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8 de mai. de 2026

Kalshi

          A startup de mercado de previsões Kalshi foi fundada em 2018 por Tarek Mansour e Luana Lopes Lara, colegas de MIT, como uma bolsa financeira em que usuários negociam contratos de “sim” ou “não” 
relacionados ao resultado de eventos reais — de eleições e decisões do Federal Reserve a jogos da NFL.
          A Kalshi é uma plataforma de mercado preditivo na qual usuários apostam na probabilidade de eventos do mundo real acontecerem.
          Os dois cofundadores da Kalshi, Mansour e Lopes Lara, ambos de 29 anos, possuem cada um
aproximadamente 12% da empresa.
          Depois de mais de dois anos em um limbo regulatório, a empresa recebeu aprovação da Commodity Futures Trading Commission em novembro de 2020, tornando-se a primeira bolsa de contratos de eventos regulamentada federalmente nos Estados Unidos. A plataforma foi lançada oficialmente em julho de 2021.
          A Kalshi ganhou força em 2024, quando uma decisão judicial federal abriu caminho para que a empresa oferecesse contratos ligados às eleições pouco antes da disputa presidencial americana, provocando um salto no volume negociado. Desde então, o crescimento foi impulsionado pela forte 
expansão no segmento esportivo, que hoje representa mais de 70% da atividade da plataforma.
          Embora inicialmente tenha conquistado principalmente investidores de varejo, especialmente apostadores esportivos, a companhia passou a focar cada vez mais na adoção institucional. O fundo Susquehanna International Group, do bilionário Jeff Yass, tornou-se market maker da Kalshi em abril de 2024, negociando e fornecendo liquidez aos mercados da plataforma.
          Em dezembro de 2025, a Kalshi levantou US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) em uma rodada que avaliou a companhia em US$ 11 bilhões (R$ 55 bilhões), colocando Mansour e Lopes Lara pela primeira vez na lista de bilionários, com patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão cada (R$ 6,5 bilhões).
Luana Lopes Lara tornou-se a mulher bilionária self-made mais jovem do mundo em dezembro passado, quando a Kalshi captou US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) e sua avaliação quintuplicou em menos de seis meses, chegando a US$ 11 bilhões (R$ 55 bilhões).
Brasileira e ex-bailarina profissional, Luana estudou ciência da computação no MIT. Ela
ultrapassou Lucy Guo, da Scale AI, que havia tomado o título de Taylor Swift em abril de 2025.
          A rodada bilionária da Kalshi em dezembro e a entrada de seus fundadores no clube dos bilionários ocorreram após o sucesso de sua principal rival: a Polymarket. O fundador solo da empresa, Shayne Coplan, de 27 anos, tornou-se um dos bilionários mais jovens do mundo em outubro de 2025, quando a Intercontinental Exchange — controladora da Bolsa de Nova York — investiu US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em sua companhia.
          Em 7 de maio de 2026, a Kalshi anunciou que levantou US$ 1 bilhão em novo capital, o que dobrou seu valor de mercado e elevou a fortuna de seus dois cofundadores para US$ 2,6 bilhões (R$12,86 bilhões) em apenas seis meses, segundo fontes familiarizadas com a empresa.
          A nova rodada de investimentos, realizada apenas seis meses após a primeira captação bilionária, foi liderada pela gestora Coatue, com participação de investidores como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz, Morgan Stanley e a ARK Invest, de Cathie Wood.
          A Kalshi informou que os novos recursos serão usados para atender à demanda crescente de instituições como hedge funds, tradings e seguradoras. A empresa quer expandir além do varejo e desenvolver produtos voltados para instituições financeiras tradicionais.
          O volume anualizado de negociações mais que triplicou nos últimos seis meses, chegando a US$ 178 bilhões (R$ 890 bilhões), enquanto a receita anualizada ultrapassou US$ 1,5 bilhão em maio de 2026 (R$ 7,5 bilhões).
          A popularidade crescente também se refletiu na avaliação da empresa, que saltou de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em junho de 2025 para US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões) em maio de 2026.
          Gestoras como a ARK Invest, de Cathie Wood, começaram a usar dados da Kalshi para embasar estratégias de investimento e solicitar novos mercados. A empresa também construiu uma ampla rede de parcerias: Robinhood e Coinbase oferecem mercados da Kalshi a seus usuários, enquanto CNN, CNBC e Fox Corporation utilizam dados da plataforma em suas reportagens.
          Segundo a companhia, a Kalshi reúne 2 milhões de traders ativos por mês, responsáveis por mais de 90% da atividade do mercado preditivo nos Estados Unidos.
          A Kalshi está, considerando números de maio de 2026, avaliada em US$ 22 bilhões (R$ 110 
bilhões), segundo estimativas da Forbes.
(Fonte: msn - 07.05.2026)

