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31 de mar. de 2025

BRB (Banco de Brasília)

          O BRB (Banco de Brasília) tem como acionista majoritário é o Governo do Distrito Federal e foi criado em 10 de dezembro de 1964 como Banco Regional de Brasília, obtendo, do Banco Central do Brasil, autorização para funcionar em 12 de julho de 1966. Com sua criação pretendia-se dotar o Distrito Federal de um agente financeiro que possibilitasse captar recursos necessários para o desenvolvimento da região.
          Em 1986, teve sua denominação alterada de Banco Regional de Brasília para Banco de Brasília, permanecendo a sigla BRB.
          Em 1991, transformou-se em banco múltiplo com as seguintes carteiras: Comercial, Câmbio, Desenvolvimento e Imobiliária. Fazem parte do conglomerado financeiro, como empresas coligadas, a BRB — Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, a BRB — Crédito, Financiamento e Investimento e a Corretora Seguros BRB. Há uma participação acionária de 45% na empresa de cartões — Cartão BRB S.A. e de 3,5% como sócio-fundador da Companhia Brasileira de Securitização — CIBRASEC.
          Em setembro de 2019, um acordo entre o Banco de Brasília com a Cielo na área de adquirência de cartões, garantiu uma iniciativa que complementa o portfólio de produtos ofertados pela instituição para empresários e empreendedores do Distrito Federal e região.
          Fora do Distrito Federal, o banco possui agências nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Alagoas, Paraíba, Mato Grosso  Mato Grosso do Sul. Ao todo, o BRB possui 203 pontos de atendimento.
          Em 28 de março de 2025, o BRB firmou contrato para comprar o Banco Master, em um acordo envolvendo 49% das ações ordinárias, 100% das ações preferenciais e 58% do capital total do banco liderado por Daniel Vorcaro. A aquisição foi aprovada pelo conselho de administração do BRB, conforme fato relevante ao mercado. A assessoria de imprensa do BRB confirmou que o negócio é estimado em R$ 2 bilhões, conforme divulgado pelo jornal Metrópoles em reportagem que cita o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
          O anúncio do acordo agitou o sistema bancário por colocar holofotes na relação de lideranças políticas com Daniel Vorcaro (dono do Master), nas suas operações arriscadas com precatórios e CDBs, e por envolver uma queda de braço entre os bancos para mudar o FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
(Fonte: Wikipédia / Folha - 29.03.2025 / Valor - 31.03.2025 - partes)

30 de mar. de 2025

Base Exchange

          Após 24 anos desde o fechamento da bolsa no Rio de Janeiro, o Brasil contará com duas bolsas em cidades diferentes para chamar de sua. As operações da bolsa carioca serão sediadas também na Cidade Maravilhosa, em um prédio próximo à orla da praia do Flamengo, e com o nome de Base Exchange. O ano de 2025 poderá marcar então nova fase para o mercado brasileiro.
          A ATG, empresa que está por trás da empreitada, foi fundada em 2010 por ex-executivos da Ágora Investimentos, e desde então sonhava com a operação de uma concorrente da B3. Porém, a companhia esbarrava na falta de acesso às informações necessárias para colocar a ‘operação na rua’. Foi somente em 2019 que, por meio de arbitragem do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), houve um acordo para acesso à sua central depositária.
          Em poucas palavras, é nesse ambiente onde se realiza o registro, aceitação, compensação, liquidação e gerenciamento do risco das ordens de compra ou venda dos produtos, incluindo o mercado de derivativos financeiros, dos mercados à vista de ouro, de renda variável e de renda fixa privado. Sem isso, as barreiras de entrada são ainda maiores.
          Mesmo assim, era preciso resolver mais um detalhe: o dinheiro. Isso porque abrir uma bolsa envolve um custo forte, como relata o CEO da ATG, Cláudio Pracownik. Segundo conta ao Money Times, a ATG tinha capital humano e tecnológico, mas faltava quem bancasse o projeto. Até que a Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi com mais de US$ 300 bilhões em ativos no mundo, comprou mais de 50% da companhia e se tornou sócia majoritária.
          A expectativa é que a Base Exchange ocupe espaço relevante dentro do mercado nos próximos anos. Com a estrutura pronta e o dinheiro, o Rio de Janeiro, na figura do prefeito Eduardo Paes, correu para criar as condições necessárias para a cidade voltar a receber uma bolsa de valores.
          A bolsa do Rio era, até metade do século passado, a mais importante do país e da América Latina. Apesar disso, perdeu protagonismo em meio às crises econômicas nas décadas de 80 e 90. O grand finale foi a atuação do empresário Naji Nahas, que manipulou o preço das ações e provocou uma bolha nos ativos. A quebra do esquema foi suficiente para levar junto a bolsa da cidade em 1989. Desde então, a BVRJ, como era chamada na época, nunca mais se recuperou.
          Pracownik disse que a Base Exchange se encontra (dezembro de 2024) em fase de testes na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e no Banco Central. 
          No início, serão ofertados produtos como ações, BDRs, EFTs, fundos imobiliários e aluguel de ações. Está no plano negociação de renda fixa, porém não num primeiro momento.
          Claudio Pracowniko, advogado, foi escolhido para comandar a Base Exchange. Com o gigantesco fundo árabe Mubadala por trás, Pracownik prevê iniciar a operação no primeiro semestre de 2026 e acredita que, a exemplo do que ocorreu nos EUA com o surgimento da Nasdaq, a competição tem potencial para alavancar o mercado
(Fonte: Google News - 10.12.2024 / Folha 30.03.2015 - partes)

