Origem das Marcas
O blog "Origem das Marcas" visa identificar o exato momento em que nasce a marca, especialmente na definição do nome, seja do produto em si, da empresa, ou ambos. "Uma marca não é necessariamente a alma do negócio, mas é o seu nome e isso é importante", (Akio Morita). O blog também tenta apresentar as circunstâncias em que a empresa foi fundada ou a marca foi criada, e como o(a) fundador(a) conseguiu seu intento. Por certo, sua leitura será de grande valia e inspiração para empreendedores.
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31 de mar. de 2026
Restaurante Leite
Localizado no centro histórico do Recife, Leite já recebeu personalidades como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Mário de Andrade. Quando estiveram no Brasil, em 1960, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir sentaram-se à mesa do Leite. Os intelectuais franceses, que foram determinantes no pensamento ocidental do século XX, não foram lá por acaso. O restaurante mais antigo do Brasil em funcionamento contínuo é guarida histórica da elite artística e política do país.
Em março de 2026, o Leite tem-sua-primeira-expansao-em-144-anos.Depois de quase três anos em uma obra discreta, que exigiu malabarismos nos bastidores, com tapumes disfarçados com espelhos e quebradeira de madrugada para não interromper nem comprometer o serviço, inaugurou uma nova área, assimilada do prédio vizinho, há anos desabitado. O novo bar passou a ser o lugar onde a espera pelas mesas ficará concentrada.
(Fonte: Valor - 29.03.2026)
30 de mar. de 2026
Boticão Universal
29 de mar. de 2026
Casas da Banha - CB
Por volta de 1991, à beira da falência, as últimas lojas fecharam as portas.
No início de 1993, os Velloso regressaram ao varejo com a abertura de uma loja do supermercado Fiesta, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Essa primeira loja pertencia à viúva e a cinco dos seis filhos de Waldemar.
(Fonte: revista Exame - 03.02.1993)
19 de mar. de 2026
GAC (Guangzhou Automobile Group)
pelo site Auto Ranking.
A fabricante escolheu a cidade de Catalão, em Goiás. A GAC irá aproveitar a estrutura
da HPE Automotores, representante oficial de Mitsubishi e Suzuki no país.
O anúncio inclui um investimento de R$ 6 bilhões para os próximos cinco anos e, segundo informações, pode ser ampliado. O movimento não é apenas comercial: a GAC pretende transformar o Brasil em um hub estratégico para a América Latina, com foco em pesquisa, desenvolvimento e,
futuramente, exportação.
O projeto visa a produção inicial de um ou dois modelos. O primeiro deverá ser o SUV compacto GS3, que atualmente é equipado com motor 1.5 turbo a gasolina (170 cv de potência e 25,5 kgfm de torque). A intenção da companhia chinesa é atingir a meta de 100 mil carros no país em até cinco anos.
Ainda de acordo com o Auto Ranking, a GAC já chega com o cronograma de nacionalização acelerado e terá a fabricação de outros produtos com a tecnologia híbrida flex.
A parceria com a HPE Automotores é a chave para a rapidez da operação. Ao utilizar a infraestrutura já estabelecida em Goiás, a GAC reduz drasticamente o tempo de implementação. Para a HPE, o negócio representa a ocupação de capacidade ociosa na fábrica e uma atualização tecnológica importante para a região.
A fábrica, que atualmente produz a picape Triton e o SUV Eclipse Cross, foi a primeira a ser instalada no Centro-Oeste brasileiro e tem cerca de 12 mil funcionários diretos e indiretos. O empreendimento possui 247 mil metros quadrados e o complexo inclui as áreas de montagem, fabricação, engenharia e logística.
As primeiras unidades do GS3 serão entregues aos clientes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste no fim de março ou no início de abril de 2026, afirma a
empresa. O SUV chega com a responsabilidade de ser o carro-chefe da marca por aqui. Ficará posicionado logo abaixo do GS4 e irá encarar rivais de peso como Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta.
