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20 de jun. de 2026

Centro de Tecnologia Canavieira - CTC

          O Centro de de Tecnologia Canavieira (CTC) se desmembrou da Copersucar em 2005. Cinco anos depois (2010) de se tornar independente, o CTC passou a congregar meia safra brasileira de cana com R$ milhões para pesquisa.
          Constituído como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), o centro poderia se transformar em uma sociedade anônima e recorrer a fontes de crédito do mercado, como ofertas de ações, emissão de dívida e sociedades estratégicas
          O CTC passou então a analisar os caminhos disponíveis para se reestruturar e ampliar a sua capacidade de financiamento.
          O número de associados disparou desde a independência, o que multiplicou a arrecadação e permitiu uma redução de 28% no valor de contribuição por associado. Em 2010 o orçamento foi de R$ 60 milhões, ante menos de R$ 20 milhões cinco antes. Eram 160 associados, sendo 143 usinas (eram 29 em 2005) e 17 associações de produtores de cana, que respondiam por cerca de metade da produção nacional.
          A necessidade de recursos e a chance de rentabilizar comercialmente as pesquisas do CTC decorre do avanço do centro, que passou a se aventurar em novos e mais complexos territórios da ciência. Além dos recursos dos associados, o centro usa dinheiro de agências de fomento à pesquisa e parcerias para ampliar a capacidade de desenvolvimento.
          Havia, em 2010, pelo menos três canas geneticamente modificadas em estudo avançado no instituto, por exemplo. A que devia ser lançada primeiro era a cana Bt,  resistente a insetos, que utiliza um gene da Dow Agrosciences.
          As outras duas canas transgênicas utilizam genes descobertos pelo CTC. Um delas seria tolerante à seca e a outra terá maior teor de açúcar por tonelada.
          O CTC também passou a utilizar uma tecnologia de marcadores moleculares, que determina quais genes respondem por quais características na planta. Aplicada nos programas de melhoramento genético desde 2008, a tecnologia reduz o tempo de desenvolvimento de uma nova variedade, já que não é preciso esperá-la crescer para saber se tem ou não determinada característica - basta analisá-la usando os marcadores para saber se ela apresenta os genes da função desejada.
          Na área industrial, as meninas dos olhos do centro, em 2010, eram a planta piloto de produção de etanol a partir da celulose do bagaço de cana e o projeto de colheita e aproveitamento industrial da palha da cana, que era deixada no campo. A fabricante de máquinas agrícolas New Holland era parceira no projeto.
(Fonte: jornal Brasil Econômico - 28.07.2010)

19 de jun. de 2026

Vitao Alimentos

          A Vitao Alimentos se considera pioneira no mercado de produtos integrais. Foi criada em 1988 na Cidade Industrial de Curitiba e, nessa época, fabricava apenas farinhas, grãos, sementes e cereais voltados a dietas macrobióticas. A Vitao pertence `Nutrhouse Alimentos.
          O nome foi criado com base no taoísmo, na qual Vitao significa "o caminho da vitalidade com equilíbrio".
          Em 1991, a empresa iniciou a produção de biscoitos integrais. Essa nova frente de negócios fez muito sucesso com o público o que motivou a companhia a ampliar o portfólio, que passou a contar com cookies, granolas, snacks e chocolates.
          Em 2007, a oferta de delícias cresceu ainda mais, com o início da fabricação de doces sem adição de açúcar, como cocadas, leite condensado, geleias e doces de leite.
          A Vitao conta com uma linha completa de produtos para proporcionar às pessoas opções saudáveis e saborosas do café da manhã ao jantar.
          Em fins de julho de 2010, a Nutrhouse concluiu a compra da fabricante mineira de doces Delakasa. A Doces Delakasa é fabricante de doces de frutas, doces de leite e doces de ovos, totalizando 60 itens sendo que 35 são diet (sem adição de açúcar).
          Doces e chocolates zero, grãos e cereais,, quinoa e food service, também estão em seu portfólio da Vitao.
          A Vitao e a Delakasa iriam atuar separadamente na produção, mas de maneira compartilhada na distribuição.
(Fonte: site da empresa / jornal Brasil Econômico - 28.07.2010 - partes)