27 de mar. de 2025

Miner (gestora)

          A gestora Miner foi criada pelos sócios da gestora Geraldo Alves Vieira e Rene Antônio da Silva.
A Miner encerrou as atividades em 2019, após causar prejuízo de milhões de reais a investidores em todo o país.
          Em 5 de agosto de 2019, segundo reportagem do G1, a Miner enviou um e-mail a seus clientes afirmando que havia firmado um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para encerrar as atividades, e que decisões relacionadas aos investimentos a fizeram "realizar um prejuízo de 75,27%" do total aplicado. A gestora possuía uma carteira que somava cerca de R$ 120 milhões em ativos sob gestão.
          Em 27 de março de 2025, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que, após fim de julgamento, aplicou um total de R$ 383 milhões em multas aos envolvidos com a gestora Miner.
          O montante é um dos maiores já cobrado pelo regulador a condenados em processos administrativos sancionadores (PAS).
          A Miner e seus administradores foram acusados e condenados por operação irregular e fraudulenta, além da proibição de atuação de seus profissionais no mercado de capitais.
De acordo com o comunicado do regulador, a Miner deverá pagar um total de R$ 191,5 milhões por por administração irregular de carteira de valores mobiliários e prática de operação fraudulenta. Os sócios da gestora Geraldo Alves Vieira e Rene Antônio da Silva arcarão, cada um, com R$ 95,7 milhões, pelas mesmas acusações, perfazendo um total de outros R$ 191,5 milhões.
          Outros envolvidos na operação, Murilo Bittencourt Souza, Mayara Ribeiro dos Santos, Marcelo Alves Teles, Gabriel Freitas Vieira e Cláudio Ewerton Porto Lopes foram condenados por criação de condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários. Todos estão proibidos, por 60 meses, de atuar, direta ou indiretamente, em qualquer modalidade de operação no mercado de valores mobiliários brasileiro.
          A CVM informou que os acusados punidos poderão apresentar recurso com efeito suspensivo ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.
(Fonte: Valor - 27.03.2028)

26 de mar. de 2025

23andMe

          A empresa de testes de DNA 23andMe foi criada por Anne Wojcicki e está sediada no Vale do Silício. A startup surgiu em 2006 com o objetivo de oferecer testes de DNA, para descobrir possíveis doenças, dados de ancestralidade e predisposições genéticas.
          Em 2021, a empresa foi avaliada em cerca de US$ 6 bilhões, mas o valor começou a cair após embates legais em relação ao uso dos dados dos clientes, que eram compartilhados com farmacêuticas, para pesquisas.
          A 23andMe esteve no centro de polêmicas em relação ao vazamento de dados genéticos, quando, em 2023, um ataque hacker expôs dados de cerca de 6,9 milhões de clientes da empresa.
          Em meados de março de 2025, uma semana antes do pedido de recuperação judicial, a 23andMe já havia perdido 99% de seu valor de mercado. 
          Em 24 de março de 2025, a empresa entrou com um pedido de falência nos EUA após não encontrar um comprador para assumir a sua operação. A startup tem até o dia 7 de maio para continuar buscando um investidor.
          Também em 24 de março, Anne, então CEO da empresa, renunciou ao cargo, mas vai permanecer na diretoria da empresa. 
          A companhia continuará a se apresentar aos investidores com o objetivo de obter pelo menos uma oferta ativa, de acordo com documentos judiciais. Esse prazo foi estabelecido pelos credores, que estão buscando permissão judicial para emprestar à 23andMe até US$ 35 milhões (R$ 200,1 milhões).
(Fonte: Estadão - 25.03.2025)

