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3 de jul. de 2026

SK Hynix

          A empresa de semicondutores sul-coreana SK Hynix Inc. fabrica chips de memória de acesso aleatório dinâmico (DRAM) e chips de memória flash. A SK Hynix é uma das maiores fornecedoras de semicondutores do mundo, e, juntamente com a Samsung Electronics e a Micron, é uma das "Três Grandes" fabricantes de memória.
          Fundada em 1983 como Hyundai Electronics, a SK Hynix foi integrada ao Grupo SK em 2012 após uma série de fusões, aquisições e esforços de reestruturação. Após ser incorporada ao Grupo SK, a SK Hynix tornou-se uma importante afiliada, juntamente com a SK Innovation e a SK Telecom.
           A Hyundai Electronics foi fundada por Chung Ju-yung, fundador do Grupo Hyundai. No início da década de 1980, Chung reconheceu a crescente importância da eletrônica na indústria automobilística, uma das principais áreas de atuação da Hyundai. Ele vislumbrou o potencial da Hyundai para expandir seus negócios além dos setores automotivo, naval e de indústrias pesadas, e desejava estabelecer presença na promissora indústria eletrônica. O foco principal da empresa era a produção de semicondutores e a eletrônica industrial.
          Os principais clientes da empresa incluem Nvidia, Microsoft, Apple, Asus, Dell, MSI, HP Inc., e Hewlett Packard Enterprise (antiga Hewlett-Packard). Outros produtos que utilizam memória Hynix incluem leitores de DVD, telefones celulares, decodificadores, assistentes digitais pessoais, equipamentos de rede e disco rígidos.
(Fonte: Wikipédia)

2 de jul. de 2026

Arbex

          A Arbex (cujo nome provisório era (FamPro) foi criada pela Suzano e pela norte-americana Kimberly-Clark, como uma "joint venture", em 1º de julho de 2026. A empresa estreia como uma das maiores empresas de papel *tissue* (papel para fins sanitários) do mundo. A companhia, avaliada em US$ 3,7 bilhões (R$ 19,2 bilhões pela cotação do dia), nasce com uma receita anual de US$ 3,5 bilhões (R$ 18,1 bilhões) e tem como meta tornar-se a empresa integrada de *tissue* mais eficiente do setor global.
          Com sede na Holanda e escritório operacional em Londres, a Arbex detém um portfólio de mais de 40 marcas regionais e possui licenças de longo prazo para as marcas globais da Kimberly-Clark, incluindo Kleenex, Cottonelle, Scott, WypAll, Viva e Kimberly-Clark Professional.
          A Suzano, que anunciou em meados de 2025 a aquisição de uma participação de 51% nas operações globais de *tissue* da Kimberly-Clark fora dos EUA, detém o controle acionário da nova empresa. A Kimberly-Clark detém os 49% restantes.
          A transação reforça a estratégia da Suzano de ampliar as vendas de celulose. Como parte de sua estratégia de substituir a celulose de fibra longa (*softwood*) pela de fibra curta (*hardwood*), a Suzano planeja acelerar a adoção de fibra curta pela Arbex, segmento no qual a empresa brasileira possui vantagem competitiva.
          A Suzano já era a fornecedora exclusiva de celulose de fibra curta para todas as operações da Kimberly-Clark. Com a nova estrutura, ela permanecerá como fornecedora exclusiva por tempo indeterminado para os negócios agora incorporados à Arbex. "Na fabricação de produtos como papel-toalha e papel higiênico, é possível utilizar entre 70% e 100% de celulose de fibra curta, sendo o restante composto por fibra longa. Essa transição agora ganhará velocidade, pois passamos a operar as máquinas que antes pertenciam ao negócio internacional da Kimberly-Clark", explicou Beto Abreu, CEO da Suzano. A Arbex agora engloba a produção e as vendas da Kimberly-Clark de produtos como papel higiênico, guardanapos, papel-toalha e lenços faciais fora dos Estados Unidos. A transação também transfere para a nova empresa 22 unidades fabris distribuídas por 14 países na Europa, Ásia, Oriente Médio, América do Sul, América Central, África e Oceania.
          A Suzano assumiu formalmente o controle da nova empresa em 1º de julho de 2026, após pagar US$ 1,3 bilhão por sua participação de 51%. Ao anunciar a transação, as parceiras divulgaram que a Suzano teria a opção de adquirir os 49% restantes a qualquer momento, utilizando o mesmo múltiplo de avaliação — 6,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) — que determinou o preço de compra original.
          Abreu afirmou que os ganhos de eficiência previstos no plano de negócios da Arbex virão principalmente da redução de custos fabris e administrativos, do desenvolvimento de fornecedores regionais e da otimização da cadeia de suprimentos. "Temos muitas ferramentas e tecnologias que podem gerar ganhos significativos em logística, em toda a cadeia de suprimentos e no processo de distribuição, desde as fábricas da Arbex até os clientes em 70 países", disse.
          Para a Suzano, a decisão da Kimberly-Clark de desinvestir parte de suas operações internacionais reflete a confiança de que a empresa brasileira pode extrair maior valor desses ativos.
          A liderança da nova empresa combina executivos de ambas as parceiras. Ehab Abou-Oaf, que já chefiava as operações internacionais agora integradas à Arbex, permanece como CEO. Luís Bueno, anteriormente vice-presidente executivo de bens de consumo da Suzano, assume o cargo de diretor de operações (COO), enquanto Oscar Mousinho, ex-diretor financeiro (CFO) da divisão de nutrição animal da Mars, assume a posição de CFO.
          Analistas do Citi afirmaram que a criação da Arbex marca um marco para a Suzano, dado o porte do investimento. Eles disseram que os investidores provavelmente focarão agora na capacidade da empresa de recompor a geração de caixa e esperam que os volumes operacionais da Arbex comecem a ser consolidados nos resultados da Suzano a partir do terceiro trimestre (2026).
(Fonte: Valor - 02.07.2026)

26 de jun. de 2026

CazéTV


          A CazéTV existe desde 2019, quando Casimiro Miguel resolveu criar conteúdo em suas próprias redes. Foi em 2022 que o canal saiu do nicho com a transmissão de jogos da Copa do Mundo. Em 2024, cobriu a Olimpíada de Paris com expertise nativa digital que os canais tradicionais não tinham. Em 2025, transmitiu a Copa do Mundo de Clubes. A Fifa ficou tão satisfeita com os resultados que confirmou a parceria para a Copa do Mundo de 2026, com direitos a todos os 104 jogos.
          A Globo, o maior conglomerado de mídia, transmite a Copa do Mundo no Brasil desde 1970. Construiu gerações de narradores, criou rituais de audiência, transformou o jogo em produto televisivo com uma consistência que nenhuma outra emissora do país chegou perto de replicar. No sábado, dia 20 de junho de 2026, pela primeira vez em décadas, não foi ela que dominou a conversa sobre a estreia do Brasil no torneio. Foi um canal do YouTube fundado por um streamer de 28 anos que começou transmitindo jogos de videogame.
          A transmissão do empate entre Brasil e Marrocos pela CazéTV registrou pico de 12,7 milhões de aparelhos conectados simultaneamente no YouTube, o maior número já registrado por uma transmissão de futebol na plataforma em todo o mundo. O mercado de mídia esportiva brasileiro mudou de endereço, e a mudança foi confirmada com um recorde que não deixa margem para interpretação.
          O número de sábado, dia 20 de junho de 2026, não nasceu no sábado. É construção sistemática de capacidade, ativo por ativo,evento por evento, até chegar ao maior torneio do planeta com credencial técnica e audiência instalada que nenhuma emissora tradicional construiu dessa forma. Isso é ótimo para quem acha que abrir um negócio significa ter resultado da noite para o dia.
          O feito colocou a empresa acima de transmissões históricas do YouTube, incluindo eventos fora do esporte. Esse dado não é curiosidade de trivia. É o mapa mais preciso de onde está a atenção do público jovem global em 2026. Não no cabo. Não no satélite. No telefone que está sempre no bolso,
na plataforma que não cobra assinatura e no formato que permite comentar, reagir e compartilhar no mesmo gesto. O que foi feito com a Copa do Mundo em quatro anos é o manual mais preciso de como um produto digital desafia um incumbente sem precisar derrubá-lo. Não competiu frontalmente.
Escolheu o território que a Globo não dominava, o digital nativo, e foi construindo presença,
credibilidade e audiência nesse território até o momento em que o maior evento do planeta chegou, e o território que ele havia construído era exatamente onde a audiência mais jovem queria estar. O recorde de 12,7 milhões dedispositivos simultâneos não foi resultado de um dia. Foi resultado de uma decisão tomada em 2019 de construir no lugar certo antes de todo mundo entender que era o lugar certo.
          Em 24 de junho de 2026, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu uma investigação preliminar sobre a CazéTV para apurar a veiculação de publicidade de bets durante as transmissões da Copa do Mundo. A averiguação preliminar é a fase investigativa que antecede um eventual processo administrativo sancionador.
          A decisão consta em despacho assinado pelo diretor substituto do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Daniel Amaral Nunes Carnaúba. Segundo o documento, a apuração teve origem em registros audiovisuais que mostram ações promocionais de operadoras de apostas online inseridas nas transmissões esportivas do canal de streaming, comandado por Casimiro Miguel e detentor dos direitos de exibição de todos os 104 jogos do Mundial no YouTube.
          O despacho descreve três episódios. Em um deles, exibido durante a parada para hidratação da partida entre Inglaterra x Gana, a Senacon aponta publicidade de uma empresa de bet em que o narrador incentiva os espectadores a "colocar a paixão em jogo", orientando o acesso ao site da operadora ou a um QR Code na tela, além de divulgar uma oferta promocional exclusiva ligada ao jogo.
          No segundo registro, durante a partida Argentina x Áustria, o órgão do Ministério da Justiça aponta o anúncio de cotações turbinadas — quando a casa aumenta o valor que paga ao apostador que acerta, de três para quatro vezes o que foi apostado —, com comentaristas da CazéTV destacando que a plataforma ofereceria uma "segunda chance", o que, segundo a secretaria, reforçaria a atratividade da oferta e estimularia a aposta imediata.
          No terceiro, referente a Uruguai x Cabo Verde, o despacho cita ação de outra operadora de bet que associa a paixão do brasileiro pelo futebol à prática de apostas.
          Investigar um só canal é pouco diante da presença ostensiva das bets na mídia. O Estado tem de impor restrições amplas e compatíveis com os males sociais provocados pela jogatina.
          Precisou da Copa do Mundo para políticos descobrirem: a CazéTVfaz propaganda de bet!
Em ano eleitoral, sem coincidência alguma, alguns deles resolveram subir no palanque para bradar contra as casas de apostas. 
          A Cazé fala em bet o tempo todo, coloca odds na tela, promove a aposta turbinada do segundo tempo. É tudo verdade. Mas ela não é a única a levantar essa bandeira. Globo, SBT e NSports, todas detentoras da transmissão da Copa de 2026, têm anunciantes do segmento de bets. Elas incentivam o consumo desse tipo de entretenimento e se financiam a partir dessas verbas publicitárias. Uma curiosidade do mercado tem recebido menos atenção dos críticos. As maiores emissoras são, elas mesmas, donas de casas de apostas. A Globo montou uma joint venture com a MGM, um cassino
de Las Vegas, para criar a BetMGM. O SBT anunciou a criação do Todos Querem Jogar, uma bet que teria outros produtos de entretenimento clássicos do canal, como o Show do Milhão.
          Em um aspecto ainda mais alarmante, o estudo O impacto das bets na educação superior, realizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), mostra que 34% dos jovens entre 18 e 35 anos que planejavam iniciar uma faculdade em 2025 adiaram a matrícula por causa de gastos com apostas. Isso representa quase 1 milhão de brasileiros fora do ensino superior.
(Fonte: OESP (Estadão) - 17.06.2026 / cnn - 24.06.2026  / OESP - 26.06.2026 - partes)