18 de jun. de 2026

UFE

          A história da UFE começa em 1922, quando o imigrante João Lobarinhas fundou na então capital do país, Rio de Janeiro, a União Fabril Exportadora - UFE, fabricante de sabão em pedra marmorizado portuguêz. Lobarinhas ve três filhas, mas foram os seus respectivos genros que fizeram a empresa crescer a ponto de torná-la referência nacional de produto, com marcas como UFE e Rio.
          Depois da morte dos homens de negócio da família, por volta de 1993, o comando da UFE foi entregue a executivos do mercado financeiro, que dotaram estratégias equivocadas. O faturamento anual em 2008 de R$ 100 milhões da companhia equivalia a um quinto da sua receita no passado.
          Desde 2005, porém, o mais novo dos netos de Lobarinhas - João Lobarinhas Carneiro, então com 67 anos - voltou ao comando para preparar a venda da UFE.
          No início de dezembro de 2008, é efetuada a venda para a Rosatex, de Guarulhos (SP), fundada em 1973, pertencente ao grupo Gtex. A Rosatex tinha faturamento semelhante ao da UFE, por volta de R$ 100 milhões. A Rosatex é dona das marcas Urca e Amazon. A UFE tinha uma planta que desativada havia dois anos e seria feito investimento para o lançamento de uma nova marca de sabonetes, a Double Hydrate.
          A aquisição envolve também a maranhense Oleama, que produz óleo de babaçu, matéria-prima para a indústria de sabão em pó. Entre os clientes da Oleama, estavam algumas das maiores empresas do setor de limpeza: Unilever, Procter & Gamble e Química Amparo.
          No momento da efetivação do negócio (dezembro de 2008), a Rosatex tinha 500 funcionários, fábricas em Guarulhos, Cuiabá e Recife, e suas marcas eram Urca, Amazon H20 e Summer. Seus principais produtos eram sabão em pó e lã de aço., com faturamento de R$ 100 milhões. A UFE tinha 700 funcionários, fábricas no Rio de Janeiro e em São Luís. Sabão em pedra era seu carro chefe, com as marcas UFE, Rio, Cristal, Ruth, Polar, Real e União. Seu faturamento era equivalente ao da Rosatex, R$ 100 milhões.
(Fonte: Valor - 02.12.2008)

Opportunity (gestora, ex-Banco Opportunity)

