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15 de out. de 2026

Mundial S.A.

          A Mundial S.A. é uma fabricante gaúcha de válvulas, talheres, alicates e produtos de beleza. É resultado das iniciativas de Paul Zivi e Abramo Eberle, dois notáveis pioneiros responsáveis por iniciar empreendimentos que se confundem com a história do desenvolvimento industrial do Rio Grande do Sul e do Brasil. Abramo Eberle foi o fundador da Eberle, em 1896, na cidade de Caxias do Sul/RS.
          Já Paul Zivi deu início à Zivi-Hercules SA, em 1931, na cidade de Porto Alegre/RS. O desenvolvimento da Eberle se mistura à história de Caxias do Sul, já a Zivi-Hercules tornou-se um marco no estabelecimento da tradição cuteleira no Brasil.
          Em 1985, a Zivi-Hercules adquiriu a Eberle, criando o Grupo Zivi-Hercules-Eberle. No final de 2003, diante da incorporação da Zivi pela Eberle, a denominação do grupo passou a ser Mundial SA Produtos de Consumo. Desde então, muitas mudanças foram implementadas, novas marcas surgiram, e novos produtos foram lançados.
          A Mundial viu suas ações subirem 3.300% entre 6 de abril e 19 de julho de 2011, para depois caírem 86% entre 20 e 22 de julho (só no último dia, a queda foi de 76%). A alta foi impulsionada por uma combinação de uma bela narrativa com movimento orquestrado de investidores comprando as ações e o nome “Bolha do Alicate” foi dado por causa do principal produto da empresa.
          Na prática: um investidor que comprou R$ 1.000 em ações da MNDL3 no começo de abril viu seu capital virar R$ 34.000 no ápice da euforia e depois cair até R$ 4.500. Olhando assim, pareceu um bom negócio esse lucro de R$ 3.500, certo? O problema é que o grosso dos investidores entrou na ação na segunda metade de junho, quando os preços já estavam muito inflados. Ou seja: a maioria entrou pra pagar a conta dos poucos que chegaram antes na festa.
          No fatídico dia 22 de julho de 2011 (dia que a ação caiu 76%) o desespero era de quem estava comprado e não conseguia vender os papéis. Por causa da enxurrada de vendedores querendo se livrar de MNDL3, a bolsa congelou os negócios com o papel e eles só foram negociados em “três instantes” diferentes do dia – um durante a manhã, outro de tarde e outro no fechamento. A ação não conseguiu ficar 1 minuto inteiro sendo negociada naquele dia, era “abriu, despencou, congelou”. Mesmo quem queria vender ou tinha um “stop loss” na operação não conseguiu evitar o pior.
          Pior que isso, só as histórias que ouve-se na redação do InfoMoney (Thiago Salomão era repórter de lá na época), de investidores que estavam “termados” no papel (termado: usar o mercado a termo para ficar “alavancado” em uma ação). Por causa da alavancagem, esses aí perderam muito mais do que tinham. É pior do que “game over”, pois agora esse cara ficou devendo para a corretora e teve que entregar o que tinha e o que não tinha para quitar suas dívidas.
          Já se ouviu de mais de um investidor que “uma tese de investimento nada mais é do que uma história bem contada”. E a Mundial conseguiu, através de um esforço de “marketing” da própria empresa e de assessores de investimentos, criar uma bela narrativa: promessas de melhorias operacionais, parcerias com investidores internacionais, migração para o Novo Mercado fizeram parte deste roteiro, que foi apresentado em várias palestras para investidores em corretoras (se já existisse Zoom ou Instagram naquela época, talvez essa bolha não tivesse demorado 3 meses pra nascer).
          Mas essa linda história não seria nada se não tivesse um público aplaudindo e pedindo bis: é aí que entra a parte braçal do negócio: segundo a CVM, as investigações pós-estouro da bolha revelaram um conjunto de operações com características de manipulação do mercado e negociação com uso de informação privilegiada realizadas por um grupo de investidores.
          Isso é o que no mercado é chamado de “Zé com Zé”, quando dois (ou mais) investidores se unem para fazerem vários negócios com uma ação de forma a inflar o preço dela. Mas fazer isso dar certo é quase como fazer um carro “pegar no tranco”: se o carro não ligar, você vai ficar empurrando até não ter mais fôlego. No mercado, o “fôlego” seria o dinheiro dos Zés e o carro ligar seriam outros investidores comprarem a tese.
          Na Mundial, o tranco funcionou muito bem. O frenesi em torno da fabricante de alicates (eu gosto de enfatizar isso para lembrar que não estamos falando de alguma empresa disruptiva, mas de uma… fabricante de alicates) era tão grande que a MNDL3 iria tornar-se elegível para entrar no Ibovespa devido ao volume financeiro expressivo em bolsa. Com isso, todos os fundos de investimentos cujo mandato é acompanhar o Ibovespa iam ter que comprar MNDL3, gerando uma demanda extra no papel. Foi aí que finalmente acendeu o alerta da B3 (na época, BM&FBovespa).
          Com a Bolsa vetando a entrada da Mundial no Ibovespa, o mercado parece que caiu na real de que uma fabricante de alicates não poderia aumentar em 34 vezes seu valor de mercado em tão pouco tempo. Como toda bolha, o estouro dela foi muito mais rápido do que a velocidade de alguém explicar o que estava acontecendo.
          No final de 2012, mais de um ano depois do estouro da bolha, o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul apresentou denúncia contra 10 pessoas por três crimes: formação de quadrilha, manipulação de mercado e insider trading. Entre os 10 acusados, estavam assessores de investimentos e o presidente da Mundial.
          Todos foram absolvidos pelo crime de formação de quadrilha. Sobre os outros crimes, a última decisão proferida veio do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) em dezembro de 2019, absolvendo dois envolvidos pelos crimes de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada.
          Após tudo isso, a Mundial não conseguiu autorização para entrar no tão sonhado Novo Mercado. Ela passou para a categoria “Walking Dead” da bolsa. O valor de mercado da empresa, em 14 de outubro de 2026 era de R$ 168,6 milhões.
          Hoje, com mais de 130 anos de experiência, a Mundial SA é, segundo seu site, uma empresa socialmente responsável, apaixonada pelo desenvolvimento de pessoas e processos, que busca sempre inovar e multiplicar soluções.
          Suas principais marcas são Impala (esmaltes), Mundial Personal Care, Mundial Hercules (produtos para cozinha), Mundial Crafts (tesouras), Eberle e Syllent (motobombas).
(Fonte: site da empresa / InfoMonmey (Thiago Salomão - 16.02.2021 - partes)

