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4 de nov. de 2026

Rivio

          A startup Rivio foi fundada em 2025. Ela utiliza inteligência artificial para gerenciar o faturamento médico hospitalar de instituições como o Einstein e o Sírio-Libanês. A startup foi cofundada por Silvio Frison, CEO da Rivio, que também possui trajetória como executivo na Serasa.
Outro cofundador é Ricardo Sales, ex-executivo da General Atlantic e da Isaac.
          Após receber um investimento de R$ 100 milhões em 2025,captou mais R$ 80 milhões, em outubro de 2026, elevando seu *valuation* para R$ 1 bilhão; o dobro do valor de mercado que a empresa apresentava por volta de setembro de 2025.
          A nova rodada de financiamento foi liderada pela Valor Capital e contou também com a participação da Monashees. Ambas as gestoras já haviam investido na rodada anterior, ao lado da Endeavor. Esta transação mais recente é uma extensão da primeira rodada Série A da companhia, que também incluiu outros dois investidores: a Positive Ventures e fundos da APL.
          O acordo foi firmado três dias após o segundo turno das eleições presidenciais — que resultou na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) — e em um cenário de crescente ceticismo quanto ao potencial de crescimento de empresas de inteligência artificial. Esses dois fatores têm influenciado as decisões de investimento tanto no Brasil quanto em outros países.
          A Rivio aplica IA ao faturamento médico hospitalar, um processo complexo que envolve milhares de itens e procedimentos — muitos dos quais acabam não sendo cobrados ou são registrados incorretamente. Estima-se que os hospitais percam até 10% de sua receita em meio à burocracia necessária para a elaboração das contas hospitalares. "Ainda hoje, grandes hospitais contam com enfermeiros que anotam em papel cada dose de dipirona administrada, de forma semelhante a um hóspede de hotel que solicita um item extra para o seu quarto. Contudo, a escala das operações em um hospital é muito maior", explica Silvio Frison.
          Uma internação hospitalar de uma semana gera uma conta médica de cerca de 100 páginas. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foram realizados 2 bilhões de procedimentos no ano passado — incluindo exames, consultas, terapias e cirurgias. Cada um desses procedimentos, por sua vez, envolve uma série de etapas adicionais.
          “Os hospitais brasileiros ainda operam com uma infraestrutura tecnológica que não acompanhou a complexidade do atendimento que prestam. O fato de algumas das principais instituições do país terem adotado nossa solução em um período tão curto mostra que o setor estava pronto para essa mudança. Ampliar nosso investimento é uma aposta na capacidade desta equipe de redesenhar a área da saúde no Brasil”, afirmou Carlos Costa, da Valor Capital.
          A Rivio planejava, inicialmente, atender a um grande número de hospitais, mas revisou sua estratégia. O foco agora é trabalhar com instituições de referência para ajudar a disseminar o uso de IA na saúde — uma aplicação ainda pouco difundida, tanto no Brasil quanto no restante do mundo. Sua concorrente no mercado nacional é a Revena, que captou R$ 40 milhões no início de 2026.