          A gestora Opportunity foi fundada em 1994 como banco pelo empresário baiano Daniel Dantas, sua irmã Verônica e Dorio Ferman.
          O Opportunity conta com mais de 230 veículos de investimentos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de acordo com levantamento feito pelo InvestNews.
          A presença do Opportunity em grandes negócios vem de longa data. Nos anos 1990, pouco após sua criação, a casa fundada pelos irmãos Dantas e por Ferman esteve em três leilões emblemáticos das privatizações que marcaram o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
          Em maio de 1997, integrou o Consórcio Brasil, que arrematou o controle da então Vale do Rio Doce (hoje Vale), ao lado de CSN, do fundo de pensão Previ e do americano Nations Bank.
          Em setembro do mesmo ano (1997), liderou outro consórcio na compra do Tecon, no porto de Santos, por US$ 250 milhões. Os parceiros eram a Multiterminais, da família Klien, tradicional operadora carioca de logística portuária, e os fundos de pensão Previ, Sistel e Funcef. O ativo deu origem à Santos Brasil.
          Já em 1998, esteve presente no leilão da Telebrás, em que o consórcio comandado pelo Opportunity arrematou a operadora Tele Centro Sul, depois renomeada Brasil Telecom, por cerca de R$ 2 bilhões. A casa detinha apenas 3,3% do capital, mas controlava a gestão graças a um acordo de acionistas.
          Os anos 2000 foram um momento da ascensão mas também de controvérsias. O Opportunity iniciou a década em disputa com a sócia Telecom Italia. Os italianos entraram no capital da Brasil Telecom ainda em 1999 e brigaram com Dantas pelo controle da operadora em tribunais de São Paulo, Nova York e Milão, em meio a acusações cruzadas de espionagem.
          A tele italiana foi forçada a sair em 2005, o que abriu caminho para a fusão da Brasil Telecom com a Telemar, três anos depois, no acordo que criou a supertele Oi, uma das chamadas “campeãs nacionais” que marcaram os primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência (2003-2010).
          Em abril de 2008, o Opportunity tinha saído da Brasil Telecom com cerca de US$ 1 bilhão, no acordo que criou a Oi. Naquele momento, a casa administrava perto de R$ 18 bilhões em ativos, e Dantas era um dos nomes mais notórios do mercado financeiro.
          A ascensão foi interrompida em julho de 2008, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Satiagraha. Daniel Dantas foi preso duas vezes em três dias, solto em ambas por habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
          Nos meses seguintes, mais de R$ 4,5 bilhões em ativos do Opportunity foram congelados em contas no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, e mais de duas dezenas de fazendas da AgroSB, empresa agrícola da gestora, foram sequestradas pela Justiça. A submersão do Opportunity e de Dantas começou a partir desse momento.
          Quase três anos depois, em junho de 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a Operação Satiagraha integralmente, apontando que as interceptações telefônicas haviam sido feitas de maneira irregular. Em junho de 2015, o STF ratificou a decisão.
          Em fevereiro de 2016, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região arquivou a última ação penal e absolveu Daniel Dantas dos crimes que lhe eram imputados. Em julho daquele ano, a Justiça desbloqueou os R$ 4,5 bilhões. Nenhuma condenação contra ele transitou em julgado.
          Desde janeiro de 2015, o Opportunity passou a atuar como um gestora pura, após pedir para o Banco Central cancelar sua licença bancária. Naquele ano Daniel Dantas concedeu sua última entrevista conhecida, no Festival Piauí GloboNews de Jornalismo. Falou sobre o acordo de abril de 2008 que criou a Oi, no qual aceitou entregar o controle da Brasil Telecom.
          Para ele, a saída do comando da operadora encerraria as ações políticas e judiciais que sofria. Disse à plateia que entendia o acordo como a compra da própria paz, mas que, dois meses depois, foi preso na Satiagraha. Desde então, o ex-banqueiro, que hoje mora em Londres e completa 72 anos em 2026, não voltou a dar entrevistas.
