O grupo financeiro Indusval começou em 1967 como uma corretora de valores.
O Banco Indusval foi fundado em 1991, voltado para a concessão de crédito corporativo para o segmento de Empresas Emergentes e Corporate. Foi criado pelo empresário do agronegócio Roberto de Rezende Barbosa.
O IPO do Banco Indusval foi realizado em 2007, com capitalização de R$ 227,5 milhões. Ao final daquele ano, foram abertas agências no Rio de Janeiro, Maringá, Uberlândia, Porto Alegre e Campo Grande.
Em 2011, o banco deu início à nova fase de expansão, quando houve aumento de capital de R$ 201 milhões. Naquele ano, sua marca foi reposicionada como Banco Indusval & Partners (BI&P).
A Corretora Indusval foi rebatizada em 2013 como Guide Investimentos. Tem como sócios Alexandre Atherino, Fernando Cardozo e Aline Sun. Foi parte da estratégia de aumentar a atuação no segmento de varejo alta-renda. Junto com o novo nome, foi lançada uma plataforma aberta para distribuição de produtos financeiros.
A recessão do final de 2014, que se agravou significativamente nos anos seguintes, impactou o balanço da maior parte dos bancos de nicho, que possuíam exposição excessiva a determinados segmentos da economia. No caso do Indusval, a quebra da comercializadora de soja e milho Ceagro, em 2015, deflagrou um período árduo para o banco.
Além da corretora, faz parte do grupo o Banco Indusval, voltado para grandes e médias empresas. A sede do grupo é em São Paulo.
Em 8 de agosto de 2018, o Banco Central aprovou a aquisição do controle (70% do capital) da subsidiária Guide pelo grupo chinês Fosun, anunciada em fevereiro, por R$ 290 milhões. A instituição ainda procurava o reequilíbrio financeiro. A transação deve então ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional e por um decreto presidencial. A transação da Guide fortalecerá a base de capital do banco quando o negócio for fechado.
Em 8 de agosto de 2018, o Banco Central aprovou a aquisição do controle (70% do capital) da subsidiária Guide pelo grupo chinês Fosun, anunciada em fevereiro, por R$ 290 milhões. A instituição ainda procurava o reequilíbrio financeiro. A transação deve então ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional e por um decreto presidencial. A transação da Guide fortalecerá a base de capital do banco quando o negócio for fechado.
No início de 2019, o Indusval passou por um grande movimento de mudança para buscar recuperar seu desempenho financeiro e operacional. Após a realização de consecutivos aportes de capital, o empresário do agronegócio Roberto de Rezende Barbosa tornou-se o maior acionista da instituição.
Naquele ano (2019) também houve troca total da administração, com o executivo Fernando Fegyveres (ex-Itaú BBA) sendo contratado para ser o CEO, e venda da participação ~20% remanescente que o banco detinha na Guide.
O Indusval também avançou na parceria com o grupo The Hive Brasil e vai desenvolver uma nova plataforma bancária digital voltada a pequenas e médias empresas. A plataforma será criada dentro do Banco Intercap, que é uma subsidiária do Indusval e passará a se denominar Banco SmartBank. Ainda em 2019 foi lançado o Smartbank, plataforma de produtos bancários, que começou a ser desenvolvida no fim de 2017 em parceria com o fundo americano The Hive.
Para demonstrar mais claramente suas novas atividades e diretrizes, em 2020 sua marca foi alterada e foi proposta uma reorganização societária. A proposta de reorganização passou pela criação de uma holding – mantendo Roberto Rezende Barbosa como acionista majoritário e controlador – e pela cisão das 3 unidades de negócios:Voiter: segue na linha de negócios estabelecida pela nova administração e com ativos nos segmentos Corporate, Agro, Energia, Tecnologia (Nova Economia), entre outros. O Banco Indusval tem estabelecida a mudança de nome para Voiter em 2019. O Voiter surgiu com a proposta de representar o “novo banco”: mais ágil, focado no atacado e em soluções estruturadas para empresas.
Smartbank: braço de Banco Digital do Grupo.
Banco legado (Indusval): ficará com a carteira legado de operações não rentáveis em setores nos quais o Voiter não tem interesse em ter exposição, além de carteira inadimplente, gerada em anos anteriores a esta administração.
Ao fim de julho de 2020, o conselho de administração do Voiter aprovou a reestruturação societária proposta e criou a holding NK 031 Empreendimentos e Participações.
Smartbank: braço de Banco Digital do Grupo.
Banco legado (Indusval): ficará com a carteira legado de operações não rentáveis em setores nos quais o Voiter não tem interesse em ter exposição, além de carteira inadimplente, gerada em anos anteriores a esta administração.
Ao fim de julho de 2020, o conselho de administração do Voiter aprovou a reestruturação societária proposta e criou a holding NK 031 Empreendimentos e Participações.
Em abril de 2021, o SmartBank passou a se chamar LetsBank e adquiriu a fintech IOUU, especializada em empréstimos peer-to-peer para empresas. Sua estratégia também foi alterada para focar as atenções no mercado de PMEs.
Em julho de 2022, o LetsBank deixou de ser uma subsidiária do Voiter, como proposto na reorganização societária, tendo sua participação transferida à NK 031.
Em dezembro de 2022, a holding incorporou a totalidade das ações em circulação do Banco Indusval, fazendo com que deixasse de ser listado na B3. Em fevereiro de 2021, foi aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o cancelamento do registro do Banco como companhia aberta.
Atuação.
Em dezembro de 2022, a holding incorporou a totalidade das ações em circulação do Banco Indusval, fazendo com que deixasse de ser listado na B3. Em fevereiro de 2021, foi aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o cancelamento do registro do Banco como companhia aberta.
