18 de dez. de 2025

Vinícola Miolo

          A Quinta do Seival, do Grupo Miolo, em Candiota, tem uma história antiga. Fica nas terras onde, em 1836, aconteceu a Batalha do Seival da Revolução Farroupilha, conhecida como Guerra dos Farrapos. Ali as tropas de Bento Gonçalves puseram para correr a guarda imperial.
          A Miolo comprou a propriedade no ano 2000. São 200 hectares de vinhedos, de onde saem desde o
básico Miolo Seleção até o Sesmarias—um vinho que pode custar cerca de R$1.200—,passando por
rótulos de qualidade e de custo razoável, como o Quinta do Seival Castas Portuguesas (R$ 157,90). Os preços têm como base dezembro de 2025.
(Fonte: Folha de S.Paulo)

16 de dez. de 2025

iRobot

          A fabricante de robôs aspirador iRobot foi fundada em1990 por engenheirosdo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
          No início de 2024 quase um acordo foi firmado com uma proposta de
aquisição de US$ 1,5 bilhão pela Amazon, que fracassau devido a preocupações
de concorrência dos reguladores da União Europeia.
          Em meados de dezembro de 2025, a iRobot entrou com pedido de Chapter 11 (equivalente a recuperação judicial) nos EUA e será assumida por seu fornecedor chinês após a empresa,que
popularizouo aspirador de pó robô, sucumbir sob o peso da concorrência de rivais mais baratos.
          O grupo disse  em 14 de dezembro que entrou com pedido em Delaware como parte de um acordo de reestruturação com a chinesa Picea Robotics, sua credora e fornecedora principal, que adquirirá todas as suas ações.
          As ações da iRobot fecharam o pregão de 15 de dezembro de 2025 a US$ 1,27, muito abaixo
dos US$ 52 por ação oferecidos pela Amazon. “O anúncio é um marco crucial para garantir o futuro a longo prazo da iRobot”, comentou Gary Cohen, diretor executivo da iRobot
          A iRobot vendeu maide 40 milhões de dispositivos, segundo a empresa. Nos últimos anos, enfrentou concorrência de rivais chineses mais baratos, incluindo  a Picea, pressionando as vendas e forçando a iRobot a reduzir o número de funcionários. Uma reestruturação em 2024 tirou de
seu cofundador do cargo de diretor executivo.
          Embora a iRobot tenha recebido US$ 94 milhões em compensação pelo término do acordo com a Amazon, parte disso foi usada em taxas de consultoria e para pagar parte de um empréstimo de US$ 200 milhões.
(Fonte: Financial Times San Francisco (Folha de S.Paulo - 16.12.2025

14 de dez. de 2025

Richard Mille

          O francês Richard Mille entendeu que existia um grupo reduzido disposto a comprar um relógio pelo preço de um apartamento. Ou melhor: comprar um relógio cujo valor compra dois. E percebeu que, embora pequeno em número, tinha poder aquisitivo suficiente para justificar uma marca criada só para eles.
          A ousadia fica ainda mais interessante quando lembramos que Mille tomou essa decisão depois dos 50 anos. Numa fase em que muitos reduzem o ritmo, ele resolveu começar seu capítulo mais arriscado.
          E fez isso em um setor que idolatra tradição. É como tentar reinventar o vinho na terra dos bordaleses.
          Antes de lançar sua marca, Mille passou décadas na relojoaria tradicional, trabalhando em empresas pouco conhecidas do grande público como Finhor, Matra e Mauboussin. Durante sua carreira como executivo, notou o quanto o setor se acomodava. Ele entendeu que nunca criaria algo realmente novo se continuasse apenas como empregado.
          A alta relojoaria sempre foi dominada por casas centenárias. Elas veneram história e tratam qualquer desvio como heresia.
          Mille ousou ao empreender contra os gigantes estabelecidos no setor. E ousou também na estratégia, combinando materiais inéditos como fibra de carbono, titânio aeronáutico e cerâmica avançada com preços estratosféricos.
          O primeiro relógio, o RM 001, levou mais de dois anos para ficar pronto. Criado em parceria com a Renaud et Papi, rompeu códigos estéticos e técnicos que eram considerados intocáveis. Seu preço superava o dobro do tourbillon mais caro da época. Não era apenas um produto. Era um manifesto.
          Caio Mesquita, da Empiricus, conta que a primeira vez que ouviu falar da marca aconteceu durante conversa com Felipe Massa, entusiasta da Richard Mille de primeira hora, dentro do podcast Mesa para Quatro. Desde então, acompanha as novidades da marca. "Não gosto do visual dos relógios. São exagerados e quase barulhentos, especialmente quando comparados aos concorrentes elegantes. Mas talvez seja justamente isso que os torna tão potentes. Eles não querem agradar gente como eu", diz Mesquita.
          A estratégia de marketing seguiu o mesmo espírito disruptivo. Mille colocou seus relógios no pulso de atletas que operam no limite. Rafael Nadal jogando tênis com um relógio de milhões. Pilotos de Fórmula 1, exibindo peças que parecem tão ousadas quanto o próprio esporte.
          Hoje (fins de 2025), a Richard Mille é a única grande marca de alta relojoaria comandada por seu fundador vivo. O negócio segue refletindo a curiosidade e a teimosia de Mille. Enquanto outras se tornaram departamentos de conglomerados, a dele segue sendo uma ideia em movimento.
          A história mostra algo incômodo. O valor não nasce da média. Nasce do extremo. Não surge da tentativa de agradar. Surge da coragem de desagradar. E não depende de escala. Depende de escassez.
          Também desmonta o mito da idade certa. Mille provou que tarde demais é só um rótulo. Quando a convicção não cabe mais na vida antiga, empreender vira consequência.
          No fim, o mundo premia quem desafia séculos. Quem tenta o impossível. Quem começa tarde e mesmo assim muda tudo.
(Fonte: Empiricus 24/7 - 13.12.2025 - autor: Caio Mesquita, com trecho adaptado minimamente, para se enquadrar no estilo do blog Origem das Marcas)

10 de dez. de 2025

Di Cunto

 


          Em 1878, aos 17 anos, Donato Di Cunto partiu de Nápoles com destino a Montevidéu, onde iria encontrar parentes de sua mãe.
          Porém, por um desses caprichos do destino, Donato desembarca por engano em Santos, com pouco dinheiro, muitos sonhos e a receita de um tipo de pão nunca antes feito no Brasil: o panettone.
          Sem conhecer ninguém na terra nova, mas com uma determinação inabalável, em 1896 Donato abre no bairro da Mooca a padaria que levaria o seu nome e de cujo forno sairia o primeiro panettone do país.
          Passados mais de 125 anos da sua fundação, a Di Cunto transformou-se em um centro gastronômico que hoje abriga uma confeitaria, um restaurante, uma rotisserie e um pastifício, além da padaria onde tudo começou.
          A Di Cunto se orgulha de ter nascido e crescido na Mooca, tendo se transformado em uma das referências do bairro que até hoje conserva a tradição e a alegria de celebrar os bons momentos à mesa.
          Fábrica de panettone, padaria, confeitaria, rotisserie, pastifício ou restaurante? A Di Cunto é tudo isso em um só lugar. Um verdadeiro centro gastronômico que oferece as delícias e sabores tradicionais da Itália em um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, a Mooca.
          A fábrica de panettones Di Cunto é a mais antiga em atividade no país. Desde 1896 no mesmo endereço e seguindo o mesmo processo de fermentação natural do primeiro panettone produzido no Brasil, o autêntico Panettone Di Cunto.
          É na confeitaria da Di Cunto que nasceu a icônica Torta Regina, massa de pão de ló, com creme de baunilha, carolina recheada de chantilly e cobertura de caramelo em fios, sucesso entre as famílias paulistanas há mais de um século.
          Atendendo no mesmo endereço desde sua fundação, no bairro da Mooca, na Rua Borges de Figueiredo, a Di Cunto cresceu e tornou-se uma referência na cidade, sempre fiel ao compromisso com a tradição e a qualidade da boa mesa italiana que o visionário Donato trouxe em sua bagagem. A Di Cunto tem uma filial na Rua Tabapuã, Itaim Bibi, em São Paulo.
(Fonte: site da empresa)

9 de dez. de 2025

Torra

          A Torra, que nasceu Torra-Torra, numa alusão aos preços baixos, referindo-se a tíquete-médio de R$ 120.
          Criada em 1993 pela família Ruiz, a Torra tem como CEO, Marcio Ruiz — um dos quatro irmãos da família fundadora.
          A Torra começou a profissionalizar o negócio em 2010, quando chegou a pouco mais de 20 lojas. Além dos irmãos, passou a ter executivos vindos do mercado.
 —, diz que esse já era um sonho há pelo menos 8 anos. A rede da família Ruiz colocou o primeiro pé na avenida durante a pandemia: abriu ali, no prédio acima da atual loja, seu escritório administrativo.
          No início de dezembro de 2025, a Torra chega com tudo à Avenida Paulista em São Paulo. A  loja é grande, de quase 600 metros quadrados, e a vitrine já remete às compras de Natal. A fachada neutra deixa os manequins em evidência, e o que diferencia a loja é o letreiro laranja com o nome da Torra — numa espécie de confronto direto com a fachada toda rosa pink da Marisa – praticamente cara a cara com ela do outro lado da avenida.
          O endereço funciona também como vitrine — pela avenida Paulista passam 1,5 milhão de pessoas diariamente — num momento em que construir marca é especialmente crucial para quem está crescendo e precisa cavar seu espaço num espaço muito maior e mais disputado que é o e-commerce.
          Em 2024, o faturamento do grupo foi de R$ 2,3 bilhões. A estimativa, agora, é fechar 2025 com as vendas somando R$ 2,6 bilhões. O grupo tem lojas em 17 estados do país e projeta abrir ao menos 10 lojas em 2026, superando as 100 unidades, além de manter dois centros de distribuição.
(Fonte: InvestNews - 09.12.2025)