          Na nova fase do Opportunity, a gestora passou a concentrar investimentos em empresas de serviços públicos, as chamadas utilities, além de educação básica. Três investimentos resumem o momento atual: Equatorial, PetroReconcavo e Grupo Salta.
          A Equatorial é a mais antiga das três. A elétrica foi criada em 1999 pela americana PPL Global para participar do leilão de privatização da Cemar, distribuidora maranhense em situação crítica, que arrematou no ano seguinte.
          Em 2004, foi reestruturada pela GP Investimentos e desde então se especializou em assumir distribuidoras estaduais com problemas operacionais, como Celpa (Pará), Cepisa (Piauí), Ceal (Alagoas) e Celg-D (Goiás). Mais recentemente, desde 2024, passou a investir em saneamento básico e conquistou o posto de acionista de referência de Sabesp e Copasa.
          Após a reestruturação, o Opportunity passou a investir na companhia, em que detém posição há mais de uma década, comprando ações periodicamente. Em entrevista à Exame em 2022, Dorio Ferman, um dos sócios fundadores, descreveu a Equatorial como um “exemplo de boa governança”.
          Em janeiro de 2025, a casa consolidou posição de 10,12% e se tornou a maior fatia individual da corporation, que tem ainda entre seus acionistas a gestora carioca Squadra, a americana BlackRock e um dos fundos soberanos de Singapura, o GIC.
          É na PetroReconcavo, porém, que a Opportunity tem mais protagonismo. Dona de 27,64% da petroleira independente criada em 1997 no Recôncavo Baiano, a casa está na empresa desde o início e divide a estrutura societária com a americana PetroSantander e o Grupo Perbras, da família fundadora Cintra Santos.
          O movimento mais recente foi em educação. Em novembro de 2025, a Opportunity comprou junto com a Gera Capital uma fatia de 26% que a americana Warburg Pincus detinha no Grupo Salta, maior conglomerado privado de educação básica do país, do qual já era investidora indireta, por meio de outros fundos. A transação avaliou a empresa em R$ 5,8 bilhões.
          Além das três posições principais, a Opportunity mantém 10,22% da Alupar, de transmissão de energia, e 3,93% da Energisa, distribuidora de energia que atua em 12 estados e atende cerca de 21 milhões de clientes, com forte presença no Centro-Oeste e no Norte do país.
          Ainda hoje a Opportunity segue com o trio Daniel Dantas, Verônica Dantas e Dorio Ferman à frente das principais decisões. Verônica responde pela área de gestão de fundos e ativos dos clientes, enquanto Ferman cuida dos investimentos do patrimônio próprio da casa, ao lado de Dantas.
          João Manoel Pinho de Mello, ex-diretor do Banco Central e um dos arquitetos do Pix, voltou ao Opportunity em 2023 e é um dos principais sócios da gestora, que tem hoje mais de R$ 117 bilhões em patrimônio, mais de seis vezes o que administrava na época da Satiagraha.
          Tiago Noel, o chefe do private equity da gestora, é hoje o principal representante do Opportunity em suas investidas. O executivo ocupa cadeira no conselho de administração da Equatorial e, desde março de 2026, preside o conselho da PetroReconcavo. Foi conselheiro da Sabesp até o início deste ano.
A casa mantém até hoje uma das maiores carteiras de equity do país, com posições em nomes como Energisa, na distribuição de energia, e Alupar, na transmissão. Está também envolvida no processo de recuperação judicial da Ambipar, da qual tornou-se uma das acionistas em 2023.
          Além do envolvimento em grandes investimentos, a gestora dos Dantas também realiza movimentos de saída.
          Em setembro de 2024, vendeu a fatia de 48% que tinha na Santos Brasil, da qual era acionista desde 1997: a dona do Tecon Santos, principal terminal de contêineres do país, foi vendida à francesa CMA CGM por R$ 6,3 bilhões, em uma das maiores transações do setor portuário dos últimos anos.
          A ascensão da Equatorial tem a digital do Opportunity, dono da maior fatia individual. – possui 10% da empresa, que opera como corporation, ou seja, sem um controlador definido. É hoje sua aposta de maior visibilidade pública, em uma fase low profile do Opportunity. Longe dos holofotes há mais de uma década, a gestora segue presente em algumas das maiores operações do mercado brasileiro.
(Fonte: InvestNews - 18.06.2026)

