asia Ltd., 1982), Indien (India Private Ltd., 2006) und weitere Übernahmen von Luxusmarken (Bentley, Bugatti, Lamborghini) bestimmten die Konzernphilosophie zur Jahrtausendwende. Im Jahre 2000 öffnet die Autostadt in Wolfsburg seine Pforten.
     Ende 2009 hat sich Volkswagen zunächst mit 49,90 Prozent an der Porsche AG beteiligt. Es wurde vereinbart, den Sportwagenbauer Porsche in den VW–Konzern zu integrieren. Im Zuge dieser Übereinkunft kam es im März 2011 zur Übernahme der Vertriebsgesellschaft der Porsche Holding Salzburg. Aufgrund der breiten Produkt-Palette zählen sowohl Klein- und Mittelklassewagen-Hersteller wie Opel und Hyundai als auch Luxusklassewagen-Hersteller wie BMW und Daimler zu den Mitbewerbern.
(Fonte: Europas Erstes Finanzportal Boerse.de)

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