Nikola
15 de mar. de 2026
Vinícola Villa Francioni / Vinícola Thera
A família Freitas é um sobrenome que está na origem da vitivinicultura de altitude no Brasil. Foi Dilor Freitas quem, ainda no fim dos anos 1990, teve a intuição (e a coragem) de apostar no vinho em Santa Catarina quando quase ninguém olhava para a serra com esse interesse. Dali nasceu a Villa
Francioni, o projeto fundador e decisivo para a região.
Depois da morte de Dilor, o vinho não ficou como memória, virou continuidade. Seu filho João Paulo Freitas teve papel central na consolidação da Villa Francioni e, anos depois, deu um passo ainda mais ousado: criou, do zero, um ecossistema em torno do vinho. Assim nasceu a Fazenda Bom Retiro, no município de mesmo nome e, dentro dela, a Thera.
Hoje (março de 2026), o projeto entra na terceira geração, com Abner Freitas como CEO da vinícola, dando continuidade ao trabalho construído ao lado de seu pai, João Paulo, que segue acompanhando cada etapa.
Nada ali soa improvisado. A Thera não tenta impressionar com pirotecnia arquitetônica ou discursos grandiloquentes. O impacto vem da soma. Do conjunto da ópera. A pousada é silenciosa, integrada à paisagem, elegante sem esforço. O restaurante é um capítulo à parte: pratica uma cozinha afinada com o território, sem a ansiedade de “inventar moda”. É produto, ponto, técnica e tempo. Algo raro hoje em dia.
Não por acaso, o Thera Wine Bar virou rapidamente um sucesso na região. Ali há cozinha com identidade e técnica. Luan Honorato, que comandou a cozinha do restaurante Nomade, do Nomaa Hotel, trocou Curitiba pela Serra Catarinense e vem fazendo um trabalho belíssimo: pratos precisos, produto em primeiro plano, e uma leitura muito madura do entorno. Nada de estrelismo. Tudo conversa
com o vinho, comme il faut.
Mas o que realmente diferencia a Thera não é só a hospitalidade. É a clareza do projeto. A vinícola faz parte de um ecossistema maior, a Fazenda Bom Retiro, que une vinho, natureza, arte e um braço residencial singular: os proprietários das casas podem produzir seus próprios vinhos, usando a estrutura, o conhecimento e a equipe da vinícola. Não é marketing. É enologia aplicada à vida real.
O coração do projeto está na taça. E aqui a Thera se diferencia de vez.
A enologia de Átila Zavarize revela um entendimento fino do terroir: o respeito à acidez natural, a extração comedida, a madeira como coadjuvante. O resultado aparece na consistência, algo que só se percebe quando se provam várias safras lado a lado. O Chardonnay é um dos brancos flagship da casa.
Há algo de muito bem resolvido ali: fruta precisa, acidez viva, madeira em segundo plano. O 2024 está jovem, vibrante e mineral; o 2021 mostra equilíbrio e profundidade; e o 2017, ainda vivo e elegante, entrega algo raro no Brasil: capacidade real de guarda.
Nos espumantes, a surpresa é ainda maior. Perlage finíssima, domínio do método tradicional, precisão de dosagem. O Blanc de Blancs Extra Brut é sedoso, persistente, refinado. Está, sem exagero, entre os melhores espumantes feitos hoje no país. Não por patriotismo. Por prova cega.
Entre os tintos, vale uma atenção especial ao Pinot Noir 2020, suculento, preciso, com taninos delicados e fruta limpa. Um marco. O Montepulciano, ainda pouco comum por aqui, mostra estrutura e identidade. E o Syrah surpreende pela textura e pelo frescor, sem cair na caricatura do excesso.
O mais impressionante, porém, não é um rótulo isolado. É a consistência. Provar várias safras do mesmo vinho e encontrar identidade é sinal de maturidade técnica. De entendimento do terroir. De gente que sabe o que está fazendo. De legado aplicado ao presente.
Com certeza: a Serra Catarinense não está mais pedindo licença. Está oferecendo vinho de nível internacional, com sotaque próprio.
