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28 de jul. de 2026

CXMT

          A ChangXin Memory Technologies - CXMT, maior fabricante de chips de memória da
China foi fundada em 2016 na cidade de Hefei, no leste do país. É uma das maiores fabricantes mundiais de DRAM, ou chips de memória de “acesso aleatório dinâmico”, um tipo de semicondutor utilizado em tudo, de servidores de IA a automóveis e eletrônicos de consumo, como smartphones e computadores pessoais.        
          A CXMT está entre as muitas fabricantes de chips
que lucraram com o “boom” da inteligência artificial. Seus negócios estão prosperando à medida que a China busca maior autossuficiência em tecnologias de ponta, mas enfrenta acesso limitado a máquinas
avançadas de fabricação de chips devido às restrições impostas pelos EUA.
          “A CXMT desempenha um papel fundamental no impulso da IA na China, especialmente diante dos controles de exportação dos EUA”, afirmou Kyle Chan, pesquisador da Brookings Institution e especialista em políticas tecnológicas da China. As restrições determinadas até agora pelos EUA também impediram a China de importar os potentes chips HBM (memória de alta largura de banda) – um tipo de DRAM de alto desempenho.
          A receita da empresa disparou para 50,8 bilhões de yuans (US$ 7,5 bilhões ou R$ 38,3 bilhões) devido ao aumento repentino da demanda, impulsionada pela rápida ascensão da IA nos primeiros três meses de 2026 – um aumento de mais de 700% em relação ao mesmo período de 2025. O uso crescente da IA levou a uma escassez global de chips de memória, elevando os preços de alguns computadores e
smartphones.
          Em 27 de julho de 2026, as ações da CXMT dispararam ao começarem a ser negociadas em Xangai, na maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da China continental nos últimos anos.
As ações subiram 466% em seu primeiro dia de negociação. A empresa tornou-se a mais valiosa listada
em uma Bolsa da China continental, com uma capitalização de mercado estimada em cerca de 3,3 trilhões de yuans (mais de US$ 487 bilhões ou R$ 2,49 trilhões). Mas esse valor ainda é menor do que o de fabricantes sul-coreanos e americanos de chips de memória, como a Samsung Electronics, a SK Hynix e a Micron Technology.
          A empresa levantou pelo menos US$ 8,6 bilhões com a oferta, ao preço de 8,66 yuans
(US$ 1,3) por ação, em sua listagem no mercado Star da Bolsa de Valores de Xangai – semelhante à Nasdaq.
          A CXMT é vista como a melhor aposta da China para desenvolver seus próprios chips HBM. Mas ela também enfrenta muitos desafios, incluindo gargalos na cadeia de suprimentos ao ampliar a capacidade de fabricação, já que seu acesso às melhores ferramentas de fabricação de chips do mundo é altamente restrito, forçando-a a depender de fabricantes chinesesde equipamentos.
(Fonte: Estadão - 28.07.2026)

27 de jul. de 2026

Habib's (Grupo Gennius)