8 de dez. de 2025

Kalshi

          Cofundada pela brasileira Luana Lopes Lara, a Kalshi, com sede em Nova York, se consolidou como uma das principais plataformas de mercados preditivos do mundo (plataforma que negocia apostas sobre eventos futuros). Autodenominada uma "nerd de matemática", sua aptidão para os números — que lhe rendeu até uma medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia — a levou para o MIT (Massachusetts Institute of Technology). O nome "Kalshi" significa "tudo" em árabe.
          Lá, graduou-se em Ciência da Computação e Matemática e conheceu Tarek Mansour, com quem fundou a Kalshi em 2018, quando tinha apenas 22 anos e ainda estava na faculdade.
          Natural de Joinville (SC), Luana Lopes Lara cresceu dividindo o tempo entre sapatilhas e equações. Na juventude, a jovem estudou balé na renomada Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.
          Antes de empreender, no entanto, Luana validou suas teses no mercado financeiro tradicional. Ela acumulou experiência operando nas mesas de grandes instituições de Wall Street e fundos quantitativos, com passagens pela Citadel, Bridgewater e Five Rings Capital.
          Diferente das casas de apostas tradicionais, a empresa permite negociar contratos sobre eventos futuros — de recessão nos Estados Unidos à premiação do Oscar — com licença oficial da CFTC, órgão regulador de derivativos dos Estados Unidos.
          A Kalshi opera como uma bolsa de contratos de eventos. Os usuários compram e vendem contratos baseados em perguntas de “sim” ou “não” sobre acontecimentos mensuráveis. O preço de cada contrato varia entre US$ 0 e US$ 1, refletindo a probabilidade de o evento ocorrer segundo o mercado.
          Se o evento se concretiza, o contrato paga US$ 1; se não, vale US$ 0. A lógica permite que investidores usem os contratos como hedge contra riscos macroeconômicos ou políticos.
          A Kalshi movimentou US$ 5,8 bilhões em volume negociado apenas em novembro, segundo o site especializado The Block. O número representa um crescimento de 32% em relação a outubro. A expansão é puxada pela entrada da empresa no segmento de apostas esportivas complexas (parlays), que já responde por 80% do volume.
          Com o crescimento, a empresa tornou-se um player relevante também frente às tradicionais plataformas de apostas esportivas, como DraftKings e FanDuel, que agora estudam entrar no setor de prediction markets,
          Em 3 de dezembro de 2025, a Kalshi anunciou uma rodada Série E de US$ 1 bilhão, que mais que dobrou seu valor de mercado para US$ 11 bilhões, cerca de R$ 58,6 bilhões na cotação atual. Entre os investidores estão Paradigm, Sequoia Capital, Andreessen Horowitz, ARK Invest, CapitalG (Google), Meritech, IVP e Y Combinator.
          Com a rodada, Luana e o cofundador Tarek Mansour tornaram-se bilionários no papel, com participações entre 20% e 25% da empresa, segundo fontes com conhecimento da estrutura societária.
          Apesar do crescimento acelerado e do aumento exponencial no volume de negociações, a Kalshi enfrenta obstáculos no campo regulatório. A principal disputa gira em torno da classificação jurídica da plataforma: enquanto a empresa se define como um mercado de derivativos regulamentado, autorizado pela CFTC dos Estados Unidos, autoridades estaduais argumentam que suas operações se enquadram como apostas esportivas e comerciais, sujeitas às legislações locais de jogos.
          Na última semana de novembro de 2025, a Kalshi sofreu um revés judicial após uma decisão federal determinar que a empresa deve obedecer às regras da comissão de jogos do estado de Nevada.
          A empresa discorda da decisão e já anunciou que pretende recorrer, alegando que sua atividade principal é financeira, e não recreativa, sendo comparável ao mercado de futuros de commodities.
          Segundo a direção da empresa, submeter a Kalshi à regulação estadual de jogos inviabilizaria parte do modelo de negócios, além de criar conflitos jurídicos com a regulação federal já existente. A disputa ilustra os desafios legais enfrentados por plataformas inovadoras que operam na interseção entre tecnologia, finanças e comportamento de massa — especialmente em setores onde a fronteira entre aposta e derivativo ainda é alvo de interpretações distintas.
          A Kalshi prepara novos produtos, parcerias com corretoras e a entrada em mercados internacionais. Uma dessas parcerias, segundo fontes ouvidas pelo New York Times, deve ser anunciada com a CNN. A empresa também negocia com instituições financeiras para permitir que seus contratos sejam negociados como ações, com maior liquidez e acesso.
          Hoje atuando como COO (Diretora de Operações) da Kalshi, a executiva lidera a estratégia de uma empresa que movimenta mais de US$ 1 bilhão por semana.
(Fonte: Exame - 03.12.2025)
Luana Lopes Lara

30 de nov. de 2025

JBS Viva

          Em novembro de 2025, a JBS juntou sua divisão de couros com o Grupo Viva. Assim nasceu a JBS Viva, uma gigante global do setor.
          A JBS e o Grupo Viva anunciaram no dia 25 a criação da JBS Viva, nova companhia que nasce
como líder global no setor de couros, reunindo os ativos de produção e comercialização
das duas empresas. A operação foi formalizada após aprovação do conselho de administração
da JBS e assinatura de um memorando de entendimentos vinculante com a Vanz Holding e a Viposa, acionistas da Viva.
          A JBS Viva terá participação acionária dividida igualmente entre a JBS e os acionistas do
Grupo Viva. A governança também será compartilhada: o presidente do conselho e o CFO (diretor financeiro) serão indicados pela JBS, enquanto o CEO e o COO (diretor de operações) ficarão sob responsabilidade do Grupo Viva. A conclusão da transação ainda depende da negociação dos documentos finais, bem como das demais condições, algo considerado usual.
          Com 31 fábricas e pelo menos 11 mil funcionários distribuídos pelo Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã, a nova companhia vai processar mais de 20 milhões de couros por ano.
          O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou em nota que a combinação dos negócios cria uma companhia mais preparada para atuar internacionalmente. “A união com a Viva abre novas oportunidades para todos os mais de 7 mil colaboradores da JBS Couros, que agora passam a fazer parte de um negócio ainda mais robusto e preparado para competir globalmente”, disse. Para ele, a JBS
Viva representa “a união de mais de 70 anos de experiência e reconhecimento internacional”.
          Segundo o líder da JBS Couros, Guilherme Motta, o produto segue sendo estratégico dentro da companhia. Ele ressaltou que o couro bovino, coproduto natural da cadeia de proteína, é
transformado em produtos que vão de calçados e bolsas a revestimentos automotivos e mobiliário.
          O mercado global de artigos de couro movimentou em 2024 por volta de US$ 498,5 bilhões e deve chegar a US$ 531 bilhões em 2025.
           A nova companhia já surge com capacidade é de produzir 20 milhões de peles de couro por ano.
(Fonte: Estadão - 26.11.2025 / InvestNews - 27.11.2025 - partes)

28 de nov. de 2025

Michael Kors

          A afinidade de Kors pela moda começou quando ele era muito jovem, com sua mãe teorizando que seu interesse pode ter sido despertado por sua exposição à indústria de vestuário por meio de sua carreira de modelo. Kors, aos 5 anos, chegou a redesenhar o vestido de noiva de sua mãe para seu segundo casamento. Na adolescência, Kors começou a desenhar roupas e vendê-las no porão de seus pais, que ele renomeou como Iron Butterfly.
          Em 1977, matriculou-se no Fashion Institute of Technology na cidade de Nova Iorque. No entanto, abandonou o curso após apenas nove meses e conseguiu um emprego numa boutique chamada Lothar's, em frente à Bergdorf Goodman, na 57th Street, em Midtown Manhattan, onde começou como vendedor e tornou-se designer e responsável pela apresentação visual da loja.
          Em 1981, Kors lançou sua marca feminina Michael Kors na Bergdorf Goodman. Em 1990, a empresa lançou a KORS Michael Kors como licenciada. Um pedido de recuperação judicial (Chapter 11) em 1993, causado pelo fechamento da parceira de licenciamento da KORS Michael Kors, o forçou a suspender a linha KORS até 1997, quando lançou uma linha com preços mais acessíveis. Também naquele ano, ele foi nomeado o primeiro estilista de prêt-à-porter feminino da grife francesa Celine. Durante sua gestão na Celine, Kors revitalizou a casa de moda com acessórios de sucesso e uma linha de prêt-à-porter aclamada pela crítica. Ele deixou a Celine em outubro de 2003 para se concentrar em sua própria marca. Lançou sua linha masculina em 2002.
Retrato oficial do primeiro mandato da ex-primeira-dama Michelle Obama, onde ela aparece usando um vestido desenhado por Kors.
Um vestido Michael Kors
Um vestido de Michael Kors usado por Kasia Struss, 2010.
Entre as celebridades que vestiram criações de Kors estão Nicole Kidman, Tiffany Haddish, Reese Witherspoon, Lupita Nyong'o, Olivia Wilde, Blake Lively, Kate Hudson, Rene Russo, Jennifer Lawrence, Taylor Swift, Kate Middleton, Hillary Clinton, Angelina Jolie, Jennifer Lopez, Emily Blunt, Kristen Stewart  Ariana DeBose, Kamala Harris, Heidi Klum, Catherine Zeta-Jones, Sigourney Weaver. Michelle Obama  usou um vestido preto sem mangas do estilista para seu primeiro retrato oficial como Primeira-Dama e mais tarde usou Kors novamente no discurso do Estado da União de 2015.
As modelo Constance Jablonski, Jac Jagaciak, Andreea Diaconu e Liu Wen, entre outras, desfilaram para Michael Kors em 2014

