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26 de mai. de 2026

Loxam

          A Loxam é maior empresa de locação de equipamentos da Europa. A empresa entrou no Brasil em 2015 por meio de um investimento inicial na Degraus, operação posteriormente renomeada Loxam do 
Brasil.
          Com foco principal nos setores de construção, infraestrutura, indústria, energia, eventos e 
serviços, a Loxam opera no Brasil por meio da Loxam do Brasil e da A Geradora.
          Em 25 de maio de 2026, a Mills anúnciou a venda do controle da companhia para o grupo francês Loxam, o maior do segmento na Europa, por aproximadamente R$ bilhões. A Mills informou que a Loxam acertou a compra de 50,3% do seu capital, atualmente distribuído por três entidades: pela família fundadora Nacht, pela família Oxenford e pelo fundo Southern Cross Group (SCG). Em entrevista ao Money Times, Sérgio Kariya, CEO da Mills, afirmou que a decisão foi motivada, principalmente, pela busca da família Nacht, que está na sua terceira geração, por uma organização que preservasse a cultura 
construída pela empresa ao longo de seus então 74 anos de história.
          O maior acionista individual fora do acordo de acionistas é a gestora de ativos Tarpon, que detém 17,2% das ações da empresa. Os cerca de 30% restantes das ações estão em livre circulação. Considerando o fechamento do pregão de 22 de maio de 2026 e a participação de 50,3% então detida pelos acionistas controladores, a Mills é avaliada em cerca de R$ 4 bilhões.
          Essa aquisição do grupo francês segue sua estratégia de expansão internacional. “A Mills e a Loxam têm negócios complementares e compartilham valores empresariais e sociais”, afirmou Gérard 
Déprez, diretor-geral da empresa francesa, em comunicado.
          A Loxam já havia sinalizado seu interesse em consolidar sua posição no mercado brasileiro em 2023, acelerando seu crescimento inorgânico por meio das aquisições da Motormac Rental e da A Geradora.
          A aquisição da Mills confere à LOXAM o controle de uma frota de aproximadamente 16.000 equipamentos que atendem a quatro segmentos principais: plataformas elevatórias, equipamentos 
pesados, intralogística e sistemas de fôrmas e escoramento.
          Em 2025, a Loxam registrou receita consolidada de € 2,5 bilhões, incluindo € 100 milhões gerados por suas operações no Brasil.
(Morning Times - 26.05.2026 / Valor - 26.05.2026 - partes)

Aliança Energia

          A Aliança Energia (Aliança Geração de Energia S.A.) foi fundada em 2015 e tornou-se uma das maiores empresas privadas de geração de energia do Brasil. Sediada em Belo Horizonte (MG), seu controle foi adquirido em 2024 pela mineradora Vale em parceria com a gestora global GIP.
          A infraestrutura e atuação da companhia incluem ativos de geração, segmento em que possui usinas hidrelétricas em Minas Gerais (incluindo a Usina Hedrelétrica do Funil) e um complexo eólico nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte.
          Seus parques geradores produzem energia limpa e renovável suficiente para abastecer mensalmente mais de 5 milhões de pessoas.
          Após uma reestruturação, a Vale consolidou a aquisição total das ações que pertenciam à Cemig e formou uma joint venture com a gestora Global Infrastructure Partners (GIP)
          Em fins de dezembro de 2025, a Aliança Energia anunciou que assinou acordo para a compra de um complexo eólico da Pontal Energy, na Bahia. A operação envolve o Complexo Eólico Caetité Norte, ativo já em plena operação, com capacidade instalada de 193,2 megawatts (MW) e composto por 46 aerogeradores fornecidos pela WEG, cada um com potência de 4,2 MW. O valor da transação não foi divulgado, e a conclusão do negócio ainda dependia de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições precedentes.
          Em fins de maio de 2026, o Fundo da Rota da Seda, do governo chinês, comprou uma participação minoritária na Aliança Energia – que opera 11 usinas de fontes renováveis pelo Brasil. O fundo, que também comprou uma fatia da concessionária de rodovias EixoSP, é parte da chamada Nova Rota da Seda, um plano da China para investir em transportes, telecomunicações e energia em mais de 150 países. Além de exercer influência geopolítica, os chineses pagam portos, aeroportos e estradas com o objetivo de criar infraestrutura para que suas próprias exportações alcancem novos mercados.
(Fonte: Valor - 23.12.2025 / IA - 26.05.2026 / InvestNews - 26.05.2025 - partes)

 

Na foto: Usina Hidrelétrica do Funil, no Rio Grande do Sul, uma das sete operadas pela Aliança. Crédito: Aliança/Divulgação.

