Origem das Marcas
O blog "Origem das Marcas" visa identificar o exato momento em que nasce a marca, especialmente na definição do nome, seja do produto em si, da empresa, ou ambos. "Uma marca não é necessariamente a alma do negócio, mas é o seu nome e isso é importante", (Akio Morita). O blog também tenta apresentar as circunstâncias em que a empresa foi fundada ou a marca foi criada, e como o(a) fundador(a) conseguiu seu intento. Por certo, sua leitura será de grande valia e inspiração para empreendedores.
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12 de jun. de 2026
Pininfarina
A empresa já possui mais de 30 empreendimentos assinados no país, trabalhando com 12 incorporadoras, sempre no segmento de alto padrão. Em São Paulo, possui cinco projetos com a Cyrela, incluindo um dos edifícios mais caros da cidade, o Heritage, além de um prédio comercial. Em Balneário Camboriú, existem três projetos adicionais com Pasqualotto & GT, incluindo o Yachthouse, o edifício residencial mais alto do Brasil, com 294 metros. A empresa também possui projetos em capitais das regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, além de Belém (estado do Pará).
Segundo Saulo Suassuna, incorporador e consultor de desenvolvimento de negócios da Pininfarina, os projetos conseguem atingir preços acima da média em seus respectivos mercados devido ao reconhecimento da marca associado à linguagem de design da empresa, que enfatiza formas curvas.
Ainda assim, os projetos têm recebido críticas de arquitetos e defensores do design brasileiro, que questionam a decisão de se apoiar em uma marca ligada ao mundo automotivo para empreendimentos imobiliários. Críticas semelhantes acompanharam a expansão de grifes de moda como Versace, Armani e Dolce&Gabbana para o setor.
“Temos o direito de fazer isso, desde que façamos com coerência e consistência”, disse Paolo Dellachà, CEO da Pininfarina, ao Valor. Ele assumiu o cargo em dezembro de 2025 e visitou São Paulo pela primeira vez no final de maio de 2026.. “A Pininfarina é uma empresa de design, não uma marca de moda, e existe desde 1930. Começamos com carros e mobilidade, mas agora estamos expandindo nosso DNA para diversas áreas”, afirmou.
A expertise que a empresa desenvolveu em aerodinâmica automotiva foi adaptada aos seus projetos imobiliários. “Edifícios são estáticos por definição, mas sempre lhes damos um toque dinâmico, especialmente em termos de curvas”, explicou.
A empresa, listada na Bolsa de Valores de Milão, gera entre 60% e 65% de sua receita com a divisão de mobilidade, que inclui carros, barcos e sistemas de transporte coletivo, como trens. A divisão “moradia” — que engloba arquitetura e produtos como móveis planejados e avulsos — representa de 20% a 25% da receita. A empresa também gera receita com licenciamento de sua marca. Para o futuro, Dellachà espera que a divisão de moradia represente, eventualmente, metade da receita total.
Além do Brasil, a empresa tem avançado com projetos imobiliários no Oriente Médio e na Índia, onde enxerga um significativo potencial de crescimento, segundo o CEO.
Paolo Trevisan, vice-presidente de design da empresa, argumenta que a Pininfarina possui expertise “multidisciplinar” e experiência em trabalhar com formatos de design complexos. “Sabemos analisar novas tendências, cores e materiais”, afirmou.
De acordo com Dellachà, a entrada da Pininfarina no setor residencial já está gerando benefícios para sua divisão de mobilidade, com essa experiência influenciando o trabalho da empresa no design de interiores de carros e barcos.
Os executivos acreditam que a empresa pode continuar se expandindo no Brasil com projetos adicionais, mantendo o foco no luxo, que é tipicamente associado à exclusividade. Suassuna afirmou que a empresa trabalha com apenas uma incorporadora por cidade, selecionando parceiros com base em seu histórico e capacidade de construir projetos “icônicos” em suas regiões.
Seu projeto em Recife, desenvolvido por Suassuna Fernandes, por exemplo, contará com quatro torres conectadas por uma área de lazer na cobertura. Os edifícios incluirão elevadores panorâmicos para carros, permitindo que os veículos sejam estacionados dentro dos apartamentos. Cada unidade terá uma ou duas piscinas na varanda. O lançamento do empreendimento está previsto para o final de julho e início de agosto (2026).
A Pininfarina também possui uma linha de móveis planejados com a Florense e está lançando uma coleção de móveis exclusiva com a Century Brazil. Segundo Julio Samorano, CEO da fabricante de móveis, a ideia é que os edifícios projetados pela marca também apresentem móveis criados pela Pininfarina.