14 de out. de 2026

Ambipar - e Banco Master

Como a Ambipar foi usada para inflar os balanços do Banco Master

Valor - International Edition -  14.10.2026

Por Talita Moreira, Fernanda Guimarães e Mateus Coutinho — São Paulo e Brasília

(Liane Thedim contribuiu com a reportagem a partir do Rio de Janeiro.) 


Como a Ambipar foi usada para inflar os balanços do Banco Master

Mensagens revelam tentativa de realizar lucros com ações antes que crises atingissem a empresa de gestão de resíduos e o banco de Daniel Vorcaro.

          A empresa de gestão de resíduos mantinha um complexo sistema de participações cruzadas 
envolvendo o Banco Master e Nelson Tanure
          “Daniel. O pessoal está esperando você assinar. Temos que fechar isso hoje com o Tércio. Ele vai pedir recuperação judicial.”
          Essa mensagem foi enviada a Daniel Vorcaro por Maurício Quadrado, ex-sócio e parceiro de negócios. A data era 20 de outubro de 2025, segundo registros do celular do então dono do Banco Master obtidos pelo jornal Valor. O colapso do Master era iminente, e os dois vinham conversando incessantemente sobre como obter liquidez enquanto tentavam salvar os ativos que fosse possível.
          Quadrado parecia saber do que estava falando. Naquele mesmo dia, a Ambipar, empresa de gestão ambiental controlada por Tércio Borlenghi Jr., estava prestes a entrar com pedido de recuperação judicial — um desfecho já esperado após a obtenção de uma liminar na Justiça do Rio de Janeiro no final de setembro (2025). Quadrado e o empresário atuavam em conjunto e mantinham contato frequente nas semanas anteriores.
          Na época, ambos tentavam obter ganhos com uma operação envolvendo ações da Ambipar, estruturada mais de um ano antes, em 2024, por meio de fundos ligados à estrutura do Banco Master. As negociações envolveram Vorcaro, Quadrado e Tércio, e mais tarde também incluíram o empresário e investidor Nelson Tanure, que detinha participações na Emae, adquiridas em uma privatização conduzida pelo governo do estado de São Paulo em abril de 2024.
          No auge da disparada das ações da Ambipar, o lucro potencial da operação ultrapassava R$ 1 bilhão, segundo cálculos de Quadrado. O negócio foi fundamental para impulsionar o patrimônio líquido do Master, que saltou de R$ 2,4 bilhões em dezembro de 2023 para R$ 4,7 bilhões ao final do ano seguinte, 2024. Transformar esses ganhos teóricos em dinheiro vivo, no entanto, mostrou-se muito mais difícil. As ações tinham baixa liquidez, e parte delas foi incorporada a estruturas que envolviam dívidas, garantias e investimentos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos por instituições do conglomerado financeiro do Master.
          Para piorar a situação, as ações já haviam despencado depois que a Ambipar solicitou uma liminar a um tribunal do Rio de Janeiro, em 24 de setembro de 2025, como passo preliminar para um pedido de recuperação judicial. Os papéis caíram mais de 24% apenas naquele dia e continuaram em queda nos dias seguintes. Quando a empresa formalizou o pedido de recuperação judicial, as ações valiam uma fração de seu valor anterior, fechando a R$ 0,41 em 21 de outubro (2025), data em que a notícia se tornou pública.
          Mensagens extraídas pela Polícia Federal e obtidas pelo jornal Valor descrevem as tentativas de realizar o lucro e, posteriormente, a corrida para reestruturar as posições à medida que o Master e a Ambipar afundavam em suas respectivas crises.
          Em 31 de julho de 2024, enquanto as compras de ações ainda estavam em andamento, Quadrado estimou que os ganhos com a Ambipar já haviam atingido R$ 500 milhões. "Podemos ficar com o ganho para nós. Só precisamos falar com ele, mas o risco fica conosco", escreveu ele a Vorcaro. "Vamos em frente e dividir o ganho entre nós?" Menos de um mês depois, a valorização das ações havia aumentado substancialmente o lucro potencial. Em 21 de agosto (2024), Quadrado apresentou a Vorcaro uma proposta de divisão que, segundo ele, havia sido acordada com Tércio. “Garantimos o ganho de 1 bilhão [de reais]. 550 para ele. 285 para você. 165 para mim”, escreveu.
          Na mesma conversa, ele explicou como pretendia começar a desfazer a posição. A estrutura previa um empréstimo de R$ 650 milhões e a compra do fundo Esna por Tanure. Parte dos recursos corresponderia ao valor das ações, enquanto R$ 285 milhões seriam o ganho destinado a Vorcaro.
          O banqueiro não ficou satisfeito com os números. Ele afirmou que as ações valiam R$ 1,5 bilhão e, mais tarde, estimou o valor total da posição em R$ 2 bilhões. “É muito estranho e ruim para nós vender a posição com um ganho de 285. Prefiro correr o risco”, disse ele.
          Quadrado contestou. Ele ressaltou que a ação tinha baixa liquidez e recalculou os números. Segundo seus cálculos, o preço médio de compra era de R$ 35,44 e, com as ações cotadas a R$ 78, o ganho chegava a R$ 1,125 bilhão. “Ele está me pressionando”, escreveu, referindo-se a Tércio. “Você sugeriu pedir 50% do ganho, e ele concordou. 45% estava ótimo. Não posso voltar atrás e dizer algo diferente.”
