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8 de set. de 2026

Aclara Resources

          A Aclara Resources é uma companhia canadense de terras raras listada na Bolsa de Toronto.
          A empresa desenvolve projetos de terras raras pesadas no Brasil e no Chile e busca montar uma cadeia que vai da extração do minério à produção de ligas destinadas a ímãs permanentes.
          Esses ímãs são utilizados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. Elementos como disprósio e térbio são adicionados para aumentar a resistência dos componentes a temperaturas elevadas.
          A companhia também desenvolve uma unidade de separação de terras raras nos Estados Unidos. Em outra frente, mantém uma joint venture com a chilena CAP para transformar os óxidos separados em metais e ligas usados na fabricação dos ímãs.
          Em 7 de setembro de 2026, a Aclara Resources ‌anunciou um acordo para formação de joint venture com a Japan Organization for Metals and Energy Security (Jogmec) para explorar e desenvolver depósitos de terras raras ⁠pesadas em argilas iônicas no Brasil.
          No Brasil, o principal ativo da Aclara é o Projeto Carina, em Nova Roma, no Estado de Goiás. O empreendimento ficará fora do acordo com a Jogmec e continuará integralmente controlado pela companhia. Segundo projeções da própria Aclara, Carina exigirá investimento estimado em R$ 2,8 bilhões e poderá produzir, em média, 4.378 toneladas de óxidos de terras raras por ano. A empresa prevê o início das operações em 2028 e calcula uma vida útil de 18 anos para o projeto.
          A joint venture com os japoneses terá como alvo outras áreas de exploração da companhia no país. A Aclara não informou qual projeto poderá ser escolhido pela Jogmec para a aquisição da participação de 30%.
          O interesse japonês ocorre em meio à tentativa de grandes economias de reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais usados por indústria…
          Pelos termos do ⁠acordo, a Jogmec, uma organização do governo japonês, financiará integralmente até US$3,0 milhões em gastos de exploração durante um período de aquisição de participação ‌de três anos. Sob determinadas condições, a ‌Jogmec poderá optar ⁠por ⁠aportar mais US$1,5 milhão, estendendo esse período por mais ⁠um ano.
          Após ‌cumprir com o ‌financiamento, a Jogmec terá a opção de adquirir uma participação de 30% em um dos projetos de exploração da ⁠Aclara no Brasil. A parceira japonesa também terá o direito de comprar uma quantidade da produção equivalente à sua participação, acrescida de ‌mais 10% da produção futura do empreendimento.
          Em comunicado, Ramón Barúa, CEO da Aclara, ⁠disse que a parceria "está em posição privilegiada para identificar e desenvolver novas oportunidades de terras raras de alta qualidade no Brasil".
          "O acordo também cria um caminho natural para futuras vendas ao Japão por meio dos direitos de preferência da Jogmec, alinhando o sucesso da exploração a um dos mercados de terras raras mais estratégicos do mundo", acrescentou o executivo.
(Fonte: Terra - 08.09.2026 / Forbes - 08.09.2026 - partes)

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