25 de mar. de 2025

Masp - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

          O Museu de Arte de São Paulo é um museu privado sem fins lucrativos, fundado em 1947 pelo empresário e mecenas Assis Chateaubriand (1892-1968), tornando-se o primeiro museu moderno no país.
          O nome da instituição é Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, que faz referência ao seu fundador (1892-1968). Fica assim completa a homenagem ao trio fundador do MASP.
          A transferência da rua 7 de Abril, na sede dos Diários Associados, no Centro, para a Avenida Paulista, ocorreu em 1968.
          O projeto MASP em Expansão, anunciado em meados de agosto de 2021, vai ampliar em 66% a área de exposições do Museu, com a reforma do edifício Dumont-Adams, do outro lado da rua, comprado pelo museu nos anos 2000. O novo edifício terá 14 andares e será integrado ao prédio atual por meio de uma passagem subterrânea.
          De acordo com o Museu, será o feito mais significativo na história do museu após a sua transferência da rua 7 de Abril, no Centro, para a Avenida Paulista, em 1968. Naquela época, a mudança ocorreu para o que o museu tivesse uma sede à altura de sua coleção. O prédio projetado por Lina Bo Bardi (1914-1992), reconhecida pelo conjunto de sua obra com o Leão de Ouro Especial na Bienal de Veneza de 2021, transformou-se em cartão-postal da cidade e em símbolo da arquitetura moderna mundial do século 20. Hoje, a sede projetada por Lina tornou-se pequena para o tamanho da coleção, e apenas pouco mais de 1% do acervo é exposto....
          O novo conjunto arquitetônico ganhará os nomes de seus fundadores. O prédio original receberá o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi (1914-1992), e o novo edifício terá o nome do primeiro diretor artístico do museu, Pietro Maria Bardi (1900-1999)....
          O nome da instituição continua o mesmo, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, Fica assim completa a homenagem ao trio fundador do MASP.
          Lina e Pietro eram italianos, casados, e vieram juntos para o Brasil a convite de Assis Chateaubriand, para montar o Masp. Pietro era crítico de arte e marchand e Lina já era uma arquiteta consagrada quando veio para o Brasil. Além do Masp, ela fez várias outras obras importantes, como o Sesc Pompeia....
          O prédio Pietro deve ficar pronto em janeiro de 2024, e terá 14 andares. Eles serão ocupados por cinco galerias expositivas e duas galerias multiuso, representando um aumento de 66% de área expositiva do MASP. O novo edifício também terá restaurante, bilheteria, loja, reserva técnica, salas de aula e laboratório de restauro...
          Outra transformação importante será a transferência da bilheteria para o prédio Pietro, liberando o vão livre e devolvendo a este espaço a sua utilização como praça pública, uso defendido por Lina Bo Bardi desde que idealizou a atual sede do MASP.
          Uma ligação subterrânea, sob a rua Prof. Otavio Mendes, já aprovada pela Prefeitura, vai unir os dois prédios.
          Essa expansão consolida o museu e a própria Avenida Paulista como um eixo cultural, quem sabe o mais importante eixo cultural do Brasil, do qual o MASP, sem dúvida, é a âncora”, diz Alfredo Setubal, presidente do Conselho do MASP.
          O novo edifício vai sediar as exposições temporárias, e o prédio Lina terá mais espaço para expor o acervo do museu, que hoje tem mais de 11 mil obras entre pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos, que abrangem a produção europeia, africana, asiática e das Américas....
          “O acervo do MASP vem crescendo. Nosso plano é que o edifício Lina seja dedicado à exposição das obras que pertencem à coleção do museu, sobretudo nas áreas do subsolo. Já as novas galerias deverão ser ocupadas com exposições temporárias, todas com pé-direito alto e equipadas com sistema de climatização e iluminação de última geração”, diz Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP. “Atualmente, a programação do museu tem um cronograma apertado e esses espaços vão proporcionar um respiro maior no calendário e uma melhor organização na narrativa das exposições.”