19 de nov. de 2025

Oncoclínicas

          Em 1º de outubro de 2021, a Oncoclínicas, fundada por Bruno Ferraria, assinou memorando de entendimentos para a aquisição da Unity, grupo de clínicas oncológicas com 24 unidade em 5 estados e no Distrito Federal. O valor do acordo é de R$ 558 milhões.
          Também no início de outubro de 2021, a OncoClínicas concluiu a compra de 84% do capital social do Complexo Hospitalar Uberlândia (UMC), e a totalidade do capital social da UMC Imagem e do Instituto do Coração do Triângulo Mineiro.
          Em 24 de novembro de 2021, a Oncoclínicas informou ao mercado que concretizou a compra de 100% do capital social da Unity Participações, grupo de clínicas oncológicas com 24 unidades em 5 estados e no Distrito Federal. O valor da negociação foi de R$ 554,2 milhões, a serem pagos em dinheiro e em novas ações da companhia.
          Em 23 de dezembro de 2021, a Oncoclínicas informou ao mercado que adquiriu 60% do capital social da Brasil Memorial Holding, centro ambulatorial de procedimentos cirúrgicos de baixa e média complexidade e exames de Salvador, Bahia. A negociação, concretizada por R$ 110,1 milhões, faz parte, segundo a própria Oncoclínicas, de sua estratégia de expandir a jornada do cuidado oncológico, integrando as clínicas ambulatoriais com centros de complexidade.
          A Oncoclínicas adquiriu, por meio de sua subsidiária Idengene Medicina Diagnóstica, o laboratório de anatomia patológica e citopatologia Microimagem, da cidade do Rio de Janeiro, por R$ 8 milhões. valor 
          No início de fevereiro de 2022, a Oncoclinicas anunciou que comprou o Centro de Medicina Integrada de Sergipe (Cemise), localizado na capital Aracaju e em mais duas cidades do estado, por R$ 150 milhões. De acordo com a empresa, o Cemise é a clínica líder em especialidades médicas com foco em saúde integrada, prevenção e diagnóstico em Sergipe. Com dez unidades, o Cemise realiza mais de 3 mil consultas 80 mil procedimentos mensais.
          A Oncoclinicas anunciou que comprou uma participação na espanhola Medsir, que atua no planejamento e gestão de pesquisas clínicas independentes em oncologia, por 5,75 milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões). O valor de 5,75 milhões de euros correspondem a 3 milhões de euros que serão pagos aos acionistas atuais da Medsir e 2,75 milhões de euros em aporte de capital para acelerar o crescimento da empresa nos mercados internacionais. Ainda há opções de compra pela participação restante ao longo dos próximos anos. A Medsir foi fundada em 2012 e já coordenou mais de 40 ensaios clínicos em colaboração com 27 indústrias farmacêuticas e de biotecnologia, por meio de uma rede de mais de 60 pesquisadores oncológicos e formadores de opinião.
          Em 26 de agosto de 2025, a Oncoclínicas vendeu sua participação de 84% no Hospital UMC, de Uberlândia, por R$ 160 milhões. De acordo com comunicado, o valor será pago na forma de assunção de endividamento e obrigações do UMC pelo comprador, que a Oncoclínicas identifica como sendo Alexandre de Menezes Rodrigues, um dos fundadores do hospital e parte do grupo de acionistas minoritário.
          Em 18 de novembro de 2025, o Departamento de Resolução e de Ação Sancionadora (Derad) do Banco Central do Brasil (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Com isso, determinou a indisponibilidade dos bens de duas empresas, três controladores e oito ex-administradores.
De acordo com o banco, a Oncoclínicas possui cerca de R$ 500 milhões em CDBs emitidos pelo Master. Desse total, R$ 217 milhões já foram provisionados como perda no terceiro trimestre. Os R$ 280 milhões restantes representam mais da metade de toda a posição de caixa da companhia, e podem não ser recuperados integralmente. As ações da Oncoclínicas (ONCO3) desabam no dia seguinte, dia 19, refletindo a crescente aversão ao risco dos investidores após a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central. O episódio reacende preocupações sobre a já delicada estrutura financeira da companhia, segundo relatório do J.P. Morgan. Além disso, o Banco Master detém 15% de participação na Oncoclínicas, avaliada em aproximadamente R$ 180 milhões, que pode ser colocada à venda durante o processo de liquidação. Esse movimento adiciona pressão ao papel, já que um bloco desse tamanho entrando no mercado pode aumentar a oferta e pesar ainda mais sobre os preços.
(Fonte: Valor - 01.10.2021 / ElevenFinacial 01.10.2021 / Valor - 04.10.2021 / ElevenFinancial - 24.11.2021 / 23.12.2021 Valor - 07.02.2022 / 19.11.2025 - partes)

11 de nov. de 2025

Fototica (antiga Fotoptica)

          A Fotoptica, a mais antiga cadeia de foto e ótica do país, foi fundada em 1920 em São Paulo pelo húngaro Desidério Farkas (Farkas Dezső) e um irmão. Foi dirigida posteriormente pelo filho de Desidério, Thomas Farkas.
          Na década de 1980, a empresa iniciou as revelações de filmes fotográficos em apenas uma hora.
          Em 1997, a empresa foi adquirida por um fundo de investimentos e, em 2007, pela Hal Investiments BV.
          O faturamento de 2006 foi de 115 milhões de reais.
           Em 2008, adotou um novo logotipo e retirou a letra "P" do nome, passando a dedicar-se apenas à venda de óculos. Posteriormente, adotou o nome Ótica GrandVision by Fototica.
          A empresa tinha, em 2011, mais de 119 lojas.
          A Fotoptica sofreu um violento baque com a expansão do setor de câmaras digitais e enfrentou problemas com franqueados. O resultado foi o fechamento de 30 lojas.
          A Fotoptica criou o projeto Ótica by Fotoptica para licenciar a marca em áreas que não comportem uma franquia completa da rede, como cidades do interior e comércio de vizinhança na capital.
(Fonte:Wikipédia / Exame - 27.09.2006)

10 de nov. de 2025

Plurix

          A força do varejo regional nos supermercados virou tese de investimento até para uma gestora de fundos. Em 2021, o Patria Investimentos colocou em operação a Plurix, uma empresa que controla uma série de marcas regionais como a Paraná Supermercados e a Boa, que atua no interior paulista.
          A estratégia da Plurix tem respaldo no que boa parte dos especialistas no varejo alimentar atestaram nos últimos anos: os grupos regionais podem ser mais fortes do que grandes cadeias nacionais. Um exemplo disso foi a saída do Carrefour de Belo Horizonte, em 2023.
          Além da Paraná e da Boa, a Plurix reúne uma porção de marcas de supermercados que os moradores de cidades do interior de São Paulo, Paraná ou de Santa Catarina conhecem bem: Superpão, Avenida, Compre Mais, Empório Dom Olívio e Amigão.
          Desde o início da operação, em 2021, até outubro de 2025, a holding fez 12 aquisições. Em 2024, foi a da Amigão, uma rede com 65 lojas espalhadas pelo interior de São Paulo e do Paraná, e que adicionou R$ 4 bilhões ao faturamento.
          O formato é o do supermercado de bairro, com lojas de até 2.000 m², e ancorado em perecíveis e frescos, o que garante frequência. “Nosso cliente vai quase duas vezes por semana”, diz Jorge Faiçal CEO da rede..
          Faiçal é o CEO da rede desde agosto de 2023. O executivo é íntimo do setor. Foi CEO do GPA, dono do Pão de Açúcar e do Extra, e diretor, por anos, da operação brasileira do Walmart e do Carrefour.
          A holding prioriza expandir onde já opera, com o objetivo de ganhar densidade e escala regional. No radar, estão a macro-região de Campinas/Jundiaí, o oeste paulista (na região de Presidente Prudente) e Araçatuba.
          Outra característica da Plurix é manter os sócios-fundadores dos supermercados como minoritários, atuando na gestão. “Quero a inteligência local. O time de cada praça sabe o que vende, a peça de açougue que o cliente prefere, a dinâmica do hortifruti, a sazonalidade da padaria”, diz Faiçal.
          “Em 2023, a Plurix faturava R$ 3,5 bilhões. Em 2025, devemos fechar em R$ 10 bilhões. É uma tese bem-sucedida”, diz Jorge Faiçal em entrevista ao InvestNews. CEO da rede desde agosto de 2023, o executivo é íntimo do setor. Foi CEO do GPA, dono do Pão de Açúcar e do Extra, e diretor, por anos, da operação brasileira do Walmart e do Carrefour.
No ranking divulgado neste ano, saltou nove posições em relação à lista do ano passado e hoje ocupa a 11ª colocação entre as maiores varejistas alimentares do Brasil. São 170 lojas e, de acordo com a companhia, existem “conversas avançadas” para mais aquisições nos próximos meses.
(Fonte: InvestNews - 30.10.2025)