7 de mai. de 2026

Second Life

          O Second Life é um jogo de internet que simula um mundo virtual.
          Empresas instaladas no país, como Petrobras, Volkswagen, Citibank, e Tecnisa apostAm na força da Second Life para reforçar suas marcas.
          A construtora paulista Tecnisa estreou em 30 de março de 2007 no Second Life. A empresa pagou 15.000 reais por um "terreno online" onde lançaria, simultaneamente a mundo real, um empreendimento de 30 edifícios comerciais e residenciais em São Paulo, numa área de 250.000 metros quadrados no bairro da Barra Funda, zona oeste da capital paulista.
          A makete que poderia ser vista no terreno real também estaria disponível no Second Life. Diariamente, das 9 às 17 horas, haveria sempre um corretor de plantão para tirar as dúvidas dos interessados virtuais (na verdade, o profissional contratado pela construtora era um "nerd" de 20 e poucos anos viciado em jogos do mundo virtual e que trabalha no computador de sua casa). O diretor de marketing da Tecnisa, Romeo Busarello, diz que o objetivo não é vender imóveis pelo Second Life, mas reforçar a presenças da marca Tecnisa na eeb (e empresa foi a primeira do setor a lançar um blog). Em abril de 2007, 37% das vendas da construtora eram concluídas por seu site.
(Fonte: Exame - 11.04.2007)

Dedini

          Não é exagero dizer que a história do álcool brasileiro passa pela família de Dovílio Ometto. Engenheiro agrônomo de formação, ele é filho de Pedro Ometto, descendente de imigrantes italianos e fundador do negócio que acabaria se transformando na Cosan, que já em 2007, era a maior produtora de açúcar do mundo, então com faturamento de 2,4 bilhões de reais.
          Na década de 1940, Dovílio começou a trabalhar na empresa de Mário Dedini, compadre e sócio de seu pai em alguns negócios. Naquela época, o mundo do açúcar e do álcool em São Paulo praticamente se dividia entre essas duas famílias. Os Ometto eram donos de fazenda de cana e de processamento de açúcar. Os Dedini partiram para a produção de usinas para essas fazendas. Dovílio foi o primeiro a fazer a união de sangue entre os dois clãs, quando se casou com Ada, uma das herdeiras da Dedini. Com o passar dos anos, ele vendeu sua participação nos negócios de sua família para aplicar 
tudo somente na empresa.
          Presidente do conselho de administração e controlador da Dedini Indústrias de Base, com sede em Piracicba, interior de São Paulo, o senhor Dovílio (como era conhecido) viu sua empresa florescer, transformar-se num conglomerado metalúrgico com 20 negócios e 11 mil funcionários e, anos depois, flertar com a falência. Graças a um processo de reestruturação e diversificação, a Dedini se recuperou e prosseguia sem maiores percalços, mas também sem o brilho de outrora.
          Quando parecia que nada mais poderia acontecer, eis que a roda da fortuna cruzou mais uma vez o caminho do senhor Dovílio. Impulsionado pelo entusiasmo internacional com o etanol e pela popularidade dos carros flex no país, sua Dedini ressurgiu em 2004 e anos seguintes, como um dos mais impressionantes casos de sucesso - e de virada - no capitalismo brasileiro. A Dedini passou a ser (2007 ou um pouco antes) uma das raras companhias brasileiras capazes de produzir, entregar e montar usinas inteiras para a produção de açúcar e álcool - área em que o Brasil era considerado referência mundial.
          Marcada, porém, por sua atuação em um setor ligado a commodities - açúcar e álcool -, a Dedini tem sido historicamente uma empresa vulnerável a fatores externos. A companhia cresceu exponencialmente quando o setor foi bem e afundou retumbantemente após o fracasso do Proálcool. Na década 1998/2007, antes da recuperação do etanol, a empresa tomou uma série de atitudes para prevenir-se contra novas oscilações. Passou a atuar no mercado de bens de capital - máquinas e equipamentos de grande porte- e a fornecer para setores tão diversos quanto mineração e siderurgia. Também passou a produzir equipamentos para a indústria cervejeira. Paralelamente à diversificação de atividades, foi conduzido um drástico programa de reestruturação. Dos 5.000 funcionários que o grupo tinha em 2000, metade foi demitida até 2007. Os membros da família envolvidos nas operações da empresa foram afastados - inclusive o senho Dovílio, que em fevereiro de 2007, saiu da presidência da companhia - e foram contratados executivos profissionais para os cargos de diretor.
(Fonte: Exame - 11.04.2007)