9 de mai. de 2026

Paramount Pictures

          O imigrante húngaro Adolph Zukor era um simples faxineiro, e se encantou com o cinema, investindo em nickelodeons por seu apelo à classe trabalhadora. Em 1912 Zukor se uniu aos irmãos produtores Daniel e Charles Frohman para fundar a Famous Players Film Company. A película inicial da companhia, Rainha Elizabeth, estrelada por Sarah Bernhardt, e estreou no Lyceum Theatre, em 12 de julho daquele ano. Por 1913 já tinham lançado cinco produções.
          Começando em 1914, a Famous Players e a Jesse L. Lasky Feature Play Company - fundada em 1913 pelo empresário Lasky em parceria com Samuel Goldwyn, Oscar Apfel e Cecil B. DeMille, que pela companhia fez o primeiro longa-metragem do cinema americano, The Squaw Man (1914) - começaram a lançar seus filmes através de uma joint-venture, Paramount Pictures Corporation, organizada com a ajuda de um dono de cinemas de Utah, W. W. Hodkinson. Hodkinson escolheu "Paramount" procurando por um substituto para "Progressive" (nome de sua rede de cinemas), e criou o icônico logo da montanha inspirado no Pico Pikes, no Colorado. A Paramount foi a primeira distribuidora ao longo de toda a nação estadunidense, já que antes filmes eram distribuídos em acordos por estado ou região.
          Em 1916, as duas companhias se fundiram na Famous Players-Lasky, com Zukor presidente e Lasky vice. Goldwyn, que estava mais interessado em fazer filmes que gerir uma empresa, saiu para criar sua própria produtora, a Goldwyn Films (que se tornou em 1924 parte da Metro-Goldwyn-Mayer. A companhia era beneficiada por uma rede de distribuição para os filmes que, da base na Melrose Avenue, em Hollywood, incluía centenas de salas de cinema pelo mundo - formando uma gigantesca corporação. A Paramount logo se tornou um dos maiores estúdios de Hollywood graças à sua rede de cinema e contratos com grandes estrelas como Mary Pickford, Marguerite Clark, Pauline Frederick, Douglas Fairbanks, Gloria Swanson, Rudolph Valentino e Wallace Reid.
          Em 1925 esta corporação fundiu-se com a Publix, pertencente à Balaban & Katz, e a companhia foi rebatizada Paramount Pictures, com ampliação da rede de cinemas e incorporação de produtoras de filmes e setores de distribuição. Com a rede da Publix a Paramount operava mais de 1 200 salas - o maior número já registrado na história do cinema.
          Essa expansão, contudo, fez com que a Paramount passasse a dever milhões de dólares em hipotecas sobre os cinemas, o que se revelou especialmente dramático com o advento da Grande Depressão de 1929. Para a superação dessas dificuldades a empresa teve que se reestruturar financeiramente no começo dos anos 1930, e para tanto contou com grandes sucessos de bilheteria, como os filmes de Mae West I'm no Angel e Belle of the Nineties (de 1933 e 1934), dos Irmãos Marx Coconuts e Horse Feathers (1929 e 1932) - admirados ainda hoje. Assim, quando a crise amainou em 1935, a Paramount dominava todos os segmentos do mercado cinematográfico: filmagem, distribuição e mantinha uma rede nacional de salas em torno de mil cinemas.
          Durante a década de 1930, com a intenção de agradar o ditador alemão Adolf Hitler e manter os altos lucros obtidos no mercado alemão, os estúdios Paramount e outros menores demitiram seus funcionários judeus, segundo o livro “The Collaboration: Hollywood´s Pact With Hitler”, do jornalista australiano Bem Urwand, de 2013.
Zukor, na Paramount.