9 de nov. de 2025

Savegnago Supermercados

           Aparecido Savegnago fundou a rede de supermercados Savegnago  (lê-se savenhágo) em 1976, 
na cidade de Sertãozinho, região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
          Nascido em 1960, Sebastião Edson Savegnago, o Chalim, filho do fundador, é o presidente do Supermercado Savegnago.
          O negócio permaneceu na família, agora sob a liderança dos filhos. À frente do grupo estão os irmãos Chalim, presidente da rede e vice-presidente do conselho de administração, e Toninho, vice-presidente da rede e presidente do conselho. Parceiros na gestão e no legado, cada um possui 50% do negócio.
          Dono de 63 unidades do Savegnago Supermercados, de cinco do Paulistão Atacadista e de três mercados menores, os Savegnago Prático, o grupo está entre os 10 maiores do Estado de São Paulo e entre os 15 maiores do Brasil. Incluindo os centros de distribuição, manutenção, postos de combustível e a sede administrativa – ainda em Sertãozinho –, o Grupo Savegnago emprega mais de 12 mil pessoas.
          O endividamento do grupo, diz Chalim, é praticamente zero. Também há pouco espaço para investidores externos. Além das holdings familiares dos dois irmãos e dos fornecedores do grupo, só lucram com o Savegnago os donos dos imóveis e dos terrenos nos quais operam os supermercados.
          E eles são menos da metade da rede. Dos 68 prédios nos quais funcionam as unidades Savegnago e Paulistão Atacadista, 37 pertencem à empresa patrimonial do grupo, a Savegnago Empreendimentos e Participações (SEP), que recebe os alugueis pagos pelas unidades. O aluguel que o Savegnago deposita para o próprio Savegnago é o dinheiro que financia a expansão da empresa como um todo.
          "Fizemos o caminho da Anhanguera e da Bandeirantes sem quebrar”, diz Chalim, em referência às principais rodovias das regiões que concentram os investimentos do grupo, as de Campinas e de Ribeirão Preto. Já são 22 municípios, todos no interior de São Paulo, que juntos somam 6,7 milhões de habitantes
          A identidade caipira é parte do modelo de negócios. Não à toa, o slogan da Savegnago Supermercados é “a rede forte do interior paulista”. Leia com sotaque: FoRte. InterioR; com o “erre” retroflexo, puxado – traduz melhor o espírito interiorano.
(Fonte: InvestNews - 09.12.2024 / 08.08.2025 - partes)

4 de nov. de 2025

Geely (automóveis)

          A Geely Holding é um grupo automotivo global com investimentos em várias marcas automotivas internacionais, caso de Volvo Cars, Lotus, SmartLynk & Co, Zeekr, Polestar, Radar, London Electric Vehicle Company e Farizon Auto.
Fundada em 1986 por EricLi, atual presidente da empresa, na província chinesa de Zhejiang, a Geely iniciou seu negócio automotivo em 1997 e, atualmente, tem matriz localizada na cidade de Hangzhou, na China.
          Presente no Brasil entre 2014 e 2016, a fabricante chinesa vendeu apenas dois modelos: o hatch GC2 e o sedã EC7. Difíceis de serem vistos nas ruas, a dupla também se tornou raridade no mercado de usados.
          Após comprar a Volvo e criar a marca Lynk & Co, a Geely evoluiu. Seus carros possuem uma forte identidade visual e maior qualidade de construção. Os próximos modelos da marca terão plataforma desenvolvida pela Volvo e tecnologia compartilhada.
          No início de novembro de 2025, a Renault fechou um acordo que permitirá ao grupo chinês
Geely adquirir 26,4% da operação da montadora francesa no Brasil.
          A Geely Holding e a Geely Auto terão acesso aos recursos da Renault no País e poderão
produzir veículos da marca Geely Auto, lado a lado com modelos Renault, na fábrica
Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.
          Paralelamente, a Renault usará a plataforma da Geely para automóveis elétricos e híbridos, para ampliar sua linha de veículos de baixa ou zero emissão no mercado brasileiro.
          A Renault do Brasil ficará responsável por distribuir o portfólio elétrico e híbrido da
Geely no país, abrindo novas oportunidades em vendas, financiamento e serviços...
(Fonte: iCarros - msn - 03.04.2018 / Estadão - 04.11.2025 - partes)

3 de nov. de 2025

Comstock

          Jerry Jones é o dono do time de futebol americano Dallas Cowboys. Entre todos os times de todos os esportes do mundo, o Cowboys tem hoje o maior valor de mercado. Ainda assim, para Jones, o melhor investimento da sua vida é outro: a Western Haynesville, uma área de exploração de gás natural no Texas.            Trata-se de uma região difícil de explorar. O gás está preso em rochas a até 6 mil metros de profundidade – quase o dobro de outros campos nos EUA. Lá embaixo, o calor ultrapassa 200 °C, o que 
danifica os equipamentos. Outras empresas já tentaram encarar, mas desistiram.
          A Comstock, companhia controlada por Jones, desenvolveu uma tecnologia para chegar mais longe. Passou a usar métodos de perfuração em alto-mar, como revestir os poços com aço especial e empregar sistemas de controle de pressão.
          Assim, a Comstock conseguiu perfurar poços que antes eram considerados impossíveis. Em entrevista ao Wall Street Journal, Jones disse: “tem US$ 100 bilhões em gás lá fora. O magnata do esporte ‘destrava’ reserva de gás natural de US$ 100 bilhões nos EUA.
(Fonte: The Wall Street Jpurnal - 03.11.2025)

26 de out. de 2025

Southwest Airlines

          A Southwest Airlines foi, em tempos idos, uma das campanhas mais ousadas da aviação. Ela nasceu (renasceu) de um simples problema: aviões vazios.
          Em 1971, a Southwest Airlines, então uma pequena companhia do Texas, descobriu que seu público era formado por homens conservadores e viajantes de negócios — e decidiu conquistá-los de um jeito… inusitado.
          Nasceu então “A Companhia Aérea do Amor” — a Love Airline. O aeroporto-base chamava-se Love Field, os aviões viraram Love Birds, e até os lanches receberam nomes sugestivos como Bocados do Amor e Poções do Amor.
          Mas o golpe de mestre veio com as “Love Hostess” — comissárias de bordo em uniformes curtos e botas brancas que se tornaram ícones da publicidade dos anos 1970.
          O slogan? “Agora há mais alguém lá em cima que gosta de você.”
          O resultado? As vendas decolaram, os voos encheram e a Southwest se tornou uma das companhias aéreas mais queridas dos Estados Unidos, transformando ousadia em identidade.
          A Southwest em 1972, no Texas — o auge da era em que voar também significava flertar com o marketing.
(Fonte: FatosForaDaCaixa)

Todas as reaçõe

23 de out. de 2025

Cerveja Flying Fish.

          A cerveja foi Flying Fish criada pela AB InBev na África do Sul como uma inovação voltada para consumidores em busca de novidades fora do circuito tradicional da cerveja. O sucesso inicial levou a uma rápida expansão em países africanos como Nigéria e Zâmbia. A partir da África do Sul, a Flying Fish vem expandindo presença em diversos países da África e também em mercados da América do Norte e da Europa.
          Nos últimos anos, a Flying Fish também começou a aparecer em mercados da América do Norte, explorando a demanda crescente por bebidas híbridas e de baixa graduação alcoólica. Essa expansão internacional sinaliza um movimento estratégico da AB InBev em inserir a marca em praças de alto potencial de consumo jovem.
          A Flying Fish nasceu como uma alternativa híbrida, trazendo a leveza e refrescância de uma lager premium combinada a notas aromáticas e frutadas que remetem a um coquetel pronto. Essa dualidade permite à bebida transitar entre diferentes ocasiões de consumo — desde churrascos e encontros ao ar livre até festas e momentos de descontração em casa. É uma bebida que combina atributos da cerveja leve com o apelo dos drinks prontos.
          Em outubro de 2025, a Ambev anuncia que iniciará a distribuição da Flying Fish no Brasil,, reforçando a movimentação da companhia para diversificar portfólio e capturar novas ocasiões de consumo. O lançamento chega com a promessa de se posicionar entre as light lagers premium e os RTDs alcoólicos, uma categoria que cresce no mundo e que já vem sendo explorada pela AB InBev em diferentes mercados.
          Ao desembarcar no Brasil como parte da estratégia da Ambev de dialogar com um público consumidor em busca de praticidade, refrescância e novas experiências de sabor, especialmente em momentos de socialização mais casuais.
          Com graduações alcoólicas em torno de 4,5%, a proposta é oferecer uma bebida acessível, de fácil consumo e com sabor diferenciado, alinhada ao comportamento de consumidores que buscam novas experiências sem abrir mão da conveniência.
          O público prioritário da Flying Fish no Brasil deve ser formado por consumidores jovens adultos, especialmente os que já transitam entre cervejas premium e RTDs como hard seltzers, gin tônicas ou coquetéis enlatados. Trata-se de um perfil que valoriza tanto o lifestyle associado à marca quanto a praticidade de produtos prontos para beber.
          As principais ocasiões mapeadas pela Ambev para este tipo de produto estão ligadas ao consumo em eventos sociais informais, como encontros em casa, festas, pré-shows e baladas, bem como em ambientes de praia e piscina. A embalagem em lata reforça essa portabilidade e praticidade.
          No mercado brasileiro, a Ambev já vinha testando diferentes produtos no campo dos RTDs alcoólicos, como experimentos com hard seltzers e drinks enlatados sob marcas como Beats e Mike’s. A chegada da Flying Fish amplia esse escopo, mas com uma proposta mais próxima da cerveja premium, posicionando-se como uma “bebida ponte” entre as categorias.
          Esse posicionamento permite à Ambev explorar tanto o consumidor tradicional de cerveja que busca novidades quanto o público que já migra para bebidas mistas.
          Segundo informações do mercado, a Flying Fish deve chegar primeiro a grandes centros urbanos do Sudeste e Sul, regiões em que a penetração de cervejas premium e RTDs é mais avançada. A distribuição inicial ocorre em latas sleek de 269 ml e 350 ml, com preços competitivos frente aos RTDs disponíveis, mas acima do tíquete médio das cervejas mainstream.
          Esse formato reforça a proposta de conveniência e adequação às ocasiões de consumo rápidas e sociais. A expectativa é de que, conforme a marca se consolide, a Ambev expanda a distribuição nacional e introduza novas versões de sabores, em linha com a estratégia global da Flying Fish.
          A chegada da Flying Fish ao Brasil se insere em um movimento maior de diversificação da Ambev em categorias que capturam o interesse de um público mais jovem e menos fiel à cerveja tradicional. A estratégia busca ampliar a relevância da empresa em momentos de consumo alternativos, competindo não apenas com outras cervejarias, mas também com players de bebidas destiladas e coquetéis prontos.
          Se conseguir adaptar sua comunicação e distribuição ao perfil do consumidor brasileiro, a Flying Fish pode se tornar uma peça importante na disputa pelo mercado de bebidas híbridas, que promete ganhar tração nos próximos anos.
(Fonte: Catalisi - 02.10.2025)