(Fonte: Brazil Journal (Luiz Gastão Bolonhez) - 01.03.2026)
2 de mar. de 2026
Bradsaúde
Na operação, o Bradesco juntou seus negócios de saúde com a Odontoprev, que já era listada na B3 e vai incorporar todos os negócios de saúde do banco. Em seguida, a empresa vai mudar de nome para Bradsaúde. A criação dessa companhia é o maior negócio entre um banco e a área de saúde da América Latina dos últimos cinco anos.
O presidente do Conselho de Administração do Bradesco e Odontoprev, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse que o IPO reverso foi uma forma de se queimar etapas, além de ter custos menores que um IPO tradicional. “A Bradsaúde nasce de capital aberto, no Novo Mercado e com escala”, disse Trabuco.
“Esta é a oportunidade de fazer o IPO de todo o sistema de saúde do Bradesco”, disse o presidente do banco, Marcelo Noronha. No mercado, sempre se comentou sobre a possibilidade de o grupo fazer um IPO da área de seguros e saúde, mas até agora o projeto não havia saído do papel.
Em entrevista à imprensa, o comando do Bradesco e das empresas de saúde do grupo ressaltaram que a Bradsaúde consiste na criação de um ecossistema líder no setor, com 12% de participação no mercado de planos de saúde e de 28,3% no de planos odontológicos.
Com faturamento anual de R$ 52 bilhões, combina seguros, hospitais, diagnósticos, atenção primária, oncologia e odontologia, além de uma empresa de tecnologia em uma única plataforma integrada. “É a criação do ecossistema de saúde mais abrangente do país”, disse o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Ivan Gontijo.
No IPO reverso, a relação de troca negociada é que o free float (ações em mercado) da Odontoprev passou a ser de 8,65% da companhia combinada, enquanto o Bradesco passou a deter 91,35% da Bradsaúde. Pelas regras do Novo Mercado, segmento no qual a companhia será listada, é preciso um free float mínimo de 25%. Noronha disse que a empresa planeja uma oferta subsequente de ações (follow-on), ainda sem data definida.
O fechamento da transação é esperado para junho de 2026, por ainda estar sujeita à aprovação regulatória e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Na operação, o Citi atuou como assessor financeiro exclusivo da Odontoprev. O Bradesco BBI e o JPMorgan também participaram, além de escritórios de advocacia Mattos Filho, Pinheiro Neto, BMA.
Bradesco passou a deter 91,35% da Bradsaúde Foto: Nilton Fukuda/Estadão
21 de fev. de 2026
Livraria Gato Sem Rabo
edifício Renata, no salão de entrada do bar Lágrima, cuja entrada se esconde entre as estantes.
A nova casa preserva o investimento em uma decoração elegante e sóbria, em que está um
acervo que passa por áreas como cinema, biografias, psicologia e música. Fica na r. Major Sertório, 95, Vila Buarque, região central da capital paulista.
Nas prateleiras, uma curadoria exclusiva de livros escritos por mulheres, cerca de 3 mil títulos.
O HM Food Café tem um amplo cardápio com cafés e chás variados, opções para café da manhã e brunch.
6 de fev. de 2026
Nu Cine Copan (antigo Cine Copan)
Nos últimos anos, porém, algumas instituições financeiras deixaram de investir em cinemas de rua, como o Itaú, a Caixa e agora a Reag, que tirou sua marca do Cine Belas Artes depois de virar alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal.
A reforma do novo cinema do Copan vai começar em junho e a ideia é recuperar o projeto de Niemeyer, trazendo de volta o foyer, uma espécie de salão principal que seria construído para impedir que a entrada fosse feita pelo térreo. Hoje, o que seria o foyer faz parte de uma galeria de arte.
A ideia do projeto original era que o cinema fosse um espaço de circulação no Copan, ao permitir essa ligação entre o foyer e o térreo.
O Nubank também pretende recuperar o mesmo design da fachada do Cine Copan, com as letras em itálico e caixa alta.
Antes do início da reforma, entre fevereiro e maio de 2026, o espaço será improvisado como uma sala de teatro, e vai exibir “Hamlet”, o clássico de Shakespeare.