          A despeito da sua grande produção nos anos 1920, sua "era de ouro" se deu durante a II Guerra Mundial, quando houve um boom de filmes; em 1936 a direção foi assumida por Barney Balaban, que imprimiu uma estratégia conservadora nos negócios, de tal modo que atingiu em 1946 um faturamento recorde de 40 milhões de dólares.
          O executivo Y. Frank Freeman comandava os estúdios na Califórnia, usando o conceito de usar estrelas já consagradas para os filmes e curta-metragens, como ter trazido do rádio Bing Crosby e Bob Hope e produziu um caminho dos mais lucrativos filmes da Era de Ouro de Hollywood, como os sucessos continuados dos 
épicos de Cecil B. DeMille e as comédias de Preston Sturges.
          Em 1949 a Suprema Corte dos Estados Unidos ordenou que Balaban se desfizesse das salas de cinema, e a Paramount perdeu o fôlego lucrativo que o controle de toda a cadeia da produção cinematográfica lhe dava, ficando somente com a produção dos filmes e sua distribuição. Foi o início da perda de lucratividade.
          Apesar de ter desenvolvido o sistema Vista Vision de exibição widescreen, a falta de estrelas não era compensada, e a empresa produziu apenas sucessos eventuais, como Gunfight at the O.K. Corral, de 1957 ou Becket, de 1964. Apenas os filmes de Elvis Presley garantiam lucros consistentes e o prejuízo 
ocorre, finalmente, em 1963. Em 1964 Balaban se afasta.
          Em 1966 o conglomerado Gulf & Western Industries adquiriu a empresa, e Charles Bluhdorn tornou-se seu presidente. Para revitalizar os estúdios contratou o ex-ator Robert Evans,que fracassou logo em seguida, após investir em grandes musicais como Paint Your Wagon e Darling Lili (1969 e 1970). Foi só em 1972 com o sucesso de O Poderoso Chefão de Coppola e já sob a direção 
de Barry Diller e Frank Mancuso, que a Paramount começou a se reerguer.
          Assim, com os sucessos continuados de séries como Star Trek e filmes como os de Eddie Murphy, aliados a seriados televisivos, que no final dos anos 1970 e começo dos anos 1980, a 
Paramount voltou a ser um dos maiores estúdios hollywoodianos.
          Em 1989 teve o nome alterado para Paramount Communications, Inc. pela Gulf & Western. Em 1994 foi, após longas disputas, adquirido pela Viacom Inc por 10 bilhões de dólares, passando a usar o 
nome atual.
          Em 3 de Abril de 2020, a Viacom CBS (dona da Paramount) adquiriu a Miramax e seu extenso catálogo de filmes. A partir deste dia, a Miramax é uma subsidiária da Paramount assim como seu catálogo (incluindo os filmes pré-2006 da Dimensio Films) pertence à Paramount também.
          Em Março de 2021, lançou o aplicativo da Paramount Chamado: Paramount+.
          Em 16 de Fevereiro de 2022 o nome da empresa Viacom CBS (dona da Paramount) mudou para Paramount Global.

O artista Dario Campanile exibe a pintura da montanha que originou o famoso logotipo da Paramount. A pintura foi usada como base para vinheta comemorativa de 75 anos da empresa em 1987.
          Com sede em Barueri, no estado de São Paulo, a Paramount está no Brasil desde 1985, tendo iniciado suas operações com a CIC Vídeo - em joint venture com a Universal Studios - para a distribuição de fitas VHS.
          Com o fim da parceria, em 2001, foi fundada a Paramount Home Entertainment (Brazil) Ltda, parte da Paramount Home Entertainment Internacional, uma divisão da Paramount Motion Picture Group, pertencente ao grupo Viacom Inc. 
          Atualmente, a Paramount mantém parceria com a Rede Telecine (na TV por assinatura), na qual também possui uma participação minoritária e exibe seus filmes com pouco tempo de exibição em relação ao cinema e também com a Rede Globo (na TV aberta).
          A Paramount também distribui em DVD as séries brasileiras infantis de sucesso Turma da Mônica, Cocoricó e Bob Zoom.
          Além de gerenciar o lançamento no mercado brasileiro dos seus filmes, a Paramount Pictures possui um acervo de filmes nacionais como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Turma da Mônica, Bye Bye Brazil, Romance da Empregada, O Quatrilho, Menino do Rio, O Candidato Honesto, Irmã Dulce, Loucas para Casar, O Candidato Honesto 2, Vai Dar Nada, Escola Da Quebrada,, Silvio e entre outros.
(Fonte: Wikipédia)

