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11 de set. de 2026

Copan (Edifício Copan)

          O Copan começou a ser construído em 1952, quando Oscar Niemeyer já era um arquiteto renomado. Quem o ajudou foi o arquiteto Carlos Alberto Cerqueira Lemos, que assina como colaborador. O nome é uma sigla para Companhia Pan-Americana de Hotéis e Turismo, cuja proposta inicial incluía um hotel.
          O prédio começou a ser habitado em 1966, mas a obra só foi totalmente concluída seis anos depois. Segundo Affonso Celso Prazeres de Oliveira, síndico que esteve no cargo de 1993 a 2025, quando morreu de pneumonia, “o Copan está para São Paulo assim como o Cristo está para o Rio.” Ele é o maior edifício residencial da América Latina e reúne mais domicílios do que 254 municípios, segundo o Censo 2022.
          O edifício está (meados de 2026) em processo de restauro após anos de divergências entre a proposta anterior do condomínio e as exigências de patrimônio. Embora não tenha riscos estruturais, há “pontos críticos, com alto grau de deterioração do concreto e suas armaduras” e que necessitavam de “tratamento urgente”, conforme avaliação técnica de órgão de patrimônio da Prefeitura. A primeira fase 
da obra foi iniciada em 2023.
          Em setembro de 2026, depois de seis anos fechado para visitação, o mirante do Edifício Copan voltou a receber o público. A cobertura do prédio projetado por Oscar Niemeyer poderá ser visitada, sempre aos sábados, com 13 subidas divididas das 13h30 às 16h30.
          A visita terá 40 minutos de duração, e os ingressos custam R$ 50 (em valor de setembro de 2026) e devem ser adquiridos no site oficial do edifício, com pagamento via Pix ou cartão de crédito. O dinheiro arrecadado será destinado ao restauro da fachada, uma das marcas arquitetônicas mais conhecidas do centro de São Paulo. O passeio começa na portaria da Avenida Ipiranga, 200, onde os visitantes devem se apresentar dez minutos antes do horário marcado. A orientação é chegar com antecedência, pois o grupo parte no horário previsto e não aguarda quem se atrasar.
(Fonrte - Estadão - 11.09.2026)

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