          O Grupo Gennius, controlador da rede Habib’s, tem também sob seu guarda-chuva, a rede Ragazzo e a Tendall Grill.
          “Não desista; é preciso caminhar”. A frase que inspirou a vida do hoje empresário Alberto Saraiva era dita por seu pai, Antonio Saraiva, todas as vezes em que ele pensava em desistir de seu maior sonho: ser médico. Foi para dar apoio e condições ao filho que ele e toda a família se mudaram de Santo Antonio da Platina, no Paraná, para a cidade de São Paulo, na década de 1970.
          Com apenas 17 anos, Saraiva fazia cursinho de manhã e estudava no terceiro ano do ensino médio à noite. “Nessa época, eu pegava oito conduções por dia.” Na primeira vez que tentou ingressar na faculdade de Medicina, ele prestou vestibular em cinco faculdades. Não passou. No ano seguinte, foram seis tentativas. Também não passou. No outro ano, foram mais seis. Resultado: aprovado na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
          Enquanto o jovem pensava na carreira brilhante que poderia ter pela frente, seu pai, que tinha vindo de Portugal anos antes, comprava uma padaria na zona leste da capital paulista para garantir o sustento da família. O negócio não era dos melhores. A loja tinha equipamentos velhos que viviam dando defeito e, além disso, era cercada por mais cinco padarias concorrentes.
          Dezenove dias após a compra da padaria, houve um assalto no estabelecimento, e o pai de Alberto foi assassinado. O desespero e a indignação tomaram conta da família. Por ser o filho mais velho, Alberto decidiu continuar no lugar do pai e trancar o curso de Medicina. “Havia muitas prestações para pagar.”.
          Mas fazer o próprio pão e, consequentemente, vendê-lo quentinho a toda hora não foi suficiente para atrair a clientela. Por isso, a estratégia adotada foi vender o pãozinho bem mais barato do que os concorrentes. A ideia foi diminuir o preço em 30%. O plano começou a dar certo, e ele atraiu um novo tipo de cliente, os revendedores de pão, que vendiam o produto de porta em porta. “Tudo que eu tinha era vontade e desejo de que desse certo.” E deu. Após apenas 16 meses, com a padaria faturando, ele vendeu o negócio para outro português e voltou a estudar.
          Apesar de ter voltado para o curso de Medicina, ele já tinha sido picado pelo “bichinho do comércio” e decidiu continuar atuando no ramo. Mesmo na faculdade, decidiu montar um novo negócio: a Casa do Pastel. A estratégia era a mesma: vender o pastel bem mais barato do que os demais. Mais um negócio de sucesso. Filas e mais filas na porta. A empresa chamou atenção de alguns corretores de negócios que se interessaram pelo estabelecimento, e mais uma vez ele o vendeu.
          A mesma cena se repetiu quando ele decidiu abrir a Casa do Gnocchi, a Casa da Fogazza e um rodízio de pizza. Este último foi vendido antes mesmo de ser inaugurado. “Eu peguei gosto em montar negócios. Sabia identificar um bom ponto comercial”.
          Finalmente, em dezembro de 1980, dez anos após ter sonhado ser médico, ele se formou. “Peguei meu diploma, coloquei na gaveta e fui para trás do balcão.”.
          Foi então que, entre a montagem de um negócio e outro, um senhor com cerca de 70 anos bateu à porta de Saraiva e mudou seu destino. Cozinheiro aposentado, ele buscava uma oportunidade de trabalho. Paulo Abud alegou que, como morava no prédio em frente, o empresário não precisaria lhe pagar vale-transporte. Saraiva concordou em contratá-lo e perguntou o que ele sabia fazer. A resposta foi “comida árabe”. O empresário dava uma oportunidade àquele que lhe ensinaria a receita do carro-chefe de seu negócio mais lucrativo: a esfiha.
          Com o domínio da culinária árabe, o empresário apostou em um novo negócio. Nascia assim, em 1988, o Habib’s. Instalado na rua Cerro Corá, no bairro da Lapa, em São Paulo, a nova casa chamava atenção pela faixa colocada à porta. O anúncio garantia que ali estava a melhor esfirra do país. Mas não é porque era a melhor que teria que ser a mais cara. Ao contrário, a ideia era vender com o preço menor possível. “Quanto menor o preço, mais eu vendo.”.
          Foi baseada na inspiração do apelido carinhoso que o fundador Alberto Saraiva ganhou de seus amigos. Eles os chamavam de Habib que significa querido amigo. O Gênio surgiu junto com a marca em 1987 e foi sugestão de um amigo do fundador. Após os 29 anos de Habib's, o Gênio foi atualizado mas continua presente no logotipo da marca.
          Em 1991, o Habib’s passa a investir na produção de matérias-primas, como queijos, pães, sorvetes e doces. No ano seguinte, 1992, através do sistema de franquias, o Habib’s amplia seus negócios.
          A incrível quantidade e 600 milhões de Bib’sfihas por ano foi atingida em 2005.
          Em 2009 é fundada a Universidade Habib’s que dá todo apoio para seus colaboradores. O Habib's conta com cerca de 150 instrutores em todo Brasil.
          O delivery passa a oferecer, em 2010, entregas em aproximadamente 28 minutos. O tempo leva em conta desde a preparação até a chegada do pedido, respeitando a distância limite e as leis de trânsito. Se o desafio não fosse cumprido, o valor ficava por conta do Habib’s.
          Em 2013, a unidade da Radial Leste foi a primeira a inaugurar o novo conceito do Habib’s. Localizada no bairro de Cidade Patriarca, a loja passou por uma reforma completa: desde a comunicação, até os ambientes, mobiliários e embalagens de produtos. A loja foi escolhida por ser uma das lojas mais visitadas pelos clientes e também por estar na rota estratégica do estádio de abertura da Copa do Mundo de 2014.
          A empresa emprega 22 mil colaboradores e tem 421 restaurantes distribuídos em mais de cem cidades em 20 estados. Para alcançar números como esses e a fama de um dos empresários mais bem-sucedidos no Brasil, Saraiva segue à risca o seu lema de vida: “Não desista; é preciso caminhar”
          Em fins de julho de 2026, a Justiça aprovou um pedido de proteção do Grupo Gennius contra credores. O grupo tem R$ 312 milhões em dívidas. É o tipo de medida que costuma vir antes de uma recuperação judicial ou extrajudicial.
(Fonte: UOL - 05.08.2013 / Site do Habib's / InvestNews - 27.07.2026 - partes)