8 de mai. de 2026

Kalshi

          A startup de mercado de previsões Kalshi foi fundada em 2018 por Tarek Mansour e Luana Lopes Lara, colegas de MIT, como uma bolsa financeira em que usuários negociam contratos de “sim” ou “não” 
relacionados ao resultado de eventos reais — de eleições e decisões do Federal Reserve a jogos da NFL.
          A Kalshi é uma plataforma de mercado preditivo na qual usuários apostam na probabilidade de eventos do mundo real acontecerem.
          Os dois cofundadores da Kalshi, Mansour e Lopes Lara, ambos de 29 anos, possuem cada um
aproximadamente 12% da empresa.
          Depois de mais de dois anos em um limbo regulatório, a empresa recebeu aprovação da Commodity Futures Trading Commission em novembro de 2020, tornando-se a primeira bolsa de contratos de eventos regulamentada federalmente nos Estados Unidos. A plataforma foi lançada oficialmente em julho de 2021.
          A Kalshi ganhou força em 2024, quando uma decisão judicial federal abriu caminho para que a empresa oferecesse contratos ligados às eleições pouco antes da disputa presidencial americana, provocando um salto no volume negociado. Desde então, o crescimento foi impulsionado pela forte 
expansão no segmento esportivo, que hoje representa mais de 70% da atividade da plataforma.
          Embora inicialmente tenha conquistado principalmente investidores de varejo, especialmente apostadores esportivos, a companhia passou a focar cada vez mais na adoção institucional. O fundo Susquehanna International Group, do bilionário Jeff Yass, tornou-se market maker da Kalshi em abril de 2024, negociando e fornecendo liquidez aos mercados da plataforma.
          Em dezembro de 2025, a Kalshi levantou US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) em uma rodada que avaliou a companhia em US$ 11 bilhões (R$ 55 bilhões), colocando Mansour e Lopes Lara pela primeira vez na lista de bilionários, com patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão cada (R$ 6,5 bilhões).
Luana Lopes Lara tornou-se a mulher bilionária self-made mais jovem do mundo em dezembro passado, quando a Kalshi captou US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) e sua avaliação quintuplicou em menos de seis meses, chegando a US$ 11 bilhões (R$ 55 bilhões).
Brasileira e ex-bailarina profissional, Luana estudou ciência da computação no MIT. Ela
ultrapassou Lucy Guo, da Scale AI, que havia tomado o título de Taylor Swift em abril de 2025.
          A rodada bilionária da Kalshi em dezembro e a entrada de seus fundadores no clube dos bilionários ocorreram após o sucesso de sua principal rival: a Polymarket. O fundador solo da empresa, Shayne Coplan, de 27 anos, tornou-se um dos bilionários mais jovens do mundo em outubro de 2025, quando a Intercontinental Exchange — controladora da Bolsa de Nova York — investiu US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em sua companhia.
          Em 7 de maio de 2026, a Kalshi anunciou que levantou US$ 1 bilhão em novo capital, o que dobrou seu valor de mercado e elevou a fortuna de seus dois cofundadores para US$ 2,6 bilhões (R$12,86 bilhões) em apenas seis meses, segundo fontes familiarizadas com a empresa.
          A nova rodada de investimentos, realizada apenas seis meses após a primeira captação bilionária, foi liderada pela gestora Coatue, com participação de investidores como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz, Morgan Stanley e a ARK Invest, de Cathie Wood.
          A Kalshi informou que os novos recursos serão usados para atender à demanda crescente de instituições como hedge funds, tradings e seguradoras. A empresa quer expandir além do varejo e desenvolver produtos voltados para instituições financeiras tradicionais.
          O volume anualizado de negociações mais que triplicou nos últimos seis meses, chegando a US$ 178 bilhões (R$ 890 bilhões), enquanto a receita anualizada ultrapassou US$ 1,5 bilhão em maio de 2026 (R$ 7,5 bilhões).
          A popularidade crescente também se refletiu na avaliação da empresa, que saltou de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em junho de 2025 para US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões) em maio de 2026.
          Gestoras como a ARK Invest, de Cathie Wood, começaram a usar dados da Kalshi para embasar estratégias de investimento e solicitar novos mercados. A empresa também construiu uma ampla rede de parcerias: Robinhood e Coinbase oferecem mercados da Kalshi a seus usuários, enquanto CNN, CNBC e Fox Corporation utilizam dados da plataforma em suas reportagens.
          Segundo a companhia, a Kalshi reúne 2 milhões de traders ativos por mês, responsáveis por mais de 90% da atividade do mercado preditivo nos Estados Unidos.
          A Kalshi está, considerando números de maio de 2026, avaliada em US$ 22 bilhões (R$ 110 
bilhões), segundo estimativas da Forbes.
(Fonte: msn - 07.05.2026)