“Você pode gostar ou não, mas isso reflete quem somos e nossa história nesses projetos”, disse Trevisan.
Antes de se tornar CEO, Dellachà liderou a divisão de veículos da Pininfarina. A empresa não esteve envolvida no projeto do primeiro modelo elétrico da Ferrari, apresentado em 25 de maio de 2026. O veículo foi alvo de críticas, inclusive de ex-executivos da montadora, por supostamente se desviar do que se espera de um modelo Ferrari. O veículo foi projetado pela LoveFrom, estúdio fundado por um ex-designer de produtos da Apple.
Dellachà afirmou que os veículos elétricos impõem menos restrições aos designers. Essas restrições, no entanto, são parte do que confere aos veículos tradicionais a identidade que os consumidores reconhecem.
Ele explicou que os motores elétricos são distribuídos de forma diferente, as baterias podem assumir formatos mais variados e a necessidade de aerodinâmica altamente eficiente para dissipar o calor dos motores de combustão interna — particularmente em carros esportivos de alto desempenho — não existe da mesma forma para os veículos elétricos.
Isso, porém, cria um dilema de design: “Devo projetar um carro que se assemelhe a um modelo com motor de combustão interna ou devo usar essa liberdade para criar algo completamente diferente? Qual é o meu ponto de referência?”, questionou o CEO.
Em sua opinião, existe o risco de um carro se tornar “tão diferente” que os consumidores tenham dificuldade em entender ou se identificar com o produto. “Acredito que, pelo menos em parte, é isso que temos visto nos últimos dias”, disse ele.
Trevisan afirmou que é importante que um carro reflita a história de sua marca. “Na arquitetura, também estamos tentando criar essas identidades e histórias por meio da interpretação da Pininfarina”, disse ele.
(Fonte: Valor - 29.05.2026)
10 de jun. de 2026
Compass Gás e Energia (Grupo Cosan)
A Compass Gás e Energia foi criada para oferecer soluções de gás e energia para o Brasil. Tem atuação em quatro pilares: infraestrutura que traz gás natural do pré-sal e do mercado internacional, distribuição que já conta com a maior companhia de gás natural encanado do país, a Comgás; geração que transforma gás em eletricidade de forma eficiente e comercialização do gás e da energia elétrica
que impulsionam a indústria e os negócios.
Em 2012, Rubens Ometto, fundador da empresa de energia Cosan, e maior usineiro do país, comprou a distribuidora Comgás da Shell e British Gas por 3,4 bilhões de reais. A Comgás está sob o guarda-chuva da Compass Gás e Energia, que pertence à Cosan.
Em acordo aprovado pouco depois de meados de junho de 2022 pelo regulador antitruste CADE, a Compass, terá que abrir mão de algumas distribuidoras de gás natural nas regiões Norte e Nordeste do Brasil depois de adquirir a participação de 51% da Petrobras na Gaspetro – que tem participações em 18 empresas de gás administradas por governos estaduais. Suas redes de distribuição somam aproximadamente 10 mil quilômetros, atendendo a mais de 500 mil clientes, com volume distribuído de cerca de 29 milhões m3/dia. A Compass, que se torna sócia da Mitsui Óleo e Gás na Gaspetro, se comprometeu a vender até 12 das 18 distribuidoras estaduais nas quais terá participação indireta – sete
para um grupo, cinco para outro – para receber o OK do CADE.
Onze empresas de gás estão nas regiões Norte e Nordeste: Algás (Alagoas), Bahiagás (Bahia), Cegás (Ceará), Copergás (Pernambuco), Gasmar (Maranhão), Gasap (Amapá), Gaspisa (Piauí), Pbgás (Paraíba) , Potigás (Rio Grande do Norte), Rongás (Rondônia) e Sergas (Sergipe). Em 11 de julho de 2022, a Compass finalizou a compra de 51% da Gaspetro da Petrobras. Os R$ 2,097 bilhões pagos pela transação foram integralmente quitados nessa data. O quadro societário então formado pela Petrobras, com 51% das ações, e a Mitsui Gás e Energia do Brasil, com 49% restantes das ações, passa a ser 51%
das ações da Compass e 49% das ações da Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda.
Em 14 de agosto de 2023 A Orizon (ORVR3) Valorização de Resíduos e a Orizon Meio Ambiente (OMA) informaram a formação de uma empresa entre a OMA e Compass Comercialização, companhia
controlada pela Compass Gás e Energia.
