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9 de jun. de 2025

A5X

          A bolsa de derivativos denominada A5X foi fundada por executivos e ex-executivos do mercado financeiro. O negócio conta com um investimento inicial de R$ 200 milhões, qaue ajudou a tirar o projeto do papel.. A nova bolsa vai concorrer em um dos segmentos de negócios mais relevantes da B3, que tem a hegemonia do mercado.
          Na linha de frente do projeto, estão Carlos Ferreira Filho e Karel Luketic (ex-executivos e ex-sócios da XP), Nilson Monteiro (CEO e fundador da corretora Ideal, atualmente controlada pelo Itaú) e Julian Chediak (sócio do escritório Chediak Advogados). Esse é o quarteto de fundadores na nova bolsa.
          A A5X já conta com uma equipe de 60 pessoas, incluindo 20 sócios — alguns dos quais são executivos experientes de grandes bancos ou da B3, atualmente a única bolsa de valores em operação no Brasil. O Sr. Luketic afirmou que a bolsa pretende expandir para entre 100 e 120 funcionários.
          No início de junho de 2025, a A5X assinou um acordo com o London Stock Exchange Group (LSEG) para adquirir sistemas de negociação, compensação, liquidação e gestão de risco. O negócio ocorre após um processo de licitação envolvendo oito grandes bolsas globais.
          A empresa passou  o segundo semestre de 2024 analisando o que cada um desses players tinha a oferecer e o primeiro semestre de 2025 trabalhando com a LSEG para adaptar seus sistemas às necessidades específicas do ambiente de negociação brasileiro.
          A presença global da LSEG foi fundamental para garantir o contrato com a nova bolsa de derivativos e futuros do Brasil.
          O mercado brasileiro apresenta complexidades únicas, observou Carlos Ferreira. Por exemplo, os sistemas brasileiros são projetados para rastrear o investidor final, ao contrário dos sistemas internacionais, que normalmente se concentram apenas em corretoras e membros de compensação. O mercado local também exige uma verificação completa do investidor, incluindo a verificação de se os clientes têm saldo suficiente em sua corretora, quais garantias depositaram e qualquer histórico de inadimplência. Além disso, enquanto os mercados internacionais utilizam uma convenção de 360 ​​dias para cálculos financeiros, o Brasil utiliza 252 dias úteis. “Sem mencionar que os juros compostos são parte integrante da dinâmica financeira do Brasil”, acrescentou Ferreira.
          Além do desenvolvimento do sistema, o acordo inclui um contrato de uso exclusivo de longo prazo para o Brasil, abrangendo suporte, assistência técnica e implementação de futuras inovações da LSEG.
          A reputação global da LSEG desempenhou um papel fundamental em sua escolha. É uma das bolsas mais antigas do mundo, a mais proeminente da Europa e está entre as cinco maiores do mundo. É também a maior bolsa do mundo em capitalização de mercado como empresa (€ 65 bilhões) e atualmente fornece serviços semelhantes para 20 bolsas em todo o mundo. "Atendemos 44.000 clientes em 65 países e somos um dos principais provedores de infraestrutura para bolsas globalmente", disse Daniel Buttino, diretor administrativo da LSEG para a América Latina.
         Com esta aquisição, a A5X dá mais um passo importante em seu cronograma de implementação. A fase de testes com os maiores bancos e corretoras do Brasil está programada para começar em outubro ou novembro de 2025, com previsão de início das operações completas no segundo trimestre de 2026.
          No início de 2025, a câmara de compensação do ABN Amro e quatro empresas internacionais de formação de mercado também se juntaram como acionistas. A XP garantiu uma opção de compra para adquirir uma participação na A5X, com previsão de exercício em médio prazo.
          Duas outras bolsas também estão em desenvolvimento para competir com a B3: a CSD, lastreada pelo Santander e BTG, e a ATG, lastreada pelo Mubadala, fundo soberano do governo de Abu Dhabi e um dos maiores do mundo
          Em meados de setembro de 2026, a A5X reforçou sua estrutura financeira e acionária antes de iniciar a disputa pelo mercado brasileiro de bolsas. Morgan Stanley, Goldman Sachs e a gestora de venture capital Kaszek entraram como sócios da companhia em uma rodada de R$ 360 milhões. A XP também passou a integrar a base acionária após exercer uma opção de compra.
          Com a quarta rodada de investimentos, a A5X acumula aproximadamente R$ 730 milhões captados e passou a ser avaliada em R$ 2,7 bilhões. A expectativa da companhia é iniciar as operações no segundo trimestre de 2027, condicionada à conclusão do processo de autorização do Banco Central.
          Segundo Karel Luketic, fundador e diretor financeiro da A5X, o capital levantado é suficiente para financiar a estrutura da nova bolsa até que a operação alcance o equilíbrio entre receitas e despesas.
          A rodada também contou com novos investimentos de IMC, Jump Trading, Optiver e XTX Markets, participantes relevantes na formação de mercado de derivativos, além do ABN Amro Clearing, braço do banco holandês voltado à liquidação e custódia de ativos.
          A entrada dos novos acionistas amplia a presença de instituições financeiras e empresas especializadas na estrutura societária da A5X. Os fundadores, entretanto, permanecem com o controle da companhia. O grupo é formado por Karel Luketic, Carlos Ferreira Filho, Nilson Monteiro e Julian Chediak. A corretora Ideal, atualmente controlada pelo Itaú, já havia ingressado como acionista anteriormente
(Fonte: Valor - 18.06.2024 / 09.06.2025 / Boletim Nacional - 14.09.2026 - -artes)

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