25 de jun. de 2026

Micron Technologies

          A Micron Technology é uma produtor americana de memória de computador e armazenamento de dados de computador, incluindo memória dinâmica de acesso aleatório, memória flash e unidades flash USB.
          Foi fundada em Boise, Idaho, em 1978 por Ward Parkinson, Joe Parkinson, Dennis Wilson e Doug Pitman como uma empresa de consultoria de design de semicondutores. O financiamento inicial foi fornecido pelos empresários locais de Idago, Tom Nicholson, Allen Noble, Rudolph Nelson e Ron Yanke. Posteriormente, recebeu financiamento do bilionário Idaho JR Simplot, cuja fortuna foi feita no negócio da batata. Em 1981, a empresa mudou da consultoria para a fabricação com a conclusão de sua primeira unidade de fabricação de wafer ("Fab 1"), produzindo chips DRAM de 64K.
          Em 1984, a empresa abriu o capital.
          Em 1994, o fundador Joe Parkinson se aposentou como CEO e Steve Appleton assumiu como presidente do conselho, presidente e CEO.
          Uma fusão de 3 vias em 1996 entre ZEOS International, Micron Computer e Micron Custom Manufacturing Services (MCMS) aumentou o tamanho e o escopo da empresa; isso foi seguido rapidamente com a aquisição da NetFrame Systems em 1997, em uma tentativa de entrar na indústria de servidores de médio porte.
          Em 2000, Gurtej Singh Sandhu e Trung T. Doan da Micron iniciaram o desenvolvimento de filmes high-k de deposição de camada atômica para dispositivos de memória DRAM. Isso ajudou a impulsionar a implementação econômica de semicondutor de memória, começando com DRAM de nó de 90mm. O padrão duplo de pitch também foi pioneiro por Gurtej Singh Sandhu na Micron durante os anos 2000, levando ao desenvolvimento de memóia flash NAND de classe 30mm  e, desde então, foi amplamente adotado por fabricantes de flash NAND e memória RAM no mundo todo.
          Em 2005, a Micron e a Intel criaram uma joint venture com base em IM Flash Technologies em Lehi, Utah. As duas empresas formaram outra joint venture em 2011, IM Flash Singapore, em Singapura. Em 2012, a Micron tornou-se proprietária exclusiva desta segunda joint venture.
          Em 2006, a Micron adquiriu a Lexar, fabricante americana de produtos de mídia digital.
          Nova mudança de liderança ocorreu em junho de 2007, com o COO Mark Durcan se tornando presidente.
          Em 2008, a Micron converteu a fábrica de chips Avezzano, anteriormente uma fábrica de DRAM da Texas Instruments, em uma instalação de produção para sensores de imagem CMOS vendidos pela Aptina Imaging.
          Em 2008, a Micron desmembrou Aptina Imaging, que foi adquirida pela ON Semiconductor em 2014. A micron manteve uma participação na cisão. A empresa principal sofreu contratempos, no entanto exigindo demissões de 15 por cento de sua força de trabalho em outubro de 2008, período durante o qual a empresa também anunciou a compra da participação de 35,6% da Qimonda na Inotera Memories por 400 milhões de dólares. A tendência de demissões e aquisições continuou em 2009 com a demissão de 2.000 funcionários adicionais, e a aquisição da empresa de microdisplay FLCOS Displaytech. A Micron concordou em comprar a Numonyx, fabricante de chips flash, por US$ 1,27 bilhão em ações em fevereiro de 2010.
          Em 3 de fevereiro de 2012, o CEO, Steve Appleton, morreu em um acidente de um pequeno avião da Lancair em Boise, Idaho. Mark Durcan substituiu Appleton como o CEO e, logo em seguida, eliminou seu antigo título de presidente.
          Em 2013, a fábrica de chips Avezzano foi vendida para a LFoundry.
          No período de 2012-2014, a Micron novamente passou por um ciclo intenso de aquisições, tornando-se o acionista majoritário da Inotera Memories, adquirindo a Elpida Memory por US$ 2 bilhões e as ações restantes na Rexchip, uma empresa de fabricação de chips de memória para PC entre a Powerchip e Elpida Memory por $ 334 milhões, ao anunciar planos para demitir aproximadamente 3.000 trabalhadores. Por meio da aquisição da Elpida, a Micron se tornou a principal fornecedora da Apple para iPhone e iPad.
          Em dezembro de 2016, a Micron concluiu a aquisição dos 67% restantes da Inotera, tornando-a uma subsidiária 100% da Micron.
          Em abril de 2017, a Micron anunciou Sanjay Mehrotra como novo presidente e CEO para substituir Mark Durcan.
          Em junho de 2017, a Micron anunciou que estava desecontinuando o negócio de armazenamento de mídia removível de varejo da Lexar e colocando alguns ou todos à venda. Em agosto daquele ano, a marca Lexar foi adquirida pela Longsys, uma empresa de memória flash com sede em Shenzhen, China.
          Em 5 de dezembro de 2017, a Micron processou os rivais United Microelectronics Corporation e Fujian Jinhua Integrated Circuit Co. (JHICC) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, alegando violação de suas patentes de DRAM e direitos de propriedade intelectual.
          Em maio de 2018, a Micron Technology e a Intel lançaram a memória QLC NAND para aumentar a densidade de armazenamento.
          Em fevereiro de 2019, o primeiro cartão microSDF com capacidade de armazenamento de 1 terabyte (TB) foi anunciado pela Micron.
          Em setembro de 2020, a empresa apresentou a solução de memória gráfica discreta mais rápida do mundo. Trabalhando com a líder em tecnologia de computação NVIDIA, a Micron estreou o GDDR6X nas novas unidades de processamento gráfico (GPUs) NVIDIA GeForce RTX 3090 e GeForce RTX 3080.
          Em novembro de 2020, a empresa lançou um novo chip NAND 3D de 176 camadas. Ele oferece latência de leitura e gravação aprimorada e está programado para ser usado na produção de uma nova geração de drivers de estado sólido.
(Fonte: Wikipédia)