          A arquitetura do edifício Pietro vai dialogar com o Lina. O primeiro pavimento será totalmente transparente, em diálogo com o vão livre, e os andares superiores serão revestidos com chapas metálicas perfuradas, que permitem a entrada de luz e a vista da paisagem externa....
          O projeto vai custar R$ 180 milhões e será totalmente financiado por doações de pessoas físicas, sem uso de lei de incentivo fiscal. “Viabilizar a construção desse prédio por meio de doações é o coroamento do novo modelo administrativo do MASP, uma instituição que tem seus pilares calcados na sociedade civil”, afirma Heitor Martins, diretor-presidente do museu.
          Os doadores consideram a ação uma oportunidade para deixar um legado cultural, turístico, urbanístico e econômico inquestionável para o país. “Felizmente, as famílias doadoras entenderam o significado do que nós estávamos propondo de fazer uma doação, sem incentivos da Lei Rouanet, só com pessoas físicas. Com isso, mostramos que a sociedade civil organizada pode, sim, fazer projetos importantes, desde que tenham confiança na governança da instituição. Mais do que uma expansão, estamos construindo um museu para o futuro”, diz Alfredo Setubal. ..
          A expansão do museu foi primeiramente idealizada por Júlio Neves, arquiteto que ocupou o cargo de presidente do MASP por 14 anos, de 1995 a 2009.
          Na década de 1990, Neves foi responsável pela reforma que incluiu a instalação da reserva técnica do museu e a renovação do sistema de ar-condicionado. Ele participou da compra do edifício Dumont-Adams nos anos 2000 e desenvolveu o projeto inicial para o edifício. Ao longo dos anos, o projeto sofreu alterações para obter a aprovação dos órgãos de patrimônio histórico e atender aos novos usos pretendidos para o espaço.
          “Esse projeto que se inicia agora está equiparado à tecnologia aplicada aos melhores museus do mundo e não conheço outra estrutura similar no Brasil. Acredito que o MASP em expansão será um caso ímpar de planejamento e modernidade em nosso país”, diz Júlio Neves....
          O projeto arquitetônico é uma coautoria de Júlio Neves com o escritório METRO Arquitetos Associados, dos sócios Martin Corullon e Gustavo Cedroni. Em 2016, o escritório fez adaptações técnicas nos icônicos cavaletes de vidro desenvolvidos por Lina Bo Bardi, parte do projeto original da arquiteta, e que foram reinstalados no museu....
          Em 28 de março de 2025 foram abertas ao público visitante pela primeira vez as portas do novo edifício Pietro Maria Bardi. O prédio, que a partir de agora servirá como anexo do Museu de Artes de São Paulo (Masp), passou os últimos seis anos em uma reforma que o transformou completamente: de esqueleto abandonado desde a década de 1990 em um monolito preto vibrante que renova a paisagem da região.
          Para tornar o Edifício Dumont-Adams, construído ainda nos anos 1950, em Pietro Maria Bardi, o Masp deixou a cargo do escritório Metro Arquitetos todo o projeto de retrofit. Os sócios Gustavo Cedroni e Martin Corullon já trabalhavam com a instituição desde 2015, quando restauraram os cavaletes de cristal de Lina Bo Bardi e iniciaram uma longa relação com a direção de Heitor Martins, que havia assumido o cargo apenas alguns meses antes.
          O convite para a reforma aconteceu em 2019 e, desde então, os interiores foram demolidos e reconstruídos, o prédio ganhou uma nova pele na forma de chapas metálicas, além de sistemas de ponta de iluminação e climatização, tornando-o um museu capacitado para receber as obras mais exigentes das artes mundiais. “A sensação é realmente de finalizar um processo e entregar o edifício para aquilo que foi pensado, que é o uso do público”, diz Martin Corullon. “Quando fazemos um edifício, estamos construindo a cidade, e não só o prédio. Com esse formato, conseguimos criar surpresas e estranhamentos”
(Fonte: A Vida no Centro - 20.08.2021 / Estadão - 25.03.2025 - partes)