21 de out. de 2025

Escola Móbile

          A Escola Móbile foi fundada no bairro de Moema, na zona sul de São Paulo, em 1975.
          Em 2026, a Escola Móbile vai inaugurar uma unidade na Vila Olímpia, também na zona sul, somente para o ensino médio.
          O prédio terá espaços pensados para a convivência dos adolescentes, novos laboratórios, um espaço de cinema, plenária para debates e um andar apenas para disciplinas
eletivas como Química da Beleza, Ciência na Cozinha e Física dos Instrumentos Musicais.
          O câmpus vai permitir que a escola abra uma nova turma, com dezenas de vagas, o que
não ocorria há anos. “Isso é muito importante, oxigena e areja a comunidade, com adolescentes que vêm de outras escolas, de outras realidades”, diz o diretor-geral da Móbile, Wilton Ormundo.
          As mensalidades no ensino médio na escola estão em R$ 7,7 mil (valores de 2025).
          A Móbile (assim como a Avenues) recentemente passou a fazer parte do grupo educacional internacional Nord Anglia Education, com mais de 80 escolas pelo mundo.
          (Fonte: Estadão - 20.10.2025)

19 de out. de 2025

Revista O Tico-Tico

 
          Em meio aos periódicos de notícias do século XIX, uma publicação ilustrada apelava ao olhar infantil: era a revistinha O Tico-Tico, considerada a primeira revista de histórias em quadrinhos do país.
          O Tico-Tico é considerada a revista em quadrinhos que "reinventou" leitura para crianças no Brasil há mais de 120 anos.
          Com logotipo concebido pelo desenhista e ilustrador ítalo-brasileiro Angelo Agostini (1843-1910), acabou criando a ideia de um mercado literário voltado para a infância.

1 de out. de 2025

Frank (startup de tecnologia)

          Formada na Wharton School of Business da Universidade da Pensilvânia, Charlie Javice, nascida em 1992, fundou a startup de tecnologia Frank para lançar um software que prometia simplificar o árduo processo de preenchimento do Formulário de Solicitação Gratuita de Auxílio Estudantil Federal (FAFSA, na sigla em inglês), um complexo formulário governamental usado por estudantes para solicitar auxílio financeiro para graduação ou pós-graduação.
          Os investidores da Frank incluíam o capitalista de risco Michael Eisenberg. A empresa dizia que seu serviço, semelhante a um software de declaração de impostos online, poderia ajudar os estudantes a maximizar a ajuda financeira, tornando o processo de inscrição menos complicado.
          A empresa se promovia como uma forma de estudantes financeiramente necessitados obterem mais ajuda mais rapidamente, em troca de algumas centenas de dólares em taxas. Charlie aparecia regularmente em programas de TV a cabo para divulgar a Frank, tendo inclusive figurado na lista “30 Under 30” da revista Forbes antes de o JPMorgan comprar a startup em 2021. Ela vendeu a Frank para o JBMorgan em 2021 por US$ 175 milhões (cerca de R$ 930,7 milhões).
          Charlie foi condenada em março de 2025 por ter enganado o gigante bancário durante a aquisição de sua empresa, chamada Frank, em 2021. Ela apresentou registros falsos que faziam parecer que a Frank tinha mais de 4 milhões de clientes, quando na realidade tinha menos de 300 mil.
          Em 29 de setembro de 2025, foi definida a condenação de Charlie Javice a mais de sete anos de prisão por fraudar o JPMorgan Chase.
          Ao se dirigir ao tribunal antes da sentença, Charlie, que estava na casa dos 20 anos quando fundou a empresa, disse que era “assombrada” pelo fato de que seu “fracasso transformou algo significativo em algo infame”. Falando às vezes entre lágrimas, ela disse que tomou uma decisão da qual passará “o resto da vida” se arrependendo.
          O juiz Alvin K. Hellerstein rejeitou em grande parte os argumentos do advogado de Charlie, Ronald Sullivan, de que ele deveria ser leniente porque as negociações que levaram à venda da Frank colocaram “uma pessoa de 28 anos contra 300 banqueiros do maior banco do mundo”.
          Ainda assim, Hellerstein criticou o banco, dizendo que “eles têm muito do que se culpar” por não terem realizado a devida diligência. Ele acrescentou rapidamente, porém, que estava “punindo a conduta dela e não a estupidez do JPMorgan”.
          Charlie está entre vários jovens executivos de tecnologia que alcançaram fama com empresas supostamente disruptivas ou transformadoras, apenas para vê-las desmoronar diante de questionamentos sobre se haviam praticado exageros e fraudes ao lidar com investidores.
          Sua acusação foi comparada ao caso de Elizabeth Holmes, fundadora da empresa de testes de sangue Theranos, que entrou em colapso em meio a alegações de fraude.
          Charlie, que mora na Flórida, está em liberdade mediante fiança de US$ 2 milhões desde sua prisão em 2023. O juiz disse que ela poderia permanecer livre enquanto recorre da sentença. Ela foi condenada por conspiração, fraude bancária e fraude eletrônica. Seus advogados argumentaram que o JPMorgan perseguiu Charlie por arrependimento de comprador.
          Ronald Sullivan, advogado de Charlie, disse ao juiz Alvin K. Hellerstein que sua cliente era muito diferente de Elizabeth Holmes porque o que ela criou realmente funcionava, ao contrário de Elizabeth, “que não tinha uma empresa real” e cujo produto “de fato colocava pacientes em risco”. Sullivan afirmou que o banco acelerou suas negociações porque temia que outro banco adquirisse a Frank primeiro.
          O promotor Micah Fergenson disse, no entanto, que o JPMorgan “não recebeu um negócio funcional” em troca de seu investimento. “Eles adquiriram uma cena de crime.”
          Fergenson afirmou que Charlie foi movida pela ganância ao perceber que poderia embolsar US$ 29 milhões com a venda de sua empresa. “Srta. Charlie tinha isso pendurado na sua frente e mentiu para conseguir”, disse ele.
          Ao buscar uma longa sentença de prisão para Charlie, os promotores citaram uma mensagem de texto enviada por ela a um colega em 2022, na qual chamava de “ridículo” o fato de Elizabeth ter recebido mais de 11 anos de prisão no caso Theranos.
          Os promotores acrescentaram que a mensagem era “extremamente necessária” devido a “uma tendência alarmante de fundadores e executivos de pequenas startups se envolvendo em fraudes, incluindo a apresentação de informações falsas sobre os produtos ou serviços centrais de suas empresas, para tornar suas empresas alvos atraentes para investidores e/ou compradores”
(Fonte: Estadão - 30.09.2025)

30 de set. de 2025

Volkswagen Fusca

          O "V" de "Volks" representa o povo da Alemanha e o "W" é de "Wagen", que significa "carro" em alemão. Combinado, o nome da marca Volkswagen significa "carro do povo".
          No Brasil, um primeiro passo da Volkswagen foi dado em 1953. Na Rua do Manifesto, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, alguns poucos operários iniciaram a montagem dos primeiros Fuscas brasileiros, com 1.200 cilindradas e peças importadas da Alemanha. Ao longo dos quatro anos seguintes seriam produzidas 2.268 unidades do modelo popular.
          A Volkswagen construiu sua primeira fábrica brasileira no final da década de 1950. Em 18 de novembro de 1959, sob os aplausos do presidente Juscelino Kubitschek - visivelmente orgulhoso -, uma longa fila de carros saiu pela porta principal da recém-inaugurada fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, às margens do Km 23,5 da Via Anchieta. Tratava-se da primeira planta da companhia fora da Alemanha. Na inauguração, o presidente Juscelino desfilou num fusca sem capota pilotado por Friedrich Schultz-Wenk, então presidente da montadora no país. Aquele dia selaria definitivamente o futuro da indústria automotiva nacional. Inicialmente, vieram os modelos Fusca. Anos depois começaram a chegar Variant, TL, SP/1 e 2, Kombi, Brasília e Passat - alguns, inclusive, circulam até hoje. É consenso que a indústria automobilística no Brasil nasceu, de fato, no Km 23,5 da Via Anchieta.
          Um dos modelos mais conhecidos da empresa, o Fusca, teve seu projeto aprovado em 1934, e o primeiro carro, construído um ano depois. A produção em série teve início em 1938. Criado como manobra populista do Terceiro Reich, de Adolf Hitler, o modelo reinventou o modelo de carro popular e foi um fenômeno de vendas.
          Em 1959, a Volkswagen apresentou um acessório curioso para o Fusca: o Hertella Auto Kaffeemachine, uma máquina de café que podia ser instalada em seu painel. Conectada ao acendedor de cigarros, aquecia a água para preparar café na hora, e as xícaras tinham base magnética para não caírem durante a viagem. Hoje, esse item é raríssimo e se tornou peça de colecionador.
          O carro foi tema ou teve participação em trabalhos artísticos, musicais, literários e cinematográficos. Mas teve que deixar as linhas de produção. E saber que poderia ter durado um pouquinho mais. Na Cidade do México, tornara-se familiar como o táxi mais comum, sempre pintado de verde e branco, e por serem os carros usados pela polícia. Uma nova exigência da capital mexicana, porém, tornou compulsório que os táxis tenham quatro portas - oferecendo escape mais fácil para os turistas, que, às vezes, ficam presos no banco traseiro enquanto são roubados por bandidos. Em 30 de julho de 2003, o último Fusca, o de número 21.529.464 saiu da linha de montagem da fábrica da Volkswagen, em Puebla, no México. Marcou o fim da longa produção de 65 anos. Ele ainda é o modelo 
único mais produzido no mundo.
(Fonte: Facebook / revista Exame - 29.04.1992 / 01.01.1997 / 18.04.2001 / 12.03.2003/ jornal O Estado de S.Paulo - 30.07.2003 / revista IstoÉDinheiro - 04.11.2009 / msn Economia e Negócios - 04.12.2014 / jornal Valor online - 13.04.2015 / MSN Business Insider - 27.09.2016 / revista Exame - 15.03.2017 / jornal Valor - 16.01.2019 - partes)

