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18 de nov. de 2021

Vestas

          A fabricante dinamarquesa de turbinas Vestas foi fundada em 1945.
          Considerando dados de novembro de 2021, a Vestas tem mais de 145 GW em turbinas instaladas em 85 países.
          A Vestas possui uma unidade industrial em Aquiraz, no estado do Ceará, onde fabrica aerogeradores de até 4,2 megawatts (MW) de potência para usinas terrestres, modelo que se adaptou bem aos ventos brasileiros. Os equipamentos offshore, porém, têm outra escala: podem chegar a 15 MW. Além disso, o diâmetro do rotor ultrapassa facilmente os 200 metros. Portanto, para fabricá-los, seriam necessários investimentos em novas linhas de produção.
          Uma aposta global da Vestas é o hidrogênio verde, uma tecnologia que pode transformar o negócio de turbinas eólicas no futuro. A empresa estuda hidrogênio há anos em parceria com a Mitsubishi Heavy Industries.
          A partir de 2022, a fabricante passará a operar com uma unidade de negócios específica para a América Latina.
          Em meados de dezembro de 2025, a Vestas assinou um contrato de R$ 5 bilhões com a empresa de energia brasileira Casa dos Ventos para o fornecimento de 184 turbinas eólicas, totalizando 828 megawatts (MW) de capacidade instalada. O acordo está entre os maiores já firmados no mercado eólico brasileiro e representa um raro impulso para o setor em meio a uma prolongada recessão que provocou uma forte desindustrialização no país.
          O projeto, denominado Dom Inocêncio, será construído nos municípios de Lagoa do Barro e Queimada Nova, no estado do Piauí. A construção está prevista para começar em 2026, com conclusão programada para 2028.
          Este é o maior contrato assinado no mercado brasileiro desde 2023, perdendo apenas para outro acordo entre as mesmas empresas, no qual a Vestas forneceu equipamentos totalizando 1,3 gigawatts (GW) de capacidade instalada para a Casa dos Ventos.
          Eduardo Ricotta, CEO da Vestas para a América Latina, afirmou que o contrato ajuda a fortalecer a indústria nacional após vários anos sem novos acordos. Parte dos equipamentos será produzida no Brasil, e o restante, no exterior, embora a empresa não tenha especificado as proporções.
(Fonte: jornal Valor - 17.11.2021 / 17.12.2025 - partes)

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