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6 de out. de 2011

Brookfield (ex-Brascan)

          A canadense Brookfield teve início com a vinda ao Brasil de investidores canadenses interessados em trazer justamente serviços de energia para o país, então com um grande déficit de infraestrutura - mas ficou conhecida localmente dada a sua forte atuação nos segmentos de incorporação e shopping centers. Teve como primeiro nome Brascan, iniciais de Brasil e Canadá, para representar a parceria entre os países.
          Os segmentos de atuação vão de energia renovável a florestas, passando por infraestrutura de transporte, setor imobiliário e logística. Os ativos de energia são os que mais aguçam o faro da Brookfield, que divide o segmento em geração de energia elétrica, que fica sob o guarda-chuva energia renovável, e transmissão, sob infraestrutura.
          A Brookfield é sócia da operadora rodoviária Arteris, ao lado da espanhola Abertis desde o final de 2012. A Arteris é uma das maiores operadoras de rodovias do Brasil, mas tem estado ausente nos 
leilões do setor. A empresa opera sete concessões e a maioria delas termina em 2033.
          Em 8 de setembro de 2016, a Brookfield fechou a compra da transportadora de gás da Petrobras, a Nova Transportadora do Sudeste (NTS) junto à gigante petroleira estatal. A canadense liderou um consórcio que desembolsaria US$ 5,2 bilhões por 90% do ativo.
          Em abril de 2017, a Brookfield fechou a aquisição da Odebrecht Ambiental, braço de saneamento do conglomerado baiano, por 2,9 bilhões de reais. A aquisição de 70% do capital fora feita em 2016, e a empresa passou a se chamar BRK ambiental. O FI-FGTS, braço de investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, detém os 30% restantes. A BRK conquistou o contrato da região metropolitana de Maceió em 2020.
          Em meados de 2017, após dois anos "se reinventando", e sob o comando de Ubirajara Spessotto de Camargo Freitas desde julho de 2015, a Brookfield Incorporações inicia uma nova fase, que marca a mudança da marca para Tegra Incorporadora, escolhida pelo conceito de "integridade" e "integrativo".
          Em 19 de maio de 2022, o grupo Brookfield adquiriu ativos da BR Properties pelo valor de R$ 5,92 bilhões. A venda inclui onze torres comerciais em São Paulo, Brasília e no Rio de Janeiro. A compra inclui onze torres comerciais em São Paulo, Brasília e no Rio de Janeiro.
          No shopping Pátio Paulista, a Brookfield tem 60% do shopping original e 44,2% da expansão, enquanto a Funcef tem 30% do ativo original e 22,1% da expansão. O restante está nas mãos de quatro famílias. É dona também do Shopping Higienópolis.
          No início de setembro de 2024 a Brookfield contratou o Bradesco BBI e o BTG Pactual para vender os shoppings Pátio Higienópolis e Pátio Paulista, desfazendo-se de seus dois últimos ativos de varejo no Brasil, fontes a par do assunto disseram ao Brazil Journal. 
          Em 15 de setembro de 2026, após levantar uma dívida bilionária para adquirir galpões, a Brookfield comprou, junto à americana Marq Logistics, oito galpões de logística no Brasil, por R$ 1,4 bilhão. O negócio ampliará em 56% o portfólio de galpões logísticos da Brookfield, passando de cerca de 1,2 milhão para 1,9 milhão de metros quadrados. Desse total, 1,5 milhão de metros quadrados já estão em operação, enquanto 400 mil metros quadrados estão em fase de desenvolvimento ou construção.
(Fonte: jornal Valor online - 09.09.2016 / 21.06.2017 / 04.06.2018 / 19.05.2022 / 08.08.2022 / BrazilJournal - 03.09.2024 / InvestNews - 16.09.2026 / Valor - 16.09.2026 - partes)

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