22 de jun. de 2026

Grupo Prime

          O Grupo Prime, dono da Prime Agro Produtos Agrícolas, foi fundado em 2013 em Toledo (PR) pelos irmãos Paulo José e Luiz Eduardo Montans Braga. O grupo atua em torno de agricultura sustentável, manejo biológico, regeneração de solo, monitoramento técnico e desenvolvimento produtivo de cultivos e criações.
          Em 16 de junho de 2026, o grupo pediu recuperação judicial na Justiça do Paraná e informou passivo total de R$ 790,2 milhões, segundo documentos do processo obtidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
          O pedido de recuperação envolve 11 requerentes ligados ao mesmo grupo econômico familiar: seis empresas e cinco produtores rurais. Além da Prime Agro, de Toledo, integram o processo Agropecuária Caiana, Juruá Participadora de Bens, Acaia Serviços Administrativos, Agropecuária Alterosa, Agropecuária Candeia e produtores da família Montans Braga.
          Na petição, o grupo diz que a crise foi provocada por uma combinação de endividamento financeiro elevado, aumento do custo do crédito, restrição de liquidez e piora das condições de mercado no agronegócio. A defesa cita, entre os fatores de pressão, a alta da Selic e do CDI, a queda dos preços de commodities agrícolas como soja e milho, eventos climáticos adversos, retração do crédito rural e ciclo de baixa da pecuária.
          Segundo o grupo, parte relevante das obrigações foi assumida em um período de expansão operacional. Esse movimento passou a pressionar o fluxo de caixa quando as receitas foram afetadas pela piora das margens no campo e pelo encarecimento das dívidas. A defesa afirma que a crise é financeira e conjuntural, não operacional, e que a recuperação judicial é necessária para reorganizar o passivo e alongar as obrigações.
          Do total das dívidas reconhecidas pelo grupo, R$ 397 milhões são créditos sujeitos à recuperação judicial e R$ 394 milhões aparecem listados como extraconcursais, categoria que reúne obrigações que, em regra, não entram automaticamente no plano de pagamento aos credores.

A maior parte da dívida sujeita à recuperação está na classe dos credores quirografários, aqueles sem garantia real, com R$ 282 milhões distribuídos entre 311 credores. A classe de garantia real soma R$ 106,1 milhões e tem apenas um credor listado: o Banco do Brasil. Os créditos trabalhistas e acidentários somam R$ 2 milhões, enquanto microempresas e empresas de pequeno porte aparecem com R$ 6,5 milhões.
          Na parte extraconcursal, o maior credor indicado é o Prime Agro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, com R$ 190 milhões. Também aparecem o Santander, com R$ 36,8 milhões; Caixa Econômica Federal, com R$ 32 milhões; BTG Pactual, com R$ 19,9 milhões; Itaú Unibanco, com R$ 16,4 milhões; Canal Companhia de Securitização, com R$ 16,3 milhões; Bradesco, com R$ 13,2 milhões; e Insumos Milênio/Terramagna Fiagro, com R$ 12,8 milhões.
          O grupo afirma no processo que a operação depende de fazendas, equipamentos, estrutura logística, veículos, caminhões e uma aeronave para manter atendimento técnico e comercial em áreas rurais. Por isso, pede que parte desses bens seja reconhecida como essencial à atividade, o que poderia impedir retirada ou apreensão durante o período de proteção judicial, caso o processamento da recuperação seja deferido. O processo ainda está em fase inicial.
Considerando números de junho de 2026, o grupo tem 263 funcionários e atende mais de 500 clientes em 20 estados.
(Fonte: Money Times (conteúdo Estadão - 19.06.2026)

20 de jun. de 2026

Centro de Tecnologia Canavieira - CTC

          O Centro de de Tecnologia Canavieira (CTC) se desmembrou da Copersucar em 2005. Cinco anos depois (2010) de se tornar independente, o CTC passou a congregar meia safra brasileira de cana com R$ milhões para pesquisa.
          Constituído como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), o centro poderia se transformar em uma sociedade anônima e recorrer a fontes de crédito do mercado, como ofertas de ações, emissão de dívida e sociedades estratégicas
          O CTC passou então a analisar os caminhos disponíveis para se reestruturar e ampliar a sua capacidade de financiamento.
          O número de associados disparou desde a independência, o que multiplicou a arrecadação e permitiu uma redução de 28% no valor de contribuição por associado. Em 2010 o orçamento foi de R$ 60 milhões, ante menos de R$ 20 milhões cinco antes. Eram 160 associados, sendo 143 usinas (eram 29 em 2005) e 17 associações de produtores de cana, que respondiam por cerca de metade da produção nacional.
          A necessidade de recursos e a chance de rentabilizar comercialmente as pesquisas do CTC decorre do avanço do centro, que passou a se aventurar em novos e mais complexos territórios da ciência. Além dos recursos dos associados, o centro usa dinheiro de agências de fomento à pesquisa e parcerias para ampliar a capacidade de desenvolvimento.
          Havia, em 2010, pelo menos três canas geneticamente modificadas em estudo avançado no instituto, por exemplo. A que devia ser lançada primeiro era a cana Bt,  resistente a insetos, que utiliza um gene da Dow Agrosciences.
          As outras duas canas transgênicas utilizam genes descobertos pelo CTC. Um delas seria tolerante à seca e a outra terá maior teor de açúcar por tonelada.
          O CTC também passou a utilizar uma tecnologia de marcadores moleculares, que determina quais genes respondem por quais características na planta. Aplicada nos programas de melhoramento genético desde 2008, a tecnologia reduz o tempo de desenvolvimento de uma nova variedade, já que não é preciso esperá-la crescer para saber se tem ou não determinada característica - basta analisá-la usando os marcadores para saber se ela apresenta os genes da função desejada.
          Na área industrial, as meninas dos olhos do centro, em 2010, eram a planta piloto de produção de etanol a partir da celulose do bagaço de cana e o projeto de colheita e aproveitamento industrial da palha da cana, que era deixada no campo. A fabricante de máquinas agrícolas New Holland era parceira no projeto.
(Fonte: jornal Brasil Econômico - 28.07.2010)

19 de jun. de 2026

Vitao Alimentos

          A Vitao Alimentos se considera pioneira no mercado de produtos integrais. Foi criada em 1988 na Cidade Industrial de Curitiba e, nessa época, fabricava apenas farinhas, grãos, sementes e cereais voltados a dietas macrobióticas. A Vitao pertence `Nutrhouse Alimentos.
          O nome foi criado com base no taoísmo, na qual Vitao significa "o caminho da vitalidade com equilíbrio".
          Em 1991, a empresa iniciou a produção de biscoitos integrais. Essa nova frente de negócios fez muito sucesso com o público o que motivou a companhia a ampliar o portfólio, que passou a contar com cookies, granolas, snacks e chocolates.
          Em 2007, a oferta de delícias cresceu ainda mais, com o início da fabricação de doces sem adição de açúcar, como cocadas, leite condensado, geleias e doces de leite.
          A Vitao conta com uma linha completa de produtos para proporcionar às pessoas opções saudáveis e saborosas do café da manhã ao jantar.
          Em fins de julho de 2010, a Nutrhouse concluiu a compra da fabricante mineira de doces Delakasa. A Doces Delakasa é fabricante de doces de frutas, doces de leite e doces de ovos, totalizando 60 itens sendo que 35 são diet (sem adição de açúcar).
          Doces e chocolates zero, grãos e cereais,, quinoa e food service, também estão em seu portfólio da Vitao.
          A Vitao e a Delakasa iriam atuar separadamente na produção, mas de maneira compartilhada na distribuição.
(Fonte: site da empresa / jornal Brasil Econômico - 28.07.2010 - partes)

18 de jun. de 2026

UFE

          A história da UFE começa em 1922, quando o imigrante João Lobarinhas fundou na então capital do país, Rio de Janeiro, a União Fabril Exportadora - UFE, fabricante de sabão em pedra marmorizado portuguêz. Lobarinhas ve três filhas, mas foram os seus respectivos genros que fizeram a empresa crescer a ponto de torná-la referência nacional de produto, com marcas como UFE e Rio.
          Depois da morte dos homens de negócio da família, por volta de 1993, o comando da UFE foi entregue a executivos do mercado financeiro, que dotaram estratégias equivocadas. O faturamento anual em 2008 de R$ 100 milhões da companhia equivalia a um quinto da sua receita no passado.
          Desde 2005, porém, o mais novo dos netos de Lobarinhas - João Lobarinhas Carneiro, então com 67 anos - voltou ao comando para preparar a venda da UFE.
          No início de dezembro de 2008, é efetuada a venda para a Rosatex, de Guarulhos (SP), fundada em 1973, pertencente ao grupo Gtex. A Rosatex tinha faturamento semelhante ao da UFE, por volta de R$ 100 milhões. A Rosatex é dona das marcas Urca e Amazon. A UFE tinha uma planta que desativada havia dois anos e seria feito investimento para o lançamento de uma nova marca de sabonetes, a Double Hydrate.
          A aquisição envolve também a maranhense Oleama, que produz óleo de babaçu, matéria-prima para a indústria de sabão em pó. Entre os clientes da Oleama, estavam algumas das maiores empresas do setor de limpeza: Unilever, Procter & Gamble e Química Amparo.
          No momento da efetivação do negócio (dezembro de 2008), a Rosatex tinha 500 funcionários, fábricas em Guarulhos, Cuiabá e Recife, e suas marcas eram Urca, Amazon H20 e Summer. Seus principais produtos eram sabão em pó e lã de aço., com faturamento de R$ 100 milhões. A UFE tinha 700 funcionários, fábricas no Rio de Janeiro e em São Luís. Sabão em pedra era seu carro chefe, com as marcas UFE, Rio, Cristal, Ruth, Polar, Real e União. Seu faturamento era equivalente ao da Rosatex, R$ 100 milhões.
(Fonte: Valor - 02.12.2008)