3 de jul. de 2026

SK Hynix

          A empresa de semicondutores sul-coreana SK Hynix Inc. fabrica chips de memória de acesso aleatório dinâmico (DRAM) e chips de memória flash. A SK Hynix é uma das maiores fornecedoras de semicondutores do mundo, e, juntamente com a Samsung Electronics e a Micron, é uma das "Três Grandes" fabricantes de memória.
          Fundada em 1983 como Hyundai Electronics, a SK Hynix foi integrada ao Grupo SK em 2012 após uma série de fusões, aquisições e esforços de reestruturação. Após ser incorporada ao Grupo SK, a SK Hynix tornou-se uma importante afiliada, juntamente com a SK Innovation e a SK Telecom.
           A Hyundai Electronics foi fundada por Chung Ju-yung, fundador do Grupo Hyundai. No início da década de 1980, Chung reconheceu a crescente importância da eletrônica na indústria automobilística, uma das principais áreas de atuação da Hyundai. Ele vislumbrou o potencial da Hyundai para expandir seus negócios além dos setores automotivo, naval e de indústrias pesadas, e desejava estabelecer presença na promissora indústria eletrônica. O foco principal da empresa era a produção de semicondutores e a eletrônica industrial.
          Os principais clientes da empresa incluem Nvidia, Microsoft, Apple, Asus, Dell, MSI, HP Inc., e Hewlett Packard Enterprise (antiga Hewlett-Packard). Outros produtos que utilizam memória Hynix incluem leitores de DVD, telefones celulares, decodificadores, assistentes digitais pessoais, equipamentos de rede e disco rígidos.
          A SK Hynix estreia em 10 de julho de 2026 na Nasdaq por meio de suas ADRs como uma das principais protagonistas do mais recente ciclo de expansão da inteligência artificial, ampliando o acesso dos investidores americanos à segunda empresa mais valiosa da Coreia do Sul. A companhia é líder na produção de chips de memória de alta largura de banda, componentes essenciais para as GPUs da Nvidia e para a operação de data centers voltados à IA, além de atuar nos segmentos de DRAM e NAND flash. A oferta, estimada em cerca de US$ 24,5 bilhões, registrou demanda mais de sete vezes superior ao volume disponível, refletindo o forte interesse dos investidores por uma empresa cujas ações acumularam valorização expressiva e cujos lucros quase quintuplicaram no primeiro trimestre de 2026.
(Fonte: Wikipédia / Mercado em 5 minutos (Empiricus) - 10.07.2026 - partes)