          Nos Estados Unidos, há mais empresas atuando nesse segmento, embora o modelo de negócio ainda seja relativamente novo. Uma delas é a Candid Health, que captou US$ 120 milhões junto à Sixth Street Growth em julho de 2026. O aporte triplicou o *valuation* (valor de mercado) da Candid em comparação com o patamar de 18 meses antes. Segundo a *startup* americana, ineficiências e desperdícios no faturamento médico somam US$ 280 bilhões por ano.
          Dada a complexidade das contas médicas, o setor de saúde convive com uma prática conhecida como “glosa” (ou recusa de pagamento), na qual as operadoras de planos de saúde questionam procedimentos realizados por hospitais, clínicas e laboratórios.
          Esses questionamentos podem atrasar ou impedir o pagamento, afetando o fluxo de caixa dos prestadores de serviços de saúde. Dados da Anahp, associação que representa cerca de 120 hospitais, mostram que as operadoras contestaram quase 16% da receita dessas instituições no ano passado. Após negociações entre as partes, esse percentual caiu para menos de 2%.
          A IA da Rivio identifica erros antes que as contas médicas sejam enviadas às operadoras de planos de saúde. Isso ajuda a evitar interrupções no fluxo de caixa dos hospitais, causadas por contestações no faturamento. Os hospitais já enfrentam ciclos de pagamento longos, recebendo os valores, em média, cerca de 70 dias após a realização de um procedimento. Quando uma solicitação de pagamento é contestada, o recebimento pode levar até um ano.
          “Ao utilizar inteligência artificial para identificar erros, as operadoras também são beneficiadas. O agente de IA começa a atuar assim que o paciente é registrado na admissão. O sistema consegue, então, detectar alterações na cobertura, a inclusão de um código de faturamento incorreto ou um procedimento atípico para um determinado tipo de tratamento”, afirmou Ricardo Sales.
          Frison ressalta que este trabalho seria inviável sem a IA. Atualmente, hospitais e operadoras de saúde empregam centenas de enfermeiros auditores para conferir contas médicas manualmente. “É muito difícil que as pessoas não cometam erros quando há tantas variáveis”, observou ele.
          Para auxiliar na sua atuação no segmento de gestão de faturamento médico, a Rivio constituiu um conselho consultivo formado por representantes dos setores de saúde e tecnologia, que também se tornaram acionistas da startup.
          O grupo inclui Henrique Neves (Einstein), Paulo Chapchap (ex-líder do Sírio-Libanês e diretor médico do IEPS), José Marcelo de Oliveira (Oswaldo Cruz), Teresa Sacchetta (Conselho Brasileiro de Saúde Digital), Luiz De Luca (ex-executivo do Nove de Julho), Gustavo Meirelles (Afya) e Fernando Carneiro (Vila Nova Partners). O setor de tecnologia é representado por Mat Velloso (Docker; com passagens anteriores por Microsoft, Google e Meta) e River Mist (OpenAI). “São pessoas que conhecem muito bem seus respectivos setores e nos abrem portas”, afirmou o CEO da Rivio.
          Olhando o panorama de novembro de 2026, a Rivio trabalha atualmente com 13 hospitais. Entre eles estão o Einstein, o Sírio-Libanês, o Alemão Oswaldo Cruz, o A.C.Camargo Cancer Center, o HCor, o São Camilo e a AACD, todos sediados na cidade de São Paulo.
(Fonte: Valor - 04.11.2026)