16 de set. de 2025

TRX

          Em julho de 2025 a TRX angariou recursos da emissão de cotas de R$ 1,25 bilhão. O dinheiro foi aplicado em 20 empreendimentos. A maior parte das transações ocorreu via entrega de cotas do fundo, em vez de pagamento em dinheiro. Os imóveis vão de lojas e laboratório de diagnósticos a postos de gasolina e estacionamento.
          Após cerca de R$ 1 bilhão em aquisições de imóveis, que se estendeu por um semestre até setembro de 2025, a partir da sua última emissão de cotas, o fundo de investimento imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) está avaliando empreendimentos que possam entrar numa nova lista de compras. “A ideia é continuar crescendo e diversificando o fundo. A última emissão chamou a atenção do mercado, e passamos a receber muitas ofertas de ativos, inclusive de vendedores que aceitam receber pagamento em cotas”, afirma o sócio da gestora de recursos TRX, Gabriel Barbosa.
          O TRXF11 investe em imóveis locados para empresas de varejo, construção e saúde. Entre os principais inquilinos estão Assaí, Grupo Mateus e Pão de Açúcar. Na semana passada, o fundo acertou a compra de 43,8% de um galpão logístico em Araucária (PR) no valor total de R$ 207,9 milhões, locado ao Mercado Livre por 10 anos.
          Ocupam os imóveis comprados empresas como Assaí, Pão de Açúcar, Extra, Delboni e Coop. Já o galpão recém-adquirido foi o último desta série de transações. A operação marcou também a entrada do fundo gerido pela gestora de recursos TRX no Paraná, ampliando a diversificação geográfica do portfólio. Com isso, o TRXF11 passou a contar com 73 imóveis, distribuídos em 12 Estados e 40 cidades, com área bruta locável total de 722,6 mil metros quadrtados. O fundo tem patrimônio líquido na ordem de R$ 3,2 bilhões.
          A TRX está avaliando suas novas aquisições, especialmente com base em ofertas que chegaram após a emissão de cotas, segundo Barbosa. Entre os ativos sob avaliação estão novos centros logísticos, imóveis de faculdades, hospitais e centros de diagnósticos. O gestor acrescentou que há interesse em ingressar em shoppings regionais, ancorados em supermercados. Segundo ele, a ideia é comprar participações minoritárias e não brigar de frente com os fundos tradicionais de shoppings.
(Fonte Estadão - 16.09.2025)

15 de set. de 2025

Iberdrola

          A Iberdrola passou a ser a controladora da Cosern - Companhia Energética do Rio Grande do Norte, quando esta foi privatizada em 1997. Em 1998, a Cosern já apresentou o maior lucro de sua história. O resultado veio dos ganhos de produtividade obtidos no corte de absurdos administrativos. Em certa época, a Cosern chegou a fazer a entrega das contas de energia de valor superior a 1.000 reais de táxi. Foi uma forma do governador do estado agradar o sindicato dos motoristas e obter, em troca, os votos da categoria.
          No início de 2016, quando o setor de eólica respondia por 6% da produção de energia no Brasil, a Iberdrola fazia parte de um mercado disputado, onde estavam presentes as gigantes que se instalaram no Brasil: além da Iberdrola Renovables, a disputa estava também com a Endesa, Renova Energia, EDP e Duke Energy.
          Em setembro de 2025, a Iberdrola adquiriu da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, a participação de 30,29% que a Previ detinha na Neoenergia, por R$ 11,9 bilhões.
          Em novembro de 2025, a Iberdrola anunciou uma oferta para fechar o capital da Neoenergia. A empresa vai pagar cerca de R$ 35 por ação, em uma operação de R$ 6,5 bilhões. O movimento vem dois meses depois de a Iberdrola comprar os 30% da Neoenergia que estavam com a Previ, elevando sua participação para 84% da companhia.
(Fonte: revista Exame - 24.03.1999 / Valor - 12.09.2025 / InvestNews - 25.11.2025 - partes)

12 de set. de 2025

Tony's Chocolonely

          Era 2003 quando o jornalista holandês Teun van de Keuken decidiu se entregar à polícia, na frente das câmeras do programa que comandava, como cúmplice de trabalho infantil, trabalho escravo e desmatamento nas plantações de cacau da África Ocidental, por consumir chocolate com aquela matéria-prima.
          Para provar que dava para fabricar o produto indulgente de forma sustentável, ele e dois colegas de TV decidiram criar, em 2005, sua própria barra. O Tony’s Chocolonely ganhou esse nome porque Teun (ou Tony) considerava a causa solitária.
          Já um tanto conhecido na Europa e nos Estados Unidos, o chocolate Tony’s chegou sem alarde aos carrinhos de compras no Brasil em 2025. A barrinha que vem com statement surpreendeu até a matriz na demanda local: em São Paulo, onde a exclusividade é da Shopper, o estoque se esgotou em menos de um mês.
          A Tony's já acertou outros contratos de distribuição no país, onde espera ganhar o consumidor pelo sabor e pela consciência – uma história peculiar que já atraiu também investidores de peso.
          Para entrar no Brasil, a marca holandesa firmou acordos de importação com exclusividades locais, começando pelos supermercados Zona Sul, no Rio, no fim de maio, mas com primeiro carregamento já esgotado e um novo a caminho. Outros parceiros no país são a rede Verdemar, em Belo Horizonte, e, a partir de novembro, o Hiperideal, em Salvador, revelou a Tony's.
          “Dado o tamanho do país e a dinâmica única de distribuição, estamos adotando uma abordagem cuidadosa e passo a passo para expansão”, explica o executivo da Tony's, presente em 60 países.
          O negócio com apelo social e ambiental logo engrenou – mas os três fundadores, que nunca ocuparam cargos executivos na empresa, se desfizeram de suas participações já nos primeiros anos para voltar ao jornalismo. A idealista fábrica de chocolate tem atualmente como sócio majoritário o fundo Verlinvest, da família belga que compartilha o controle da AB InBev com Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Sicupira.
          Outro acionista de referência é a JamJar, dos fundadores da Innocent Drinks, que detém 5,6%. Em 2024, o ex-CEO da Starbucks, Howard Schultz, comprou 2% da companhia. Segundo a empresa, é a visão de longo prazo desses investidores que viabiliza o propósito do negócio. “Cumprir nossa missão exige crescimento e investimento. Quanto mais crescemos, mais grãos podemos comprar a preço de renda digna”, diz o gerente de exportação da Tony's, Rijk de Bie, ao Pipeline (Jornal Valor).
          Em sua produção, a Tony's exige que 100% dos grãos sejam rastreáveis, comprados acima do valor médio do mercado, fortalecendo os agricultores, e firmando contratos de longo prazo com cooperativas de cacau da Costa do Marfim e de Gana, que respondem por 60% da produção mundial e onde as desigualdades são maiores. O formato irregular do que seriam os quadradinhos da barra de chocolate simboliza justamente a divisão desigual de lucros no setor.
          Para uma proposta menos solitária, a Tony's convida outros fabricantes a adotarem os mesmos princípios, por meio do seu programa Tony’s Open Chain. Das marcas de consumo com ampla presença no Brasil, apenas Ben & Jerry’s, da Unilever, e Barry Callebaut são signatárias.
          Um efeito indireto do “chocolate com gosto de antigamente” – comentário recorrente nas redes da Shopper, atribuído à porcentagem de cacau e ausência de gordura hidrogenada – foi o aumento nas vendas de outras marcas com preocupação social, como a brasileira Dengo, na plataforma. “Não era esperado, não estava mapeado, mas significa que deu certo espalhar a causa do Tony”, diz o VP de marketing.
          Em 2024, as vendas somaram 200 milhões de euros, aproximadamente R$ 1,3 bilhão. Tomando como referência os múltiplos da Lindt, que compete pelo mesmo consumidor, o valor de mercado da Tony's passaria de R$ 8 bilhões – mas a companhia não tem capital aberto e nem planos de fazer IPO. Nenhuma transação envolvendo transferência de ações teve valor divulgado.
(Fonte: Valor - 11.09.2025)