2 de jul. de 2026

Arbex

          A Arbex (cujo nome provisório era (FamPro) foi criada pela Suzano e pela norte-americana Kimberly-Clark, como uma "joint venture", em 1º de julho de 2026. A empresa estreia como uma das maiores empresas de papel *tissue* (papel para fins sanitários) do mundo. A companhia, avaliada em US$ 3,7 bilhões (R$ 19,2 bilhões pela cotação do dia), nasce com uma receita anual de US$ 3,5 bilhões (R$ 18,1 bilhões) e tem como meta tornar-se a empresa integrada de *tissue* mais eficiente do setor global.
          Com sede na Holanda e escritório operacional em Londres, a Arbex detém um portfólio de mais de 40 marcas regionais e possui licenças de longo prazo para as marcas globais da Kimberly-Clark, incluindo Kleenex, Cottonelle, Scott, WypAll, Viva e Kimberly-Clark Professional.
          A Suzano, que anunciou em meados de 2025 a aquisição de uma participação de 51% nas operações globais de *tissue* da Kimberly-Clark fora dos EUA, detém o controle acionário da nova empresa. A Kimberly-Clark detém os 49% restantes.
          A transação reforça a estratégia da Suzano de ampliar as vendas de celulose. Como parte de sua estratégia de substituir a celulose de fibra longa (*softwood*) pela de fibra curta (*hardwood*), a Suzano planeja acelerar a adoção de fibra curta pela Arbex, segmento no qual a empresa brasileira possui vantagem competitiva.
          A Suzano já era a fornecedora exclusiva de celulose de fibra curta para todas as operações da Kimberly-Clark. Com a nova estrutura, ela permanecerá como fornecedora exclusiva por tempo indeterminado para os negócios agora incorporados à Arbex. "Na fabricação de produtos como papel-toalha e papel higiênico, é possível utilizar entre 70% e 100% de celulose de fibra curta, sendo o restante composto por fibra longa. Essa transição agora ganhará velocidade, pois passamos a operar as máquinas que antes pertenciam ao negócio internacional da Kimberly-Clark", explicou Beto Abreu, CEO da Suzano. A Arbex agora engloba a produção e as vendas da Kimberly-Clark de produtos como papel higiênico, guardanapos, papel-toalha e lenços faciais fora dos Estados Unidos. A transação também transfere para a nova empresa 22 unidades fabris distribuídas por 14 países na Europa, Ásia, Oriente Médio, América do Sul, América Central, África e Oceania.
          A Suzano assumiu formalmente o controle da nova empresa em 1º de julho de 2026, após pagar US$ 1,3 bilhão por sua participação de 51%. Ao anunciar a transação, as parceiras divulgaram que a Suzano teria a opção de adquirir os 49% restantes a qualquer momento, utilizando o mesmo múltiplo de avaliação — 6,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) — que determinou o preço de compra original.
          Abreu afirmou que os ganhos de eficiência previstos no plano de negócios da Arbex virão principalmente da redução de custos fabris e administrativos, do desenvolvimento de fornecedores regionais e da otimização da cadeia de suprimentos. "Temos muitas ferramentas e tecnologias que podem gerar ganhos significativos em logística, em toda a cadeia de suprimentos e no processo de distribuição, desde as fábricas da Arbex até os clientes em 70 países", disse.
          Para a Suzano, a decisão da Kimberly-Clark de desinvestir parte de suas operações internacionais reflete a confiança de que a empresa brasileira pode extrair maior valor desses ativos.
          A liderança da nova empresa combina executivos de ambas as parceiras. Ehab Abou-Oaf, que já chefiava as operações internacionais agora integradas à Arbex, permanece como CEO. Luís Bueno, anteriormente vice-presidente executivo de bens de consumo da Suzano, assume o cargo de diretor de operações (COO), enquanto Oscar Mousinho, ex-diretor financeiro (CFO) da divisão de nutrição animal da Mars, assume a posição de CFO.
          Analistas do Citi afirmaram que a criação da Arbex marca um marco para a Suzano, dado o porte do investimento. Eles disseram que os investidores provavelmente focarão agora na capacidade da empresa de recompor a geração de caixa e esperam que os volumes operacionais da Arbex comecem a ser consolidados nos resultados da Suzano a partir do terceiro trimestre (2026).
(Fonte: Valor - 02.07.2026)