29 de abr. de 2026

Crazy Mountain

          A Casamigos, última empresa de bebidas fundada por George Clooney, Rande Gerber e Mike Meldman, foi alvo de uma aquisição estrondosa pela Diageo. Agora, os investidores apostam no próximo empreendimento do grupo de amigos — no extremo oposto do espectro de bebidas alcoólicas.
          A nova empresa, a marca de cerveja sem álcool Crazy Mountain, anunciou em fins de abril de 2026 que levantou US$ 15 milhões em financiamento inicial, conforme noticiado em primeira mão por Michael de la Merced.
          A Crazy Mountain foi apresentada em março de 2026 como o mais recente empreendimento de Clooney e Gerber, um empresário do ramo da hotelaria casado com Cindy Crawford, e Meldman, um magnata do setor imobiliário.
          O último empreendimento conjunto foi a Casamigos, que, segundo eles, começou como uma tequila para a casa de férias de Clooney e Gerber no México. Eventualmente, tornou-se uma marca de bebidas destiladas extremamente popular, que a Diageo comprou em 2017 por um mínimo de US$ 700 milhões em dinheiro à vista; Se a Casamigos atingir determinadas metas de vendas até o próximo ano, a Diageo pagará um adicional de US$ 300 milhões.
          A Crazy Mountain é uma aposta no crescimento do mercado de bebidas não alcoólicas. Os consumidores estão bebendo menos álcool — as vendas de cerveja, vinho e destilados caíram nos últimos anos — em meio a preocupações com saúde, custo e outros fatores. As bebidas não alcoólicas ainda representam uma pequena parcela do mercado total de bebidas, mas analistas e executivos do setor estão atentos.
          “Estamos criando a Crazy Mountain para o nosso estilo de vida atual, mantendo o ritual e a camaradagem de tomar uma cerveja gelada, só que sem álcool”, disse Gerber em um comunicado.
          A marca já é vendida em mais de 25 estados americanos e online.
          A rodada de investimentos da Crazy Mountain foi liderada pela CAVU Consumer Partners, uma empresa de investimentos focada no consumidor. Também participaram a Coatue Management e a Discovery Land Company, de Meldman, que ajudaram a incubar o negócio.
          “A cerveja sem álcool é uma das categorias de crescimento mais promissoras no setor de bebidas, e ainda estamos no início”, disse Ben Schwerin, sócio da Coatue e membro do conselho da Crazy Mountain. “A equipe fundadora”, acrescentou, “é o grupo certo para construir a marca definitiva nesse segmento”.
          Clooney não é o único ator a entrar no mercado de cerveja sem álcool. Tom Holland, astro dos recentes filmes do Homem-Aranha da Marvel, lançou a marca BERO em 2024. Desde então, a empresa teria captado investimentos com uma avaliação superior a US$ 100 milhões.
(Fonte: New York Times - 29.04.2026)

25 de abr. de 2026

Red Lobster

          A rede de restaurantes Red Lobster surgiu na Flórida em 1968 e é conhecida por servir frutos do mar a preços acessíveis.
          Uma tradição começou na empresa nos anos 2000: uma promoção chamada Camarão Infinito. De início, esse open camarão rolava uma vez por ano, e o rodízio se limitava a variedades mais baratas do 
crustáceo.
          O problema é que eles se perderam no personagem: em 2023, o coma-quanto-puder virou um item 
fixo no cardápio.
          Alguns clientes, ignorando a ética dos rodízios, começaram a encher baldes de crustáceos para levar para casa.
          Em parte por culpa da promoção chamada Camarão Infinito, a Red Lobster entrou em recuperação judicial nos EUA em 2024.
          A promoção insensata colaborou com um prejuízo de US$ 11 milhões no 3º trimestre de 2023 e precipitou a Recuperação Judicial. Agora, em busca de receita para sair da crise, a Red Lobster trará de volta o Camarão Infinito – mas em uma versão repensada para não machucar o caixa.
(Fonte: InvestNews - 24.04.2026)