Opportunity (gestora, ex-Banco Opportunity)

          A gestora Opportunity foi fundada em 1994 como banco pelo empresário baiano Daniel Dantas, sua irmã Verônica e Dorio Ferman.
          O Opportunity conta com mais de 230 veículos de investimentos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de acordo com levantamento feito pelo InvestNews.
          A presença do Opportunity em grandes negócios vem de longa data. Nos anos 1990, pouco após sua criação, a casa fundada pelos irmãos Dantas e por Ferman esteve em três leilões emblemáticos das privatizações que marcaram o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
          Em maio de 1997, integrou o Consórcio Brasil, que arrematou o controle da então Vale do Rio Doce (hoje Vale), ao lado de CSN, do fundo de pensão Previ e do americano Nations Bank.
          Em setembro do mesmo ano (1997), liderou outro consórcio na compra do Tecon, no porto de Santos, por US$ 250 milhões. Os parceiros eram a Multiterminais, da família Klien, tradicional operadora carioca de logística portuária, e os fundos de pensão Previ, Sistel e Funcef. O ativo deu origem à Santos Brasil.
          Já em 1998, esteve presente no leilão da Telebrás, em que o consórcio comandado pelo Opportunity arrematou a operadora Tele Centro Sul, depois renomeada Brasil Telecom, por cerca de R$ 2 bilhões. A casa detinha apenas 3,3% do capital, mas controlava a gestão graças a um acordo de acionistas.
          Os anos 2000 foram um momento da ascensão mas também de controvérsias. O Opportunity iniciou a década em disputa com a sócia Telecom Italia. Os italianos entraram no capital da Brasil Telecom ainda em 1999 e brigaram com Dantas pelo controle da operadora em tribunais de São Paulo, Nova York e Milão, em meio a acusações cruzadas de espionagem.
          A tele italiana foi forçada a sair em 2005, o que abriu caminho para a fusão da Brasil Telecom com a Telemar, três anos depois, no acordo que criou a supertele Oi, uma das chamadas “campeãs nacionais” que marcaram os primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência (2003-2010).
          Em abril de 2008, o Opportunity tinha saído da Brasil Telecom com cerca de US$ 1 bilhão, no acordo que criou a Oi. Naquele momento, a casa administrava perto de R$ 18 bilhões em ativos, e Dantas era um dos nomes mais notórios do mercado financeiro.
          A ascensão foi interrompida em julho de 2008, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Satiagraha. Daniel Dantas foi preso duas vezes em três dias, solto em ambas por habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
          Nos meses seguintes, mais de R$ 4,5 bilhões em ativos do Opportunity foram congelados em contas no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, e mais de duas dezenas de fazendas da AgroSB, empresa agrícola da gestora, foram sequestradas pela Justiça. A submersão do Opportunity e de Dantas começou a partir desse momento.
          Quase três anos depois, em junho de 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a Operação Satiagraha integralmente, apontando que as interceptações telefônicas haviam sido feitas de maneira irregular. Em junho de 2015, o STF ratificou a decisão.
          Em fevereiro de 2016, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região arquivou a última ação penal e absolveu Daniel Dantas dos crimes que lhe eram imputados. Em julho daquele ano, a Justiça desbloqueou os R$ 4,5 bilhões. Nenhuma condenação contra ele transitou em julgado.
          Desde janeiro de 2015, o Opportunity passou a atuar como um gestora pura, após pedir para o Banco Central cancelar sua licença bancária. Naquele ano Daniel Dantas concedeu sua última entrevista conhecida, no Festival Piauí GloboNews de Jornalismo. Falou sobre o acordo de abril de 2008 que criou a Oi, no qual aceitou entregar o controle da Brasil Telecom.
          Para ele, a saída do comando da operadora encerraria as ações políticas e judiciais que sofria. Disse à plateia que entendia o acordo como a compra da própria paz, mas que, dois meses depois, foi preso na Satiagraha. Desde então, o ex-banqueiro, que hoje mora em Londres e completa 72 anos em 2026, não voltou a dar entrevistas.
          Na nova fase do Opportunity, a gestora passou a concentrar investimentos em empresas de serviços públicos, as chamadas utilities, além de educação básica. Três investimentos resumem o momento atual: Equatorial, PetroReconcavo e Grupo Salta.
          A Equatorial é a mais antiga das três. A elétrica foi criada em 1999 pela americana PPL Global para participar do leilão de privatização da Cemar, distribuidora maranhense em situação crítica, que arrematou no ano seguinte.
          Em 2004, foi reestruturada pela GP Investimentos e desde então se especializou em assumir distribuidoras estaduais com problemas operacionais, como Celpa (Pará), Cepisa (Piauí), Ceal (Alagoas) e Celg-D (Goiás). Mais recentemente, desde 2024, passou a investir em saneamento básico e conquistou o posto de acionista de referência de Sabesp e Copasa.
          Após a reestruturação, o Opportunity passou a investir na companhia, em que detém posição há mais de uma década, comprando ações periodicamente. Em entrevista à Exame em 2022, Dorio Ferman, um dos sócios fundadores, descreveu a Equatorial como um “exemplo de boa governança”.
          Em janeiro de 2025, a casa consolidou posição de 10,12% e se tornou a maior fatia individual da corporation, que tem ainda entre seus acionistas a gestora carioca Squadra, a americana BlackRock e um dos fundos soberanos de Singapura, o GIC.
          É na PetroReconcavo, porém, que a Opportunity tem mais protagonismo. Dona de 27,64% da petroleira independente criada em 1997 no Recôncavo Baiano, a casa está na empresa desde o início e divide a estrutura societária com a americana PetroSantander e o Grupo Perbras, da família fundadora Cintra Santos.
          O movimento mais recente foi em educação. Em novembro de 2025, a Opportunity comprou junto com a Gera Capital uma fatia de 26% que a americana Warburg Pincus detinha no Grupo Salta, maior conglomerado privado de educação básica do país, do qual já era investidora indireta, por meio de outros fundos. A transação avaliou a empresa em R$ 5,8 bilhões.
          Além das três posições principais, a Opportunity mantém 10,22% da Alupar, de transmissão de energia, e 3,93% da Energisa, distribuidora de energia que atua em 12 estados e atende cerca de 21 milhões de clientes, com forte presença no Centro-Oeste e no Norte do país.
          Ainda hoje a Opportunity segue com o trio Daniel Dantas, Verônica Dantas e Dorio Ferman à frente das principais decisões. Verônica responde pela área de gestão de fundos e ativos dos clientes, enquanto Ferman cuida dos investimentos do patrimônio próprio da casa, ao lado de Dantas.
          João Manoel Pinho de Mello, ex-diretor do Banco Central e um dos arquitetos do Pix, voltou ao Opportunity em 2023 e é um dos principais sócios da gestora, que tem hoje mais de R$ 117 bilhões em patrimônio, mais de seis vezes o que administrava na época da Satiagraha.
          Tiago Noel, o chefe do private equity da gestora, é hoje o principal representante do Opportunity em suas investidas. O executivo ocupa cadeira no conselho de administração da Equatorial e, desde março de 2026, preside o conselho da PetroReconcavo. Foi conselheiro da Sabesp até o início deste ano.
A casa mantém até hoje uma das maiores carteiras de equity do país, com posições em nomes como Energisa, na distribuição de energia, e Alupar, na transmissão. Está também envolvida no processo de recuperação judicial da Ambipar, da qual tornou-se uma das acionistas em 2023.
          Além do envolvimento em grandes investimentos, a gestora dos Dantas também realiza movimentos de saída.
          Em setembro de 2024, vendeu a fatia de 48% que tinha na Santos Brasil, da qual era acionista desde 1997: a dona do Tecon Santos, principal terminal de contêineres do país, foi vendida à francesa CMA CGM por R$ 6,3 bilhões, em uma das maiores transações do setor portuário dos últimos anos.
          A ascensão da Equatorial tem a digital do Opportunity, dono da maior fatia individual. – possui 10% da empresa, que opera como corporation, ou seja, sem um controlador definido. É hoje sua aposta de maior visibilidade pública, em uma fase low profile do Opportunity. Longe dos holofotes há mais de uma década, a gestora segue presente em algumas das maiores operações do mercado brasileiro.
(Fonte: InvestNews - 18.06.2026)