24 de mar. de 2025

Mixue Bingcheng

          Fundada pelos irmãos Zhang Honghao e Hongfu, a chinesa Mixue Bingcheng, nome que pode ser traduzido como Cidade de Gelo e Neve de Mel, nasceu em 1997, quando Honghao abriu uma porta para vender raspadinha perto de uma universidade.
          Foi preciso uma década de tentativa e erro para acertar o produto que ganhou o mercado, o sorvete de casquinha de 1 yuan (R$ 0,78). Passados 19 anos, agora custa 2 yuans (R$ 1,56). O colorido das lojas atrai e o mascote da rede é um boneco de neve, o Rei da Neve. 
          Em 2018, a Mixue iniciou sua expansão internacional pelo Vietnã.
          Por volta de setembro de 2023, o influenciador nacionalista Hu Xijin tentava chamar a atenção para a Mixue. “Vocês já viram essa rede de sorvete e chá?”, perguntava ele em mídia social. “É a quinta maior cadeia de fastfood no mundo.” Não mais. Agora líder, segundo a consultoria americana Technomic, fechou 2024 com quase 45.300 lojas. Mesmo sem presença nos Estados Unidos e na Europa, foi deixando para trás KFC, Subway, Starbucks e McDonald’s, agora o segundo colocado, com 43.477 lojas.
          Diante do sucesso, já começou o escrutínio chinês, indo do excesso de açúcar à suposta falta de higiene em algumas lojas, mas nada que atrapalhe seu avanço, inclusive no mercado financeiro. O lançamento de ações, no início de março de 2025, levantou 3,5bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 444 milhões ou R$ 2,5 bilhões), levando a fortuna dos fundadores, a superar a de Howard Schultz, da Starbuck’s. 
          No fim de 2024, eram 45.282 lojas, concentradas na China (90%), com 6,1 mil lojas no Sudeste Asiático, sendo a Indonésia responsável por 2,6 mil.
(Fonte: Folha de S.Paulo - 24.03.2025)

23 de mar. de 2025

Scopely

          Scopely é a empresa responsável por franquias como Monopoly Go!, Star Trek Fleet Command e Marvel Strike Force.
          Em meados de março de 2025, a empresa anunciou que comprará a divisão de games da Niantic, responsável pelo Pokémon Go, por US$ 3,5 bilhões (aproximadamente R$ 20,4 bilhões). Além dos jogos, a Scopely adquirirá os aplicativos e serviços complementares Campfire e Wayfarer.
          Todos os funcionários que trabalham nos jogos da Niantic também se juntarão à Scopely, cuja força de trabalho é de 2.300 pessoas.
(Fonte: Época Negócios - 14.03.2025)

18 de mar. de 2025

Telexfree

          Telexfree é o nome fantasia utilizado pela empresa brasileira Ympactus Comercial S.A., que foi acusada de operar uma das maiores fraudes financeiras da história do Brasil segundo o Ministério da 
Justiça e o Ministério Público Federal.
          O suposto fundador da Telexfree seria o norte-americano James Merrill, representado no Brasil por Carlos Costa. Entretanto, indícios apontam que os mentores do esquema seriam os brasileiros 
Carlos Wanzeler e Carlos Costa.
          A TelexFree registrou duas empresas nos Estados Unidos, com o mesmo nome. A primeira, e mais antiga, foi registrada no estado de Massachusetts,  originalmente com o nome Common Cents Communications, Inc. no último dia do ano de 2002, tendo seu nome mudado para TelexFree Inc somente em fevereiro de 2012, cuja fundação foi estabelecida no dia 2. A segunda, mais recente, foi registrada no estado de Nevada com o nome Telexfree, LLC, em julho de 2012.

Sua fictícia seria em Marlborough, Massachusetts, Estados Unidos.

Seus fundador(es) Carlos Roberto Costa, Carlos Nataniel Wanzeler e James Matthew Merrill, Leonardo Comodini. Como proprietários apresentavam-se Carlos Nataniel Wanzeler e James Matthew Merrill

Houve muita controvérsia a respeito do local indicado pela TelexFree como sendo de sua sede, em Massachusetts. Em vídeo publicado em meados de julho de 2012, um afiliado, que já foi investigado nos EUA em 2006 por ser acusado de criar pirâmide financeira, aparece apresentando o interior de um prédio, dando a entender que todo o prédio pertenceria à Telexfree.Ademais, o website da empresa ostenta fotos de James Merril, um de seus supostos donos, posando em frente ao prédio. Diversos portais de notícias descobriram, no entanto, que o prédio abriga a empresa Regus, e que, portanto, a suposta sede não é propriedade da empresa, sendo somente um espaço virtual alugado.