Atuação.
Em junho de 2023, a cisão parcial da NK 031 separou os ativos que dariam origem a duas frentes distintas: o Voiter e o Letsbank, que quase foi vendido ao empresário Maurício Quadrado.
Foi em dezembro de 2023 que o Voiter caiu na mira de Daniel Vorcaro. No fim daquele mês, o Banco Master fechou a compra de 100% da NK 031. Após os avais necessários, a compra foi aprovada em definitivo pelo Banco Central e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em abril de 2024. Barbosa, o fundador, se manteve como presidente do conselho.
O posicionamento do Voiter é ser um banco de serviços a seus clientes. Os principais focos de atuação são: empresas, produtores rurais, empreendedores e investidores. Com ênfase setorial em: agronegócio, tecnologia e nova economia, energia e infraestrutura.
O Voiter possui cinco agências no Brasil, localizadas em São Paulo, Campinas (SP), Lucas do Rio Verde (MT), Belo Horizonte (MG) e Varginha (MG). e uma nas Ilhas Cayman.
Em setembro de 2025, poucos meses antes da liquidação do grupo Master, o Voiter foi vendido a Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro (do Master), e passou a operar sob o nome Banco Pleno.O posicionamento do Voiter é ser um banco de serviços a seus clientes. Os principais focos de atuação são: empresas, produtores rurais, empreendedores e investidores. Com ênfase setorial em: agronegócio, tecnologia e nova economia, energia e infraestrutura.
O Voiter possui cinco agências no Brasil, localizadas em São Paulo, Campinas (SP), Lucas do Rio Verde (MT), Belo Horizonte (MG) e Varginha (MG). e uma nas Ilhas Cayman.
Mesmo após a venda ao Master e, depois, a transferência de controle a Lima, o banco manteve a atuação no segmento Corporate, oferecendo crédito estruturado para empresas, operando também no mercado de crédito consignado.
Em novembro de 2025, Lima foi preso no mesmo dia que Daniel Vorcaro (do banco Master) e passou a ser investigado, no mesmo inquérito relacionado ao conglomerado Master. Em 18 de fevereiro de 2026, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação do Banco Pleno, encerrando uma série de intervenções envolvendo instituições financeiras diretamente ligadas ao conglomerado Master, controlado por Daniel Vorcaro.
A medida eleva em R$ 4,9 bilhões a conta do Fundo Garantidor de Depósitos (FGC), o fundo de seguro de depósitos do Brasil, que agora terá que cobrir um total de R$ 51,8 bilhões somente em garantias de depósitos, excluindo os empréstimos emergenciais concedidos ao Master e ao Will Bank.
O colapso do Pleno já era amplamente previsto. O banco enfrentava sérias dificuldades nos últimos meses, especialmente após a prisão de seu acionista controlador, Augusto Lima, em novembro, durante a Operação Compliance Zero — a mesma investigação que levou à detenção de Vorcaro.
O Pleno fazia parte do conglomerado Master até julho de 2025, aumentando as preocupações com o risco de contágio.
Incapaz de captar novos depósitos ou emitir outros instrumentos de financiamento, como letras financeiras, o Pleno enfrenta uma crise de liquidez clássica desde novembro. Pessoas familiarizadas com o assunto dizem que Lima vinha vendendo ativos, incluindo bens pessoais, e injetou quase R$ 700 milhões no banco nos últimos 90 dias para quitar dívidas.
Alguns negócios, no entanto, não se concretizaram. Um dos principais ativos do Pleno à venda estava ligado ao Fundo de Compensação por Variação Salarial (FCVS), um fundo governamental criado para compensar a indexação salarial em empréstimos imobiliários, mas nenhum comprador foi encontrado. O banco conseguiu vender parte da carteira de empréstimos com desconto em folha de pagamento do Credcesta. Apesar dos aportes de capital de Lima, o caixa era insuficiente para cumprir obrigações de curtíssimo prazo.
Embora tivesse sido sócio do Master, os ativos de Lima não foram congelados quando o banco de Vorcaro foi liquidado em novembro de 2025, porque ele não ocupava um cargo executivo nos 12 meses anteriores à decisão. Ele deixou o capital do Master em abril de 2024 e seu mandato na administração terminou em junho daquele ano.
Em julho de 2025, ele obteve a aprovação do Banco Central para adquirir o Pleno, mesmo com investigações em andamento sobre suspeita de fraude no Master. Uma das condições para a aprovação era que o plano de negócios do banco não dependesse da captação de recursos por meio de plataformas de investimento, como havia feito a instituição de Vorcaro.
Fontes afirmam que o Pleno solicitou um empréstimo de R$ 800 milhões à FGC no mês passado. Após sofrer perdas bilionárias em linhas de crédito concedidas ao Master & Will Bank, o Fundo se mostrou relutante em fornecer novo apoio. “Pedir é uma coisa, conseguir é outra”, disse uma pessoa próxima às negociações na época.
Fontes do setor dizem que o Pleno também procurou um comprador. O banco foi oferecido à J&F, holding da família Batista, e ao banco de investimentos BTG Pactual, mas nenhum dos dois deu prosseguimento às negociações. “A liquidação era inevitável. Esses potenciais compradores nem sequer analisaram a proposta. O risco reputacional era muito alto”, disse outro observador.
Quando Pleno se separou da Master, Lima levou consigo a Credcesta, uma empresa de cartões de crédito com desconto em folha de pagamento originária da Bahia.
(Fonte: revista Exame Melhores & Maiores - 2017 / jornal Valor - 13.08.2018 / 09.09.2020 / Expert XP - 26.04.2023 / SeuDinheiro - 18.02.2026 / Valor - 19.02.2026 - partes)
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