7 de mai. de 2026

Second Life

          O Second Life é um jogo de internet que simula um mundo virtual.
          Empresas instaladas no país, como Petrobras, Volkswagen, Citibank, e Tecnisa apostAm na força da Second Life para reforçar suas marcas.
          A construtora paulista Tecnisa estreou em 30 de março de 2007 no Second Life. A empresa pagou 15.000 reais por um "terreno online" onde lançaria, simultaneamente a mundo real, um empreendimento de 30 edifícios comerciais e residenciais em São Paulo, numa área de 250.000 metros quadrados no bairro da Barra Funda, zona oeste da capital paulista.
          A makete que poderia ser vista no terreno real também estaria disponível no Second Life. Diariamente, das 9 às 17 horas, haveria sempre um corretor de plantão para tirar as dúvidas dos interessados virtuais (na verdade, o profissional contratado pela construtora era um "nerd" de 20 e poucos anos viciado em jogos do mundo virtual e que trabalha no computador de sua casa). O diretor de marketing da Tecnisa, Romeo Busarello, diz que o objetivo não é vender imóveis pelo Second Life, mas reforçar a presenças da marca Tecnisa na eeb (e empresa foi a primeira do setor a lançar um blog). Em abril de 2007, 37% das vendas da construtora eram concluídas por seu site.
(Fonte: Exame - 11.04.2007)

Dedini

          Não é exagero dizer que a história do álcool brasileiro passa pela família de Dovílio Ometto. Engenheiro agrônomo de formação, ele é filho de Pedro Ometto, descendente de imigrantes italianos e fundador do negócio que acabaria se transformando na Cosan, que já em 2007, era a maior produtora de açúcar do mundo, então com faturamento de 2,4 bilhões de reais.
          Na década de 1940, Dovílio começou a trabalhar na empresa de Mário Dedini, compadre e sócio de seu pai em alguns negócios. Naquela época, o mundo do açúcar e do álcool em São Paulo praticamente se dividia entre essas duas famílias. Os Ometto eram donos de fazenda de cana e de processamento de açúcar. Os Dedini partiram para a produção de usinas para essas fazendas. Dovílio foi o primeiro a fazer a união de sangue entre os dois clãs, quando se casou com Ada, uma das herdeiras da Dedini. Com o passar dos anos, ele vendeu sua participação nos negócios de sua família para aplicar 
tudo somente na empresa.
          Presidente do conselho de administração e controlador da Dedini Indústrias de Base, com sede em Piracicba, interior de São Paulo, o senhor Dovílio (como era conhecido) viu sua empresa florescer, transformar-se num conglomerado metalúrgico com 20 negócios e 11 mil funcionários e, anos depois, flertar com a falência. Graças a um processo de reestruturação e diversificação, a Dedini se recuperou e prosseguia sem maiores percalços, mas também sem o brilho de outrora.
          Quando parecia que nada mais poderia acontecer, eis que a roda da fortuna cruzou mais uma vez o caminho do senhor Dovílio. Impulsionado pelo entusiasmo internacional com o etanol e pela popularidade dos carros flex no país, sua Dedini ressurgiu em 2004 e anos seguintes, como um dos mais impressionantes casos de sucesso - e de virada - no capitalismo brasileiro. A Dedini passou a ser (2007 ou um pouco antes) uma das raras companhias brasileiras capazes de produzir, entregar e montar usinas inteiras para a produção de açúcar e álcool - área em que o Brasil era considerado referência mundial.
          Marcada, porém, por sua atuação em um setor ligado a commodities - açúcar e álcool -, a Dedini tem sido historicamente uma empresa vulnerável a fatores externos. A companhia cresceu exponencialmente quando o setor foi bem e afundou retumbantemente após o fracasso do Proálcool. Na década 1998/2007, antes da recuperação do etanol, a empresa tomou uma série de atitudes para prevenir-se contra novas oscilações. Passou a atuar no mercado de bens de capital - máquinas e equipamentos de grande porte- e a fornecer para setores tão diversos quanto mineração e siderurgia. Também passou a produzir equipamentos para a indústria cervejeira. Paralelamente à diversificação de atividades, foi conduzido um drástico programa de reestruturação. Dos 5.000 funcionários que o grupo tinha em 2000, metade foi demitida até 2007. Os membros da família envolvidos nas operações da empresa foram afastados - inclusive o senho Dovílio, que em fevereiro de 2007, saiu da presidência da companhia - e foram contratados executivos profissionais para os cargos de diretor.
(Fonte: Exame - 11.04.2007)