1 de nov. de 2026

Chili's (Chili's Bar & Grill)

          A rede Chili's ou Chili's Bar & Grill é uma cadeia americana de restaurantes. Foi fundada em 1975 em Dallas, no estado do Texas, por Larry Lavine.
          Os menus dos restaurantes da rede apresentam pratos da culinária dos Estados Unidos, em particular da vertente tex-mex, de base texana e influência mexicana.
          Atualmente, a cadeia Chili's é propriedade da empresa Brinker International. Os restaurantes Chili's podem ser encontrados em locais variados, tais como centros comerciais, centros urbanos, aeroportos, bases militares e inclusive num barco fluvial no Egito.
          No Brasil, o Chili's já teve uma unidade em São Paulo. mais especificamente no bairro de Moema. A unidade foi aberta em 2011 e o restaurante era administrado pela agora-extinta holding BTTO Group, que tinha como sócios a dupla de cantores Chitãozinho e Xororó. O plano era abrir 5 unidades em 5 anos na região Sudeste, mas a primeira unidade foi fechada 2 anos depois, em 2017.
          Considerando números de 2026, a rede conta ccm mais de 1400 restaurantes, num total de 28 países, e com mais de 10 000 colaboradores.
(Fonte: Wikipédia - parte)

30 de out. de 2026

Huaxin Building Materials Group

          O grupo chinês Huaxin Building Materials Group Co. Ltd. foi fundado em 1907 e tem sua sede em Wuhan, Hubei, China. A empresa tem atuação global, no setor de materiais de construção.
          Até outubro de 2025, a companha tinha a seguinte razão social: Huaxin Cement Co., Ltd. 
          Seus principais produtos e serviços abrangem cimento, clínquer, agregados, concreto comercial, argamassas, blocos, placas, gestão ambiental e coprocessamento de resíduos em fornos.
          Considerando números de outubro de 2026 a empresa conta com cerca de 21.889 colaboradores, com mais de 300 subsidiárias em várias províncias da China e em diversos países da Ásia, África e Oriente Médio. A empresa tem ações listadas nas bolsas de Xangai (600801) e Hong Kong (6655.HK).
          Em 30 de outubro de 2026, a Companhia Siderúrgica Bacioanal - CSN, informa "aos seus acionistas e ao mercado em geral que celebrou, nesta data, o acordo de exclusividade com a Huaxin Building Materials Group Co. (“Huaxin”) contendo prazo de duração de 10 dias, com objetivo de assinar os documentos definitivos relativos à alienação de ações de emissão da CSN Cimentos Brasil S.A. (“CSN Cimentos”). O acordo de exclusividade contempla um valor de empresa (enterprise value) de R$ 12,7 bilhões para a CSN Cimentos e a intenção da Companhia é obter a assinatura em matéria de dias."
          A empresa também avançou em outras frentes internacionais, como o acordo para adquirir 67,6% da Holcim Filipinas e projetos em países da África e Ásia.
(Fonte: IA - Google - 30.10.2026 - parte)

27 de out. de 2026

Mubadala Investment Company

          A Mubadala Investment Company é firma soberana de Abu Dhabi.
          Em 30 de novembro de 2021, a Petrobras finalizou a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, na Bahia e seus ativos logísticos associados para o Mubadala Capital (MC Brazil Downstream Participações). A operação foi concluída com o pagamento de US$ 1,8 bilhão (R$ 10,1 bilhões) para a Petrobras, valor que reflete o preço de compra de US$ 1,65 bilhão, ajustado preliminarmente em função de correção monetária e das variações no capital de giro, dívida líquida e investimentos até o fechamento da transação. A refinaria é a primeira dentre as oito que estão sendo vendidas pela Petrobras a ter o processo concluído. A Acelen, empresa criada pelo Mubadala Capital para a operação, assumiu a gestão da RLAM, que passa a se chamar Refinaria de Mataripe, a partir de 1º de dezembro de 2021.
          O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse que a conclusão da venda reflete a importância da gestão de portfólio e fortalece a estratégia da companhia. A Petrobras acredita que, com novas empresas atuando no refino, o mercado será mais competitivo e haverá mais investimentos. É também parte do compromisso firmado pela Petrobras com o Cade para a abertura do mercado de refino.