17 de jun. de 2026

SpaceX

          A SpaceX, fabricante de foguetes reutilizáveis, fornecedora de internet via satélite e 
desenvolvedora de inteligência artificial foi criada pelo bilionário Elon Musk.
          A fabricante de foguetes subverteu a lógica do setor espacial, historicamente dominado por programas de agências governamentais, como a americana Nasa. Criada em 2002, a SpaceX assinou o primeiro contrato com a Nasa em meados de 2006. Na época, a empresa recebeu financiamento para desenvolver aeronaves capazes de transportar cargas e tripulação à Estação Espacial Internacional (ISS). Hoje, a agência espacial depende da infraestrutura fornecida pela SpaceX para levar astronautas ao 
espaço.
          A SpaceX, de Elon Musk, pagará US$17 bilhões (R$92,07bil) para comprar licenças sem fio da operadora em dificuldades Echo Star Spectrum para fortalecer sua rede Starlink, abrindo caminho para a expansão de seus serviços nos EUA. A vendao corre após questionamento dos reguladores americanos sobre se o grupo estava cumprindo a obrigação de construir uma rede de telefonia móvel baseada em satélite 5G depois deter gasto bilhões de dólares na aquisição de licenças. O acordo prevê que a SpaceX pagará US$ 8,5 bilhões em dinheiro e os US$ 8,5bilhões restantes em suas próprias ações. A aquisição é vista como essencial para os esforços da SpaceX de expandir seu serviço de satélite Starlink, impulsionando sua cobertura de rede5G direta para celular através do acesso às chamadas licenças 
AWS-4 e H-block. Em agosto (2025), a EchoStar a vendeu licenças para a AT&T por US 23 bilhões.
          Em 2026, a companhia foi responsável por 73% dos lançamentos realizados pelos EUA. Nas últimas quatro décadas, mais da metade dos lançamentos orbitais americanos foi feita pela companhia, de acordo com dados da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). O projeto Artemis da Nasa, de retorno à Lua, por exemplo, tem a SpaceX como principal contratada. “No espaço, o Estado americano deixou de ser operador e virou cliente”, aponta Zanolla.. O governo dos EUA não é o único que observa de perto o crescimento da SpaceX. De acordo com Marcelo Cabral, estrategista-chefe e sócio-fundador da Stratton Capital, ex-CEO do Bradesco Europa e Nova York, a companhia é vista como sensível para a indústria de defesa em função do possível lançamento de satélites espiões e operação de sistemas de localização para agências de inteligência americanas. “A companhia baixou muito o custo dos lançamentos de satélites em órbita, pela eficiência e possibilidade de os foguetes voltarem.”
          A internet via satélite da SpaceX, a Starlink, também já demonstrou o impacto em guerras. De acordo com a agência de notícias Reuters, Musk teria “mandado” desligar o sinal de internet via satélite em uma região da Ucrânia durante uma operação contra a Rússia, frustrando a ofensiva militar.
          Elon Musk realizou a maior fusão da história. Duas empresas que ele controla, SpaceX e xAI, se uniram em uma transação totalmente em ações, criando uma gigante avaliada em US$ 1,25 trilhão. O acordo dá à xAI uma sobrevida financeira e permite que Musk construa data centers no espaço. A 
empresa resultante da fusão estaria considerando um IPO em junho de 2026.
          Em 11 de junho de 2026, a SpaceX levantou US$ 75 bilhões na maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história.
          A SpaceX encerrou seu primeiro dia de negociação na Bolsa dos Estados Unidos, em 12 de junho de 2026 com alta de quase 20% em relação ao preço inicial, subindo de US$ 135 para US$ 161,11. Isso 
elevou o valor de mercado da empresa para US$ 2,1 trilhões.
          A IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) da SpaceX alcança um novo patamar na história da Nasdaq com a maior abertura de capital de todos os tempos. Estamos falando de uma avaliação de US$ 2,1 trilhões, com as ações sendo negociadas no primeiro dia na Bolsa a US$ 161.
          A SpaceX pretende aproveitar seu poderio financeiro para desenvolver satélites com inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o movimento deve impulsionar o capital político de uma companhia já conhecida pela capacidade de influenciar governos. “Empresas como a SpaceX e a Tesla, ambas de Elon Musk, movimentam uma quantidade de dinheiro tão grande que podem condicionar o mercado e eleger presidentes”, analisa André Sacconato, professor da Fundação Instituto de Pesquisas 
Econômicas (Fipe).
(Fonte: NY Times/ Reuters 07.02.2026 / Estadão - 12.06.2026 / 13.06.2026 - partes)

Copasa

          A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) encerrou seu processo de privatização movimentando nas duas fases de sua oferta secundária de ações (“follow on”) um montante de R$ 8,4 bilhões, que deve chegar aos cofres do governo do Estado, único vendedor das ações. Esta foi a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil feita em Bolsa, atrás apenas da venda da Sabesp,
em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões.
          A Equatorial Energia, que já é o maior acionista da Sabesp, passou a ser também o maior
acionista individual da Copasa, após arrematar 30% da oferta por R$ 5,6 bilhões em uma fase anterior na qual participou sem concorrentes. O governo mineiro tinha 50% da Copasa e, agora, passa a deter
5%; mas terá o poder de veto (“golden share”) em decisões.
          A privatização da Copasa era uma bandeira do governo Romeu Zema, mas só começou a ganhar força em setembro de 2025, quando começaram os trâmites no Legislativo mineiro. Desde então, a
empresa dobrou seu valor de mercado, chegando atualmente (junho de 2026) a R$ 21 bilhões. O valor arrecadado com a desestatização será usado para amortizar dívida bilionária que o Estado tem com o governo federal.
          A ação foi vendida a R$ 49,03, mesmo preço que a Equatorial Energia desembolsou pela fatia
na primeira fase do processo, e somente o lote-base, de 56,4 milhões de ações, foi vendido, movimentando R$ 2,8 bilhões.
          Houve uma demanda de mais de R$ 70 bilhões em ordens para a fatia de R$ 1,9 bilhão que foi
colocada à disposição de investidores institucionais. O lote extra de ações, que poderia aumentar a operação em quase R$ 1 bilhão, não foi vendido.
(Fonte: Estadão - 13.06.2026)

16 de jun. de 2026

Gestamp

          A Gestamp, fabricante espanhola de componentes automotivos, produz carrocerias e peças metálicas para chassis. No Brasil, estabeleceu operações em 1997, ano que marcou o início do processo de descentralização da indústria automotiva no país.
          Os fabricantes de grandes componentes, como os produzidos pela Gestamp, geralmente precisam se localizar próximos às linhas de montagem de veículos.
          No Brasil, seguiu a mesma estratégia de se localizar próximo às montadoras. Suas fábricas estão localizadas em São José dos Pinhais (Paraná), Gravataí (Rio Grande do Sul) e Betim (Minas Gerais), todos grandes pólos automotivos, bem como em Taubaté, Sorocaba, Santa Isabel e agora Piracicaba, no estado de São Paulo, que Riberas descreveu como “um importante pólo”. A cidade de São Paulo também abriga um dos 13 centros de pesquisa e desenvolvimento da Gestamp no mundo.
          O avanço da eletrificação e da conectividade está transformando o automóvel de diversas maneiras. Mas um carro sempre será um conjunto de peças que, juntas, devem proporcionar uma estrutura forte e segura. A nova dinâmica está forçando os fornecedores a desenvolverem componentes cada vez mais leves. Nesse contexto, a Gestamp inaugura em16 de junho de 2026 em Piracicaba, São Paulo, sua sétima fábrica no Brasil.
          Com investimento de R$ 200 milhões, as novas instalações somam 16,5 mil metros quadrados aos 300 mil metros quadrados de área construída que a multinacional vem desenvolvendo gradativamente desde que se estabeleceu no Brasil em 1997.
          A fábrica de Piracicaba funcionará com processos modernos e linha de produção de hot stamping, especialidade da Gestamp que permite redução de peso em componentes. “Precisamos reduzir o peso dos veículos para aumentar a autonomia e ao mesmo tempo proteger as baterias”, disse o CEO da Gestamp, Francisco Riberas. “O veículo do futuro combinará três atributos essenciais: leveza, segurança e sustentabilidade.”
          Segundo o executivo, “os veículos elétricos vieram para ficar e se tornarão a opção dominante no futuro, tanto no Brasil quanto no mundo”. Mas até que isso aconteça, acrescentou Riberas, “é essencial que a regulação avance no mesmo ritmo que a realidade industrial”.
          Na sua opinião, o ritmo da eletrificação dos veículos depende de diferenças regulamentares, incentivos industriais e subsídios de compra, bem como da infraestrutura de carregamento de baterias. A transição continua rápida na China, que aumentou a sua quota na produção global e “tornou o planeamento mais complexo tanto para os fabricantes de automóveis como para os fornecedores”.
          No Brasil, Riberas disse que após um período durante o qual o governo isentou os veículos híbridos e elétricos de direitos de importação para apoiar a descarbonização, “espera-se uma localização gradual da produção por parte das empresas chinesas”.
          “Já foram estabelecidas estruturas, incluindo requisitos de conteúdo local para autopeças, para que, a partir de 2027, a produção ocorra dentro do Brasil”, disse o executivo. Acompanhando de perto os planos das montadoras chinesas no país, Riberas disse que a tendência de localizar a produção dessas marcas “poderia criar oportunidades em toda a cadeia de abastecimento”.
          A demanda por automóveis no Brasil contrasta com a volatilidade e o declínio da produção observados na Europa, no Japão e nos Estados Unidos, disse Riberas. Ele expressou otimismo com as projeções dos consultores que indicam que até 2030 o Brasil, atualmente o oitavo maior produtor mundial de veículos, atingirá a produção anual de 3,2 milhões de veículos leves, 30% acima do nível de 2025.
          Para acompanhar essas projeções otimistas, a nova fábrica de Piracicaba foi projetada com espaço para expansão para até 40 mil metros quadrados e para crescimento do número de funcionários dos atuais 50 funcionários para 150, com potencial para chegar a 500. “As oportunidades aqui são significativas e estamos bem posicionados para aproveitá-las”, disse ele.
          A receita da operação brasileira acompanhou a expansão industrial da empresa. Nos últimos cinco anos, as receitas do país aumentaram 80%, atingindo 677 milhões de euros em 2025.
          Com receitas anuais globais de 11,34 bilhões de euros e uma força de trabalho de 42.400 funcionários, a empresa espanhola opera 115 fábricas em todo o mundo.
(Fonte: Valor - 16.06.2026)