          A dificuldade de converter ganhos com a valorização das ações em dinheiro continuou a moldar as negociações. Em setembro de 2024, as ações da Ambipar já estavam sendo consideradas como uma forma de captar recursos na XP e quitar outras obrigações financeiras.
          “Temos uma situação séria em relação aos ‘250’ do Nelson”, escreveu Vorcaro a Quadrado em 3 de setembro (2024), referindo-se a Tanure. “Mais uma vez, fiz o impossível para cumprir o prazo dele com o Santander e fiquei na mão.”
          Quadrado respondeu que o entendimento era utilizar as ações da Ambipar para captar recursos na XP. “Achamos melhor fazer esse negócio com a Ambipar. Entendi que você havia concordado”, disse ele.
          As compras de ações acabaram atraindo a atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A área técnica do órgão regulador encontrou indícios de atuação coordenada entre Tércio e os fundos Esna, Texas e Kyra na aquisição de ações da Ambipar em 2024. O caso resultou em uma determinação de realização de oferta pública de aquisição (OPA) obrigatória devido ao aumento da participação acionária. Em 2025, no entanto, o colegiado da CVM reverteu essa exigência após um desempate pelo voto de qualidade, concluindo que não havia provas suficientes para classificar a atuação dos fundos como concertada com a do acionista controlador.
          Em novembro de 2024, Vorcaro já reclamava do escrutínio do Banco Central sobre o negócio. “Não podemos mexer nessa operação da Ambipar pela Let’s [Letsbank, uma das holdings do conglomerado Master]. Meu ganho ficou lá, e vou devolver a diferença ao Tércio”, escreveu Quadrado em 11 de novembro (2024). “Pois é, o Banco Central está criando muitos problemas com esse negócio da Ambipar”, respondeu Vorcaro.
          Naquela noite, (11 de novembro de 2024) Quadrado retomou o assunto. “O Tércio está perguntando se você conseguiu marcar uma reunião com o NT”, escreveu ele, usando as iniciais de Tanure.
          As conversas mostram que a Ambipar e a Emae haviam se tornado parte do mesmo quebra-cabeça financeiro. Dias antes, em 5 de novembro (2024), Quadrado havia proposto que Vorcaro comprasse uma dívida junto à XP, liberasse Tércio de sua fiança e desonerasse as ações da Ambipar dadas em garantia para o financiamento usado na aquisição da Emae. Em contrapartida, Vorcaro receberia uma participação na Emae e acesso ao caixa da empresa. "Boas ideias", respondeu Vorcaro.
          No dia seguinte (6 de novembro de 2024), Quadrado insistiu. "Tive a ideia de transferir a Ambipar para você para gerar 250 milhões de lucro. Precisamos conversar; ele vai viajar e estou preocupado que mude de ideia."
          Tanure havia vencido o leilão da Emae em abril (2024), com uma oferta de R$ 1 bilhão, e concluído a compra em outubro (2024) com a ajuda de Tércio. Os dois empresários deram ações da Ambipar, juntamente com ações da própria Emae, como garantia para financiamentos obtidos junto à XP e à Braslight, o fundo de pensão dos funcionários da Light.
          Como o jornal Valor já havia noticiado, houve fluxo de recursos entre Vorcaro, Quadrado, Borlenghi e Tanure por meio da operação de compra de ações — uma conexão que as mensagens deixam mais clara. Ao discutir o negócio em andamento no final de julho de 2024, Vorcaro disse a Quadrado que preferia manter as ações. "E combinamos um prazo para o investimento", acrescentou.
          O investimento a que ele provavelmente se referia envolvia CDBs ligados ao conglomerado do Banco Master, que a Ambipar teria recebido como parte do acordo. Mais tarde, quando a crise do banco se tornou evidente, os títulos foram trocados por créditos de precatórios.
          A compra de ações da Ambipar ocorreu paralelamente a transações envolvendo a Fênix, um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC). A cedente dos créditos era a Everest, empresa de propriedade do próprio Tércio. Na prática, a Everest era credora da Ambipar, e empresas integrantes do grupo Ambipar detinham participação na Everest. Paralelamente, a Everest emitiu R$ 700 milhões em debêntures, todas adquiridas pelo fundo Máxima, cujo investidor era o Master. A operação tornou-se alvo de investigação da Polícia Federal em meio a suspeitas de que a estrutura teria sido utilizada para desviar recursos do banco.
          À medida que a situação do Master se deteriorava, o cenário tornou-se ainda mais complexo em 2025. Em abril daquele ano, as ações da Ambipar surgiram como uma possível fonte de liquidez em uma conversa sobre a própria situação financeira do banco.
          Em 18 de abril (2025), Vorcaro falou em "gerar um resultado para aumentar o patrimônio líquido". Quadrado respondeu que havia forte demanda no fundo Texas — que detinha ações da Ambipar — e que um aporte de R$ 500 milhões em dinheiro poderia entrar na empresa. "Então, ótimo", respondeu Vorcaro. "Porque esse é o gargalo. O Banco Central. Se resolvermos isso, vai dar certo."