          Em 13 de junho de 2013, a magistrada Thais Q. B. O. Abou Khalil emitiu a primeira decisão judicial proibindo o funcionamento do esquema em todo território nacional. Apesar de inúmeros recursos em tribunais de todo o Brasil a decisão judicial não foi revertida, e a Telexfree continuou proibida de captar novos "divulgadores", enquanto todos os recursos financeiros recolhidos e não distribuídos foram bloqueados.
          Em julho de 2013 a Telexfree foi impedida de exercer suas funções, divulgando uma nota em seu website garantindo o ressarcimento aos investidores prejudicados, declarando ainda ter dado garantias financeiras no valor de mais de 659 milhões de reais ao Juízo da 2ª Vara Cível de Rio Branco (Acre) na tentativa de desbloquear suas contas e recomeçar as operações. Em resposta ao bloqueio das ações da empresa, houve protestos na cidade de Brasília, onde em 23 de julho um grupo de pessoas impediu as operações do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Marcus França, um dos membros da
companhia, declarou que "Não iremos voltar para a enxada como o sistema quer".
          Ainda em julho (2013), um advogado de Rondonópolis (Mato Grosso) conseguiu garantir na Justiça o direito a ter o dinheiro investido na Telexfree de volta, conforme decisão da 3ª Vara Cível daquela cidade, que determinou a devolução da quantia de 101,5 mil reais. No final do mesmo mês, foi indeferido o nono recurso que tentava reverter a proibição ao funcionamento da empresa. E semanas
depois foi negado seu décimo pedido de recurso.
          Em 21 de agosto de 2013, advogados da Telexfree ingressaram com pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, pleiteando a extinção do processo movido pelo Ministério Público do Acre, alegando irregularidade nas investigações. Sete dias depois, a relatora, ministra Maria Isabel Galloti, da 4ª Turma, indeferiu o recurso sem exame do mérito, impondo nova derrota à Ympactus Comercial LTDA. Com esta decisão, a Telexfree segue impedida de operar em todo o território nacional. Em setembro, o Ministério Público afirmava que Telexfree e BBom tinham operações
interligadas.
          A Telexfree foi acusada de copiar o logotipo  de sua empresa pela utilizada no Campeonato Mundial de Badminton realizado em 2010, criada pela empresa Taïo Design Consulting pelo artista Jérôme Risoli. As imagens são praticamente idênticas, mudando apenas as cores de um dos cinco arcos coloridos em forma de asas. Devido a repercussão gerada pela descoberta, a TelexFree anunciou 
em 19 de novembro de 2013 a mudança da identidade visual.
          A 13 de abril de 2014 a Telexfree deu início ao processo de falência no Estado de Nevada sendo, dois dias depois, em 15 de abril, acusada pela Comissao de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos de ser uma fraude financeira em esquema Ponzi. No mesmo dia o FBI e as Forças de Segurança Interna efectuaram uma batida policial às instalações da Telexfree em Marlborough, conseguindo deter o director financeiro da empresa, Joseph H. Craft, quando este tentava abandonar as instalações sob falsa identidade com um portátil e um saco contendo cheques de caixa no valor de cerca de 38 milhões de dólares, passados à ordem da Telexfree LLC no Nevada, da mulher do co-proprietário Carlos Wanzeler, e da Telexfree Dominicana. No dia seguinte, 16 de abril, o tribunal emitiu uma ordem temporária de bloqueio aos activos das várias empresas da Telexfree, assim como dos proprietários James M. Merrill e Carlos Wanzeler, do director financeiro Joseph H. Craft, e dos divulgadores de topo Steven M. Labriola, Santiago De La Rosa, Randy N. Crosby e Faith R. Sloan.
          Em abril de 2014 as empresas TelexFree, Inc. e TelexFree, LLC. declararam-se insolventes, dando início ao processo no Tribunal de Nevada. No mesmo mês ambas as empresas foram acusadas pela Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos de fraude financeira, configurada em pirâmide ou esquema Ponzi. As atividades de divulgação de ambas as empresas encontram-se temporariamente suspensas por ordem do Tribunal de Massachusetts, continuando ativa a prestação do serviço VOIP.
          Em 2014, a Telexfree foi anunciada como patrocinadora oficial do clube de futebol Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro. O contrato acabou rescindido pelo clube em maio do mesmo ano.
