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18 de set. de 2021

Evergrande Group

          O Evergrande Group ou Evergrande Real Estate Group (anteriormente Hengda Group) está sediado na província de Guangdong, no sul da China. A holding do grupo é constituída nas Ilhas Cayman. Sua sede está localizada no Excellent Houhai Financial Center, no distrito de Nanshan, em Shenzhen. A Evergrande foi fundada por Hui Ka Yan.
          Hui nasceu em 1958, em uma aldeia rural da província de Henan, na região central da China. Trabalhou na indústria siderúrgica na década de 1980, antes de fundar a Evergrande, em 1996.
          Segundo a agência de notícias Reuters, no início, Hui peava empréstimos para comprar terrenos e vendia imóveis nesses locais antes mesmo de serem construídos. Com o dinheiro das vendas, pagava credores e financiava novos projetos imobiliários.
          A empresa prosperou durante o crescimento do mercado imobiliário chinês e se tornou uma gigante do setor. Em 2009, a Evergrande abriu capital na Bolsa de Hong Kong, em uma oferta que levantou cerca de US$ 729 milhões.
          Em agosto de 2021, o Financial Times relatou que o Evergrande Group estaria enfrentando um número recorde de casos movidos por empreiteiros nos tribunais chineses à medida que aumenta a pressão sobre a administração da empresa para reduzir seus US$ 300 bilhões em passivos, incluindo cerca de US$ 100 bilhões em dívidas.
          Em meados de setembro de 2021, foi relatado que a empresa corria o risco de não conseguir emitir os pagamentos dos juros do empréstimo vencidos em 20 de setembro. Foi estimado que cerca de 1.500.000 clientes poderiam perder depósitos em casas Evergrande que ainda não foram construídas se a empresa falir.
          O Evegrande é o segundo maior desenvolvedor imobiliário da China em vendas, tornando-se o 122º maior grupo do mundo em receita, de acordo com a lista Fortune Global 500 de 2021. Vende apartamentos principalmente para moradores de renda alta e média. Em 2018, tornou-se a empresa imobiliária mais valiosa do mundo.
          Em fins de outubro de 2021, a agência de notícias Bloomberg informa que os governos locais na China têm monitorado as contas bancárias da Evergrande para garantir que o caixa da empresa seja usado para concluir projetos de habitação inacabados, e não para pagar credores. Pequim quer que o bilionário Hui Ka Yan, dono da incorporadora Evergrande, use o seu patrimônio pessoal para aliviar a crise da empresa.
          Na manhã de 29 de janeiro de 2024, um tribunal de Hong Kong ordenou a liquidação da Evergrande, a gigante imobiliária chinesa altamente endividada. A decisão surge dois anos depois de a empresa não cumprido suas obrigações, desencadeando uma crise financeira noutros promotores e agravando os desafios enfrentados pela segunda maior economia do mundo.
          A dissolução da empresa levanta questões sobre a justiça para os credores estrangeiros – o que poderá ter implicações mais amplas para as empresas estrangeiras que operam na China.
          A empresa já foi considerada grande demais para falir, acumulando dívidas para se expandir durante um boom imobiliário que tornou o setor imobiliário um motor-chave do crescimento econômico da China. Mas à medida que a economia desacelerou, as vendas de propriedades despencaram e os reguladores chineses começaram a reprimir a alavancagem excessiva e a especulação. Evergrande lutou para refinanciar as suas dívidas, que tinham aumentado para mais de 300 bilhões de dólares, e procurou repetidamente mais tempo para chegar a um acordo com os credores.
          O juiz que preside o caso de falência de Evergrande encerrou o processo após dois anos de negociações. As ações da Evergrande listadas em Hong Kong, que continuaram a ser negociadas apesar do processo de falência, despencaram mais de 20% antes de as negociações serem interrompidas, avaliando a incorporadora em apenas US$ 275 milhões.
          Em 23 de agosto de 2026, o fundador do grupo Evergrande, Hui Ka Yan, foi condenado à prisão
perpétua por crimes que incluem fraude financeira em grande escala. A Justiça chinesa também determinou o confisco de seus bens pessoais e a perda permanente de direitos políticos. O grupo e sua principal subsidiária imobiliária – Hengda Real Estate – foram multados em 15,82 bilhões deyuans, cerca de R$ 12,4 bilhões.
          O Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen, no sul da China, condenou Hui KaYan – também conhecido como Xu Jiayin – por uma série de crimes, entre eles fraude financeira. De acordo com a decisão, entre 2016 e 2021, Hui e a Evergrande teriam violado leis nacionais ao cometer fraude financeira de forma contínua e em grande escala. O tribunal afirmou que os ativos da companhia foram inflados e houve ocultação de passivos por meio de diferentes mecanismos
          A Evergrande, uma das maiores incorporadoras da China, tornou-se símbolo da crise imobiliária que há anos afeta a economia do país. O setor, que durante décadas foi impulsionado pela rápida urbanização e pela expansão da renda da população, entrou em crise após Pequim adotar medidas para conter o endividamento excessivo e a especulação. Com o acesso ao crédito drasticamente reduzido, a
Evergrande entrou em dificuldades financeiras e acabou declarando inadimplência em 2021, após anos de esforços para administrar uma dívida que havia crescido a níveis muito elevados. A empresa tornou-se a incorporadora imobiliária mais endividada do mundo, com mais de US$ 300 bilhões (R$ 1,55 trilhão) em passivos, antes de ser obrigada a liquidar seus ativos. A crise da Evergrande contribuiu para aprofundar a recessão no setor imobiliário chinês, enquanto os preços dos imóveis caíram cerca de 20% ou mais desde 2021.
(Fonte: Wikipédia / Capital Aberto - 30.10.2021 / NY Times - 29.01.2024 / Estadão - 24.08.2026 - partes)

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