6 de out. de 2011

Hermès

          A Hermès foi fundada na França em 1837, por Thierry Hermès, um artesão que montou uma pequena oficina de fabricação de arreios para cavalos em Paris, que servia aos cavalos dos nobres da época
          Só passou a vender bolsas, cachecóis e gravatas, produtos que tornaram a empresa famosa, nos anos 1920.
          O logotipo, criado nos anos 1950, é formado pelos principais elementos que compunham uma carruagem antiga. O objetivo era celebrar as raízes equestres da marca.
          Em 1993, sob a presidência de Jean-Louis Dumas, tataraneto do fundador, a Hermès abril o capital.
          Em 2006, o executivo Patrick Thomas tornou-se o primeiro presidente da companhia de fora da família. Ele substituiu Jean-Louis Dumas, que esteve à frente dos negócios da família durante quarenta anos.
          Por volta de 2009, a LVMH começou secretamente a acumular ações na Hermès, usando contratos de derivativos em diferentes bancos para ficar abaixo dos limites de divulgação obrigatória.
          A família Dumas, que era dona da  Hermès, não percebeu o que estava acontecendo até 2010, quando veio a lume a notícia de que a LVMH era dona de 17% da empresa. A família Dumas foi aos tribunais e conseguiu impedir que a LVMH e a família Arnault (controladora da LVMH) tentassem uma aquisição do controle.
          Considerando números de setembro de 2009, 25% das ações da empresa estavam no mercado. Os 75% restantes estavam divididos entre cerca de 60 descendentes de Thierry Hermes em uma estrutura societária que torna a empresa praticamente invendável, apesar da tentativa de diversos grupos.
          Na Hermès, os jovens herdeiros começam a visitar as diversas unidades da negócio a partir dos 10 anos. Dessa forma, conhecem na prática a obsessão da grife pela qualidade dos produtos, característica passada de geração para geração. Como curiosidade, não existe atualmente um único representante da família que conservou o sobrenome Hermès. Todos os descendentes, em algum momento, tiveram o pai com outro sobrenome. Hoje, a Hermès está em sua sétima geração familiar. Nicolas Puech, por exemplo, nascido em 1943, é descendente da quinta geração e foi um dos primeiros acionistas da empresa.
          A primeira loja brasileira foi aberta em setembro de 2009, com a presença de Patrick Thomas, no shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Ela ocupa um espaço de 169 metros quadrados na entrada do shopping e inicialmente tinha uma média de 5 mil itens. A grife francesa planejava vir em 1995, mas foi impedida de usar a marca por uma empresa do Rio de Janeiro, de venda de produtos populares por catálogo. O Hermes brasileiro, sem crase, existe desde 1942. Como não houve acordo a Hermès entrou na justiça e a decisão demorou dez anos.
          Gravatas e os famosos lenços de seda, junto com perfumes vendidos em free shops em aeroportos, garantem a maior parte do faturamento da companhia. Assim como os lenços, que estão no mercado desde 1937 e se transformaram em ícones de luxo, algumas bolsa Hermès ficaram célebres e conquistaram status de obras de arte. Caso da Kelly Bag, que foi desenhada em 1892 para transportar selas, mas ganhou status de celebridade em 1956 quando foi vista nas mãos de Grace Kelly. Cada bolsa Grace Kelly - cujos preços variam de US$ 6 mil a US$ 18 mil nos EUA - consomem 25 horas de trabalho de um artesão em Paris.
          Em fins de setembro de 2022, o grupo Hermès abre megaloja em Nova York, reunindo três prédios. Os três edifícios que compõem o espaço de 20.250 metros quadrados, sendo um deles uma antiga base para o Banco de Nova York, de 1920, formam o projeto que só não é maior do que a sede original da marca, em Paris.
(Fonte: Valor - 14.09.2009 / revista Exame - 02.06.2010 / msn - 05.12.2018 / 21.02.2019 / jornal Valor - 07.11.2019 / 29.09.2022 / Estadão - 08.12.2023 - partes)

Nenhum comentário:

Postar um comentário