          Quadrado afirmou que a ideia era utilizar os recursos provenientes das ações para quitar metade de um CDB da Ambipar, mantendo cerca de R$ 250 milhões investidos. A empresa jamais reconheceu ter recursos aplicados no Master.
          Uma semana depois, em 25 de abril de 2025, os dois homens voltaram a discutir uma solução envolvendo Tanure, Tércio, Emae e XP. “Liguei para o Nelson e me encontrei com ele a sós. Vou ver se consigo resolver essa confusão”, escreveu Quadrado. “O problema é que, depois de tudo o que pagamos, o Nelson tem de assumir alguma coisa. Não faz sentido”, respondeu Vorcaro.
          Quadrado propôs então trocar o fundo Esna pela participação de Tércio na Emae e comprar cerca de R$ 250 milhões da dívida com a XP, convertendo esse valor em participação acionária na empresa de energia. “Com isso, podemos implementar o plano de ontem envolvendo o CDB e as ações da Ambipar”, escreveu ele. “Topo”, respondeu Vorcaro.
          A pressão aumentou nos meses seguintes. Em agosto de 2025, em meio à retomada das negociações sobre as ações da Ambipar, Quadrado enviou a Vorcaro uma planilha que, segundo ele, havia sido acordada pelas equipes de Vorcaro e de Tanure.
          O documento listava obrigações de R$ 4,18 bilhões de Tanure para Vorcaro e de R$ 3,76 bilhões no sentido inverso, resultando em um saldo líquido de R$ 426,4 milhões a favor de Vorcaro. A mensagem informava que os valores estavam refletidos em contratos, incluindo pagamentos em ações da Ligga e da Alliança, investimentos pertencentes a Tanure.
          Em 5 de agosto (2025), Vorcaro perguntou sobre Tércio e disse precisar de informações sobre as ações para avançar. Quadrado respondeu que havia solicitado ao empresário a transferência da custódia dos títulos. Na manhã seguinte, Vorcaro cobrou novamente: “Vamos tentar resolver a questão das ações hoje! O Tércio me mandou uma mensagem”.
          Em 7 de agosto (2025), as conversas chegaram a um impasse. O advogado de Tércio resistia à constituição de ônus sobre as ações. Quadrado falou com o empresário e retornou com uma resposta. “Falei com o Tércio. Ele tem muito receio de que essas ações sejam vendidas. Se não houver segurança, ele não vai avançar”, disse ele. “Então é melhor cancelar. Elas não serão vendidas, mas não há como fazer isso sem oferecê-las em garantia”, respondeu Vorcaro.
          O negócio não foi abandonado. Em 25 de agosto (2025), Vorcaro perguntou: “Vamos conseguir fechar o negócio das ações da Ambipar?” “Sim. Ele gostou”, respondeu Quadrado, acrescentando que cuidaria da custódia dos títulos. “Vamos agir rápido, então, para não perder o *timing*”, escreveu Vorcaro.
          Dois dias depois (27 de agosto de 2025), Vorcaro insistiu no assunto. “Qual é a situação da questão da Ambipar? Estou com o contrato.” Quadrado respondeu que havia se reunido com Tanure para discutir a dívida com a XP. “Uma das ideias do Tércio é usar os recursos da sua transação para quitar a dívida com a XP”, disse ele. Acrescentou que estava estruturando um fundo para receber US$ 100 milhões em ações.
          Em 9 de setembro (2025), as conversas indicavam que uma venda havia sido concretizada. “Vendi AMBIPAR e o valor entra como capital. Transfiro o DI [depósito interfinanceiro] para o Master. Correto?”, escreveu Quadrado. “Acho que sim, até vermos qual ativo enviar amanhã”, respondeu Vorcaro.
          Três dias depois (12 de setembro de 2025), Quadrado disse que havia usado parte dos recursos provenientes de precatórios para liquidar R$ 500 milhões em CDBs da Ambipar. “Com isso, a Texas fica livre”, escreveu ele. Acrescentou que ainda restava uma dívida de R$ 800 milhões a ser paga a ele.
          Em 24 de setembro (2025), a Ambipar recorreu à Justiça pedindo uma liminar para suspender ações de cobrança e evitar o vencimento antecipado de suas dívidas. O tribunal concedeu a proteção no dia seguinte.
          Mesmo assim, as discussões envolvendo Tércio continuaram. Em 26 de setembro (2025), Quadrado informou a Vorcaro que havia se reunido com o acionista controlador da empresa. “Reuni-me com o Tércio. Quando puder, explicarei a estratégia dele para você.”
          As negociações prosseguiram até 20 de outubro (2025), dia em que a Ambipar protocolou formalmente o pedido de recuperação judicial. Às 12h27, Quadrado e Vorcaro conversaram por telefone por pouco mais de um minuto. Às 14h31, Quadrado pressionou pela assinatura dos documentos.
          “Daniel. O pessoal está esperando você assinar. Precisamos fechar isso hoje com o Tércio. Ele vai entrar com o pedido de recuperação judicial.” No dia seguinte, porém, Vorcaro reclamou de um documento. “A carta da Ambipar não serve. Ou eles fazem direito, ou vamos desfazer a operação de ontem.”