15 de jun. de 2026

Livraria El Ateneo

          O Teatro Grand Splendid foi construído em 1919. O clima da Primeira Guerra (1914-1918) ainda estava no ar, por isso a cúpula do prédio, pintada pelo italiano Nazareno Orlandi, tem tema pacifista.
          Em 1926, o local virou cinema, mas, com a concorrência de outros cinemas no final dos anos 1990, foi vendido para a cadeia de livrarias Yenni e transformado na mais bela livraria da América Latina, segundo o jornal inglês The |Guardian.
          A livraria El Ateneo fica na Avenida Santa Fé, 1960, Buenos Aires, Argentina.
(Fonte: revista Aventuras na História - setembro 2015)

Pop Mart / Candide

          A fabricante de brinquedos chinesa Pop Mart começa em 2026 a venda oficial dos monstrinhos Labubus no Brasil. E já chegou com o pé na porta: entrou na Justiça contra a varejista Allmini, também chinesa, que oferece versões falsificadas dos monstrinhos em suas 25 lojas por aqui. Agora, a Allmini vai precisar pagar US$ 1,5 milhão em danos morais – e tirar as pelúcias piratas das gôndolas.
          Os bonecos Labubu serão vendidos oficialmente no Brasil. A Candide confirmou em 26 de maio de 2026 uma parceria com a Pop Mart, dona dos personagens, para trazer os produtos ao mercado brasileiro.
          As vendas começam já em junho, com previsão para o dia 5, informou a Candide ao g1. Segundo a empresa, a operação da Pop Mart no Brasil contará com 30 produtos diferentes, com preços entre R$ 299,99 e R$ 799,99.
          Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung.
          Eles viraram febre nos últimos meses, primeiro entre as celebriddes. Rihanna, Maya Massafera, Virginia Fonseca e Marina Ruy Barbosa já apareceram com os bonecos pendurados em bolsas.
          Os originais são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu depois de abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção.
          Após a parceria com a Pop Mart, os personagens ajudaram a fabricante chinesa a faturar mais de US$ 2,3 bilhões, segundo a Forbes.
          Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país.
          Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março em São Paulo por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.
          "Chegou a hora de oferecer essa experiência de forma oficial, com acesso amplo e a qualidade que a marca representa", disse Moise Candi, CEO da Candide.
(Fonte: G1 26.05.2026 / InvestNews - 26.05.2026 / Época Negócios - 26.06.2026 - partes

12 de jun. de 2026

Companhia City

        Em 1911, quando tudo ainda era mato em São Paulo – literalmente –, a Companhia City foi responsável pelo loteamento de alguns dos bairros mais tradicionais da capital paulista, como os Jardins, o Pacaembu e o Morumbi.
          Depois de um longo tempo adormecida, a empresa fundada há 115 anos está operando novamente em São Paulo, com um novo dono, um cenário totalmente diferente e planos de reduzir as restrições urbanísticas que a própria companhia criou no século passado – o que destravaria um novo mercado para as incorporadoras, que lamentam a escassez de oportunidades nos bairros mais nobres da cidade.
Em 2024, Leonardo Paranaguá, um ex-executivo de incorporadoras como Tecnisa e Scopel, adquiriu 100% das operações da City, que antes integravam o portfólio de ativos do grupo colombiano Santo Domingo, ligado à holding Valoren.
          Paranaguá não quis abrir o valor total da operação de aquisição da City, mas disse que o negócio saiu por menos de R$ 10 milhões.
          O novo proprietário recebeu como espólio o uso da marca, um acervo de documentos históricos e até um caminhão. Mas o mais importante é intangível: o poder de revisar o regramento original sobre o uso do solo nas áreas loteadas pela City na capital paulista.
          É justamente nessa função de “bedel” de alguns bairros que estão as maiores oportunidades para a empresa.
          Para as incorporadoras que pensam em construir nos bairros da City, uma das etapas do rito é receber um parecer favorável da loteadora.
          Um incorporador disse ao Metro Quadrado que o mais comum é pagar a escritórios de advocacia por uma assessoria para o projeto, e essas firmas levam a documentação para a City
          Mas como a City não pode cobrar para emitir o parecer, paira no mercado uma dúvida sobre como a empresa monetiza.
          Paranaguá disse que a empresa pretende discutir com associações de moradores e empresários da região possíveis atualizações das regras de uso do solo desses bairros (uma prerrogativa prevista em lei), mas ainda não sabe como poderá ganhar dinheiro com isso.
          Na maioria dos casos, as regiões seguem o mesmo regramento criado no século passado – incluindo restrições a empreendimentos que não sejam unifamiliares.
          “São bairros feitos 100 anos atrás, 80 anos atrás, para um jeito de viver e para um tipo de família. Precisamos entender em que grau as restrições preservaram e em que grau criaram algumas mazelas que merecem atualização,” disse.
          Uma outra alternativa para a City ganhar dinheiro é a própria empresa criar ou participar de novos projetos. Com o poder que tem, a empresa pode pensar em produtos e estruturar negócios com incorporadoras interessadas nos bairros.
          Na avaliação da sócia de direito imobiliário do KLA Advogados, Luanda Backheuser, futuras mudanças encabeçadas pela City podem abrir uma nova frente de desenvolvimento urbano em algumas regiões. “A City tem um legado muito grande por causa da influência que exerceu no desenvolvimento urbano da cidade. Agora, pelo meu entendimento, ela pode e deve revisar essas restrições para adequar o passado ao presente,” disse Luanda.
          Essas atualizações das restrições poderiam beneficiar negócios em bairros como Jardim Guedala e Jardim Everest. Pelas normas atuais, as restrições convencionais determinam o uso exclusivamente residencial unifamiliar nessas regiões.
          “Precisamos pensar numa modernização controlada para esses bairros, e nós podemos ser ferramenta dessa transformação,” disse Paranaguá.
          Os bairros ficaram conhecidos durante décadas como a “região de banqueiros e governadores”, especialmente pela proximidade com o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
          Com o passar do tempo, porém, mudanças nas estruturas familiares e sociais da cidade levaram muitos moradores a trocar as casas pelas “mansões suspensas” dos Jardins e de Higienópolis.
          Além disso, a Cia City estuda projetos em outros estados, como Paraná e Bahia, e no interior de São Paulo. No total, a companhia tem um landbank de cerca de 30 milhões de metros quadrados.
          A companhia também busca novas glebas para incorporação de loteamentos ou edifícios residenciais, que podem ser explorados em negócios com outras companhias.
          “Hoje somos uma startup centenária com cinco funcionários fixos,” disse Paranaguá.
(Fonte: Metro Quadrado - 22.05.2026)

10 de jun. de 2026

Compass Gás e Energia (Grupo Cosan)