1 de set. de 2025

HB Hofbräu München

           A Staatliches Hofbräuhaus em Munique ( Cervejaria Estatal de Munique , também conhecida como Hofbräu München ), cervejaria de Munique, Alemanha, é de propriedade do governo estadual da Baviera. O Hof (tribunal) vem da história da cervejaria como cervejaria real no Reino da Baviera. A cervejaria é proprietária da Hofbräuhaus am Platzl, da Hofbräukeller e de uma das maiores tendas 
a Oktoberfest (Hofbräu-Festzelt).
          Existem muitos tipos de cerveja produzidos com receitas originais transmitidas por Guilherme V, Duque da Baviera. As cervejas produzidas atualmente incluem a Weißier e as Helles, Maibock, Dunkel e 
Oktoberfest.
          O Hofbräuhaus am Platzl em Munique inspirou a música "oans, zwoa, g'suffa" (o dialeto bárbaro 
para: "um, dois, escotilha abaixo").
          Está previsto para os últimos meses de 2025, a instalação de uma fábica da cerveja no interior de São Paulo, em local ainda a ser definido.
(Fonte: Wikipédia)

28 de ago. de 2025

Reag

          A Reag Investimentos foi fundada em 2012 e pertence ao empresário João Carlos Mansur, que também é conselheiro do time de futebol Palmeiras. No início, ela geria apenas recursos e fundos imobiliários.
          A Reag Investimentos é uma das empresas acusadas pela Polícia Federal de ser ferramenta de lavagem de dinheiro pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). A empresa possui os naming rights do antigo Cine Belas Artes, em São Paulo, entre uma série de negócios adquiridos e parcerias apenas nos últimos dois anos.
          A Reag Investimentos é uma das principais gestoras de patrimônio do país e se define como a "maior independente", sem ligação com bancos. Considerando números de fins de agosto de 2025, ela possui cerca de R$ 299 bilhões sob sua administração, de acordo com o Ranking de Gestão da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) de fevereiro de 2025.
          Em janeiro de 2024, empresa passou a patrocinar o cinema Belas Artes e, três meses depois, o transformou oficialmente em Reag Belas Artes. Um dos mais antigos cinemas de rua da capital, fundado em 1943, ele é considerado patrimônio histórico do estado, mas foi reformulado também em centro cultural pela Reag…
          Por volta de meados de 2023 a Reag iniciou um processo de expansão acelerada, com múltiplas aquisições, como as das casas de crédito Empírica e Quasar.
          Em 2024, Mansur falou à revista Veja Negócios que não pretendia parar por aí. "O mercado está maduro para uma consolidação. A junção entre a necessidade de ganhar escala e o aumento das exigências regulatórias tem estimulado vários negócios", disse.
          Também em 2024, a Reag finalizou a compra da GetNinjas (uma plataforma de contratação de serviços) e garantiu sua entrada na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. O processo foi realizado aos poucos, desde 2023, através da compra silenciosa de ações. Segundo informações da Folha, a CVM (Comissão de Valores Imobiliários) avaliou que a Reag demorou para deixar clara a intenção de que pretendia assumir a GetNinjas e abriu processo para apurar irregularidades…
          Diante das incorporações, a Reag Trust (um braço da empresa) foi desmembrada em uma segunda "empresa-irmã", a Ciabrasf (Companhia Brasileira de Serviços Financeiros). Mansur também é presidente do conselho do novo negócio, que administra fundos e serviços fiduciários.
          Assim, ela se tornou a primeira empresa do seu segmento com ações na B3. A empresa acumulava queda de 14,36% no valor de suas ações hoje, em reação do mercado à Operação Carbono Oculto e à execução de mandados de busca e apreensão em sua sede. No dia, é a empresa na B3 que experimenta a segunda maior desvalorização…
          Até o fim de 2024, a Reag "engoliu mais empresas", entre elas a Berkana Patrimônio e a Hieron Patrimônio Familiar. Estas aquisições, segundo a própria Reag, a consolidaram nos segmentos de gestão de riquezas e de patrimônios, com "destaque pelo volume de ativos sob gestão"…
          A Reag está, desde janeiro de 2025, listada na B3, a Bolsa brasileira.
          Em junho de 2025, a Reag fez uma oferta de R$ 500 milhões através de sua holding para criação da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Juventus de São Paulo. Os sócios aprovaram o investimento no clube, mas ele não é o único na mira da Reag, que também teria oferecido o mesmo valor para adquirir 90% da SAF do Vila Nova, segundo a Veja Negócios. Esta rapidez de crescimento chamava atenção na Faria Lima, segundo a revista, e comentava-se nos bastidores que "não se sabia mais qual o foco da gestora"… -
          Em 28 de agosto de 2025, a Operação Carbono Oculto foi deflagrada pela Receita e outros órgãos. A investigação quer desmantelar um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Além de postos, estão na mira várias empresas envolvidas na cadeia de importação, produção e distribuição.
          Por meio de comunicado aos acionistas e mercado, a Reag e a Ciabrasf confirmaram que foram alvos dos mandados de busca e apreensão da Operação Carbono Oculto. Elas informaram que "estão colaborando integralmente com as autoridades competentes". Ambas ainda garantiram que estão "fornecendo as informações e documentos solicitados" e que permanecerão "à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais"…
          No início de setembro de 2025 a Reag Investimentos anunciou uma reestruturação, que, na prática, leva à saída do fundador, João Carlos Mansur. Segundo comunicado ao mercado, Mansur negociou a venda de sua participação por meio de um MBO (Management Buyout), tipo de operação em que os gestores de uma empresa compram o controle da companhia em que trabalham, tornando-se seus proprietários.b A aquisição foi feita pela Arandu Capital Holding, detida pelos principais executivos da companhia. O valor estimado da aquisição é de R$ 100 milhões.
(Fonte: UOL - 28.08.2025 Folha de S.Paulo - 08.09.2025 - partes)

25 de ago. de 2025

Jornal Pasquim

          O jornal semanal (de oposição) O Pasquim foi fundado em junho de 1969. Participaram da fundação Sérgio Cabral, Claudius Carlos Prósperi e Tarso de Castro. Na equipe do jornal, passaram nomes históricos do jornalismo, como Millôr Fernandes, Ziraldo, Henfil, Paulo Francis, Ivan Lessa, Sérgio Augusto e Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe (Jaguar).
          A ideia do nome foi do próprio Jaguar: referência ao termo italiano ‘paschino’, um tipo de panfleto difamador." Nós fizemos o jornal porque estava todo mundo demitido e a gente precisava de um meio de ganhar dinheiro. Queríamos produzir um informativo de Ipanema, feito nos botecos, mas, 
pela própria natureza dos participantes, começamos a fazer aquela brincadeira toda".
          Paulo Garcez (falecido em 10 de outubro de 2023, aos 94 anos) melhorava qualquer reunião, animava qualquer conversa, festinha sem ele desbotava mais cedo. Não ganhava para bater papo, e sim fotos, mas batia ambos, simultaneamente, como ninguém. Tinha tudo para ser – e foi – o primeiro fotógrafo do Pasquim, em cujas jubilosas entrevistas costumava interferir com tiradas dignas dos gozadores oficiais da casa. Seu círculo de amigos (e sobretudo de amigas) dava voltas no quarteirão. Todo mundo o amava e só faltavam pedir pipoca para ouvir suas histórias pitorescas. Uma das mais pitorescas foi sua prisão durante a ditadura militar. Em plena lua de mel. Por integrar a equipe do 
Pasquim. Passou dois meses em cana.
          No dia 19 de novembro de 1969, Pelé fez,de pênalti, contra o Vasco, no Maracanã, seu milésimo gol. Correu para as redes, pegou a bola, içaram-no aos ombros e, no que lhe apontaram um microfone, dedicou o gol às crianças pobres do Brasil. O Pasquim, recém-criado e cuja única arma possível contra a ditadura era o deboche, não o perdoou. Zombou de sua frase, classificando-a de piegas e alienada—esperava talvez uma declaração contra o AI-5—, e fez com que ele se arrependesse pelo resto da vida do que havia dito. Só que Pelé estava certo. Naquela noite de1969, Pelé não fez apenas seu gol 1.000. A
frase foi seu gol 1.001. Mas só o milésimo valeu.
          Em seu auge, O Pasquim chegou a vender mais de 200 mil exemplares numa única edição. A 
maioria das páginas não surgia de reuniões de pauta formais, mas de conversas de bar.
          O semanário foi perdendo a força, fechando as portas em outubro de 1991.
          "O pessoal do Pasquim assumia ser 'neto' do Barão de Itararé (jornalista gaúcho Apparício Torelly (1895-1971), 'filho' do Stanislaw Ponte Preta", observa o designer gráfico Sérgio Papi, responsável, ao lado de José Mendes André, pelo relançamento dos três volumes do Almanhaque, entre 1989 e 1995. "Não por coincidência, o jornalista Sérgio Porto foi 'foca' (jornalista iniciante) do Apparício no jornal Folha do Povo". Reza a lenda que foi o Barão quem convenceu Sérgio Porto, que estreou no jornalismo
como crítico de cinema, de que tinha vocação para o humor.
          Ziraldo, um dos fundadores do “Pasquim”, morreu na tarde de sábado, 6 de abril de 2024, aos 91 anos, de causas naturais, segundo a família. Ele estava com a saúde debilitada desde que sofreu um
acidente vascular cerebral (AVC), em 2018.
          Jaguar, também um dos criadores do Pasquim, faleceu em 24 de agosto de 2025, aos 93 anos, no Rio de Janeiro – cidade onde nasceu. Jaguar marcou época na imprensa brasileira e no combate à
ditadura militar, ele estava internado no hospital Copa D’or.
(Fonte: Estadão - 08.04.2024 / Tribuna de Santos - 25.08.2025 / BBC News Brasil / Estadão - 06.11.2025 (Ruy Castro) - partes)