29 de abr. de 2026

Crazy Mountain

          A Casamigos, última empresa de bebidas fundada por George Clooney, Rande Gerber e Mike Meldman, foi alvo de uma aquisição estrondosa pela Diageo. Agora, os investidores apostam no próximo empreendimento do grupo de amigos — no extremo oposto do espectro de bebidas alcoólicas.
          A nova empresa, a marca de cerveja sem álcool Crazy Mountain, anunciou em fins de abril de 2026 que levantou US$ 15 milhões em financiamento inicial, conforme noticiado em primeira mão por Michael de la Merced.
          A Crazy Mountain foi apresentada em março de 2026 como o mais recente empreendimento de Clooney e Gerber, um empresário do ramo da hotelaria casado com Cindy Crawford, e Meldman, um magnata do setor imobiliário.
          O último empreendimento conjunto foi a Casamigos, que, segundo eles, começou como uma tequila para a casa de férias de Clooney e Gerber no México. Eventualmente, tornou-se uma marca de bebidas destiladas extremamente popular, que a Diageo comprou em 2017 por um mínimo de US$ 700 milhões em dinheiro à vista; Se a Casamigos atingir determinadas metas de vendas até o próximo ano, a Diageo pagará um adicional de US$ 300 milhões.
          A Crazy Mountain é uma aposta no crescimento do mercado de bebidas não alcoólicas. Os consumidores estão bebendo menos álcool — as vendas de cerveja, vinho e destilados caíram nos últimos anos — em meio a preocupações com saúde, custo e outros fatores. As bebidas não alcoólicas ainda representam uma pequena parcela do mercado total de bebidas, mas analistas e executivos do setor estão atentos.
          “Estamos criando a Crazy Mountain para o nosso estilo de vida atual, mantendo o ritual e a camaradagem de tomar uma cerveja gelada, só que sem álcool”, disse Gerber em um comunicado.
          A marca já é vendida em mais de 25 estados americanos e online.
          A rodada de investimentos da Crazy Mountain foi liderada pela CAVU Consumer Partners, uma empresa de investimentos focada no consumidor. Também participaram a Coatue Management e a Discovery Land Company, de Meldman, que ajudaram a incubar o negócio.
          “A cerveja sem álcool é uma das categorias de crescimento mais promissoras no setor de bebidas, e ainda estamos no início”, disse Ben Schwerin, sócio da Coatue e membro do conselho da Crazy Mountain. “A equipe fundadora”, acrescentou, “é o grupo certo para construir a marca definitiva nesse segmento”.
          Clooney não é o único ator a entrar no mercado de cerveja sem álcool. Tom Holland, astro dos recentes filmes do Homem-Aranha da Marvel, lançou a marca BERO em 2024. Desde então, a empresa teria captado investimentos com uma avaliação superior a US$ 100 milhões.
(Fonte: New York Times - 29.04.2026)