23 de abr. de 2026

Vodafone

          Em 1980, Ernest Harrison, então presidente da Racal – o maior fabricante de rádios militares do Reino Unido – negociou um acordo com Lord Weinstock da General Electric Company (GEC) do Reino Unido, que deu à Racal acesso a algumas das tecnologias de rádio de campo de batalha da GEC. Harrison instruiu o chefe da divisão de rádio militar de Racal, Gerry Whent, a explorar o uso dessa tecnologia para fins civis. Whent visitou uma fábrica de rádios móveis administrada pela empresa norte-americana General Electric (sem relação com a UK GEC) na Virgínia, naquele mesmo ano. Em 1981, a subsidiária Racal Strategic Radio Ltd foi criada.
          Jan Stenbeck, chefe de um crescente conglomerado sueco, fundou uma empresa americana, a Millicom Inc, e abordou Gerry Whent em julho de 1982 sobre uma licitação conjunta para a segunda licença de rádio celular do Reino Unido. Os dois fecharam um acordo dando à Racal 60% da nova empresa, Racal-Millicom Ltd, e à Millicom 40%. Devido às preocupações do Governo do Reino Unido sobre a propriedade estrangeira, os termos foram revistos e, em dezembro de 1982, a parceria Racal-Millicom recebeu a segunda licença de rede de telefonia móvel do Reino Unido. A propriedade final da Racal-Millicom Ltd era de 80% da Racal, com a Millicom detendo 15% mais royalties, e a empresa de capital de risco Hambros Technology Trust detendo 5%. De acordo com o Secretário de Estado de Negócios e Comércio do Reino Unido , "a proposta apresentada pela Racal-Millicom Ltd. proporcionou a melhor perspectiva para uma cobertura nacional antecipada por rádio celular."
          A Vodafone foi lançada em 1 de janeiro de 1985 sob o novo nome de Racal-Vodafone (Holdings) Ltd, com seu primeiro escritório baseado no Courtyard em Newbury, Berkshire, e logo depois Racal Strategic Radio foi renomeada Racal Telecommunications Group Ltd.. O primeiro funcionário não pertencente à Vodafone a fazer uma chamada de telemóvel no Reino Unido foi o comediante Ernie Wise, de St Katharine Docks, Londres, em 1 de janeiro de 1985. Em 29 de dezembro de 1986, a Racal Electronics emitiu ações para os acionistas minoritários da Vodafone. no valor de £ 110 milhões, e a Vodafone tornou-se uma marca de propriedade integral da Racal. 
          Em 26 de outubro de 1988, a Racal Telecom, detida maioritariamente pela Racal Electronics, abriu o capital na Bolsa de Valores de Londres com 20% das suas ações em circulação. A flutuação bem-sucedida levou a uma situação em que a participação da Racal na Racal Telecom foi mais valorizada do que a totalidade da Racal Electronics. Sob pressão do mercado de ações para obter valor total para os acionistas, a Racal cindiu a Racal Telecom em 1991.
          Em 16 de setembro de 1991, a Racal Telecom foi cindida da Racal Electronics como Grupo Vodafone, com Gerry Whent como seu CEO.
          Em julho de 1996, a Vodafone adquiriu os dois terços da Talkland que ainda não possuía por £ 30,6 milhões. Em 19 de novembro de 1996, em um movimento defensivo, a Vodafone comprou por £ 77 milhões a Peoples Phone, uma rede de 181 lojas cujos clientes usavam predominantemente a rede da Vodafone. Em um movimento semelhante, a empresa adquiriu os 80% que ainda não possuía da Astec Communications, uma prestadora de serviços com 21 lojas.
          Em janeiro de 1997, Whent se aposentou e Chris Gent assumiu como CEO. No mesmo ano, a Vodafone introduziu o seu logotipo Speechmark, composto por uma aspa em círculo, com o Os no logotipo da Vodafone representando aspas de abertura e fechamento e sugerindo conversa.