Respostas ao jornal Valor que solicitou comentários:
          Quadrado respondeu que havia retido a operação até receber todos os documentos, incluindo uma carta da Plena. “Enviei essa cópia apenas para nos proteger caso o Tércio mude de ideia. Ela veio dos advogados dele.”
          Quadrado emitiu a seguinte declaração: “As mensagens referem-se a discussões preliminares sobre uma possível operação estruturada no mercado de capitais envolvendo a aquisição de participação societária, a negociação de créditos e a possível reorganização de garantias. As referências feitas na conversa devem ser entendidas no contexto das instituições e empresas envolvidas nas operações e não indicam, por si sós, benefícios financeiros pessoais para as pessoas envolvidas. A estrutura mencionada não foi implementada nos termos discutidos, e a operação descrita naquela mensagem não foi concluída.”
          Em um comunicado separado, Tanure afirmou que “não tem conhecimento das mensagens supostamente trocadas pelos indivíduos mencionados, uma vez que esse material não foi apresentado em nenhum processo no qual ele seja formalmente representado por seus advogados”. Ele ressaltou, no entanto, que “não participou de nenhuma ação coordenada envolvendo ações da Ambipar, nem se beneficiou de qualquer eventual valorização artificial desses títulos”.
          Ele disse que não havia sido solicitado a comentar o caso, “que também não tem relação com a aquisição da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) pelo Phoenix FIP. A transação foi realizada com recursos privados fornecidos pela XP, que auditou as garantias e financiou o negócio em conformidade com elevados padrões de mercado”. Tanure reiterou que sua relação com a Master e outras gestoras de ativos era de cliente. “Qualquer tentativa de retratar essa relação de outra forma é incorreta.”