25 de abr. de 2026

Red Lobster

          A rede de restaurantes Red Lobster surgiu na Flórida em 1968 e é conhecida por servir frutos do mar a preços acessíveis.
          Uma tradição começou na empresa nos anos 2000: uma promoção chamada Camarão Infinito. De início, esse open camarão rolava uma vez por ano, e o rodízio se limitava a variedades mais baratas do 
crustáceo.
          O problema é que eles se perderam no personagem: em 2023, o coma-quanto-puder virou um item 
fixo no cardápio.
          Alguns clientes, ignorando a ética dos rodízios, começaram a encher baldes de crustáceos para levar para casa.
          Em parte por culpa da promoção chamada Camarão Infinito, a Red Lobster entrou em recuperação judicial nos EUA em 2024.
          A promoção insensata colaborou com um prejuízo de US$ 11 milhões no 3º trimestre de 2023 e precipitou a Recuperação Judicial. Agora, em busca de receita para sair da crise, a Red Lobster trará de volta o Camarão Infinito – mas em uma versão repensada para não machucar o caixa.
(Fonte: InvestNews - 24.04.2026)

23 de abr. de 2026

Vodafone

          Em 1980, Ernest Harrison, então presidente da Racal – o maior fabricante de rádios militares do Reino Unido – negociou um acordo com Lord Weinstock da General Electric Company (GEC) do Reino Unido, que deu à Racal acesso a algumas das tecnologias de rádio de campo de batalha da GEC. Harrison instruiu o chefe da divisão de rádio militar de Racal, Gerry Whent, a explorar o uso dessa tecnologia para fins civis. Whent visitou uma fábrica de rádios móveis administrada pela empresa norte-americana General Electric (sem relação com a UK GEC) na Virgínia, naquele mesmo ano. Em 1981, a subsidiária Racal Strategic Radio Ltd foi criada.
          Jan Stenbeck, chefe de um crescente conglomerado sueco, fundou uma empresa americana, a Millicom Inc, e abordou Gerry Whent em julho de 1982 sobre uma licitação conjunta para a segunda licença de rádio celular do Reino Unido. Os dois fecharam um acordo dando à Racal 60% da nova empresa, Racal-Millicom Ltd, e à Millicom 40%. Devido às preocupações do Governo do Reino Unido sobre a propriedade estrangeira, os termos foram revistos e, em dezembro de 1982, a parceria Racal-Millicom recebeu a segunda licença de rede de telefonia móvel do Reino Unido. A propriedade final da Racal-Millicom Ltd era de 80% da Racal, com a Millicom detendo 15% mais royalties, e a empresa de capital de risco Hambros Technology Trust detendo 5%. De acordo com o Secretário de Estado de Negócios e Comércio do Reino Unido , "a proposta apresentada pela Racal-Millicom Ltd. proporcionou a melhor perspectiva para uma cobertura nacional antecipada por rádio celular."
          A Vodafone foi lançada em 1 de janeiro de 1985 sob o novo nome de Racal-Vodafone (Holdings) Ltd, com seu primeiro escritório baseado no Courtyard em Newbury, Berkshire, e logo depois Racal Strategic Radio foi renomeada Racal Telecommunications Group Ltd.. O primeiro funcionário não pertencente à Vodafone a fazer uma chamada de telemóvel no Reino Unido foi o comediante Ernie Wise, de St Katharine Docks, Londres, em 1 de janeiro de 1985. Em 29 de dezembro de 1986, a Racal Electronics emitiu ações para os acionistas minoritários da Vodafone. no valor de £ 110 milhões, e a Vodafone tornou-se uma marca de propriedade integral da Racal. 
          Em 26 de outubro de 1988, a Racal Telecom, detida maioritariamente pela Racal Electronics, abriu o capital na Bolsa de Valores de Londres com 20% das suas ações em circulação. A flutuação bem-sucedida levou a uma situação em que a participação da Racal na Racal Telecom foi mais valorizada do que a totalidade da Racal Electronics. Sob pressão do mercado de ações para obter valor total para os acionistas, a Racal cindiu a Racal Telecom em 1991.
          Em 16 de setembro de 1991, a Racal Telecom foi cindida da Racal Electronics como Grupo Vodafone, com Gerry Whent como seu CEO.
