A empresa desenvolve projetos de terras raras pesadas no Brasil e no Chile e busca montar uma cadeia que vai da extração do minério à produção de ligas destinadas a ímãs permanentes.
Esses ímãs são utilizados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. Elementos como disprósio e térbio são adicionados para aumentar a resistência dos componentes a temperaturas elevadas.
A companhia também desenvolve uma unidade de separação de terras raras nos Estados Unidos. Em outra frente, mantém uma joint venture com a chilena CAP para transformar os óxidos separados em metais e ligas usados na fabricação dos ímãs.
Em 7 de setembro de 2026, a Aclara Resources anunciou um acordo para formação de joint venture com a Japan Organization for Metals and Energy Security (Jogmec) para explorar e desenvolver depósitos de terras raras pesadas em argilas iônicas no Brasil.
No Brasil, o principal ativo da Aclara é o Projeto Carina, em Nova Roma, no Estado de Goiás. O empreendimento ficará fora do acordo com a Jogmec e continuará integralmente controlado pela companhia. Segundo projeções da própria Aclara, Carina exigirá investimento estimado em R$ 2,8 bilhões e poderá produzir, em média, 4.378 toneladas de óxidos de terras raras por ano. A empresa prevê o início das operações em 2028 e calcula uma vida útil de 18 anos para o projeto.
A joint venture com os japoneses terá como alvo outras áreas de exploração da companhia no país. A Aclara não informou qual projeto poderá ser escolhido pela Jogmec para a aquisição da participação de 30%.
O interesse japonês ocorre em meio à tentativa de grandes economias de reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais usados por indústria…
Pelos termos do acordo, a Jogmec, uma organização do governo japonês, financiará integralmente até US$3,0 milhões em gastos de exploração durante um período de aquisição de participação de três anos. Sob determinadas condições, a Jogmec poderá optar por aportar mais US$1,5 milhão, estendendo esse período por mais um ano.
Após cumprir com o financiamento, a Jogmec terá a opção de adquirir uma participação de 30% em um dos projetos de exploração da Aclara no Brasil. A parceira japonesa também terá o direito de comprar uma quantidade da produção equivalente à sua participação, acrescida de mais 10% da produção futura do empreendimento.
"O acordo também cria um caminho natural para futuras vendas ao Japão por meio dos direitos de preferência da Jogmec, alinhando o sucesso da exploração a um dos mercados de terras raras mais estratégicos do mundo", acrescentou o executivo.
(Fonte: Terra - 08.09.2026 / Forbes - 08.09.2026 - partes)
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