          Além da Refinaria Landulpho Alves, outras duas refinarias já tiveram seus contratos de venda assinados: a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, cuja assinatura ocorreu em 25 de agosto de 2021, e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, com contrato assinado em 11 de novembro de 2021.
          A Acelen foi criada pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala Capital, para a operação da 
gestão de refinaria recém adquirida no Brasil.
          Na noite de 20 de fevereiro de 2024, a Zamp anunciou o saque definitivo dos recursos dos Serviços de Administração de Fundos Fitpart. A FitPart reduziu sua participação de 16,8% para zero. Segundo fontes familiarizadas com o assunto, a gestora foi contra a decisão de retirar a Zamp do Novo Mercado, segmento de governança mais rígido da B3. Isto foi algo defendido pelo fundo árabe Mubadala Capital e apoiado pela RBI, empresa parcialmente detida pela 3G Capital, e neste cenário a FitPart decidiu renunciar. Controlada pelos bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, a 3G Capital detém 29% da RBI, que controla mundialmente a marca Burger King. A Fitpart (family office de ex-acionistas do Banco Garantia), ao lado dos minoritários contrários à medida, decidiu vender sua posição na empresa, que segundo fontes passou para as mãos da Mubadala. A Mubadala anunciou ao mercado em 21 de fevereiro (2024) a compra de American Depositary Receipts (ADRs) representativos de 16,8% do capital da Zamp. Além dos ADRs, a Mubadala passou a deter 2,9% do capital em instrumentos derivativos, o que elevou sua posição na empresa de 38,5% para 58,3%. Dessa forma, o fundo árabe assumiu o controle da operadora Burger King – e passou a decidir os próximos passos estratégicos da empresa. O RBI, por meio do veículo Burger King do Brasil, detém 9,4% das ações, sendo 34% disponíveis para negociação no mercado aberto. Também foi comunicado ao mercado que Hugo Segre Junior, membro do conselho de administração da Zamp e vinculado à Fitpart desde 2018, decidiu renunciar ao cargo. Isto era esperado pelo mercado, dadas as divergências da gestora de recursos com a posição da Mubadala e do 3G.
          A Mubadala Capital, que tem como principal investidor o fundo soberano de Abu Dhabi, adquiriu em 2023 pouco mais de 70% da ATG, dando início à constituição de uma segunda Bolsa no Brasil. O restante está em um fundo de investimento em participações (FIP) sob gestão da Angra Partners e executivos da ATG.
          O processo de venda do Porto Sudeste em que Mubadala é acionista, atraiu, em agosto de 2026, um volume relevante de interessados e curiosos, mas alguns deles recuaram na hora do lance. O Pipeline apurou que Stonepeak e M Resources estavam consorciadas para tentar comprar o ativo, mas se assustaram com a expectativa de preço dos acionistas Mubadala e Trafigura. O brasileiro Paulo Gouveia, que foi da EBX e conhece bem o projeto portuário (nascido dos Power Points de Eike Batista), também vinha reunindo um grupo de investidores, mas recuou, disseram as fontes. Entre esses investidores nacionais e estrangeiros, a avaliação é que o Sudeste valeria algo mais próximo a US$ 2 bilhões ou US$ 2,5 bilhões
          Em fins de outubro de 2026, a gestora americana Apollo, que administra US$ 1,05 trilhão em ativos, comprou uma participação minoritária na Mubadala Capital, o braço de investimentos alternativos da firma soberana de Abu Dhabi, Mubadala Investment Company. A fatia, não revelada pelas partes, é estimada em 10%. Ao entrar no negócio, a Apollo se comprometeu com US$ 5 bilhões em investimentos iniciais. Apollo e Mubadala já fizeram coinvestimentos ao longo dos últimos anos, por meio de parceria estratégica, que os árabes também fecharam com Goldman Sachs e Fortress. Mas não tinham até então laço societário.
(Fonte: agênciabrasil.ebc - 30.11.2021 / Valor - 22.02.2024 / Valor Pipeline -26.08.2026 / 27.10.2026 - partes