O objetivo é a construção de uma planta de purificação de biogás no Ecoparque de Paulínia com a produção diária estimada em 180.000 m3 podendo alcançar até 300.000 m3.
No contexto da transação, a Compass investiria até R$ 355 milhões, sendo R$ 235 milhões no estágio inicial da parceria, dos quais R$ 100 milhões aportados na joint venture e R$ 135 milhões em secundária para o Grupo Orizon. O montante adicional de até R$ 120 milhões está condicionado
àentrega de um maior volume de biogás.
A OMA por sua vez se compromete a suprir o biogás para a produção do biometano por 20 anos. O investimento do projeto em sua primeira etapa é estimado em até R$ 450 milhões e a sociedade Biometano Verde Paulínia S.A. (joint venture do projeto) será 51% Compass e 49% Grupo Orizon. O
início da operação estava previsto para 2025.
No primeiro semestre de 2024, foi anunciada a aquisição do controle da Compagas Pertencente à Copel) pela Compass, subsidiária da Cosan no setor de gás, por R$ 906 milhões.. A Compagas, operando no Paraná, distribui gás natural encanado por meio de uma rede de 880 km de gasodutos, atendendo 54 mil clientes e distribuindo 821 mil metros cúbicos de gás diariamente. Para comparação, a Compass distribui cerca de 13 milhões de m³/dia. Esta transação é vista como uma adição valiosa à estratégia de investimento da Cosan, embora haja preocupações sobre o impacto dessa aquisição
noplano de desalavancagem da empresa e suas subsidiárias.
Em maio de 2026, a Compass abre capital na B3. A empresa levantou R$ 3,2 bilhões no primeiro IPO na B3 desde 2021. A empresa de gás natural e energia vendeu 89,3 milhões de ações a R$ 28 cada – no piso da faixa indicativa de preço, que ia até R$ 35. O ticker PASS começou a ser negociado no
pregão de 11 de maio de 2026..
(Fonte: Dica de Hoje Research - 15.08.2023 - parte)
9 de jun. de 2026
Serra Verde / USA Rare Earth
Em abril de 2026, a USA Rare Earth comprou a Serra Verde por US$ 2,8 bilhões. As terras raras são um conjunto de 17 metais essenciais para fabricar gadgets, mísseis e itens-chave da transição energética, como carros elétricos e turbinas eólicas.
A USA Rare Earth pagou 90% do negócio com 127 milhões de ações da própria companhia. Nisso, cedeu 34% do capital – e o controle acionário – à Serra Verde (ou melhor, a suas controladoras, que são a britânica Vision Blue e a americana Denhan).
O britânico Thras Moraitis, CEO da Serra Verde, se tornará presidente do conselho da USA Rare Earth.
(Fonte: InvestNews - 22.04.2026 / Estadão - 07.06.2026 - partes)
Na foto: Foto aérea da planta da Serra Verde em Minaçu (GO). Crédito: Serra Verde/Divulgação.
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Summit Agricultural Group / JetBio
A operação marca a entrada da Summit no mercado de SAF e pode se tornar a primeira iniciativa de produção em larga escala do mundo nesse segmento. Em 2025, os combustíveis sustentáveis representaram apenas 0,6% do consumo da indústria da aviação, com a expectativa de que essa participação suba para 0,8% em 2026. Os números ainda são pequenos, mas as companhias aéreas serão obrigadas a cumprir metas de descarbonização a partir de 2027, de acordo com as normas estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Essa exigência sustenta as expectativas de um crescimento mais forte no setor.
“A oportunidade é usar a experiência que adquirimos investindo no Brasil para avançar ainda mais na cadeia de valor do etanol no país”, disse Rastetter. O executivo, que raramente concede entrevistas, conversou com a Valor durante um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Nova York em maio de 2026, onde foi homenageado como um dos líderes que fortalecem as relações Brasil-EUA.
O grupo Summit é acionista da FS, a segunda maior produtora de etanol de milho do Brasil. Fundada em 2017, a empresa é controlada por uma joint venture entre a Summit e a Tapajós Participações e, em maio de 2026, vendeu uma participação de 40% para a Amaggi.
Segundo Rastetter, a JetBio é uma nova plataforma de investimentos da Summit e não está diretamente relacionada ao veículo pelo qual o grupo investe na FS. O aporte de capital será feito por meio de um fundo separado.