13 de out. de 2026

Pix

 

11 de out. de 2026

Harald

   

Harald — página inicial

       

          Em 1891 a empresa Neugebauer Irmãos & Gerhardt foi fundada em Porto Alegre, para a produção de doces e biscoitos, com vendas diretas no balcão da própria fábrica, por meio de ambulantes e pelo atacado.
          Em 1903, a Neugebauer Irmãos & Gerhardt adquiriu equipamentos até então inéditos no Brasil, 
permitindo que tivesse a primeira fábrica de chocolates do país.
          Novas alianças permitiram, em 1932, a ampliação industrial e alteração da razão social para Ernesto Neugebauer & Cia, ampliando os horizontes da indústria que desencadeariam futuramente na fundação da Harald.
          A fundação da Harald Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. ocorreu, porém, somente em 1982, Foi fundada por Ernesto Harald Neugebauer, com foco em iniciar a fabricação de coberturas fracionadas no país. Este era um produto novo no Brasil, e Ernesto viu uma grande oportunidade de 
mercado trazendo um produto pioneiro para desbravar o mercado nacional.
          Em 1987, a Harald entrou no ramo de panificação e confeitaria lançando a linha Confeiteiro, que se tornou um sucesso, pois havia pouquíssimas empresas fabricando coberturas no país. Começou a fabricar barras de 5kg, uma inovação no Brasil.
          Ernesto Ary conheceu Naira De Luca, a culinarista mais antiga da Harald, em 1988, e a empresa percebeu a existência do mercado de pequenas doceiras e lojas de artigos para festas, estreitando uma 
parceria muito bem-sucedida.
          A primeira exportação da Harald foi realizada em 1989. Foram sacos de 25kg de cobertura e barras de Confeiteiro para indústrias estrangeiras, do Uruguai. Essa transação abriu as portas para outros mercados na América Latina.
          Dois anos depois, em 1991, com o crescimento dos negócios, a Harald inaugurou sua fábrica em 
Santana de Parnaíba e mudou sua sede para o Estado de São Paulo.
          No ano seguinte, 1992, foi iniciada a fabricação de gotas para derreter no Brasil, outra inovação que destacou a Harald frente à concorrência. Também foi o ano de início do Programa de Cursos de Culinária Harald, dando o pontapé inicial para o modelo de cursos que são realizados até hoje em todo 
 Brasil.
          Com o contínuo crescimento e visando ampliar seu portfólio de soluções, a Harald lançou, em 1993, a linha de coberturas TOP, produto muito utilizado por doceiras e chocolateiras que o transformam em bombons, trufas, ovos ou barrinhas. Hoje, a marca é líder do segmento e extremamente difundida no mercado profissional.
          Ampliando o leque de soluções, a Harald lançou em 1995 a linha de produtos Raspar & Cobrir, voltada à confeitaria e panificação, ideal para decoração de bolos, tortas e doces em geral, nossa sabores chocolate ao leite, branco e meio amargo.
          Com a crescente meta de diversificar seu portfólio, em 2001 a Harald passou a fabricar o puro 
chocolate Melken, linha ampla e composta por diversas embalagens e gramaturas.
          Em 2005, em mais um movimento pioneiro, a Harald iniciou a fabricação de gotas de chocolate 
Melken, primeira marca a disponibilizar esse formato de produto no Brasil.
          Numa iniciativa para se aproximar mais de seus consumidores, em 2007 a Harald lançou uma 
nova identidade visual: mais moderna e arrojada, com a primeira assinatura corporativa.
          Traçando novos caminhos, em 2010 a Harald apresenta a linha gourmet Melken Unique, trazendo sofisticação com chocolates de alto teor de cacau de origem brasileira.
          Uma nova categoria de produtos, a linha Harald Melken Inovare é lançada em 2014
          Em 2015, a Harald foi adquirida pelo Grupo Fuji Oil, multinacional japonesa com sede no Japão, 
que desenvolve soluções alimentares à base de plantas.
          Em 2022 é lançada campanha que reforça o posicionamento das linhas de produtos da Harald. “#ÉComHarald. Harald é Profissional”
(Fonte: site da Harald)

10 de out. de 2026

Chipotle

          A Chipotle Mexican Grill é uma rede de cafeterias de fast food especializada em tigelas, tacos e burritos feitos sob encomenda.
          Fundada por Steve Ells em 1993, a Chipotle se tornou um símbolo da nova geração de fast food, conhecida por sua comida fresca e preparada na hora, com preços acessíveis.
          A rede mexicana tem escala de compras de ingredientes frescos e relações com fornecedores em diferentes regiões dos Estados Unidos.
          Entre os fatores que pressionam a empresa estão preocupações dos consumidores após a retirada de pimentas jalapeño de um fornecedor relacionado a um surto de salmonela,
          Considerando números de outubro de 2026, a rede possui mais de 4.200 lojas em todo o mundo, com crescimento acelerado e uma forte presença no mercado de fast food. A grande maioria das lojas está no mercado americano. A Chipotle possui valor de mercado de aproximadamente US$ 41 bilhões (outubro de 2026).
(Fonte: InvestNews/Bloomberg - 09.10.2026 - parte)

Rua movimentada com o sinal da Chipotle. Pedestres andam na calçada e atravessam na faixa de segurança.