23 de out. de 2026

Starlink

          A Starlink Services, LLC, que opera sob o nome Starlink, é uma subsidiária de telecomunicações da empresa aeroespacial norte-americana SpaceX. Tem sua sede em Redmond, Washington, Estados Unidos.
          A Starlink foi anunciada publicamente em janeiro de 2015, quando a SpaceX abriu sua instalação de desenvolvimento de satélites em Redmond Washington. Na inauguração, Elon Musk, o fundador, afirmou que ainda havia no mundo uma demanda não atendida por banda larga de baixo custo.
          Em novembro de 2016, a SpaceX pediu à FCC licença para operar um "sistema de satélites em órbita não geoestacionárioa (NGSO) no serviço fixo por satélite, usando as faixas de frequência das bandas Ku e Ka. Em setembro de 2017, a FCC concedeu uma licença que exigia que metade da constelação estivesse em órbita em seis anos e que o sistema completo funcionasse em até nove anos a partir da data da licença.
          Depois do lançamento de dois satélites de teste em fevereiro de 2018, o primeiro lote de sessenta satélites Starlink operacionais foi lançado em 24 de maio de 2019.
          Em meados de 2026, a Starlink já era a principal provedora de internet na zona rural brasileira, deixando para trás as teles tradicionais, de acordo com pesquisa da Ookla, consultoria global de telecomunicações. A Starlink tem 9,3% de participação de mercado brasileiro de banda larga fixa no campo, uma clientela maior do que Claro (6,5%), Vivo (5,4%) e TIM (0,6%).
          A Starlink vem crescendo a passos largos desde que iniciou suas operações há quatro anos. O Brasil se tornou seu segundo maior mercado, com mais de 1 milhão de clientes, conforme a empresa divulgou no X. O crescimento rápido se deve ao fato de que ela fornece internet de alta velocidade por satélites, o que exige apenas uma antena e um roteador no solo.
          A pesquisa da Ookla mostrou que a Starlink ampliou em 8,3% sua base de clientes em zonas rurais nos últimos 12 meses, enquanto Vivo e TIM cresceram apenas 2,6% e 0,3%, respectivamente, e a Claro encolheu 0,5%. “Os mercados mais fortes da Starlink são precisamente os lugares onde a rede de fibra (óptica) ainda não chegou”, descreveu o analista Mike Dano, em seu relatório.
          Já nas cidades, as teles tradicionais dominam o mercado de banda larga fixa, com boa cobertura da fibra óptica, velocidade mais alta e preços mais competitivos. A Starlink vem ganhando assinantes em capitais como São Paulo e Rio, por exemplo. No entanto, tem só 1,4% de participação, bem atrás da
Claro (24,6%), Vivo (18,3%) e TIM (3,1%). “Seus ganhos são mais modestos ”, afirmou Dano.
          Além do serviço civil de banda larga, a Starlink é usada em comunicações governamentais e militares, entre elas as empregadas na Guerra Russo-Ucraniana. A grande quantidade de satélites da constelação recebeu críticas de astrônomos por aumentar a poluição luminosa e o congestionamento orbital.
          Um grande debate surgiu na semana de 19 a 23 de outubro de 2026 sobre o motivo pelo qual o acesso da Ucrânia a uma versão de uso militar do serviço de internet via satélite Starlink foi restringido.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou que a medida colocou vidas em risco e deu a entender que se sentiu traído por Elon Musk — cuja empresa, a SpaceX, opera a rede — e pelo presidente Trump. O *The Wall Street Journal* e o *The Times* relataram que Trump ligou para Musk pedindo que ele restabelecesse totalmente o acesso à rede de satélites, conhecida como Starshield. Ao ser questionado no dia 22 se havia feito tal ligação para Musk — conforme noticiado inicialmente pelo *The Wall Street Journal* —, Trump evitou responder. “Não quero comentar se liguei ou se outra pessoa ligou; acho que isso não faz diferença. O que importa é que ele restabeleceu o acesso”, disse o presidente aos repórteres. Questionada sobre o assunto, a Casa Branca remeteu às declarações de Trump. Até o dia 23 (outubro 2026), não estava claro se o acesso à rede Starshield havia sido totalmente restabelecido. Algumas autoridades ucranianas afirmaram que esse ainda não era o caso.
          Na quarta-feira, a coluna *DealBook* questionou quais poderiam ser as consequências de permitir que Musk, um cidadão particular, exerça um poder geopolítico tão amplo.
Considerando dados de 2026, a Starlink fornece acesso à Internet de banda larga em cerca de 160 países e territórios. Em junho de 2026, com 12 milhões de assinantes, a rede tinha cerca de 10.413 satélites, dos quais 10.397 estavam operacionais, em órbita terrestre baixa (LEO). Eles se comunicam com terminais de usuário e estações terrestres de acesso que conectam a constelação à infraestrutura terrestre da Internet.
(Fonte: Estadão - 30.07.2026 / Wikipédia / DealBook New York Tmes - October 23, 2026 - partes)