Mesmo assim, a FS terá um papel significativo no projeto, pois deverá ser uma das fornecedoras do etanol utilizado na produção. A empresa também possui outra característica que Rastetter considera essencial para o sucesso da JetBio e que é um dos motivos pelos quais ele escolheu o Brasil em vez dos Estados Unidos como local para o projeto: a pegada de carbono comparativamente baixa do combustível em relação à produção em outras regiões do mundo. Esse fator é fundamental para tornar o modelo da nova empresa eficiente em termos de escala e custo, afirmou ele.
A FS deverá dar mais um passo nessa direção no segundo semestre de 2026. A empresa planeja inaugurar uma unidade de captura e armazenamento de carbono em setembro, em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso. Segundo Rafael Abud, fundador e CEO da empresa, o projeto fará da FS a primeira produtora mundial de etanol de milho com emissões líquidas negativas. "Seremos a maior produtora mundial de combustível com emissões líquidas negativas", disse ele.
A ideia é capturar e armazenar o carbono gerado durante o processo de fermentação por meio da captura e armazenamento de carbono (CCS). Nesse processo, o dióxido de carbono é capturado, comprimido, liquefeito e posteriormente injetado no subsolo. De acordo com a empresa, a combinação do uso de biomassa, milho de segunda safra e sequestro de carbono resultará em emissões líquidas negativas.
Segundo Rastetter, a JetBio já está em negociações com companhias aéreas para vender seu SAF (Combustível de Aviação Sustentável). “Quando olhamos ao redor do mundo, todas as principais companhias aéreas têm metas para combustíveis de aviação sustentáveis. Por isso, estamos conversando com várias delas e continuaremos assinando contratos de fornecimento à medida que avançamos na construção da usina”, disse ele.
O executivo também está considerando o fornecimento de etanol de milho da segunda safra para o ainda emergente mercado de biocombustíveis marítimos. Nesse caso, os padrões de descarbonização ainda não foram definidos, mas as discussões estão em andamento e as empresas estão buscando soluções.
A unidade de captura e armazenamento de carbono da FS exigirá um investimento de R$ 500 milhões. A empresa também está construindo sua quarta usina de etanol, em Campo Novo do Parecis, com inauguração prevista para o final de 2026, em um projeto avaliado em R$ 2 bilhões.
(Fonte: Valor - 29.05.2026)
Polare Maastricht Bookstore
A livraria funciona em uma igreja gótica de 1260, que funcionou até 1793, quando os franceses invadiram a cidade e ocorreu a Batalha de Neerwinden.
Por sorte o prédio ficou intacto e abandonado por mais de 200 anos. Depois de dessacralizada, já foi um pouco de tudo - até estacionamento de bicicletas.
Em 2006 começou a ser restaurada para dar lugar a uma das mais surpreendentes livrarias do mundo.
8 de jun. de 2026
Livraria Lello & Irmão
A livraria Lello & Irmão está localizada na Rua das Carmelitas, 144, na cidade do Porto, em Portugal.
Uma das mais antigas do mundo - há quem diga que é a mais bonita que existe. Está localizada no
centro histórico do Porto, no endereço atual desde 1906.
Sua história começa em 1969, em outro local, quando foi inaugurada com o nome Livraria
Internacional Ernesto Chadron.
A bela fachada é neogótica, mas o interior da loja é o que causa impacto. A famosa escada da
livraria, monumental, serviu de inspiração para alguns cenários da saga Harry Potter no cinema.
A revista Aventuras na História aponta a Lello & Irmão como uma das 10 livrarias extraordinárias
no mundo. A arte, a beleza e a história muito além das artes.
(Fonte: revista Aventuras na História - setembro 2015)
29 de mai. de 2026
Guofuhee
© Prefeitura de Uberaba/Divulgação
A empresa chinesa Guofuhee, do setor de energia de hidrogênio verde, anunciou que vai investir R$ 202 milhões em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O anúncio aconteceu nesta quinta-feira (28/5) durante missão oficial do município na sede oficial da
A operação da Guofuhee no Brasil começou em abril de 2024, com sede em São Paulo (SP), sob liderança do diretor executivo Pedro Henrique Kool. "A Guofuhee domina 40% de todo o mercado chinês de hidrogênio verde, eletrolizadores e postos de abastecimento de hidrogênio", destacou Kool.
O empreendimento em Uberaba será instalado no Distrito Industrial III, na Avenida Rio Grande, ocupando os lotes 29 a 46 da Quadra 09, em uma área total de 95.719,01 metros quadrados. A previsão é de que a obra tenha início no primeiro semestre de 2027.