Restaurante Chipotle em Nova York

9 de out. de 2026

Chris Pitanguy Labs

          A Chris Pitanguy Labs foi criada por volta do mês de setembro de 2026 e contempla marca de skincare premium.
          O sobrenome já entregava alguma coisa. Sobrinhaneta de Ivo Pitanguy, Chris Pitanguy conviveu
bastante com o cirurgião plástico e, quando criança, ia muito à clínica e ao hospital dele, em Botafogo, no Rio de Janeiro. “Via as pessoas que ele operava, sabia das celebridades que ficavam hospedadas na ilha. São memórias que tenho de infância”, conta. A avó também fazia plásticas. “Era meio bonequinha. Fazia plástica direto”, lembra.
          Agora é Chris quem leva o sobrenome para o universo da beleza. Em outubro de 2026, antes de completar um ano, a Chris Pitanguy Labs, marca de skincare premium restrita ao e-commerce, chega ao portfólio da Dufry Shopping.
          Passageiros de voos nacionais que desembarcarem em Congonhas e Guarulhos terão acesso aos séruns Beauty Glow Defense Serum e Advanced Rejuvenation Serum. “Imagina a visibilidade: mais ou menos 50 milhões de pessoas por mês.” A proposta é descomplicar. “A maior parte das pessoas que não conseguem ter uma pele bonita é porque a inflamam passando mil coisas”, explica Chris. Daí as duas fórmulas, uma para a manhã e outra para a noite, pensadas para a pele brasileira e o clima tropical.
          A viagem está só começando: Chris quer chegar aos aeroportos de Brasília, Minas e Rio antes de avançar para os internacionais. A expectativa é levar a marca às prateleiras de Dufry e Duty Free pelo País até 2027.
(Fonte: Estadão - 08.10.2026)

6 de out. de 2026

Robco

          A RobCo, fabricante alemã de robótica, que fabrica robôs utilizados na indústria, foi fundada em 2020 e tem sua sede em Munique na Alemanha.
          Em setembro de 2026, a empresa informou que lançará em março (2027) o Alfie, um robô de dois braços com capacidade de autoaprendizagem, projetado para realizar tarefas em ambientes industriais que não podem ser facilmente executadas com a automação tradicional.
          Em 5 de outubro de 2026, a  RobCo anunciou que ultrapassou valor de mercado de US$ 1 bilhão e que seu presidente-executivo, Roman Holzl, se mudou para os Estados Unidos para se dedicar ao mercado de crescimento mais rápido da empresa.
          A empresa informou que a avaliação se baseou em uma venda secundária de ações, após uma captação de capital de US$ 100 milhões realizada em janeiro com investidores como Lightspeed Venture Partners, Sequoia e Lingotto.
          Na venda secundária, os funcionários da companhia venderam ações para investidores existentes e novos, incluindo a Cherry Ventures e a European Tech Collective.
          A empresa se junta a um grupo pequeno, mas em crescimento, de startups europeias de robótica avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais, que têm como alvo o mercado emergente de robôs humanóides e semelhantes a humanos, incluindo a NEURA Robotics e a Agile Robots, da Alemanha; e a Humanoid, do Reino Unido.
          A Robco, que possui operações nas cidades norte-americanas de Austin e San Francisco, informou que agora conta com clientes em mais de uma dúzia de estados dos EUA.
(Fonte: msn - 06.10.2026)

1 de out. de 2026

Dr. Peanut (Grupo Supley)