          A Compass Gás e Energia foi criada para oferecer soluções de gás e energia para o Brasil. Tem atuação em quatro pilares: infraestrutura que traz gás natural do pré-sal e do mercado internacional, distribuição que já conta com a maior companhia de gás natural encanado do país, a Comgás; geração que transforma gás em eletricidade de forma eficiente e comercialização do gás e da energia elétrica 
que impulsionam a indústria e os negócios.
          Em 2012, Rubens Ometto, fundador da empresa de energia Cosan, e maior usineiro do país, comprou a distribuidora Comgás da Shell e British Gas por 3,4 bilhões de reais. A Comgás está sob o guarda-chuva da Compass Gás e Energia, que pertence à Cosan.
          Em acordo aprovado pouco depois de meados de junho de 2022 pelo regulador antitruste CADE, a Compass, terá que abrir mão de algumas distribuidoras de gás natural nas regiões Norte e Nordeste do Brasil depois de adquirir a participação de 51% da Petrobras na Gaspetro – que tem participações em 18 empresas de gás administradas por governos estaduais. Suas redes de distribuição somam aproximadamente 10 mil quilômetros, atendendo a mais de 500 mil clientes, com volume distribuído de cerca de 29 milhões m3/dia. A Compass, que se torna sócia da Mitsui Óleo e Gás na Gaspetro, se comprometeu a vender até 12 das 18 distribuidoras estaduais nas quais terá participação indireta – sete 
para um grupo, cinco para outro – para receber o OK do CADE.
          Onze empresas de gás estão nas regiões Norte e Nordeste: Algás (Alagoas), Bahiagás (Bahia), Cegás (Ceará), Copergás (Pernambuco), Gasmar (Maranhão), Gasap (Amapá), Gaspisa (Piauí), Pbgás (Paraíba) , Potigás (Rio Grande do Norte), Rongás (Rondônia) e Sergas (Sergipe). Em 11 de julho de 2022, a Compass finalizou a compra de 51% da Gaspetro da Petrobras. Os R$ 2,097 bilhões pagos pela transação foram integralmente quitados nessa data. O quadro societário então formado pela Petrobras, com 51% das ações, e a Mitsui Gás e Energia do Brasil, com 49% restantes das ações, passa a ser 51%
das ações da Compass e 49% das ações da Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda.
          Em 14 de agosto de 2023 A Orizon (ORVR3) Valorização de Resíduos e a Orizon Meio Ambiente (OMA) informaram a formação de uma empresa entre a OMA e Compass Comercialização, companhia 
controlada pela Compass Gás e Energia.
          O objetivo é a construção de uma planta de purificação de biogás no Ecoparque de Paulínia com a produção diária estimada em 180.000 m3 podendo alcançar até 300.000 m3.
          No contexto da transação, a Compass investiria até R$ 355 milhões, sendo R$ 235 milhões no estágio inicial da parceria, dos quais R$ 100 milhões aportados na joint venture e R$ 135 milhões em secundária para o Grupo Orizon. O montante adicional de até R$ 120 milhões está condicionado 
àentrega de um maior volume de biogás.
          A OMA por sua vez se compromete a suprir o biogás para a produção do biometano por 20 anos. O investimento do projeto em sua primeira etapa é estimado em até R$ 450 milhões e a sociedade Biometano Verde Paulínia S.A. (joint venture do projeto) será 51% Compass e 49% Grupo Orizon. O
início da operação estava previsto para 2025.
          No primeiro semestre de 2024, foi anunciada a aquisição do controle da Compagas Pertencente à Copel) pela Compass, subsidiária da Cosan no setor de gás, por R$ 906 milhões.. A Compagas, operando no Paraná, distribui gás natural encanado por meio de uma rede de 880 km de gasodutos, atendendo 54 mil clientes e distribuindo 821 mil metros cúbicos de gás diariamente. Para comparação, a Compass distribui cerca de 13 milhões de m³/dia. Esta transação é vista como uma adição valiosa à estratégia de investimento da Cosan, embora haja preocupações sobre o impacto dessa aquisição 
noplano de desalavancagem da empresa e suas subsidiárias.
          Em maio de 2026, a Compass abre capital na B3. A empresa levantou R$ 3,2 bilhões no primeiro IPO na B3 desde 2021. A empresa de gás natural e energia vendeu 89,3 milhões de ações a R$ 28 cada – no piso da faixa indicativa de preço, que ia até R$ 35. O ticker PASS começou a ser negociado no
pregão de 11 de maio de 2026..
(Fonte: Dica de Hoje Research - 15.08.2023 - parte)

9 de jun. de 2026

Serra Verde / USA Rare Earth

          Serra Verde, a única mineradora brasileira de terras raras, tem uma mina e uma planta de processamento de terras raras em Goiás, e é a única fora da Ásia capaz de produzir comercialmente, em larga escala, quatro elementos magnéticos críticos: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio (quatro dos 17 elementos de terras raras).
          A Serra Verde é controlada pela britânica Vision Blue e pela americana Denhan.
          Em abril de 2026, a USA Rare Earth comprou a Serra Verde por US$ 2,8 bilhões. As terras raras são um conjunto de 17 metais essenciais para fabricar gadgets, mísseis e itens-chave da transição energética, como carros elétricos e turbinas eólicas.
          A USA Rare Earth pagou 90% do negócio com 127 milhões de ações da própria companhia. Nisso, cedeu 34% do capital – e o controle acionário – à Serra Verde (ou melhor, a suas controladoras, que são a britânica Vision Blue e a americana Denhan).
          O britânico Thras Moraitis, CEO da Serra Verde, se tornará presidente do conselho da USA Rare Earth.
(Fonte: InvestNews - 22.04.2026 / Estadão - 07.06.2026 - partes)

Na foto: Foto aérea da planta da Serra Verde em Minaçu (GO). Crédito: Serra Verde/Divulgação.


 

Summit Agricultural Group / JetBio

          A Summit Agricultural Group é uma empresa americana de private equity focada no agronegócio. A Summit fez seu primeiro investimento no país em 2011, quando investiu em um fundo de terras agrícolas que foi vendido quase uma década depois.
          Em maio de 2026 vem a público que o grupo planeja construir uma planta de combustível de aviação sustentável (SAF) no Brasil. O projeto está estimado em cerca de US$ 2 bilhões, a serem captados junto a investidores dos Estados Unidos, disse Bruce Rastetter, fundador e presidente da empresa, ao Valor. Rastetter cresceu em uma fazenda no estado americano de Iowa, mas é bem conhecido no mercado brasileiro
          Batizada de JetBio, a empresa produzirá combustível à base de etanol derivado da segunda safra de milho do Brasil, área em que a Summit já atua no país, além de cana-de-açúcar. A planta será localizada em Paulínia, no interior do estado de São Paulo. A cidade foi escolhida por estar situada em um corredor industrial com acesso a rodovias e ferrovias. A produção está prevista para começar em 2030.
          A operação marca a entrada da Summit no mercado de SAF e pode se tornar a primeira iniciativa de produção em larga escala do mundo nesse segmento. Em 2025, os combustíveis sustentáveis ​​representaram apenas 0,6% do consumo da indústria da aviação, com a expectativa de que essa participação suba para 0,8% em 2026. Os números ainda são pequenos, mas as companhias aéreas serão obrigadas a cumprir metas de descarbonização a partir de 2027, de acordo com as normas estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Essa exigência sustenta as expectativas de um crescimento mais forte no setor.
          “A oportunidade é usar a experiência que adquirimos investindo no Brasil para avançar ainda mais na cadeia de valor do etanol no país”, disse Rastetter. O executivo, que raramente concede entrevistas, conversou com a Valor durante um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Nova York em maio de 2026, onde foi homenageado como um dos líderes que fortalecem as relações Brasil-EUA.
          O grupo Summit é acionista da FS, a segunda maior produtora de etanol de milho do Brasil. Fundada em 2017, a empresa é controlada por uma joint venture entre a Summit e a Tapajós Participações e, em maio de 2026, vendeu uma participação de 40% para a Amaggi.
          Segundo Rastetter, a JetBio é uma nova plataforma de investimentos da Summit e não está diretamente relacionada ao veículo pelo qual o grupo investe na FS. O aporte de capital será feito por meio de um fundo separado.
          Mesmo assim, a FS terá um papel significativo no projeto, pois deverá ser uma das fornecedoras do etanol utilizado na produção. A empresa também possui outra característica que Rastetter considera essencial para o sucesso da JetBio e que é um dos motivos pelos quais ele escolheu o Brasil em vez dos Estados Unidos como local para o projeto: a pegada de carbono comparativamente baixa do combustível em relação à produção em outras regiões do mundo. Esse fator é fundamental para tornar o modelo da nova empresa eficiente em termos de escala e custo, afirmou ele.
          A FS deverá dar mais um passo nessa direção no segundo semestre de 2026. A empresa planeja inaugurar uma unidade de captura e armazenamento de carbono em setembro, em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso. Segundo Rafael Abud, fundador e CEO da empresa, o projeto fará da FS a primeira produtora mundial de etanol de milho com emissões líquidas negativas. "Seremos a maior produtora mundial de combustível com emissões líquidas negativas", disse ele.
          A ideia é capturar e armazenar o carbono gerado durante o processo de fermentação por meio da captura e armazenamento de carbono (CCS). Nesse processo, o dióxido de carbono é capturado, comprimido, liquefeito e posteriormente injetado no subsolo. De acordo com a empresa, a combinação do uso de biomassa, milho de segunda safra e sequestro de carbono resultará em emissões líquidas negativas.
          Segundo Rastetter, a JetBio já está em negociações com companhias aéreas para vender seu SAF (Combustível de Aviação Sustentável). “Quando olhamos ao redor do mundo, todas as principais companhias aéreas têm metas para combustíveis de aviação sustentáveis. Por isso, estamos conversando com várias delas e continuaremos assinando contratos de fornecimento à medida que avançamos na construção da usina”, disse ele.
          O executivo também está considerando o fornecimento de etanol de milho da segunda safra para o ainda emergente mercado de biocombustíveis marítimos. Nesse caso, os padrões de descarbonização ainda não foram definidos, mas as discussões estão em andamento e as empresas estão buscando soluções.
          A unidade de captura e armazenamento de carbono da FS exigirá um investimento de R$ 500 milhões. A empresa também está construindo sua quarta usina de etanol, em Campo Novo do Parecis, com inauguração prevista para o final de 2026, em um projeto avaliado em R$ 2 bilhões.
          Os investimentos do grupo Summit no Brasil já somam quase R$ 10 bilhões, considerando números de maio de 2026, afirmou Rastetter.
(Fonte: Valor - 29.05.2026)