          Em 29 de junho de 1999, a Vodafone concluiu a compra do provedor de serviços americano AirTouch e mudou seu nome para Vodafone Airtouch plc. A empresa resultante da fusão iniciou suas atividades em 30 de junho de 1999. A aquisição deu à Vodafone uma participação de 35% na Mannesmann , proprietária da maior rede móvel alemã. Para obter a aprovação antitruste para a fusão, a Vodafone vendeu a sua participação de 17,2% no concorrente alemão da Mannesmann, E-Plus.
          Em 21 de setembro de 1999, a Vodafone concordou em fundir os seus ativos sem fio nos EUA com os da Bell Atlantic Corp para formar a Verizon. A fusão foi concluída em 4 de abril de 2000, apenas alguns meses antes da fusão da Bell Atlantic com a GTE para formar a Verizon Communications.
          Em Novembro de 1999, a Vodafone fez uma oferta não solicitada pela Mannesmann, que foi rejeitada. O interesse da Vodafone na Mannesmann aumentou com a compra da Orange, a operadora móvel do Reino Unido, por esta última. Gent diria mais tarde que a mudança de Mannesmann para o Reino Unido quebrou um "acordo de cavalheiros" para não competir no território de origem um do outro. A aquisição hostil provocou fortes protestos na Alemanha e uma "luta titânica" que viu Mannesmann resistir aos esforços da Vodafone. No entanto, em 3 de fevereiro de 2000, o conselho da Mannesmann concordou com uma oferta aumentada de £ 112 bilhões (US$ 364 bilhões em valores atualizados em abril de 2026 pela inflação), então a maior fusão corporativa de todos os tempos. A UE aprovou a fusão em Abril de 2000, depois da Vodafone ter concordado em alienar a marca 'Orange', que foi adquirida em maio de 2000 pela France Telecom.
          Em 28 de Julho de 2000, a Empresa voltou ao seu antigo nome, Vodafone Group plc.
          Em 17 de Dezembro de 2001, a Vodafone introduziu o conceito de “Redes Parceiras”, ao assinar a TDC Mobil da Dinamarca. O novo conceito envolveu a introdução dos serviços internacionais da Vodafone no mercado local, sem necessidade de investimento por parte da Vodafone. O conceito seria utilizado para estender a marca e os serviços Vodafone a mercados onde não tinha participações em operadoras locais. Os serviços da Vodafone seriam comercializados no âmbito do regime de dupla marca, onde a marca Vodafone é adicionada no final da marca local. (ou seja, TDC Mobil-Vodafone etc.).
          Em 1 de dezembro de 2011, adquiriu a Bluefish Communications Ltd, com sede em Reading, uma empresa de consultoria em TIC. As operações adquiridas formaram o núcleo de uma nova prática de Comunicações Unificadas e Colaboração dentro de sua subsidiária Vodafone Global Enterprise, que se concentraria na implementação de estratégias em computação em nuvem e fortaleceria sua oferta de serviços profissionais.
          Em abril de 2012, a Vodafone anunciou um acordo para adquirir a Cable & Wireless Worldwide (CWW) por £ 1,04 bilhão. A aquisição deu à Vodafone acesso à rede de fibra da CWW para empresas, permitindo-lhe oferecer comunicações unificadas às empresas. No dia 18 de junho de 2012, os acionistas da Cable & Wireless votaram a favor da oferta da Vodafone.
          Em 2 de setembro de 2013, a Vodafone anunciou que venderia sua participação de 45% na Verizon Wireless para a Verizon Communications por US$ 130 bilhões.
(Fonte: Wikipédia)