De acordo com as denúncias, a Telexfree teria montado um esquema Ponzi (similar ao esquema de pirâmide financeira) sob a fachada de uma provedora de telefonia via internet (VoIP), sem a autorização da Anatel, sediada no Espírito Santo. Para dar suporte às suas alegações de que se tratava de uma filial brasileira de uma exitosa companhia norte-americana de marketing multinível, a Telexfree teria utilizado uma empresa "fantasma" sediada nos Estados Unidos. Estimou-se que mais de um milhão de pessoas foram afetadas pelo golpe.
          A Telexfree foi multada pela Anatel por explorar serviço de telefonia Voip sem uma outorga. Segundo o seu comunicado oficial ela diz: "O provimento de Serviço de Conexão à Internet (SCI), que é um serviço de valor adicionado conforme definido no artigo 61 da Lei Geral das Telecomunicações (LGT), independentemente dos meios e tecnologias utilizados, tais como acesso discado, radiofrequência,  cabo, entre outras, deverá estar associado a um serviço de telecomunicações devidamente regulamentado pela Anatel. Os serviços de telecomunicações que dão suporte ao provimento do SCI, por sua vez, só deverão ser explorados por empresas que possuam concessão, permissão ou autorização expedida pela Anatel".
          A empresa posicionou-se que o programa que ela usava não utilizava serviços de operadoras de telefonia e era apenas para fazer chamadas de voz para telefones fixos e móveis e entre PCs que utilizassem o software vendidos por ela, todos eles usam conexão independentes à internet. Com isso seria um serviço agregado, sem a necessidades de autorizações para a Telexfree, apenas para as operadoras filiadas.
          A empresa também não tinha a autorização da Susep para fazer contratos de seguros. As seguradoras citados em comunicados da Telexfree, não possuía competência para dar ou negar o aval a acordos entre clientes e seguradoras.
          Em 16 de maio de 2014 a Telexfree anunciou suspensão de todas as atividades, o comunicado foi feito através do site da empresa que dizia: Já que não estamos atualmente em condições de apoiar nossa rede, é possível que os clientes enfrentem interrupção ou descontinuação do serviço. Associados independentes e promotores não devem representar a Telexfree de agora em diante sem aprovação de um novo plano de compensação pela Corte de Falência." "Uma vez que não estão atualmente em posição de apoiar a nossa rede, é provável que clientes enfrentem interrupção ou descontinuação do serviço. Associados independentes e promotores não devem representar a Telexfree daqui para frente sem aprovação de um novo plano de compensação pelo Tribunal de Falências".
          Em outubro de 2016, o americano James Merril, um dos donos da Telexfree, admitiu ser culpado por "fraude" e "conspiração" à Justiça de Massachusetts, de acordo com informações do jornal The Wall Street Journal.
          No início de 2017, procuradores federais dos EUA apreenderam US$ 20 milhões dentro de um colchão que seria de um brasileiro. Segundo as autoridades estadunidenses, Cléber Rene Rizério Rocha, de 28 anos, foi preso em Massachusetts, onde o montante foi descoberto. Rocha é acusado de lavagem de dinheiro no esquema multibilionário de fraudes da Telexfree que enganou 965 mil pessoas.
          Em 9 de outubro de 2019, a Justiça Estadual do Espírito Santo a decretou a falência da Telexfree. A empresa devia aos seus credores o valor de aproximadamente 2,5 bilhões de reais. Tinha 7 Empregados.
(Fonte: Wikipédia)

17 de mar. de 2025

Central Capital (Ativos imobiliários)

          A gestora de ativos imobiliários Central Capital foi fundada por Thiago Costa. A empresa tem em seu portfólio um triple-A em Ipanema e um prédio corporativo na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, ambos em obras.
          Nos primeiros meses de 2025, a gestora de ativos imobiliários Central Capital comprou do Itaú o que seria o terceiro prédio corporativo de seu portfólio e o segundo em São Paulo: um prédio icônico para o qual está desembolsando cerca de R$ 300 milhões no projeto, entre a aquisição e uma reforma que tornará o ativo triple-A.
          Trata-se de um edifício que já foi chamado de King Kong e Idi Amin Dada. O antigo edifício-sede do Unibanco em São Paulo vai passar por um grande retrofit para ser colocado para locação.
          Inaugurado em 1975 – o ano em que o Unibanco assumiu esse nome após uma série de aquisições – o edifício fica na esquina da Avenida Eusébio Matoso com a Marginal Pinheiros, vizinho ao Shopping Eldorado e com vista para o Jockey Club.
          A gestora tem 13 ativos no total, incluindo residenciais e galpões.
(Fonte: Metro Quadrado - 17.03.2025)