Para Kool, a chegada da empresa a Uberaba reforça a estratégia de expansão da companhia no país e o compromisso com soluções sustentáveis e inovação industrial.
"Uberaba já reúne características que colocam o município como uma potência agro e industrial brasileira. Com a vinda da Guofuhee para o Distrito Industrial III, a cidade amplia sua diversidade tecnológica e se torna um dos principais centros da transição energética do planeta", complementou.
(Fonte: msn - 28.05.2026)
26 de mai. de 2026
Loxam
A Loxam é maior empresa de locação de equipamentos da Europa. A empresa entrou no Brasil em 2015 por meio de um investimento inicial na Degraus, operação posteriormente renomeada Loxam do
Brasil.
Com foco principal nos setores de construção, infraestrutura, indústria, energia, eventos e
serviços, a Loxam opera no Brasil por meio da Loxam do Brasil e da A Geradora.
Em 25 de maio de 2026, a Mills anúnciou a venda do controle da companhia para o grupo francês Loxam, o maior do segmento na Europa, por aproximadamente R$ bilhões. A Mills informou que a Loxam acertou a compra de 50,3% do seu capital, atualmente distribuído por três entidades: pela família fundadora Nacht, pela família Oxenford e pelo fundo Southern Cross Group (SCG). Em entrevista ao Money Times, Sérgio Kariya, CEO da Mills, afirmou que a decisão foi motivada, principalmente, pela busca da família Nacht, que está na sua terceira geração, por uma organização que preservasse a cultura
construída pela empresa ao longo de seus então 74 anos de história.
O maior acionista individual fora do acordo de acionistas é a gestora de ativos Tarpon, que detém 17,2% das ações da empresa. Os cerca de 30% restantes das ações estão em livre circulação. Considerando o fechamento do pregão de 22 de maio de 2026 e a participação de 50,3% então detida pelos acionistas controladores, a Mills é avaliada em cerca de R$ 4 bilhões.
Essa aquisição do grupo francês segue sua estratégia de expansão internacional. “A Mills e a Loxam têm negócios complementares e compartilham valores empresariais e sociais”, afirmou Gérard
Déprez, diretor-geral da empresa francesa, em comunicado.
A Loxam já havia sinalizado seu interesse em consolidar sua posição no mercado brasileiro em 2023, acelerando seu crescimento inorgânico por meio das aquisições da Motormac Rental e da A Geradora.
A aquisição da Mills confere à LOXAM o controle de uma frota de aproximadamente 16.000 equipamentos que atendem a quatro segmentos principais: plataformas elevatórias, equipamentos
pesados, intralogística e sistemas de fôrmas e escoramento.
Em 2025, a Loxam registrou receita consolidada de € 2,5 bilhões, incluindo € 100 milhões gerados por suas operações no Brasil.
(Morning Times - 26.05.2026 / Valor - 26.05.2026 - partes)
Aliança Energia
A infraestrutura e atuação da companhia incluem ativos de geração, segmento em que possui usinas hidrelétricas em Minas Gerais (incluindo a Usina Hedrelétrica do Funil) e um complexo eólico nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte.
Seus parques geradores produzem energia limpa e renovável suficiente para abastecer mensalmente mais de 5 milhões de pessoas.
Após uma reestruturação, a Vale consolidou a aquisição total das ações que pertenciam à Cemig e formou uma joint venture com a gestora Global Infrastructure Partners (GIP)
Em fins de dezembro de 2025, a Aliança Energia anunciou que assinou acordo para a compra de um complexo eólico da Pontal Energy, na Bahia. A operação envolve o Complexo Eólico Caetité Norte, ativo já em plena operação, com capacidade instalada de 193,2 megawatts (MW) e composto por 46 aerogeradores fornecidos pela WEG, cada um com potência de 4,2 MW. O valor da transação não foi divulgado, e a conclusão do negócio ainda dependia de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições precedentes.
Em fins de maio de 2026, o Fundo da Rota da Seda, do governo chinês, comprou uma participação minoritária na Aliança Energia – que opera 11 usinas de fontes renováveis pelo Brasil. O fundo, que também comprou uma fatia da concessionária de rodovias EixoSP, é parte da chamada Nova Rota da Seda, um plano da China para investir em transportes, telecomunicações e energia em mais de 150 países. Além de exercer influência geopolítica, os chineses pagam portos, aeroportos e estradas com o objetivo de criar infraestrutura para que suas próprias exportações alcancem novos mercados.
(Fonte: Valor - 23.12.2025 / IA - 26.05.2026 / InvestNews - 26.05.2025 - partes)
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