          A Dr. Peanut, empresa conhecida pela produção de pasta de amendoim, foi fundada em Curitiba, no Paraná, em 2017.
          Em 2025, a empresa foi adquirida integralmente pelo Grupo Supley.
          A jornada de aquisição da Dr. Peanut pelo Grupo Supley teve início em 2023, quando o grupo identificou a diferenciação de um produto gourmet, o alinhamento com seu portfólio de saudabilidade e a integração comercial de ambos os negócios. A empresa foi categórica ao afirmar que, mesmo após o M&A, o nome será mantido. “É o que tem mais valor: a marca”.
          A transição foi desenhada de forma gradual, em duas etapas, começando com a compra de uma fatia inicial de 50% do capital da empresa curitibana. Entre 2023 e 2025, os fundadores originais se mantiveram na operação, com apoio do conselho do Grupo Supley, para apoiar a transição. Essa decisão permitiu ainda aos fundadores capturar os ganhos de expansão antes da aquisição dos 50% remanescentes.
          Em agosto de 2026, a empresa transferiu sua base industrial do Paraná para São Paulo. Com a transferência da fábrica de Curitiba para o município de Matão, a cerca de 305 quilômetros de São Paulo capital, a empresa adquiriu novos maquinários. Também foram incluídas etapas de controle de qualidade que enquadram automaticamente a operação ao projeto da certificação internacional de segurança de alimentos FSSC 22000.
          A partir da capacidade instalada da nova fábrica, capaz de chegar a 1 milhão de potes de pasta de amendoim por mês, a empresa projeta expansão de 15% em vendas.
          Os novos planos incluem ainda o aumento da diversificação do portfólio. A Dr. Peanut vem apostando nos snacks de consumo rápido, que representam 25% do faturamento da marca. O portfólio inclui a linha de barras de proteína Doctor Bar, wafers proteicos, alfajores zero açúcar e colaborações de whey protein com a Max Titanium, outra label do Supley.
          A Dr. Peanut quer ampliar presença no segmento farmacêutico e no varejo de grande porte no segmento alimentar.
          Para expandir a presença no canal farmacêutico, no grande varejo alimentar e em lojas especializadas, a marca tem feito ajustes estratégicos na precificação do pote de 450g da pasta de amendoim. O tíquete médio baixou de R$ 60,00 para cerca de R$ 39,90 considerando números de outubro de 2026.
          O CEO da Dr. Peanut, Alberto Moretto explica que, no complexo industrial de Matão, a área dedicada às linhas de produção foi otimizada, passando dos cerca de 4 mil metros quadrados das instalações, em Curitiba, para aproximadamente 1,5 mil metros quadrados. “Essa redução reflete o reaproveitamento da infraestrutura de armazenagem e estoque já existente do conglomerado.
          Moretto diz que a Dr. Peanut introduziu o conceito de pasta de amendoim gourmet, unindo a densidade nutricional da matéria-prima (gorduras boas e aporte proteico) à indulgência de sobremesas cremosas e saborizadas. O diferencial, segundo o executivo, está no sabor.
          As receitas das pastas de amendoim incorporam whey protein, mantendo perfil zero adição de açúcares, zero gordura trans e sem glúten. O movimento permitiu à marca atrair tanto praticantes de atividades físicas quanto consumidores em busca de doces saudáveis.
          A estrutura da nova fábrica tem capacidade para 12 milhões de unidades de potes de amendoim por ano, A Dr. Peanut alcançou um faturamento de R$ 154 milhões em 2025.
(Fontre: Pipiline - Jornal Valor - 01.10.2026)

29 de set. de 2026

BlueOak

          Criada em 2022, a BlueOak é especializada em situações complexas ou em crise – nicho conhecido no mercado como special sits –,, segmento que reúne investimentos em empresas com dívidas elevadas, necessidade de capital, disputas societárias ou outras situações que dificultem o acesso a recursos.
          Entre seus fundadores estão executivos com passagem por gestoras e instituições financeiras conhecidas: Meton Morais trabalhou no Starboard, João Junqueira foi executivo da GP Investments e Beny Podlubny comandou a área de private banking da XP.
          Em 2023, a gestora captou R$ 250 milhões para seu primeiro fundo, com a intenção de alcançar R$ 500 milhões. Atualmente, a gestora tem cerca de R$ 1 bilhão.
          Em 2025, ampliando seus investimentos em infraestrutura, a BlueOak financiou a aquisição da Capixaba Energia, produtora de petróleo com ativos no Espírito Santo, por R$ 105 milhões.
          No início de setembro de 2026, a BlueOak divulga que está ampliando sua aposta no setor de saneamento.
          A casa acertou a compra de 100% da São Simão Saneamento Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto no município de São Simão, em Goiás. A aquisição será feita pela Clear Ambiental, veículo de investimentos do grupo BlueOak.
          O contrato foi assinado em 3 de setembro (2026), mas a conclusão da operação ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O valor acertado entre as partes não foi divulgado.
          Com a transação, a São Simão se tornará a quinta concessão municipal de saneamento sob o guarda-chuva da BlueOak.
          Apesar da expansão, a BlueOak ainda é uma participante pequena no saneamento brasileiro. Antes da aquisição, suas três concessionárias atendiam cerca de 78 mil pessoas com abastecimento de água e 9 mil com esgotamento sanitário. Com São Simão, esses números passarão para aproximadamente 95 mil e 26 mil pessoas, respectivamente.
          A gestora já reúne operações em Pomerode, em Santa Catarina, por meio da Pomerwasser Ambiental, e nas cidades goianas de Buriti Alegre e Ipameri. Recentemente, assinaram a concessão de Andradas, no interior de São Paulo.
(Fonte: InvestNews - 23.09.2026)