          Em julho de 1996, a Vodafone adquiriu os dois terços da Talkland que ainda não possuía por £ 30,6 milhões. Em 19 de novembro de 1996, em um movimento defensivo, a Vodafone comprou por £ 77 milhões a Peoples Phone, uma rede de 181 lojas cujos clientes usavam predominantemente a rede da Vodafone. Em um movimento semelhante, a empresa adquiriu os 80% que ainda não possuía da Astec Communications, uma prestadora de serviços com 21 lojas.
          Em janeiro de 1997, Whent se aposentou e Chris Gent assumiu como CEO. No mesmo ano, a Vodafone introduziu o seu logotipo Speechmark, composto por uma aspa em círculo, com o Os no logotipo da Vodafone representando aspas de abertura e fechamento e sugerindo conversa.
          Em 29 de junho de 1999, a Vodafone concluiu a compra do provedor de serviços americano AirTouch e mudou seu nome para Vodafone Airtouch plc. A empresa resultante da fusão iniciou suas atividades em 30 de junho de 1999. A aquisição deu à Vodafone uma participação de 35% na Mannesmann , proprietária da maior rede móvel alemã. Para obter a aprovação antitruste para a fusão, a Vodafone vendeu a sua participação de 17,2% no concorrente alemão da Mannesmann, E-Plus.
          Em 21 de setembro de 1999, a Vodafone concordou em fundir os seus ativos sem fio nos EUA com os da Bell Atlantic Corp para formar a Verizon. A fusão foi concluída em 4 de abril de 2000, apenas alguns meses antes da fusão da Bell Atlantic com a GTE para formar a Verizon Communications.
          Em Novembro de 1999, a Vodafone fez uma oferta não solicitada pela Mannesmann, que foi rejeitada. O interesse da Vodafone na Mannesmann aumentou com a compra da Orange, a operadora móvel do Reino Unido, por esta última. Gent diria mais tarde que a mudança de Mannesmann para o Reino Unido quebrou um "acordo de cavalheiros" para não competir no território de origem um do outro. A aquisição hostil provocou fortes protestos na Alemanha e uma "luta titânica" que viu Mannesmann resistir aos esforços da Vodafone. No entanto, em 3 de fevereiro de 2000, o conselho da Mannesmann concordou com uma oferta aumentada de £ 112 bilhões (US$ 364 bilhões em valores atualizados em abril de 2026 pela inflação), então a maior fusão corporativa de todos os tempos. A UE aprovou a fusão em Abril de 2000, depois da Vodafone ter concordado em alienar a marca 'Orange', que foi adquirida em maio de 2000 pela France Telecom.
          Em 28 de Julho de 2000, a Empresa voltou ao seu antigo nome, Vodafone Group plc.
          Em 17 de Dezembro de 2001, a Vodafone introduziu o conceito de “Redes Parceiras”, ao assinar a TDC Mobil da Dinamarca. O novo conceito envolveu a introdução dos serviços internacionais da Vodafone no mercado local, sem necessidade de investimento por parte da Vodafone. O conceito seria utilizado para estender a marca e os serviços Vodafone a mercados onde não tinha participações em operadoras locais. Os serviços da Vodafone seriam comercializados no âmbito do regime de dupla marca, onde a marca Vodafone é adicionada no final da marca local. (ou seja, TDC Mobil-Vodafone etc.).
          Em 1 de dezembro de 2011, adquiriu a Bluefish Communications Ltd, com sede em Reading, uma empresa de consultoria em TIC. As operações adquiridas formaram o núcleo de uma nova prática de Comunicações Unificadas e Colaboração dentro de sua subsidiária Vodafone Global Enterprise, que se concentraria na implementação de estratégias em computação em nuvem e fortaleceria sua oferta de serviços profissionais.
          Em abril de 2012, a Vodafone anunciou um acordo para adquirir a Cable & Wireless Worldwide (CWW) por £ 1,04 bilhão. A aquisição deu à Vodafone acesso à rede de fibra da CWW para empresas, permitindo-lhe oferecer comunicações unificadas às empresas. No dia 18 de junho de 2012, os acionistas da Cable & Wireless votaram a favor da oferta da Vodafone.
          Em 2 de setembro de 2013, a Vodafone anunciou que venderia sua participação de 45% na Verizon Wireless para a Verizon Communications por US$ 130 bilhões.
(Fonte: Wikipédia)