Total de visualizações de página

16 de jun. de 2026

Gestamp

          A Gestamp, fabricante espanhola de componentes automotivos, produz carrocerias e peças metálicas para chassis. No Brasil, estabeleceu operações em 1997, ano que marcou o início do processo de descentralização da indústria automotiva no país.
          Os fabricantes de grandes componentes, como os produzidos pela Gestamp, geralmente precisam se localizar próximos às linhas de montagem de veículos.
          No Brasil, seguiu a mesma estratégia de se localizar próximo às montadoras. Suas fábricas estão localizadas em São José dos Pinhais (Paraná), Gravataí (Rio Grande do Sul) e Betim (Minas Gerais), todos grandes pólos automotivos, bem como em Taubaté, Sorocaba, Santa Isabel e agora Piracicaba, no estado de São Paulo, que Riberas descreveu como “um importante pólo”. A cidade de São Paulo também abriga um dos 13 centros de pesquisa e desenvolvimento da Gestamp no mundo.
          O avanço da eletrificação e da conectividade está transformando o automóvel de diversas maneiras. Mas um carro sempre será um conjunto de peças que, juntas, devem proporcionar uma estrutura forte e segura. A nova dinâmica está forçando os fornecedores a desenvolverem componentes cada vez mais leves. Nesse contexto, a Gestamp inaugura em16 de junho de 2026 em Piracicaba, São Paulo, sua sétima fábrica no Brasil.
          Com investimento de R$ 200 milhões, as novas instalações somam 16,5 mil metros quadrados aos 300 mil metros quadrados de área construída que a multinacional vem desenvolvendo gradativamente desde que se estabeleceu no Brasil em 1997.
          A fábrica de Piracicaba funcionará com processos modernos e linha de produção de hot stamping, especialidade da Gestamp que permite redução de peso em componentes. “Precisamos reduzir o peso dos veículos para aumentar a autonomia e ao mesmo tempo proteger as baterias”, disse o CEO da Gestamp, Francisco Riberas. “O veículo do futuro combinará três atributos essenciais: leveza, segurança e sustentabilidade.”
          Segundo o executivo, “os veículos elétricos vieram para ficar e se tornarão a opção dominante no futuro, tanto no Brasil quanto no mundo”. Mas até que isso aconteça, acrescentou Riberas, “é essencial que a regulação avance no mesmo ritmo que a realidade industrial”.
          Na sua opinião, o ritmo da eletrificação dos veículos depende de diferenças regulamentares, incentivos industriais e subsídios de compra, bem como da infraestrutura de carregamento de baterias. A transição continua rápida na China, que aumentou a sua quota na produção global e “tornou o planeamento mais complexo tanto para os fabricantes de automóveis como para os fornecedores”.
          No Brasil, Riberas disse que após um período durante o qual o governo isentou os veículos híbridos e elétricos de direitos de importação para apoiar a descarbonização, “espera-se uma localização gradual da produção por parte das empresas chinesas”.
          “Já foram estabelecidas estruturas, incluindo requisitos de conteúdo local para autopeças, para que, a partir de 2027, a produção ocorra dentro do Brasil”, disse o executivo. Acompanhando de perto os planos das montadoras chinesas no país, Riberas disse que a tendência de localizar a produção dessas marcas “poderia criar oportunidades em toda a cadeia de abastecimento”.
          A demanda por automóveis no Brasil contrasta com a volatilidade e o declínio da produção observados na Europa, no Japão e nos Estados Unidos, disse Riberas. Ele expressou otimismo com as projeções dos consultores que indicam que até 2030 o Brasil, atualmente o oitavo maior produtor mundial de veículos, atingirá a produção anual de 3,2 milhões de veículos leves, 30% acima do nível de 2025.
          Para acompanhar essas projeções otimistas, a nova fábrica de Piracicaba foi projetada com espaço para expansão para até 40 mil metros quadrados e para crescimento do número de funcionários dos atuais 50 funcionários para 150, com potencial para chegar a 500. “As oportunidades aqui são significativas e estamos bem posicionados para aproveitá-las”, disse ele.
          A receita da operação brasileira acompanhou a expansão industrial da empresa. Nos últimos cinco anos, as receitas do país aumentaram 80%, atingindo 677 milhões de euros em 2025.
          Com receitas anuais globais de 11,34 bilhões de euros e uma força de trabalho de 42.400 funcionários, a empresa espanhola opera 115 fábricas em todo o mundo.
(Fonte: Valor - 16.06.2026)

15 de jun. de 2026

Livraria El Ateneo

          O Teatro Grand Splendid foi construído em 1919. O clima da Primeira Guerra (1914-1918) ainda estava no ar, por isso a cúpula do prédio, pintada pelo italiano Nazareno Orlandi, tem tema pacifista.
          Em 1926, o local virou cinema, mas, com a concorrência de outros cinemas no final dos anos 1990, foi vendido para a cadeia de livrarias Yenni e transformado na mais bela livraria da América Latina, segundo o jornal inglês The |Guardian.
          A livraria El Ateneo fica na Avenida Santa Fé, 1960, Buenos Aires, Argentina.
(Fonte: revista Aventuras na História - setembro 2015)

Pop Mart / Candide

          A fabricante de brinquedos chinesa Pop Mart começa neste ano a venda oficial dos monstrinhos Labubus no Brasil. E já chegou com o pé na porta: entrou na Justiça contra a varejista Allmini, também chinesa, que oferece versões falsificadas dos monstrinhos em suas 25 lojas por aqui. Agora, a Allmini precisar pagar US$ 1,5 milhão em danos morais – e tirar as pelúcias piratas das gôndolas.
Os bonecos Labubu serão vendidos oficialmente no Brasil. A Candide confirmou em 26 de maio de 2026 uma parceria com a Pop Mart, empresa chinesa dona dos personagens, para trazer os produtos ao mercado brasileiro.
          As vendas começam já em junho, com previsão para o dia 5, informou a Candide ao g1. Segundo a empresa, a operação da Pop Mart no Brasil contará com 30 produtos diferentes, com preços entre R$ 299,99 e R$ 799,99.
          Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung.
          Eles viraram febre nos últimos meses, primeiro entre as celebriddes. Rihanna, Maya Massafera, Virginia Fonseca e Marina Ruy Barbosa já apareceram com os bonecos pendurados em bolsas.
          Os originais são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu depois de abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção.
          Após a parceria com a Pop Mart, os personagens ajudaram a fabricante chinesa a faturar mais de US$ 2,3 bilhões, segundo a Forbes.
          Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país.
          Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.
          "Chegou a hora de oferecer essa experiência de forma oficial, com acesso amplo e a qualidade que a marca representa", disse Moise Candi, CEO da Candide.
(Fonte: G1 26.05.2026 / InvestNews - 26.05.2026 - partes

12 de jun. de 2026

Companhia City

        Em 1911, quando tudo ainda era mato em São Paulo – literalmente –, a Companhia City foi responsável pelo loteamento de alguns dos bairros mais tradicionais da capital paulista, como os Jardins, o Pacaembu e o Morumbi.
          Depois de um longo tempo adormecida, a empresa fundada há 115 anos está operando novamente em São Paulo, com um novo dono, um cenário totalmente diferente e planos de reduzir as restrições urbanísticas que a própria companhia criou no século passado – o que destravaria um novo mercado para as incorporadoras, que lamentam a escassez de oportunidades nos bairros mais nobres da cidade.
Em 2024, Leonardo Paranaguá, um ex-executivo de incorporadoras como Tecnisa e Scopel, adquiriu 100% das operações da City, que antes integravam o portfólio de ativos do grupo colombiano Santo Domingo, ligado à holding Valoren.
          Paranaguá não quis abrir o valor total da operação de aquisição da City, mas disse que o negócio saiu por menos de R$ 10 milhões.
          O novo proprietário recebeu como espólio o uso da marca, um acervo de documentos históricos e até um caminhão. Mas o mais importante é intangível: o poder de revisar o regramento original sobre o uso do solo nas áreas loteadas pela City na capital paulista.
          É justamente nessa função de “bedel” de alguns bairros que estão as maiores oportunidades para a empresa.
          Para as incorporadoras que pensam em construir nos bairros da City, uma das etapas do rito é receber um parecer favorável da loteadora.
          Um incorporador disse ao Metro Quadrado que o mais comum é pagar a escritórios de advocacia por uma assessoria para o projeto, e essas firmas levam a documentação para a City
          Mas como a City não pode cobrar para emitir o parecer, paira no mercado uma dúvida sobre como a empresa monetiza.
          Paranaguá disse que a empresa pretende discutir com associações de moradores e empresários da região possíveis atualizações das regras de uso do solo desses bairros (uma prerrogativa prevista em lei), mas ainda não sabe como poderá ganhar dinheiro com isso.
          Na maioria dos casos, as regiões seguem o mesmo regramento criado no século passado – incluindo restrições a empreendimentos que não sejam unifamiliares.
          “São bairros feitos 100 anos atrás, 80 anos atrás, para um jeito de viver e para um tipo de família. Precisamos entender em que grau as restrições preservaram e em que grau criaram algumas mazelas que merecem atualização,” disse.
          Uma outra alternativa para a City ganhar dinheiro é a própria empresa criar ou participar de novos projetos. Com o poder que tem, a empresa pode pensar em produtos e estruturar negócios com incorporadoras interessadas nos bairros.
          Na avaliação da sócia de direito imobiliário do KLA Advogados, Luanda Backheuser, futuras mudanças encabeçadas pela City podem abrir uma nova frente de desenvolvimento urbano em algumas regiões. “A City tem um legado muito grande por causa da influência que exerceu no desenvolvimento urbano da cidade. Agora, pelo meu entendimento, ela pode e deve revisar essas restrições para adequar o passado ao presente,” disse Luanda.
          Essas atualizações das restrições poderiam beneficiar negócios em bairros como Jardim Guedala e Jardim Everest. Pelas normas atuais, as restrições convencionais determinam o uso exclusivamente residencial unifamiliar nessas regiões.
          “Precisamos pensar numa modernização controlada para esses bairros, e nós podemos ser ferramenta dessa transformação,” disse Paranaguá.
          Os bairros ficaram conhecidos durante décadas como a “região de banqueiros e governadores”, especialmente pela proximidade com o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
          Com o passar do tempo, porém, mudanças nas estruturas familiares e sociais da cidade levaram muitos moradores a trocar as casas pelas “mansões suspensas” dos Jardins e de Higienópolis.
          Além disso, a Cia City estuda projetos em outros estados, como Paraná e Bahia, e no interior de São Paulo. No total, a companhia tem um landbank de cerca de 30 milhões de metros quadrados.
          A companhia também busca novas glebas para incorporação de loteamentos ou edifícios residenciais, que podem ser explorados em negócios com outras companhias.
          “Hoje somos uma startup centenária com cinco funcionários fixos,” disse Paranaguá.
(Fonte: Metro Quadrado - 22.05.2026)

10 de jun. de 2026

Compass Gás e Energia (Grupo Cosan)

          A Compass Gás e Energia foi criada para oferecer soluções de gás e energia para o Brasil. Tem atuação em quatro pilares: infraestrutura que traz gás natural do pré-sal e do mercado internacional, distribuição que já conta com a maior companhia de gás natural encanado do país, a Comgás; geração que transforma gás em eletricidade de forma eficiente e comercialização do gás e da energia elétrica 
que impulsionam a indústria e os negócios.
          Em 2012, Rubens Ometto, fundador da empresa de energia Cosan, e maior usineiro do país, comprou a distribuidora Comgás da Shell e British Gas por 3,4 bilhões de reais. A Comgás está sob o guarda-chuva da Compass Gás e Energia, que pertence à Cosan.
          Em acordo aprovado pouco depois de meados de junho de 2022 pelo regulador antitruste CADE, a Compass, terá que abrir mão de algumas distribuidoras de gás natural nas regiões Norte e Nordeste do Brasil depois de adquirir a participação de 51% da Petrobras na Gaspetro – que tem participações em 18 empresas de gás administradas por governos estaduais. Suas redes de distribuição somam aproximadamente 10 mil quilômetros, atendendo a mais de 500 mil clientes, com volume distribuído de cerca de 29 milhões m3/dia. A Compass, que se torna sócia da Mitsui Óleo e Gás na Gaspetro, se comprometeu a vender até 12 das 18 distribuidoras estaduais nas quais terá participação indireta – sete 
para um grupo, cinco para outro – para receber o OK do CADE.
          Onze empresas de gás estão nas regiões Norte e Nordeste: Algás (Alagoas), Bahiagás (Bahia), Cegás (Ceará), Copergás (Pernambuco), Gasmar (Maranhão), Gasap (Amapá), Gaspisa (Piauí), Pbgás (Paraíba) , Potigás (Rio Grande do Norte), Rongás (Rondônia) e Sergas (Sergipe). Em 11 de julho de 2022, a Compass finalizou a compra de 51% da Gaspetro da Petrobras. Os R$ 2,097 bilhões pagos pela transação foram integralmente quitados nessa data. O quadro societário então formado pela Petrobras, com 51% das ações, e a Mitsui Gás e Energia do Brasil, com 49% restantes das ações, passa a ser 51%
das ações da Compass e 49% das ações da Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda.
          Em 14 de agosto de 2023 A Orizon (ORVR3) Valorização de Resíduos e a Orizon Meio Ambiente (OMA) informaram a formação de uma empresa entre a OMA e Compass Comercialização, companhia 
controlada pela Compass Gás e Energia.
          O objetivo é a construção de uma planta de purificação de biogás no Ecoparque de Paulínia com a produção diária estimada em 180.000 m3 podendo alcançar até 300.000 m3.
          No contexto da transação, a Compass investiria até R$ 355 milhões, sendo R$ 235 milhões no estágio inicial da parceria, dos quais R$ 100 milhões aportados na joint venture e R$ 135 milhões em secundária para o Grupo Orizon. O montante adicional de até R$ 120 milhões está condicionado 
àentrega de um maior volume de biogás.
          A OMA por sua vez se compromete a suprir o biogás para a produção do biometano por 20 anos. O investimento do projeto em sua primeira etapa é estimado em até R$ 450 milhões e a sociedade Biometano Verde Paulínia S.A. (joint venture do projeto) será 51% Compass e 49% Grupo Orizon. O
início da operação estava previsto para 2025.
          No primeiro semestre de 2024, foi anunciada a aquisição do controle da Compagas Pertencente à Copel) pela Compass, subsidiária da Cosan no setor de gás, por R$ 906 milhões.. A Compagas, operando no Paraná, distribui gás natural encanado por meio de uma rede de 880 km de gasodutos, atendendo 54 mil clientes e distribuindo 821 mil metros cúbicos de gás diariamente. Para comparação, a Compass distribui cerca de 13 milhões de m³/dia. Esta transação é vista como uma adição valiosa à estratégia de investimento da Cosan, embora haja preocupações sobre o impacto dessa aquisição 
noplano de desalavancagem da empresa e suas subsidiárias.
          Em maio de 2026, a Compass abre capital na B3. A empresa levantou R$ 3,2 bilhões no primeiro IPO na B3 desde 2021. A empresa de gás natural e energia vendeu 89,3 milhões de ações a R$ 28 cada – no piso da faixa indicativa de preço, que ia até R$ 35. O ticker PASS começou a ser negociado no
pregão de 11 de maio de 2026..
(Fonte: Dica de Hoje Research - 15.08.2023 - parte)

9 de jun. de 2026

Serra Verde / USA Rare Earth

          Serra Verde, a única mineradora brasileira de terras raras, tem uma mina e uma planta de processamento de terras raras em Goiás, e é a única fora da Ásia capaz de produzir comercialmente, em larga escala, quatro elementos magnéticos críticos: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio (quatro dos 17 elementos de terras raras).
          A Serra Verde é controlada pela britânica Vision Blue e pela americana Denhan.
          Em abril de 2026, a USA Rare Earth comprou a Serra Verde por US$ 2,8 bilhões. As terras raras são um conjunto de 17 metais essenciais para fabricar gadgets, mísseis e itens-chave da transição energética, como carros elétricos e turbinas eólicas.
          A USA Rare Earth pagou 90% do negócio com 127 milhões de ações da própria companhia. Nisso, cedeu 34% do capital – e o controle acionário – à Serra Verde (ou melhor, a suas controladoras, que são a britânica Vision Blue e a americana Denhan).
          O britânico Thras Moraitis, CEO da Serra Verde, se tornará presidente do conselho da USA Rare Earth.
(Fonte: InvestNews - 22.04.2026 / Estadão - 07.06.2026 - partes)

Na foto: Foto aérea da planta da Serra Verde em Minaçu (GO). Crédito: Serra Verde/Divulgação.


 

Summit Agricultural Group / JetBio

          A Summit Agricultural Group é uma empresa americana de private equity focada no agronegócio. A Summit fez seu primeiro investimento no país em 2011, quando investiu em um fundo de terras agrícolas que foi vendido quase uma década depois.
          Em maio de 2026 vem a público que o grupo planeja construir uma planta de combustível de aviação sustentável (SAF) no Brasil. O projeto está estimado em cerca de US$ 2 bilhões, a serem captados junto a investidores dos Estados Unidos, disse Bruce Rastetter, fundador e presidente da empresa, ao Valor. Rastetter cresceu em uma fazenda no estado americano de Iowa, mas é bem conhecido no mercado brasileiro
          Batizada de JetBio, a empresa produzirá combustível à base de etanol derivado da segunda safra de milho do Brasil, área em que a Summit já atua no país, além de cana-de-açúcar. A planta será localizada em Paulínia, no interior do estado de São Paulo. A cidade foi escolhida por estar situada em um corredor industrial com acesso a rodovias e ferrovias. A produção está prevista para começar em 2030.
          A operação marca a entrada da Summit no mercado de SAF e pode se tornar a primeira iniciativa de produção em larga escala do mundo nesse segmento. Em 2025, os combustíveis sustentáveis ​​representaram apenas 0,6% do consumo da indústria da aviação, com a expectativa de que essa participação suba para 0,8% em 2026. Os números ainda são pequenos, mas as companhias aéreas serão obrigadas a cumprir metas de descarbonização a partir de 2027, de acordo com as normas estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Essa exigência sustenta as expectativas de um crescimento mais forte no setor.
          “A oportunidade é usar a experiência que adquirimos investindo no Brasil para avançar ainda mais na cadeia de valor do etanol no país”, disse Rastetter. O executivo, que raramente concede entrevistas, conversou com a Valor durante um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Nova York em maio de 2026, onde foi homenageado como um dos líderes que fortalecem as relações Brasil-EUA.
          O grupo Summit é acionista da FS, a segunda maior produtora de etanol de milho do Brasil. Fundada em 2017, a empresa é controlada por uma joint venture entre a Summit e a Tapajós Participações e, em maio de 2026, vendeu uma participação de 40% para a Amaggi.
          Segundo Rastetter, a JetBio é uma nova plataforma de investimentos da Summit e não está diretamente relacionada ao veículo pelo qual o grupo investe na FS. O aporte de capital será feito por meio de um fundo separado.
          Mesmo assim, a FS terá um papel significativo no projeto, pois deverá ser uma das fornecedoras do etanol utilizado na produção. A empresa também possui outra característica que Rastetter considera essencial para o sucesso da JetBio e que é um dos motivos pelos quais ele escolheu o Brasil em vez dos Estados Unidos como local para o projeto: a pegada de carbono comparativamente baixa do combustível em relação à produção em outras regiões do mundo. Esse fator é fundamental para tornar o modelo da nova empresa eficiente em termos de escala e custo, afirmou ele.
          A FS deverá dar mais um passo nessa direção no segundo semestre de 2026. A empresa planeja inaugurar uma unidade de captura e armazenamento de carbono em setembro, em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso. Segundo Rafael Abud, fundador e CEO da empresa, o projeto fará da FS a primeira produtora mundial de etanol de milho com emissões líquidas negativas. "Seremos a maior produtora mundial de combustível com emissões líquidas negativas", disse ele.
          A ideia é capturar e armazenar o carbono gerado durante o processo de fermentação por meio da captura e armazenamento de carbono (CCS). Nesse processo, o dióxido de carbono é capturado, comprimido, liquefeito e posteriormente injetado no subsolo. De acordo com a empresa, a combinação do uso de biomassa, milho de segunda safra e sequestro de carbono resultará em emissões líquidas negativas.
          Segundo Rastetter, a JetBio já está em negociações com companhias aéreas para vender seu SAF (Combustível de Aviação Sustentável). “Quando olhamos ao redor do mundo, todas as principais companhias aéreas têm metas para combustíveis de aviação sustentáveis. Por isso, estamos conversando com várias delas e continuaremos assinando contratos de fornecimento à medida que avançamos na construção da usina”, disse ele.
          O executivo também está considerando o fornecimento de etanol de milho da segunda safra para o ainda emergente mercado de biocombustíveis marítimos. Nesse caso, os padrões de descarbonização ainda não foram definidos, mas as discussões estão em andamento e as empresas estão buscando soluções.
          A unidade de captura e armazenamento de carbono da FS exigirá um investimento de R$ 500 milhões. A empresa também está construindo sua quarta usina de etanol, em Campo Novo do Parecis, com inauguração prevista para o final de 2026, em um projeto avaliado em R$ 2 bilhões.
          Os investimentos do grupo Summit no Brasil já somam quase R$ 10 bilhões, considerando números de maio de 2026, afirmou Rastetter.
(Fonte: Valor - 29.05.2026)

Polare Maastricht Bookstore

          A Polare Maastricht Bookstore está localizada na Grote Staat 53, na belíssima Maastricht, cidade holandesa próximas às divisas tanto da Alemanha como da Bélgica. Foi a cidade sede da criação do Euro, através do Tratado de Maastricht, de 1992.
          A livraria funciona em uma igreja gótica de 1260, que funcionou até 1793, quando os franceses invadiram a cidade e ocorreu a Batalha de Neerwinden.
          Por sorte o prédio ficou intacto e abandonado por mais de 200 anos. Depois de dessacralizada, já foi um pouco de tudo - até estacionamento de bicicletas.
          Em 2006 começou a ser restaurada para dar lugar a uma das mais surpreendentes livrarias do mundo.
          Segundo a revista Aventuras da História, a Polare Maastricht Bookstore está entre as 10 livrarias mais extraordinárias do mundo, onde a arte, a beleza e a história vão muito além das obras.
(Fonte: revista Aventuras da História - setembro 2015)

8 de jun. de 2026

Livraria Lello & Irmão

          A livraria Lello & Irmão está localizada na Rua das Carmelitas, 144, na cidade do Porto, em Portugal.
          Uma das mais antigas do mundo - há quem diga que é a mais bonita que existe. Está localizada no 
centro histórico do Porto, no endereço atual desde 1906.
          Sua história começa em 1969, em outro local, quando foi inaugurada com o nome Livraria 
Internacional Ernesto Chadron.
          A bela fachada é neogótica, mas o interior da loja é o que causa impacto. A famosa escada da 
livraria, monumental, serviu de inspiração para alguns cenários da saga Harry Potter no cinema.
          A revista Aventuras na História aponta a Lello & Irmão como uma das 10 livrarias extraordinárias 
no mundo. A arte, a beleza e a história muito além das artes.
(Fonte: revista Aventuras na História - setembro 2015)