22 de ago. de 2025

Evertec

          A porto-riquenha Evertec se define como uma empresa de tecnologia e processamento de transações, e atua em 26 países da América Latina e Caribe. A empresa é listada na Bolsa de Valores de Nova York,
          Em 20 de julho de 2023, a Sinqia assinou acordo para venda da companhia à Evertec em negócio de cerca de R$ 2,4 bilhões. As partes concordaram que a integração das atividades será implementada por meio da incorporação da totalidade das ações de emissão da Sinqia pela Evertec.
          Em meados de agosto de 2025,  a Evertec assinou acordo para a aquisição de 75% da Tecnobank, especializada em registro digital de contratos de financiamento de veículos, por R$ 787 milhões.
(Fonte: Valor - 28.09.2023 / 22.08.2025 - partes)

21 de ago. de 2025

MGM - Metro Goldwyn Mayer

          Em 1907, o russo Louis B. Mayer, nascido em 1885, compra e reforma um teatro próximo a Boston. Dez anos depois, em 1917, lança o Louis B. Mayer Pictures e, em 1924, com Marcus Loew, forma a Metro Goldwyn Mayer.
          Com romances e histórias familiares que se tornaram clássicos, Louis Mayer fez da MGM a maior fábrica de filmes dos Estados Unidos.
          Em 1925, o estúdio descobre Greta Garbo.
          Uma desavença, com Irving Thalberg, chefe de produção, em 1932, divide o estúdio.
          Em 1936 Louis Mayer era o executivo mais bem pago dos Estados Unidos
          Mayer desiste do controle da Metro em 1948.
Louis B. Mayer não quis apenas fazer os melhores filmes do cinema. Ele foi um ideólogo decidido na usar om poder da indústria cinematográfica para espalhar o que considerava ser a moral mais apropriada para o público americano. Foi assim - com romances, histórias familiares e temas patrióticos - que Mayer fez da MGM a maior fábrica de filmes do mundo na primeira metade do século
XX.
          Mayer criou o slogan "Mais estrelas do que há no paraíso" para a MGM.Por seus estúdios passaram astros como Judy Garland, Clark Gable, Elezabeth Taylor, Ava Gardner, Greta Garbo, Robert Taylor. Ajudou a criar clássicos do cinema como Ben-Hur, Grande Hotel e O Mágico de Oz.
          Em maio de 2021, após uma semana de especulações, a Amazon comprou o estúdio de cinema MGM, por US$ 8,45 bilhões. É a segunda maior aquisição da longa lista de compras da empresa de Bezos, atrás apenas da Whole Foods. Agora, tem nomes de peso como 007, RoboCop e Rocky Balboa para brigar com o Netflix e a mais variada gama de serviços de filmes e séries on demand que surgiram nos últimos anos. A MGM tem 4 mil filmes e 17 mil horas de séries em seu catálogo. É o início de mais 
um capítulo da guerra do streaming.
(Fonte: Exame - 15.12.1999 - parte)

20 de ago. de 2025

American Eagle Outfitters

          A American Eagle Outfitters, Inc. foi fundada em 1977 pelos irmãos Jerry e Mark Silverman como subsidiária da Retail Ventures, Inc., empresa que também possuía e operava a Silverman's Menswear.
          Em 1977, a primeira loja American Eagle Outfitters foi inaugurada no Twelve Oaks Mall, em Novi, Michigan.
          Os Silverman venderam metade de sua participação acionária em 1980 para a família Schottenstein e o restante em 1991.
          A American Eagle é uma varejista (americana) de roupas e acessórios com sede na SouthSide Works em Pittsburgh, Pensilvânia. A empresa é a controladora da Aerie, Unsubscribed e Todd Snyder.
          A empresa vende jeans, camisas polo, camisetas estampadas, boxers, agasalhos e trajes de banho. O público-alvo da American Eagle são estudantes universitários e do ensino médio, do sexo masculino e feminino, embora adultos mais velhos também usem a marca.
          Em fevereiro de 2006, a American Eagle lançou a submarca de lingerie aerie, voltada para mulheres americanas de 15 a 22 anos. Além de lingeries, como sutiãs e outras peças íntimas, a linha aerie vende roupas de dormitório, roupas esportivas, roupas de lazer, acessórios e roupas de dormir. O que começou como uma submarca rapidamente se tornou um conceito independente, apresentando uma linha completa de fitness, chamada aerie f.i.t. A marca aerie é vendida nas lojas American Eagle Outfitters, no site da American Eagle e em lojas de varejo aerie independentes. A primeira loja aerie independente foi inaugurada em agosto de 2006 em Greenville, Carolina do Sul, e foi seguida por mais duas lojas de teste no final daquele ano.
          Em meados de 2007, a American Eagle transferiu sua sede de Warrendale, Pensilvânia, para um local mais urbano no complexo SouthSide Works, em Pittsburgh. O custo dos prédios e da propriedade adjacente foi de aproximadamente US$ 21 milhões (excluindo acabamento interno e custos adicionais de construção). Os endereços dos prédios são 19 Hot Metal Street e 77 Hot Metal Street, com os números simbolizando a inauguração da primeira loja em 1977. O Campus Southside Works inclui uma garagem privativa, um laboratório para cada marca, um estúdio fotográfico e um refeitório interno. Outros escritórios ficam em Nova York (design e produção).
          Em outubro de 2008, a American Eagle lançou a 77kids, uma linha de roupas voltada para crianças de dois a dez anos. Inicialmente um conceito exclusivamente online, a AEO abriu sua primeira loja 77kids em 15 de julho de 2010, no The Mall at Robinson, em Pittsburgh, e outras oito lojas seguiram naquele ano. A expansão continuou ao longo do ano fiscal de 2011.
          A American Eagle abriu sua primeira loja canadense em 2001, após adquirir ativos da Dylex. Em 2010, a AEO abriu lojas no Kuwait, Riad e Dubai. Uma loja em Kaslik, Líbano, foi inaugurada em 15 de outubro de 2011. Uma loja no Cairo, Egito, foi inaugurada no final de 2011. Em setembro de 2011, duas lojas foram inauguradas em Moscou, Rússia. Sua primeira loja na Jordânia foi inaugurada em novembro de 2011, no novíssimo Taj Mall. Sua primeira loja em Tóquio, Japão, foi inaugurada em 18 de abril de 2012. A primeira loja em Tel Aviv, Israel, foi inaugurada em fevereiro de 2012,[34] após a varejista de roupas israelense FOX assinar um contrato com a AEO, e expandiu-se para Jerusalém. Há também lojas em Pequim, Xangai e Hong Kong. A American Eagle Outfitters inaugurou sua primeira loja nas Filipinas em março de 2013.
          A American Eagle também abre lojas no México. A primeira foi inaugurada na Cidade do México, no Fashion Mall Perisur, em 20 de fevereiro de 2013, e no Centro Santa Fe, em junho. Outra loja foi inaugurada em Guadalajara, no final de 2013, no Fashion Mall Galerías Guadalajara. Em 2014, a empresa financiou o resgate e a reforma do parque de bolso Jardín Edith Sánchez Ramírez, na Cidade do México.
          A American Eagle Outfitters anunciou em 15 de maio de 2012 que venderia ou fecharia todas as 22 lojas 77kids até o final de julho de 2012. Em 3 de agosto de 2012, a American Eagle Outfitters concluiu a venda de suas lojas 77kids para a Ezrani 2 Corp, uma empresa formada por Ezra Dabah, ex-presidente e CEO da The Children's Place. Ezrani renomeou a loja para "Ruum" em 2013.
          A American Eagle expandiu-se para o Reino Unido em novembro de 2014, abrindo lojas em Westfield London, Westfield Stratford City e Bluewater. A loja Westfield London foi inaugurada em 14 de novembro de 2014, a loja Westfield Stratford City em 17 de novembro de 2014 e a loja Bluewater em 19 de novembro de 2014. Todas as operações no Reino Unido foram encerradas, com o website do Reino Unido fechado e todas as lojas do Reino Unido fechadas até o final de julho de 2017.
          A AEO entrou no mercado chileno em setembro de 2015, com a inauguração de sua primeira loja no shopping Parque Arauco. Após sua chegada ao mercado chileno, a expansão da empresa concentrou-se em Santiago.
          A American Eagle Outfitters abriu sua primeira loja em Muscat, Omã, em 3 de outubro de 2015.A empresa estreou no mercado indiano em junho de 2018, com a inauguração da primeira loja no DLF Mall of India, em Noida.[43] Atualmente, opera 17 lojas em todo o país.
          Em novembro de 2015, a American Eagle Outfitters adquiriu a marca homônima de Todd Snyder, bem como sua Tailgate Clothing Company, uma marca focada em vestuário universitário vintage. A American Eagle inicialmente se concentrou nas universidades da Southeastern Conference e Big Ten, na esperança de ganhar mais popularidade entre seu público-alvo de adolescentes e estudantes universitários.
          Em 2020, a American Eagle Outfitters inaugurou sua primeira loja em Praga, República Tcheca, no outlet Fashion Arena Prague Outlet. Em 2023, a AEO inaugurou sua primeira loja no Uruguai, o Punta Carretas Shopping.
          Em janeiro de 2023, a empresa operava 1.175 lojas American Eagle, 175 lojas Aerie e 12 lojas Todd Snyder nos EUA, Canadá, México e Hong Kong.
(Fonte: Wikipédia)