22 de out. de 2026

Prudential

          A seguradora americana Prudential entrou no Brasil em 1998 por meio de uma parceria inicial com a seguradora brasileira Unibanco AIG. Posteriormente, a empresa construiu um negócio expressivo de seguros de vida individual, utilizando, principalmente, uma rede de franquias composta por consultores de seguros — denominados "planejadores de vida" (life planners) — para a distribuição de seus produtos.
          Por volta de meados de julho de 2026, a Prudential anunciou sua decisão de deixar os mercados brasileiro e mexicano, como parte de uma revisão mais ampla de suas operações internacionais.
          Em fins de julho de 2026, CNP, HDI e Zurich estavam entre as candidatas para comprar a Prudential, que tinha 10% do mercado de seguros de vida no Brasil, e que pôs à venda suas operações no Brasil. O negócio poderia sair por mais de R$ 15 bilhões.
          Em 20 de outubro de 2026, a Prudential Financial fechou a venda das suas operações no Brasil e no México para o grupo francês CNP Assurances. A americana informa preço total de US$ 4,03 bilhões em dinheiro, sujeito a ajustes de fechamento. A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2027, após aprovação de órgãos reguladores.
          A aquisição do pacote de operações, um lance em patamar elevado - enquanto outros proponentes estavam mais perto de US$ 3 bilhões - e a visão de que não haverá um embate cultural entre as empresas foram determinantes para o desfecho, disseram pessoas próximas à operação. A americana Metlife, a japonesa Daiichi e a espanhola Mapfre chegaram a passar para a segunda fase do processo, mas a CNP era apontada como favorita desde o inicio do processo, como mostrou o Pipeline.
          "Esta não é uma decisão específica para o Brasil ou o México, mas sim uma estratégia de realocação de recursos. A decisão não reflete o desempenho de nossas operações no Brasil e no México, nem o potencial desses mercados. Pelo contrário, este tem sido um dos melhores anos para nossas operações em mercados emergentes. Acreditamos que o potencial de crescimento continua muito elevado", afirmou David Legher, presidente da Prudential para mercados emergentes.
          Em 2025, a Prudential detinha uma participação de 26,7% no mercado brasileiro de seguros de vida individual. Naquele ano, a companhia gerou R$ 7,5 bilhões em prêmios — um aumento de 19% — e registrou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão.
(Fonte: Valor - 21.10.2026)

21 de out. de 2026

CNP Seguradora (CNP Assurances)

          A CNP Seguradora (Brasil) foi fundada em 2001, e tem atuação destacada em seguros de vida, previdência, capitalização, consórcios e planos odontológicos.
          A companhia é parte do grupo francês CNP Asssurances, seu acionista majoritário, e formou uma joint venture com a Caixa Econômica Federal.
          Em 2023, após uma reorganização societária, a empresa passou a operar com uma marca própria. Suas subsidiárias CNP Capitalização, CNP Consórcio, Previsul e Odonto Empresas passaram a operar de forma integrada sob a nova marca.
          A CNP Seguradora adota um modelo de negócios baseado em parcerias do tipo B2B2C (Business to Business to Consumer). Por meio dessa abordagem, a empresa distribui seus produtos de seguros por intermédio de instituições financeiras e varejistas, como, Correios, XP Investimentos, BRB, Carrefour, Lojas Americanas, Cresol, entre outros. Esse modelo permite que a CNP Seguradora alcance uma base diversificada de consumidores por meio dos canais de distribuição de seus parceiros.
          Em fins de julho de 2026, CNP, HDI e Zurich estão entre as candidatas para comprar a americana Prudential, que tem 10% do mercado de seguros de vida no Brasil, e que pôs à venda suas operações no Brasil. O negócio poderia sair por mais de R$ 15 bilhões.
          Em 20 de outubro de 2026, a Prudential Financial fechou a venda das suas operações no Brasil e no México para o grupo francês CNP Assurances. A americana informa preço total de US$ 4,03 bilhões em dinheiro, sujeito a ajustes de fechamento. A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2027, após aprovação de órgãos reguladores.
          A aquisição do pacote de operações, um lance em patamar elevado - enquanto outros proponentes estavam mais perto de US$ 3 bilhões - e a visão de que não haverá um embate cultural entre as empresas foram determinantes para o desfecho, disseram pessoas próximas à operação. A americana Metlife, a japonesa Daiichi e a espanhola Mapfre chegaram a passar para a segunda fase do processo, mas a CNP era apontada como favorita desde o inicio do processo, como mostrou o Pipeline.
          Enquanto a parceria com a Caixa proporciona à CNP acesso a uma ampla base de clientes, a Prudential concentra-se em clientes de maior renda que utilizam o seguro de vida para proteger seu patrimônio e planejar a sucessão.
          A transação coloca o CNP entre as cinco maiores seguradoras da América Latina. A Prudential já deixou 60% das operações em mercados emergentes.
(Fonte: Wikipédia / InvestNerws - 23.07.2026 / Pipeline - 20.10.2026 / InvestNews 21.10.2026 / Valor - 21.10.2026 - partes)