17 de jun. de 2026

SpaceX

          A SpaceX, fabricante de foguetes reutilizáveis, fornecedora de internet via satélite e 
desenvolvedora de inteligência artificial foi criada pelo bilionário Elon Musk.
          A fabricante de foguetes subverteu a lógica do setor espacial, historicamente dominado por programas de agências governamentais, como a americana Nasa. Criada em 2002, a SpaceX assinou o primeiro contrato com a Nasa em meados de 2006. Na época, a empresa recebeu financiamento para desenvolver aeronaves capazes de transportar cargas e tripulação à Estação Espacial Internacional (ISS). Hoje, a agência espacial depende da infraestrutura fornecida pela SpaceX para levar astronautas ao 
espaço.
          A SpaceX, de Elon Musk, pagará US$17 bilhões (R$92,07bil) para comprar licenças sem fio da operadora em dificuldades Echo Star Spectrum para fortalecer sua rede Starlink, abrindo caminho para a expansão de seus serviços nos EUA. A vendao corre após questionamento dos reguladores americanos sobre se o grupo estava cumprindo a obrigação de construir uma rede de telefonia móvel baseada em satélite 5G depois deter gasto bilhões de dólares na aquisição de licenças. O acordo prevê que a SpaceX pagará US$ 8,5 bilhões em dinheiro e os US$ 8,5bilhões restantes em suas próprias ações. A aquisição é vista como essencial para os esforços da SpaceX de expandir seu serviço de satélite Starlink, impulsionando sua cobertura de rede5G direta para celular através do acesso às chamadas licenças 
AWS-4 e H-block. Em agosto (2025), a EchoStar a vendeu licenças para a AT&T por US 23 bilhões.
          Em 2026, a companhia foi responsável por 73% dos lançamentos realizados pelos EUA. Nas últimas quatro décadas, mais da metade dos lançamentos orbitais americanos foi feita pela companhia, de acordo com dados da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). O projeto Artemis da Nasa, de retorno à Lua, por exemplo, tem a SpaceX como principal contratada. “No espaço, o Estado americano deixou de ser operador e virou cliente”, aponta Zanolla.. O governo dos EUA não é o único que observa de perto o crescimento da SpaceX. De acordo com Marcelo Cabral, estrategista-chefe e sócio-fundador da Stratton Capital, ex-CEO do Bradesco Europa e Nova York, a companhia é vista como sensível para a indústria de defesa em função do possível lançamento de satélites espiões e operação de sistemas de localização para agências de inteligência americanas. “A companhia baixou muito o custo dos lançamentos de satélites em órbita, pela eficiência e possibilidade de os foguetes voltarem.”
          A internet via satélite da SpaceX, a Starlink, também já demonstrou o impacto em guerras. De acordo com a agência de notícias Reuters, Musk teria “mandado” desligar o sinal de internet via satélite em uma região da Ucrânia durante uma operação contra a Rússia, frustrando a ofensiva militar.
          Elon Musk realizou a maior fusão da história. Duas empresas que ele controla, SpaceX e xAI, se uniram em uma transação totalmente em ações, criando uma gigante avaliada em US$ 1,25 trilhão. O acordo dá à xAI uma sobrevida financeira e permite que Musk construa data centers no espaço. A 
empresa resultante da fusão estaria considerando um IPO em junho de 2026.
          Em 11 de junho de 2026, a SpaceX levantou US$ 75 bilhões na maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história.
          A SpaceX encerrou seu primeiro dia de negociação na Bolsa dos Estados Unidos, em 12 de junho de 2026 com alta de quase 20% em relação ao preço inicial, subindo de US$ 135 para US$ 161,11. Isso 
elevou o valor de mercado da empresa para US$ 2,1 trilhões.
          A IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) da SpaceX alcança um novo patamar na história da Nasdaq com a maior abertura de capital de todos os tempos. Estamos falando de uma avaliação de US$ 2,1 trilhões, com as ações sendo negociadas no primeiro dia na Bolsa a US$ 161.
          A SpaceX pretende aproveitar seu poderio financeiro para desenvolver satélites com inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o movimento deve impulsionar o capital político de uma companhia já conhecida pela capacidade de influenciar governos. “Empresas como a SpaceX e a Tesla, ambas de Elon Musk, movimentam uma quantidade de dinheiro tão grande que podem condicionar o mercado e eleger presidentes”, analisa André Sacconato, professor da Fundação Instituto de Pesquisas 
Econômicas (Fipe).
(Fonte: NY Times/ Reuters 07.02.2026 / Estadão - 12.06.2026 / 13.06.2026 - partes)

