Total de visualizações de página

31 de out. de 2011

Aena

          A espanhola Aena Desarollo Internacional é o maior operador aeroportuário do mundo em número de passageiros por ano. A empresa é controlada pelo governo espanhol que detém uma participação de 51%. As demais ações são negociadas em bolsa de valores. A Aena opera em 17 países.
          No leilão de privatização de aeroportos brasileiros realizado em março de 2019, a Aena foi vencedora no bloco do Nordeste, o que selou sua entrada no Brasil. A empresa dividiu a disputa com a Zurich e o consórcio Região Nordeste - formado pela gestora brasileira Pátria com a alemã C. Durante o viva-voz, a oferta da Aena, que foi assessorada pelo Bank of America, se manteve na liderança pelo bloco quase todo o tempo.
          As outras duas concorrentes protagonizaram uma disputa pelo segundo lugar, ambas se posicionando estrategicamente para o caso de a espanhola ter problemas na habilitação e ser excluída da disputa.
          Faltando 15 segundos para o encerramento do pregão, contudo, a Zurich elevou sua proposta para R$ 1,851 bilhão. Em seguida, a Aena cobriu a concorrente com a proposta de R$ 1,9 bilhão, ágio de 1.010,69%, e se sagrou vencedora. Segundo uma fonte, a espanhola tinha fôlego para fazer uma proposta ainda maior pelo lote.
          O bloco do Nordeste engloba os aeroportos do Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), João Pessoa (PB) e Campina Grande (PB).
          Juntos, os aeroportos do Nordeste devem ter uma movimentação de 13,2 milhões de passageiros em 2019, volume que deve chegar a 41 milhões de passageiros por ano em 2049, segundo as projeções da Anac.
          Em 18 de agosto de 2022, a Aena arrematou por R$ 2,45 bilhões um bloco SP-MS-PA-MG de 11 aeroportos, que inclui o terminal de Congonhas, em São Paulo, segundo mais movimentado do país em número de passageiros. Único interessado no lote, o consórcio espanhol ofereceu um valor 231,02% acima do lance inicial mínimo, de R$ 740,1 milhões. Também integram o bloco os aeroportos de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, Santarém, Marabá, Carajás/Parauapebas e Altamira, no Pará, e Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais.
          Hoje, a empresa opera terminais em Recife (Pernambuco), Maceió (Alagoas), João Pessoa (Paraíba), Aracaju (Sergipe), Juazeiro do Norte (Ceará) e Campina Grande (Paraíba). Globalmente, o grupo opera 46 aeroportos na Espanha (incluindo Barajas, em Madri), um no Reino Unido (Londres-Luton), 12 no México, dois na Colômbia e dois na Jamaica.
          Em 17 de outubro de 2023, a Aena assume a operação do aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do país, com planos de ampliar o terminal de passageiros e revitalizar o aeroporto de São Paulo. A companhia tem até junho de 2030 para finalizar as obras, conforme o contrato de concessão. No entanto, a meta é entregar até junho de 2028 as iniciativas previstas na fase IB, que incluem a construção de um novo terminal de passageiros. A Aena pretende praticamente duplicar a área do terminal, passando dos atuais 40 mil metros quadrados para 80 mil metros quadrados, segundo o diretor presidente da concessionária, Santiago Yus.
          Em 30 de março de 2026 a Aena venceu a concessão do terminal Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão, no Rio de Janeiro, em um leilão realizado na Bolsa B3 do Brasil, com uma oferta de R$ 2,9 bilhões, um prêmio de 210,8% sobre o preço mínimo de R$ 932,8 milhões. O grupo, que já é gestor do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, prevaleceu em uma acirrada disputa contra a suíça Zurich e a atual concessionária RIOGaleão, formada pela singapuriana Changi e pela Vinci Compass, pelo direito de operar o terminal até 2039. A Aena garantiu a concessão após cerca de uma hora e meia de lances. O leilão começou com propostas lacradas e passou para uma rodada oral ao vivo, com um total de 26 lances.
(Fonte: jornal Valor - 15.03.2019 / UOL - 18.08.2022 / Valor - 19.08.2022 / Estadão - 26.09.2023 / Valor - 31.03.2026 - partes)

Nenhum comentário: