Em 1891 a empresa Neugebauer Irmãos & Gerhardt foi fundada em Porto Alegre, para a produção de doces e biscoitos, com vendas diretas no balcão da própria fábrica, por meio de ambulantes e pelo
atacado.
Em 1903, a Neugebauer Irmãos & Gerhardt adquiriu equipamentos até então inéditos no Brasil,
permitindo que tivesse a primeira fábrica de chocolates do país.
Novas alianças permitiram, em 1932, a ampliação industrial e alteração da razão social para Ernesto Neugebauer & Cia, ampliando os horizontes da indústria que desencadeariam futuramente na fundação da
Harald.
A fundação da Harald Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. ocorreu, porém, somente em 1982, Foi fundada por Ernesto Harald Neugebauer, com foco em iniciar a fabricação de coberturas fracionadas no país. Este era um produto novo no Brasil, e Ernesto viu uma grande oportunidade de
mercado trazendo um produto pioneiro para desbravar o mercado nacional.
Em 1987, a Harald entrou no ramo de panificação e confeitaria lançando a linha Confeiteiro, que se tornou um sucesso, pois havia pouquíssimas empresas fabricando coberturas no país. Começou a fabricar
barras de 5kg, uma inovação no Brasil.
Ernesto Ary conheceu Naira De Luca, a culinarista mais antiga da Harald, em 1988, e a empresa percebeu a existência do mercado de pequenas doceiras e lojas de artigos para festas, estreitando uma
parceria muito bem-sucedida.
A primeira exportação da Harald foi realizada em 1989, Harald realizou sua primeira exportação. Foram sacos de 25kg de cobertura e barras de Confeiteiro para indústrias estrangeiras, do Uruguai. Essa
venda abriu as portas para outros mercados na América Latina.
Dois anos depois, em 1991, com o crescimento dos negócios, a Harald inaugurou sua fábrica em
Santana de Parnaíba e mudou sua sede para o Estado de São Paulo.
No ano seguinte, 1992, foi iniciada a fabricação de gotas para derreter no Brasil, outra inovação que destacou a Harald frente à concorrência. Também foi o ano de início do Programa de Cursos de Culinária Harald, dando o pontapé inicial para o modelo de cursos que são realizados até hoje em todo
Brasil.
Com o contínuo crescimento e visando ampliar seu portfólio de soluções, a Harald lançou, em 1993, a linha de coberturas TOP, produto muito utilizado por doceiras e chocolateiras que o transformam em bombons, trufas, ovos ou barrinhas. Hoje, a marca é líder do segmento e extremamente difundida no mercado profissional.
Ampliando o leque de soluções, a Harald lançou em 1995 a linha de produtos Raspar & Cobrir, voltada à confeitaria e panificação, ideal para decoração de bolos, tortas e doces em geral, nossa sabores chocolate ao leite, branco e meio amargo.
(Fonte: site da Harald)
Origem das Marcas
O blog "Origem das Marcas" visa identificar o exato momento em que nasce a marca, especialmente na definição do nome, seja do produto em si, da empresa, ou ambos. "Uma marca não é necessariamente a alma do negócio, mas é o seu nome e isso é importante", (Akio Morita). O blog também tenta apresentar as circunstâncias em que a empresa foi fundada ou a marca foi criada, e como o(a) fundador(a) conseguiu seu intento. Por certo, sua leitura será de grande valia e inspiração para empreendedores.
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11 de out. de 2026
Harald
10 de out. de 2026
Chipotle
A Chipotle Mexican Grill é uma rede de cafeterias de fast food especializada em tigelas, tacos e burritos feitos sob encomenda.
Fundada por Steve Ells em 1993, a Chipotle se tornou um símbolo da nova geração de fast food, conhecida por sua comida fresca e preparada na hora, com preços acessíveis.
A rede mexicana tem escala de compras de ingredientes frescos e relações com fornecedores em diferentes regiões dos Estados Unidos. Entre os fatores que pressionam a empresa estão preocupações dos consumidores após a retirada de pimentas jalapeño de um fornecedor relacionado a um surto de salmonela,
Restaurante Chipotle em Nova York
Considerando números de outubro de 2026, a rede possui mais de 4.200 lojas em todo o mundo, com crescimento acelerado e uma forte presença no mercado de fast food. A grande maioria das lojas está no mercado americano. A Chipotle possui valor de mercado de aproximadamente US$ 41 bilhões (outubro de 2026).
(Fonte: InvestNews/Bloomberg - 09.10.2026 - parte)

9 de out. de 2026
Chris Pitanguy Labs
A Chris Pitanguy Labs foi criada por volta do mês de setembro de 2026 e contempla marca de skincare premium.
O sobrenome já entregava alguma coisa. Sobrinhaneta de Ivo Pitanguy, Chris Pitanguy conviveu
bastante com o cirurgião plástico e, quando criança, ia muito à clínica e ao hospital dele, em Botafogo, no Rio de Janeiro. “Via as pessoas que ele operava, sabia das celebridades que ficavam hospedadas na ilha. São memórias que tenho de infância”, conta. A avó também fazia plásticas. “Era meio bonequinha. Fazia plástica direto”, lembra.
O sobrenome já entregava alguma coisa. Sobrinhaneta de Ivo Pitanguy, Chris Pitanguy conviveu
bastante com o cirurgião plástico e, quando criança, ia muito à clínica e ao hospital dele, em Botafogo, no Rio de Janeiro. “Via as pessoas que ele operava, sabia das celebridades que ficavam hospedadas na ilha. São memórias que tenho de infância”, conta. A avó também fazia plásticas. “Era meio bonequinha. Fazia plástica direto”, lembra.
Agora é Chris quem leva o sobrenome para o universo da beleza. Em outubro de 2026, antes de completar um ano, a Chris Pitanguy Labs, marca de skincare premium restrita ao e-commerce, chega ao portfólio da Dufry Shopping.
Passageiros de voos nacionais que desembarcarem em Congonhas e Guarulhos terão acesso aos séruns Beauty Glow Defense Serum e Advanced Rejuvenation Serum. “Imagina a visibilidade: mais ou menos 50 milhões de pessoas por mês.” A proposta é descomplicar. “A maior parte das pessoas que não conseguem ter uma pele bonita é porque a inflamam passando mil coisas”, explica Chris. Daí as duas fórmulas, uma para a manhã e outra para a noite, pensadas para a pele brasileira e o clima tropical.
A viagem está só começando: Chris quer chegar aos aeroportos de Brasília, Minas e Rio antes de avançar para os internacionais. A expectativa é levar a marca às prateleiras de Dufry e Duty Free pelo País até 2027.
(Fonte: Estadão - 08.10.2026)
(Fonte: Estadão - 08.10.2026)
6 de out. de 2026
Robco
A RobCo, fabricante alemã de robótica, que fabrica robôs utilizados na indústria, foi fundada em 2020 e tem sua sede em Munique na Alemanha.
Em setembro de 2026, a empresa informou que lançará em março (2027) o Alfie, um robô de dois braços com capacidade de autoaprendizagem, projetado para realizar tarefas em ambientes industriais que não podem ser facilmente executadas com a automação tradicional.
Em 5 de outubro de 2026, a RobCo anunciou que ultrapassou valor de mercado de US$ 1 bilhão e que seu presidente-executivo, Roman Holzl, se mudou para os Estados Unidos para se dedicar ao mercado de crescimento mais rápido da empresa.
A empresa informou que a avaliação se baseou em uma venda secundária de ações, após uma captação de capital de US$ 100 milhões realizada em janeiro com investidores como Lightspeed Venture Partners, Sequoia e Lingotto.
Na venda secundária, os funcionários da companhia venderam ações para investidores existentes e novos, incluindo a Cherry Ventures e a European Tech Collective.
A empresa se junta a um grupo pequeno, mas em crescimento, de startups europeias de robótica avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais, que têm como alvo o mercado emergente de robôs humanóides e semelhantes a humanos, incluindo a NEURA Robotics e a Agile Robots, da Alemanha; e a Humanoid, do Reino Unido.
A Robco, que possui operações nas cidades norte-americanas de Austin e San Francisco, informou que agora conta com clientes em mais de uma dúzia de estados dos EUA.
Em 5 de outubro de 2026, a RobCo anunciou que ultrapassou valor de mercado de US$ 1 bilhão e que seu presidente-executivo, Roman Holzl, se mudou para os Estados Unidos para se dedicar ao mercado de crescimento mais rápido da empresa.
A empresa informou que a avaliação se baseou em uma venda secundária de ações, após uma captação de capital de US$ 100 milhões realizada em janeiro com investidores como Lightspeed Venture Partners, Sequoia e Lingotto.
Na venda secundária, os funcionários da companhia venderam ações para investidores existentes e novos, incluindo a Cherry Ventures e a European Tech Collective.
A empresa se junta a um grupo pequeno, mas em crescimento, de startups europeias de robótica avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais, que têm como alvo o mercado emergente de robôs humanóides e semelhantes a humanos, incluindo a NEURA Robotics e a Agile Robots, da Alemanha; e a Humanoid, do Reino Unido.
A Robco, que possui operações nas cidades norte-americanas de Austin e San Francisco, informou que agora conta com clientes em mais de uma dúzia de estados dos EUA.
(Fonte: msn - 06.10.2026)
1 de out. de 2026
Dr. Peanut (Grupo Supley)
A Dr. Peanut, empresa conhecida pela produção de pasta de amendoim, foi fundada em Curitiba, no Paraná, em 2017.
Em 2025, a empresa foi adquirida integralmente pelo Grupo Supley.
A jornada de aquisição da Dr. Peanut pelo Grupo Supley teve início em 2023, quando o grupo identificou a diferenciação de um produto gourmet, o alinhamento com seu portfólio de saudabilidade e a integração comercial de ambos os negócios. A empresa foi categórica ao afirmar que, mesmo após o M&A, o nome será mantido. “É o que tem mais valor: a marca”.
A transição foi desenhada de forma gradual, em duas etapas, começando com a compra de uma fatia inicial de 50% do capital da empresa curitibana. Entre 2023 e 2025, os fundadores originais se mantiveram na operação, com apoio do conselho do Grupo Supley, para apoiar a transição. Essa decisão permitiu ainda aos fundadores capturar os ganhos de expansão antes da aquisição dos 50% remanescentes.
A transição foi desenhada de forma gradual, em duas etapas, começando com a compra de uma fatia inicial de 50% do capital da empresa curitibana. Entre 2023 e 2025, os fundadores originais se mantiveram na operação, com apoio do conselho do Grupo Supley, para apoiar a transição. Essa decisão permitiu ainda aos fundadores capturar os ganhos de expansão antes da aquisição dos 50% remanescentes.
Em agosto de 2026, a empresa transferiu sua base industrial do Paraná para São Paulo. Com a transferência da fábrica de Curitiba para o município de Matão, a cerca de 305 quilômetros de São Paulo capital, a empresa adquiriu novos maquinários. Também foram incluídas etapas de controle de qualidade que enquadram automaticamente a operação ao projeto da certificação internacional de segurança de alimentos FSSC 22000.
A partir da capacidade instalada da nova fábrica, capaz de chegar a 1 milhão de potes de pasta de amendoim por mês, a empresa projeta expansão de 15% em vendas.
Os novos planos incluem ainda o aumento da diversificação do portfólio. A Dr. Peanut vem apostando nos snacks de consumo rápido, que representam 25% do faturamento da marca. O portfólio inclui a linha de barras de proteína Doctor Bar, wafers proteicos, alfajores zero açúcar e colaborações de whey protein com a Max Titanium, outra label do Supley.
A Dr. Peanut quer ampliar presença no segmento farmacêutico e no varejo de grande porte no segmento alimentar.
Para expandir a presença no canal farmacêutico, no grande varejo alimentar e em lojas especializadas, a marca tem feito ajustes estratégicos na precificação do pote de 450g da pasta de amendoim. O tíquete médio baixou de R$ 60,00 para cerca de R$ 39,90 considerando números de outubro de 2026.
Os novos planos incluem ainda o aumento da diversificação do portfólio. A Dr. Peanut vem apostando nos snacks de consumo rápido, que representam 25% do faturamento da marca. O portfólio inclui a linha de barras de proteína Doctor Bar, wafers proteicos, alfajores zero açúcar e colaborações de whey protein com a Max Titanium, outra label do Supley.
A Dr. Peanut quer ampliar presença no segmento farmacêutico e no varejo de grande porte no segmento alimentar.
Para expandir a presença no canal farmacêutico, no grande varejo alimentar e em lojas especializadas, a marca tem feito ajustes estratégicos na precificação do pote de 450g da pasta de amendoim. O tíquete médio baixou de R$ 60,00 para cerca de R$ 39,90 considerando números de outubro de 2026.
O CEO da Dr. Peanut, Alberto Moretto explica que, no complexo industrial de Matão, a área dedicada às linhas de produção foi otimizada, passando dos cerca de 4 mil metros quadrados das instalações, em Curitiba, para aproximadamente 1,5 mil metros quadrados. “Essa redução reflete o reaproveitamento da infraestrutura de armazenagem e estoque já existente do conglomerado.
Moretto diz que a Dr. Peanut introduziu o conceito de pasta de amendoim gourmet, unindo a densidade nutricional da matéria-prima (gorduras boas e aporte proteico) à indulgência de sobremesas cremosas e saborizadas. O diferencial, segundo o executivo, está no sabor.
As receitas das pastas de amendoim incorporam whey protein, mantendo perfil zero adição de açúcares, zero gordura trans e sem glúten. O movimento permitiu à marca atrair tanto praticantes de atividades físicas quanto consumidores em busca de doces saudáveis.
A estrutura da nova fábrica tem capacidade para 12 milhões de unidades de potes de amendoim por ano, A Dr. Peanut alcançou um faturamento de R$ 154 milhões em 2025.
Moretto diz que a Dr. Peanut introduziu o conceito de pasta de amendoim gourmet, unindo a densidade nutricional da matéria-prima (gorduras boas e aporte proteico) à indulgência de sobremesas cremosas e saborizadas. O diferencial, segundo o executivo, está no sabor.
As receitas das pastas de amendoim incorporam whey protein, mantendo perfil zero adição de açúcares, zero gordura trans e sem glúten. O movimento permitiu à marca atrair tanto praticantes de atividades físicas quanto consumidores em busca de doces saudáveis.
A estrutura da nova fábrica tem capacidade para 12 milhões de unidades de potes de amendoim por ano, A Dr. Peanut alcançou um faturamento de R$ 154 milhões em 2025.
(Fontre: Pipiline - Jornal Valor - 01.10.2026)
29 de set. de 2026
BlueOak
Criada em 2022, a BlueOak é especializada em situações complexas ou em crise – nicho conhecido no mercado como special sits –,, segmento que reúne investimentos em empresas com dívidas elevadas, necessidade de capital, disputas societárias ou outras situações que dificultem o acesso a recursos.
Entre seus fundadores estão executivos com passagem por gestoras e instituições financeiras conhecidas: Meton Morais trabalhou no Starboard, João Junqueira foi executivo da GP Investments e Beny Podlubny comandou a área de private banking da XP.
Em 2023, a gestora captou R$ 250 milhões para seu primeiro fundo, com a intenção de alcançar R$ 500 milhões. Atualmente, a gestora tem cerca de R$ 1 bilhão.
Em 2025, ampliando seus investimentos em infraestrutura, a BlueOak financiou a aquisição da Capixaba Energia, produtora de petróleo com ativos no Espírito Santo, por R$ 105 milhões.
No início de setembro de 2026, a BlueOak divulga que está ampliando sua aposta no setor de saneamento.
A casa acertou a compra de 100% da São Simão Saneamento Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto no município de São Simão, em Goiás. A aquisição será feita pela Clear Ambiental, veículo de investimentos do grupo BlueOak.
O contrato foi assinado em 3 de setembro (2026), mas a conclusão da operação ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O valor acertado entre as partes não foi divulgado.
Com a transação, a São Simão se tornará a quinta concessão municipal de saneamento sob o guarda-chuva da BlueOak.
A casa acertou a compra de 100% da São Simão Saneamento Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto no município de São Simão, em Goiás. A aquisição será feita pela Clear Ambiental, veículo de investimentos do grupo BlueOak.
O contrato foi assinado em 3 de setembro (2026), mas a conclusão da operação ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O valor acertado entre as partes não foi divulgado.
Com a transação, a São Simão se tornará a quinta concessão municipal de saneamento sob o guarda-chuva da BlueOak.
Apesar da expansão, a BlueOak ainda é uma participante pequena no saneamento brasileiro. Antes da aquisição, suas três concessionárias atendiam cerca de 78 mil pessoas com abastecimento de água e 9 mil com esgotamento sanitário. Com São Simão, esses números passarão para aproximadamente 95 mil e 26 mil pessoas, respectivamente.
A gestora já reúne operações em Pomerode, em Santa Catarina, por meio da Pomerwasser Ambiental, e nas cidades goianas de Buriti Alegre e Ipameri. Recentemente, assinaram a concessão de Andradas, no interior de São Paulo.
(Fonte: InvestNews - 23.09.2026)
A gestora já reúne operações em Pomerode, em Santa Catarina, por meio da Pomerwasser Ambiental, e nas cidades goianas de Buriti Alegre e Ipameri. Recentemente, assinaram a concessão de Andradas, no interior de São Paulo.
(Fonte: InvestNews - 23.09.2026)
27 de set. de 2026
Grupo Scheffer
O Grupo Scheffer é controlado por um ramo da família do ex-ministro Blairo Maggi e do megaprodutor Eraí Maggi Scheffer, dono do Grupo Bom Futuro. Com sede em Sapezal, no oeste de Mato Grosso, a companhia foi fundada em 1993 por Elizeu Zulmar Maggi Sheffer, primo de Blairo e irmão de Eraí.
Em 2016, o grupo enfrentou alguns problemas de capital de giro.
Em 2018, a gestão era dividida entre Elizeu, que assumiu a posição de estrategista, e seus três filhos. O dia a dia é tocado por Guilherme Sheffer, de 36 anos, que também é o diretor financeiro do grupo. Gilliard se concentra mais no planejamento operacional das lavouras e Gislayne é diretora administrativa.
Em Mato Grosso, o Grupo Scheffer é conhecido por ser competente no plantio e, embora tenha avançado pouco na profissionalização da gestão, também por ser mais "moderno" que outros grupos familiares de produção agrícola do Centro-Oeste no que se refere a alternativas de financiamento. No primeiro semestre de 2017, por exemplo, emitiu um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de R$ 93 milhões assessorado por Itaú BBA, Rabobank e Santander. No passado, chegou a considerar a possibilidade de abrir o capital.
As fazendas do grupo - algumas das quais contam também com áreas de pastagens, mas relativamente modestas - são administradas pela Agropecuária Scheffer, controlada pela Scheffer Participações S.A. Essa holding também controla a Scheffer Armazéns e a Scheffer Transportes, duas subsidiárias consideradas estratégicas e bem posicionadas em seus mercados.
Em 2018, a gestão era dividida entre Elizeu, que assumiu a posição de estrategista, e seus três filhos. O dia a dia é tocado por Guilherme Sheffer, de 36 anos, que também é o diretor financeiro do grupo. Gilliard se concentra mais no planejamento operacional das lavouras e Gislayne é diretora administrativa.
Em Mato Grosso, o Grupo Scheffer é conhecido por ser competente no plantio e, embora tenha avançado pouco na profissionalização da gestão, também por ser mais "moderno" que outros grupos familiares de produção agrícola do Centro-Oeste no que se refere a alternativas de financiamento. No primeiro semestre de 2017, por exemplo, emitiu um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de R$ 93 milhões assessorado por Itaú BBA, Rabobank e Santander. No passado, chegou a considerar a possibilidade de abrir o capital.
As fazendas do grupo - algumas das quais contam também com áreas de pastagens, mas relativamente modestas - são administradas pela Agropecuária Scheffer, controlada pela Scheffer Participações S.A. Essa holding também controla a Scheffer Armazéns e a Scheffer Transportes, duas subsidiárias consideradas estratégicas e bem posicionadas em seus mercados.
Considerando números de outubro de 2018, a empresa, que negociava a venda de uma participação minoritária de seu capital, era avaliada entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões,
De acordo com fontes do setor, a empresa contava com 11 unidades produtoras em Mato Grosso, Estado que lidera a produção nacional de grãos, e no Maranhão, com uma área total da ordem de 200 mil hectares onde planta soja, milho e algodão somadas as safra de verão e inverno. A empresa tem ainda escritórios na capital mato-grossense Cuiabá e em Sinop, no norte do Estado, e em Imperatriz, no Maranhão.
(Fonte: Valor - 11.10.2018)
26 de set. de 2026
Ligga (Grupo Santa Elina)
A entrada do grupo Santa Elina no negócio de minério de ferro se deu com a criação da Rio Minas Mineração, em 2011. A empresa, sediada em Cuiabá, incorporou todos os direitos minerais para exploração de minério de ferro do grupo no Pará, na região de Carajás.
O grupo Santa Elina pertence à família Brito e foi fundado na década de 1970 por Paulo Brito, inicialmente focado na exploração de ouro.
Dez anos depois, em 2021, a Rio Minas foi renomeada Ligga S.A., fruto de uma joint venture entre a Santa Elina e o grupo Cosan, que buscava uma integração do seu projeto de terminal portuário em São Luís com as reservas de minério de ferro da Ligga.
O empreendimento não evoluiu, principalmente em razão da entrada da Cosan no capital da Vale em 2022, adquirindo 4,9% das ações.
Dez anos depois, em 2021, a Rio Minas foi renomeada Ligga S.A., fruto de uma joint venture entre a Santa Elina e o grupo Cosan, que buscava uma integração do seu projeto de terminal portuário em São Luís com as reservas de minério de ferro da Ligga.
O empreendimento não evoluiu, principalmente em razão da entrada da Cosan no capital da Vale em 2022, adquirindo 4,9% das ações.
A mina da Ligga começou a operar em 2022, crescendo aos poucos, de 600 mil toneladas para 1 milhão e, depois, 2 milhões de toneladas.
Em 2026, os acionistas da Santa Elina e da Cosan decidiram desfazer a joint venture – que previa criar uma mineradora de ferro apta a produzir cerca de 10 milhões de toneladas anuais e tinha plano de triplicar o volume.
Considerando números de setembro de 2026, a família Brito é a maior acionista da mineradora de ouro Aura Minerals, que é listada na Nasdaq (Nova York) e na B3 (BDR). A Santa Elina, além do minério de ferro no Pará, tem produção de zinco e chumbo em Rondônia.
Dona de um gigantesco complexo de produção de minério de ferro em Carajás, no sul do Pará, a Vale vislumbrou valor futuron em uma operação de pequeno porte situada na mesma região, tocada pela mineradora Ligga S.A., que foi fundada e é controlada pelo grupo Santa Elina.
Considerando números de setembro de 2026, a família Brito é a maior acionista da mineradora de ouro Aura Minerals, que é listada na Nasdaq (Nova York) e na B3 (BDR). A Santa Elina, além do minério de ferro no Pará, tem produção de zinco e chumbo em Rondônia.
Dona de um gigantesco complexo de produção de minério de ferro em Carajás, no sul do Pará, a Vale vislumbrou valor futuron em uma operação de pequeno porte situada na mesma região, tocada pela mineradora Ligga S.A., que foi fundada e é controlada pelo grupo Santa Elina.
Em 18 de setembro de 2026, a Vale assinou um acordo considerado estratégico, pelo qual adquire uma participação minoritária de 30% da Ligga. Ao mesmo tempo, firmou contrato exclusivo (“offtake”) que garante a compra de toda da produção, atual e futura, da mineradora. O valor do negócio não foi revelado pelas companhias. Segundo a Bloomberg, porém, o valor teria sido de US$ 190 milhões.
A Ligga tem instalações de produção de minério de ferro na mina Ferro Sul, localizadas entre os municípios de Curionópolis e Parauapebas. As reservas, a mina e a área de produção da Ligga ficam a aproximadamente 10 quilômetros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), operada pela Vale e que transporta minério produzido em Carajás para seu terminal portuário Ponta da Madeira, em São Luís (MA), de onde é embarcado em grandes navios rumo a mercados do exterior.
Conforme números de setembro de 2026, a Ligga produz 2 milhões de toneladas por ano do minério do tipo “sinter-feed” (conhecido como finos), que já é vendido à nova sócia. Conforme a nota da Vale, o plano, com o acordo, é ampliar o volume da mina para 8 milhões de toneladas em dois anos.
(Fonte: Estadão - 22.09.2026)
A Ligga tem instalações de produção de minério de ferro na mina Ferro Sul, localizadas entre os municípios de Curionópolis e Parauapebas. As reservas, a mina e a área de produção da Ligga ficam a aproximadamente 10 quilômetros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), operada pela Vale e que transporta minério produzido em Carajás para seu terminal portuário Ponta da Madeira, em São Luís (MA), de onde é embarcado em grandes navios rumo a mercados do exterior.
Conforme números de setembro de 2026, a Ligga produz 2 milhões de toneladas por ano do minério do tipo “sinter-feed” (conhecido como finos), que já é vendido à nova sócia. Conforme a nota da Vale, o plano, com o acordo, é ampliar o volume da mina para 8 milhões de toneladas em dois anos.
(Fonte: Estadão - 22.09.2026)
22 de set. de 2026
Althia
A Althia, gestora dedicada a assumir e assessorar empresas em dificuldades financeiras, foi criada em setembro de 2026, pela executiva Camille Faria. A executiva será sócia majoritária da Althia com outros dois executivos de mercado que serão anunciados em breve.
Camille Faria fez carreira entrando em empresas quando a maioria dos diretores prefeririam sair. Foi diretora financeira da Oi durante a primeira recuperação judicial e ocupou o mesmo cargo (CFO) na Americanas, em que liderou a maior RJ da história do Brasil. De fevereiro a março de 2026, teve uma passagem relâmpago pela Oncoclínicas.
Agora, decidiu transformar essa experiência em negócio próprio. O nome Althia vem do grego Althaia, nome associado a curar: recuperar o que é essencial.
A Althia pretende se concentrar em sete setores (Óleo e Gás, Telecom, Varejo, Energia, Saúde, Navegação e Infraestrutura) e em companhias com faturamento superior a R$ 1 bilhão e ao menos R$ 500 milhões em dívidas.
A casa poderá investir diretamente ou reorganizar companhias para bancos, fundos e outros credores. Camille disse que a ideia de criar a própria gestora partiu dos pedidos de credores que desejam contar com os serviços dela em empresas de médio porte, que não teriam condições de contratar uma profissional com o mesmo currículo.
“Creio que nossa casa vai misturar um perfil difícil de encontrar hoje no mercado, de pessoas que passaram pelas cadeiras de CEO e CFO e também já foram bankers. Conhecemos as duas realidades”, diz Camille Faria em conversa com o InvestNews.
A chegada de um nome conhecido das maiores recuperações judiciais do país a esse mercado ajuda a dimensionar uma mudança em curso. À medida que crescem as reestruturações, ganham relevância as gestoras dispostas a ir além da renegociação da dívida e colocar a mão na operação.
“As companhias raramente entram em dificuldade só por causa de uma estrutura de capital desbalanceada. Elas têm algum problema operacional para ser endereçado também”, afirma Camille. Isso pode exigir cortes de custos, venda de ativos, mudança de estratégia ou uma transformação completa do modelo de negócio.
Para ela, a demanda continuará elevada mesmo quando os juros começarem a cair. Depois de anos de crédito caro, muitas empresas ainda precisarão reorganizar dívidas e operações. “Infelizmente, a gente ainda está no início de um ciclo”, diz.
Assumir empresas com dívidas elevadas, falta de capital ou disputas entre acionistas já é o negócio de um grupo de gestoras brasileiras. IG4, Mapa, AGI e Geribá, são alguns exemplos. São companhias de setores diferentes, mas às voltas com problemas financeiros ou societários complexos.
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Conhecidas como gestoras de situações especiais – ou special situations –, essas casas entram quando acreditam que a operação continua viável. O ativo ideal ainda vende, presta um serviço relevante ou gera caixa.
A complexidade reduz o número de compradores, abre espaço para negociar um desconto e cria a possibilidade de retorno maior. Renegociada a dívida, reorganizado o controle ou trocada a gestão, a aposta é que a empresa volte a valer mais.
Os recursos vêm de investidores institucionais, tesourarias de empresas e famílias endinheiradas. Entre eles e as gestoras que assumem a reestruturação, há casas que funcionam como financiadoras e selecionadoras de negócios.
A Althia começará sem um fundo. Faria diz que investidores já demonstraram interesse em financiar seus projetos, mas a casa avaliará primeiro a necessidade de capital de cada operação. As aquisições poderão ser alavancadas, com o credor trocando um crédito estressado por um novo título.
Camille Faria fez carreira entrando em empresas quando a maioria dos diretores prefeririam sair. Foi diretora financeira da Oi durante a primeira recuperação judicial e ocupou o mesmo cargo (CFO) na Americanas, em que liderou a maior RJ da história do Brasil. De fevereiro a março de 2026, teve uma passagem relâmpago pela Oncoclínicas.
Agora, decidiu transformar essa experiência em negócio próprio. O nome Althia vem do grego Althaia, nome associado a curar: recuperar o que é essencial.
A Althia pretende se concentrar em sete setores (Óleo e Gás, Telecom, Varejo, Energia, Saúde, Navegação e Infraestrutura) e em companhias com faturamento superior a R$ 1 bilhão e ao menos R$ 500 milhões em dívidas.
A casa poderá investir diretamente ou reorganizar companhias para bancos, fundos e outros credores. Camille disse que a ideia de criar a própria gestora partiu dos pedidos de credores que desejam contar com os serviços dela em empresas de médio porte, que não teriam condições de contratar uma profissional com o mesmo currículo.
“Creio que nossa casa vai misturar um perfil difícil de encontrar hoje no mercado, de pessoas que passaram pelas cadeiras de CEO e CFO e também já foram bankers. Conhecemos as duas realidades”, diz Camille Faria em conversa com o InvestNews.
A chegada de um nome conhecido das maiores recuperações judiciais do país a esse mercado ajuda a dimensionar uma mudança em curso. À medida que crescem as reestruturações, ganham relevância as gestoras dispostas a ir além da renegociação da dívida e colocar a mão na operação.
“As companhias raramente entram em dificuldade só por causa de uma estrutura de capital desbalanceada. Elas têm algum problema operacional para ser endereçado também”, afirma Camille. Isso pode exigir cortes de custos, venda de ativos, mudança de estratégia ou uma transformação completa do modelo de negócio.
Para ela, a demanda continuará elevada mesmo quando os juros começarem a cair. Depois de anos de crédito caro, muitas empresas ainda precisarão reorganizar dívidas e operações. “Infelizmente, a gente ainda está no início de um ciclo”, diz.
Assumir empresas com dívidas elevadas, falta de capital ou disputas entre acionistas já é o negócio de um grupo de gestoras brasileiras. IG4, Mapa, AGI e Geribá, são alguns exemplos. São companhias de setores diferentes, mas às voltas com problemas financeiros ou societários complexos.
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Conhecidas como gestoras de situações especiais – ou special situations –, essas casas entram quando acreditam que a operação continua viável. O ativo ideal ainda vende, presta um serviço relevante ou gera caixa.
A complexidade reduz o número de compradores, abre espaço para negociar um desconto e cria a possibilidade de retorno maior. Renegociada a dívida, reorganizado o controle ou trocada a gestão, a aposta é que a empresa volte a valer mais.
Os recursos vêm de investidores institucionais, tesourarias de empresas e famílias endinheiradas. Entre eles e as gestoras que assumem a reestruturação, há casas que funcionam como financiadoras e selecionadoras de negócios.
A Althia começará sem um fundo. Faria diz que investidores já demonstraram interesse em financiar seus projetos, mas a casa avaliará primeiro a necessidade de capital de cada operação. As aquisições poderão ser alavancadas, com o credor trocando um crédito estressado por um novo título.
Só falta agora Camille Faria informar quais os ganhos conseguidos com seu trabalho na Oi, Lojas Americanas e Oncoclínicas.
(Fonter: InvestNews - 22.09.2026 - parte)
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