Copasa

          A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) encerrou seu processo de privatização movimentando nas duas fases de sua oferta secundária de ações (“follow on”) um montante de R$ 8,4 bilhões, que deve chegar aos cofres do governo do Estado, único vendedor das ações. Esta foi a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil feita em Bolsa, atrás apenas da venda da Sabesp,
em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões.
          A Equatorial Energia, que já é o maior acionista da Sabesp, passou a ser também o maior
acionista individual da Copasa, após arrematar 30% da oferta por R$ 5,6 bilhões em uma fase anterior na qual participou sem concorrentes. O governo mineiro tinha 50% da Copasa e, agora, passa a deter
5%; mas terá o poder de veto (“golden share”) em decisões.
          A privatização da Copasa era uma bandeira do governo Romeu Zema, mas só começou a ganhar força em setembro de 2025, quando começaram os trâmites no Legislativo mineiro. Desde então, a
empresa dobrou seu valor de mercado, chegando atualmente (junho de 2026) a R$ 21 bilhões. O valor arrecadado com a desestatização será usado para amortizar dívida bilionária que o Estado tem com o governo federal.
          A ação foi vendida a R$ 49,03, mesmo preço que a Equatorial Energia desembolsou pela fatia
na primeira fase do processo, e somente o lote-base, de 56,4 milhões de ações, foi vendido, movimentando R$ 2,8 bilhões.
          Houve uma demanda de mais de R$ 70 bilhões em ordens para a fatia de R$ 1,9 bilhão que foi
colocada à disposição de investidores institucionais. O lote extra de ações, que poderia aumentar a operação em quase R$ 1 bilhão, não foi vendido.
(Fonte: Estadão - 13.06.2026)

16 de jun. de 2026

Gestamp

          A Gestamp, fabricante espanhola de componentes automotivos, produz carrocerias e peças metálicas para chassis. No Brasil, estabeleceu operações em 1997, ano que marcou o início do processo de descentralização da indústria automotiva no país.
          Os fabricantes de grandes componentes, como os produzidos pela Gestamp, geralmente precisam se localizar próximos às linhas de montagem de veículos.
          No Brasil, seguiu a mesma estratégia de se localizar próximo às montadoras. Suas fábricas estão localizadas em São José dos Pinhais (Paraná), Gravataí (Rio Grande do Sul) e Betim (Minas Gerais), todos grandes pólos automotivos, bem como em Taubaté, Sorocaba, Santa Isabel e agora Piracicaba, no estado de São Paulo, que Riberas descreveu como “um importante pólo”. A cidade de São Paulo também abriga um dos 13 centros de pesquisa e desenvolvimento da Gestamp no mundo.
          O avanço da eletrificação e da conectividade está transformando o automóvel de diversas maneiras. Mas um carro sempre será um conjunto de peças que, juntas, devem proporcionar uma estrutura forte e segura. A nova dinâmica está forçando os fornecedores a desenvolverem componentes cada vez mais leves. Nesse contexto, a Gestamp inaugura em16 de junho de 2026 em Piracicaba, São Paulo, sua sétima fábrica no Brasil.
          Com investimento de R$ 200 milhões, as novas instalações somam 16,5 mil metros quadrados aos 300 mil metros quadrados de área construída que a multinacional vem desenvolvendo gradativamente desde que se estabeleceu no Brasil em 1997.
          A fábrica de Piracicaba funcionará com processos modernos e linha de produção de hot stamping, especialidade da Gestamp que permite redução de peso em componentes. “Precisamos reduzir o peso dos veículos para aumentar a autonomia e ao mesmo tempo proteger as baterias”, disse o CEO da Gestamp, Francisco Riberas. “O veículo do futuro combinará três atributos essenciais: leveza, segurança e sustentabilidade.”
          Segundo o executivo, “os veículos elétricos vieram para ficar e se tornarão a opção dominante no futuro, tanto no Brasil quanto no mundo”. Mas até que isso aconteça, acrescentou Riberas, “é essencial que a regulação avance no mesmo ritmo que a realidade industrial”.
          Na sua opinião, o ritmo da eletrificação dos veículos depende de diferenças regulamentares, incentivos industriais e subsídios de compra, bem como da infraestrutura de carregamento de baterias. A transição continua rápida na China, que aumentou a sua quota na produção global e “tornou o planeamento mais complexo tanto para os fabricantes de automóveis como para os fornecedores”.
          No Brasil, Riberas disse que após um período durante o qual o governo isentou os veículos híbridos e elétricos de direitos de importação para apoiar a descarbonização, “espera-se uma localização gradual da produção por parte das empresas chinesas”.
          “Já foram estabelecidas estruturas, incluindo requisitos de conteúdo local para autopeças, para que, a partir de 2027, a produção ocorra dentro do Brasil”, disse o executivo. Acompanhando de perto os planos das montadoras chinesas no país, Riberas disse que a tendência de localizar a produção dessas marcas “poderia criar oportunidades em toda a cadeia de abastecimento”.
          A demanda por automóveis no Brasil contrasta com a volatilidade e o declínio da produção observados na Europa, no Japão e nos Estados Unidos, disse Riberas. Ele expressou otimismo com as projeções dos consultores que indicam que até 2030 o Brasil, atualmente o oitavo maior produtor mundial de veículos, atingirá a produção anual de 3,2 milhões de veículos leves, 30% acima do nível de 2025.
          Para acompanhar essas projeções otimistas, a nova fábrica de Piracicaba foi projetada com espaço para expansão para até 40 mil metros quadrados e para crescimento do número de funcionários dos atuais 50 funcionários para 150, com potencial para chegar a 500. “As oportunidades aqui são significativas e estamos bem posicionados para aproveitá-las”, disse ele.
          A receita da operação brasileira acompanhou a expansão industrial da empresa. Nos últimos cinco anos, as receitas do país aumentaram 80%, atingindo 677 milhões de euros em 2025.
          Com receitas anuais globais de 11,34 bilhões de euros e uma força de trabalho de 42.400 funcionários, a empresa espanhola opera 115 fábricas em todo o mundo.
(Fonte: Valor - 16.06.2026)