Polare Maastricht Bookstore

          A Polare Maastricht Bookstore está localizada na Grote Staat 53, na belíssima Maastricht, cidade holandesa próximas às divisas tanto da Alemanha como da Bélgica. Foi a cidade sede da criação do Euro, através do Tratado de Maastricht, de 1992.
          A livraria funciona em uma igreja gótica de 1260, que funcionou até 1793, quando os franceses invadiram a cidade e ocorreu a Batalha de Neerwinden.
          Por sorte o prédio ficou intacto e abandonado por mais de 200 anos. Depois de dessacralizada, já foi um pouco de tudo - até estacionamento de bicicletas.
          Em 2006 começou a ser restaurada para dar lugar a uma das mais surpreendentes livrarias do mundo.
          Segundo a revista Aventuras da História, a Polare Maastricht Bookstore está entre as 10 livrarias mais extraordinárias do mundo, onde a arte, a beleza e a história vão muito além das obras.
(Fonte: revista Aventuras da História - setembro 2015)

8 de jun. de 2026

Livraria Lello & Irmão

          A livraria Lello & Irmão está localizada na Rua das Carmelitas, 144, na cidade do Porto, em Portugal.
          Uma das mais antigas do mundo - há quem diga que é a mais bonita que existe. Está localizada no 
centro histórico do Porto, no endereço atual desde 1906.
          Sua história começa em 1969, em outro local, quando foi inaugurada com o nome Livraria 
Internacional Ernesto Chadron.
          A bela fachada é neogótica, mas o interior da loja é o que causa impacto. A famosa escada da 
livraria, monumental, serviu de inspiração para alguns cenários da saga Harry Potter no cinema.
          A revista Aventuras na História aponta a Lello & Irmão como uma das 10 livrarias extraordinárias 
no mundo. A arte, a beleza e a história muito além das artes.
(Fonte: revista Aventuras na História - setembro 2015)

29 de mai. de 2026

Guofuhee

 

Instalação de empresa chinesa em MG tem expectativa de gerar 650 empregos
© Prefeitura de Uberaba/Divulgação

A empresa chinesa Guofuhee, do setor de energia de hidrogênio verde, anunciou que vai investir R$ 202 milhões em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O anúncio aconteceu nesta quinta-feira (28/5) durante missão oficial do município na sede oficial da


          A Guofuhee é uma empresa do setor de energia de hidrogênio verde, sendo especializada em pesquisa, desenvolvimento e fabricação de equipamentos para toda a cadeia industrial do segmento, incluindo geração, armazenamento, transporte e abastecimento de hidrogênio.
          A operação da Guofuhee no Brasil começou em abril de 2024, com sede em São Paulo (SP), sob liderança do diretor executivo Pedro Henrique Kool. "A Guofuhee domina 40% de todo o mercado chinês de hidrogênio verde, eletrolizadores e postos de abastecimento de hidrogênio", destacou Kool.
          Em 28 de maio de 2026, a Guofuhee anunciou que vai investir R$ 202 milhões em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O anúncio aconteceu durante missão oficial do município na sede oficial da empresa na China, em Zhang Jiagang. A cidade mineira foi representada pelo vice-prefeito Mauricinho de Sá e secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Celso Neto.
          O empreendimento em Uberaba será instalado no Distrito Industrial III, na Avenida Rio Grande, ocupando os lotes 29 a 46 da Quadra 09, em uma área total de 95.719,01 metros quadrados. A previsão é de que a obra tenha início no primeiro semestre de 2027.
          Para Kool, a chegada da empresa a Uberaba reforça a estratégia de expansão da companhia no país e o compromisso com soluções sustentáveis e inovação industrial.
          "Uberaba já reúne características que colocam o município como uma potência agro e industrial brasileira. Com a vinda da Guofuhee para o Distrito Industrial III, a cidade amplia sua diversidade tecnológica e se torna um dos principais centros da transição energética do planeta", complementou.
          A expectativa é de um faturamento anual estimado em R$ 420 milhões, além da geração de 150 empregos diretos e 500 indiretos
(Fonte: msn - 28.05.2026)

26 de mai. de 2026

Loxam

          A Loxam é maior empresa de locação de equipamentos da Europa. A empresa entrou no Brasil em 2015 por meio de um investimento inicial na Degraus, operação posteriormente renomeada Loxam do 
Brasil.
          Com foco principal nos setores de construção, infraestrutura, indústria, energia, eventos e 
serviços, a Loxam opera no Brasil por meio da Loxam do Brasil e da A Geradora.
          Em 25 de maio de 2026, a Mills anúnciou a venda do controle da companhia para o grupo francês Loxam, o maior do segmento na Europa, por aproximadamente R$ bilhões. A Mills informou que a Loxam acertou a compra de 50,3% do seu capital, atualmente distribuído por três entidades: pela família fundadora Nacht, pela família Oxenford e pelo fundo Southern Cross Group (SCG). Em entrevista ao Money Times, Sérgio Kariya, CEO da Mills, afirmou que a decisão foi motivada, principalmente, pela busca da família Nacht, que está na sua terceira geração, por uma organização que preservasse a cultura 
construída pela empresa ao longo de seus então 74 anos de história.
          O maior acionista individual fora do acordo de acionistas é a gestora de ativos Tarpon, que detém 17,2% das ações da empresa. Os cerca de 30% restantes das ações estão em livre circulação. Considerando o fechamento do pregão de 22 de maio de 2026 e a participação de 50,3% então detida pelos acionistas controladores, a Mills é avaliada em cerca de R$ 4 bilhões.
          Essa aquisição do grupo francês segue sua estratégia de expansão internacional. “A Mills e a Loxam têm negócios complementares e compartilham valores empresariais e sociais”, afirmou Gérard 
Déprez, diretor-geral da empresa francesa, em comunicado.
          A Loxam já havia sinalizado seu interesse em consolidar sua posição no mercado brasileiro em 2023, acelerando seu crescimento inorgânico por meio das aquisições da Motormac Rental e da A Geradora.
          A aquisição da Mills confere à LOXAM o controle de uma frota de aproximadamente 16.000 equipamentos que atendem a quatro segmentos principais: plataformas elevatórias, equipamentos 
pesados, intralogística e sistemas de fôrmas e escoramento.
          Em 2025, a Loxam registrou receita consolidada de € 2,5 bilhões, incluindo € 100 milhões gerados por suas operações no Brasil.
(Morning Times - 26.05.2026 / Valor - 26.05.2026 - partes)

Aliança Energia

          A Aliança Energia (Aliança Geração de Energia S.A.) foi fundada em 2015 e tornou-se uma das maiores empresas privadas de geração de energia do Brasil. Sediada em Belo Horizonte (MG), seu controle foi adquirido em 2024 pela mineradora Vale em parceria com a gestora global GIP.
          A infraestrutura e atuação da companhia incluem ativos de geração, segmento em que possui usinas hidrelétricas em Minas Gerais (incluindo a Usina Hedrelétrica do Funil) e um complexo eólico nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte.
          Seus parques geradores produzem energia limpa e renovável suficiente para abastecer mensalmente mais de 5 milhões de pessoas.
          Após uma reestruturação, a Vale consolidou a aquisição total das ações que pertenciam à Cemig e formou uma joint venture com a gestora Global Infrastructure Partners (GIP)
          Em fins de dezembro de 2025, a Aliança Energia anunciou que assinou acordo para a compra de um complexo eólico da Pontal Energy, na Bahia. A operação envolve o Complexo Eólico Caetité Norte, ativo já em plena operação, com capacidade instalada de 193,2 megawatts (MW) e composto por 46 aerogeradores fornecidos pela WEG, cada um com potência de 4,2 MW. O valor da transação não foi divulgado, e a conclusão do negócio ainda dependia de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições precedentes.
          Em fins de maio de 2026, o Fundo da Rota da Seda, do governo chinês, comprou uma participação minoritária na Aliança Energia – que opera 11 usinas de fontes renováveis pelo Brasil. O fundo, que também comprou uma fatia da concessionária de rodovias EixoSP, é parte da chamada Nova Rota da Seda, um plano da China para investir em transportes, telecomunicações e energia em mais de 150 países. Além de exercer influência geopolítica, os chineses pagam portos, aeroportos e estradas com o objetivo de criar infraestrutura para que suas próprias exportações alcancem novos mercados.
(Fonte: Valor - 23.12.2025 / IA - 26.05.2026 / InvestNews - 26.05.2025 - partes)

 

Na foto: Usina Hidrelétrica do Funil, no Rio Grande do Sul, uma das sete operadas pela Aliança. Crédito: Aliança/Divulgação.