16 de abr. de 2026

Sada

          O grupo Sada foi fundado em 1976, em Betim, Minas Gerais. É um conglomerado bilionário construído com caminhões-cegonha
          A figura-chave por trás dessa operação é o italiano Vittorio Medioli, que chegou ao Brasil em 1976, aos 25 anos, para instalar uma filial da transportadora de sua família, que atendia a fábrica da Fiat em Minas.
          A trajetória de Medioli, porém, tem controvérsias. Em 2018, o empresário foi denunciado por formação de cartel no setor de transporte de veículos. E em 2022 gerou polêmica ao sugerir, em sua coluna de jornal, que o Nordeste se separasse do resto do Brasil.
          O grupo tem braços em vários setores: além de construir as próprias cegonhas, produz etanol, recicla carros em escala industrial, fabrica autopeças para a Stellantis, é dono do jornal O Tempo e mantém o Sada Cruzeiro – maior campeão do vôlei masculino brasileiro.
          Metade dos carros zero km do Brasil viaja nos caminhões-cegonha da Sada que hoje tem 30 empresas, 8 mil funcionários e operações em quatro países. Só em 2025, eles transportaram 2,5 milhões de veículos.
(Fonte: InvestNews - 16.04.2026)




13 de abr. de 2026

Sefer (antiga Foco DTVM e Índigo DTVM)

          Alvo da Polícia Federal e dona de uma longa ficha na Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), a mente por trás da complexa teia de fundos de investimentos e de compra e venda de títulos podres a valores duvidosos é Benjamim Botelho de Almeida, dono da gestora Sefer Investimento         
          Se Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, era um novato no mercado financeiro em 2019,
quando assumiu a instituição, Benjamim Botelho de Almeida já tinha anos de experiência como estruturador de fundos de investimentos. Trabalhou para o lendário Banco Garantia, nos anos 1990.                  Botelho fundou a gestora e administradora de fundos de investimentos Sefer, sediada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, em 2003. A Sefer teve antes outros dois nomes: Foco DTVM e Índigo DTVM. A empresa foi rebatizada ao longo dos anos ao passo em que seu fundador era enredado, mais e mais, em processos sancionadores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em investigações da Polícia Federal. Entre 2019 e 2021, Botelho foi alvo de pelo menos cinco processos sancionadores – abertos quando técnicos da autarquia acreditam ter evidências suficientes para levar um executivo
a julgamento.
          Entre os casos, estão investimentos de fundos de pensão que teriam beneficiado empresas de Daniel Vorcaro. Hoje (abril de 2026), a Sefer administra 102 fundos, com patrimônio de mais de R$ 20 bilhões. Desses, pelo menos R$ 9,6 bilhões (48% do total) possuem alguma relação financeira com o ecossistema formado pelo Master, seja pelo investimento direto, seja por manter nas carteiras ativos
que já foram alvos do banco, como precatórios de usinas. Um desses fundos, o Nazaré, já registrou investimentos de R$ 14 milhões na Super Empreendimentos, apontada pela PF como dona de bens de luxo de Vorcaro, como mansão de R$ 36 milhões em Brasília.
          Botelho atua para o Master desde a época em que o banco ainda não pertencia a Vorcaro e se chamava Máxima. Ele foi alvo da Operação Fundo Fake, que investigou desfalques do Máxima em fundos de pensão. O Tribunal Regional Federal da 1.ª Região acolheu pedidos de investigados e anulou o efeito da operação. Em 2019, quando Vorcaro assumiu o Máxima e mudou o nome do banco para Master, já conhecia Botelho. A relação se aprofundou ainda mais depois disso.
          Tudo aquilo que a Fundo Fake investigou voltou a ser objeto de escrutínio da PF na Operação Compliance Zero, que levou Vorcaro à prisão duas vezes, em novembro de 2025 e em março
de 2026, pelas fraudes no Master. Nas investigações mais recentes, Botelho voltou a ser tido por investigadores como um operador de fraudes contábeis de Vorcaro desde a gênese do Master.
Segundo narra a PF, Botelho gere fundos de investimentos que compram imóveis e outros ativos duvidosos e jogam seus preços para as alturas. Invariavelmente, esses imóveis, empresas e outros bens são revendidos a empresas de Vorcaro e familiares. O resultado é que ambos ganham, mas outros investidores – o que inclui fundos de pensão – saem prejudicados. 
(Fonte: OESP - 13.04.2026)

SOHO China

 


 
 

          Em 1980, com 15 anos, Zhang Xin foi fazer escala 6x1 nas fábricas de Hong Kong. Juntou dinheiro, se mudou para a Inglaterra, aprendeu inglês sendo garçonete e fez mestrado em Cambridge. Voltou com dois diplomas — e fundou uma das incorporadoras por trás dos arranha-céus cyberpunk da China.
          A SOHO China, criada em sociedade com o marido Pan Shiyi em 1995, surfou no boom imobiliário chinês dos anos 2000 e levantou US$ 1,7 bilhões quando abriu capital, em 2007 (US$ 2,6 bi em valores atuais).
          Em 2014, Zhang Xin, que desenhou o skyline de Xangai, percebeu que as grandes construtoras estavam com dívidas muito altas – e que o mercado imobiliário chinês podia padecer de uma bolha perigosa. Então começou a desmontar sua operação na China.
          Foi o timing perfeito. Em 2021, quando a crise eclodiu e acometeu titãs da construção como a Evergrande e a Country Garden, Zhang já havia vendido US$ 4,2 bilhões em ativos – e estava pronta para se restabelecer do outro lado do mundo, em Nova York.
(Fonte: InvestNews (O Essencial) - 13.04.2026)