15 de jun. de 2026

Livraria El Ateneo

          O Teatro Grand Splendid foi construído em 1919. O clima da Primeira Guerra (1914-1918) ainda estava no ar, por isso a cúpula do prédio, pintada pelo italiano Nazareno Orlandi, tem tema pacifista.
          Em 1926, o local virou cinema, mas, com a concorrência de outros cinemas no final dos anos 1990, foi vendido para a cadeia de livrarias Yenni e transformado na mais bela livraria da América Latina, segundo o jornal inglês The |Guardian.
          A livraria El Ateneo fica na Avenida Santa Fé, 1960, Buenos Aires, Argentina.
(Fonte: revista Aventuras na História - setembro 2015)

Pop Mart / Candide

          A fabricante de brinquedos chinesa Pop Mart começa em 2026 a venda oficial dos monstrinhos Labubus no Brasil. E já chegou com o pé na porta: entrou na Justiça contra a varejista Allmini, também chinesa, que oferece versões falsificadas dos monstrinhos em suas 25 lojas por aqui. Agora, a Allmini vai precisar pagar US$ 1,5 milhão em danos morais – e tirar as pelúcias piratas das gôndolas.
          Os bonecos Labubu serão vendidos oficialmente no Brasil. A Candide confirmou em 26 de maio de 2026 uma parceria com a Pop Mart, dona dos personagens, para trazer os produtos ao mercado brasileiro.
          As vendas começam já em junho, com previsão para o dia 5, informou a Candide ao g1. Segundo a empresa, a operação da Pop Mart no Brasil contará com 30 produtos diferentes, com preços entre R$ 299,99 e R$ 799,99.
          Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung.
          Eles viraram febre nos últimos meses, primeiro entre as celebriddes. Rihanna, Maya Massafera, Virginia Fonseca e Marina Ruy Barbosa já apareceram com os bonecos pendurados em bolsas.
          Os originais são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu depois de abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção.
          Após a parceria com a Pop Mart, os personagens ajudaram a fabricante chinesa a faturar mais de US$ 2,3 bilhões, segundo a Forbes.
          Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país.
          Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março em São Paulo por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.
          "Chegou a hora de oferecer essa experiência de forma oficial, com acesso amplo e a qualidade que a marca representa", disse Moise Candi, CEO da Candide.
(Fonte: G1 26.05.2026 / InvestNews - 26.05.2026 - partes