20 de out. de 2026

Marché des Enfants Rouges

          O mercado parisiense Marché des Enfants Rouges foi fundado em 1615 e tombado como monumento histórico em 1982. O mercado nasceu para abastecer a cidade, mas com o tempo, seus corredores ganharam outra vocação: além de comprar frutas, verduras e carnes, passou a ser possível almoçar ali, entre bancas e cozinhas de diferentes partes do mundo.
          Um aglomeradão de gostosuras e culturas, sob as vigas metálicas e as coberturas envidraçadas, que, nos anos 2000, ganhou ares de destino gastronômico no Alto Marais, bairro que se tornaria um dos redutos bobo (burguês-boêmio) de Paris.
          Entre os quase 20 balcões, ao fundo, à direita, o mais disputado talvez fosse o Les Enfants du Marché, aberto por Michael Grosman em 2017. A proposta, concebida com amigos, combinava cozinha bistronômica, pratos criativos, vinhos bem escolhidos, muitos deles naturais, e serviço direto no balcão. Sem reservas, era preciso esperar a vez para provar o que saía da cozinha aberta. E valia a pena.
          Eram 18 estabelecimentos, entre operações gastronômicas e outros comércios, que avivavam toda a paisagem do bairro.
          Na madrugada de domingo para segunda-feira, 12 de outubro de 2026, as chamas devastaram 
o mercado coberto mais antigo da capital francesa. Não houve vítimas, mas a destruição atingiu um lugar com quatro séculos de história e cuja vida recente se fez também à mesa.
          Lousas, pétalas, pães. O fogo consumiu os vestígios de um dia qualquer no Marché des Enfants Rouges, em Paris, e esfumaçou a vizinhança.
          O incêndio não encerrou os planos de Grosman. Em uma publicação nas redes sociais, o restaurateur lamentou que parte da história do mercado tivesse virado cinzas, mas afirou que já pensa nos próximos passos. Procura uma casa temporária em Paris onde possa instalar uma cozinha e voltar a receber equipe e amigos. Pediu aos seguidores contatos, ideias e pistas para encontrar esse novo endereço.
          Claro, o Les Enfants du Marché não estava sozinho. O mercado abrigava o Chez Taeko, conhecido pelos bentôs japoneses; o Corossol, de cozinha caribenha; o The Butcher of Paris; o Burger Fermier des Enfants-Rouges; e traiteurs marroquinos, italianos e libaneses. Mais recentemente, chegaram a crêperie Lulu e a Roasted, especializada em frango.
          O Enfants Rouges encontra um paralelo em Covent Garden, em Londres. A primeira referência escrita ao mercado inglês é de 1654. Os dois atravessaram séculos, mas seguiram caminhos diferentes: Covent Garden deixou de ser um mercado de frutas e verduras para se tornar um polo de compras,
 cultura e gastronomia; no Marais, o comércio de alimentos frescos dividia espaço com cozinhas que convidavam a comer ali mesmo.
          Agora, o mercado parisiense terá de encontrar um caminho de volta. As lousas, as pétalas e
os pães queimaram-se, mas a história não se apaga. 
(Fonte: Estadão (Fernanda Meneggtti) - 18.10.2026)

19 de out. de 2026

Ecovix

          A Ecovix Construções Oceânicas foi fundada em 2010. A empresa é proprietária e operadora do Estaleiro Rio Grande, localizado no município de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
          A companhia atua em projetos, construção, reparo de estruturas para operações oceânicas, plataformas de petróleo, módulos e embarcações.
          Em 2016, a empresa entrou em recuperação judicial para renegociar dívidas tributárias.
          A Ecovix conta com o maior dry dock (doca seca) da América Latina e guindastes de grande porte (como pórticos de 600 e 2.000 toneladas).
          Em julho de 2025, a empresa encerrou oficialmente seu processo de recuperação judicial (que durou nove anos, iniciado em 2016), após renegociar dívidas tributárias e assinar novos contratos com a 
Petrobras e outras companhias.
          Em outubro de 2026 a Ecovix iniciou a construção do primeiro de quatro navios Handymax para a Transpetro, braço logístico da Petrobras – parte de uma licitação de renovação da frota. As embarcações terão capacidade de 16 mil toneladas para transporte de diesel e gasolina de aviação. Ao todo, o estaleiro vai entregar 13 navios à estatal nos próximos anos.
(Fonte: IA - 19.10.2026 / InvestNews - 19.10.2026 - partes)