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28 de jul. de 2026

CXMT

          A ChangXin Memory Technologies - CXMT, maior fabricante de chips de memória da
China foi fundada em 2016 na cidade de Hefei, no leste do país. É uma das maiores fabricantes mundiais de DRAM, ou chips de memória de “acesso aleatório dinâmico”, um tipo de semicondutor utilizado em tudo, de servidores de IA a automóveis e eletrônicos de consumo, como smartphones e computadores pessoais.        
          A CXMT está entre as muitas fabricantes de chips
que lucraram com o “boom” da inteligência artificial. Seus negócios estão prosperando à medida que a China busca maior autossuficiência em tecnologias de ponta, mas enfrenta acesso limitado a máquinas
avançadas de fabricação de chips devido às restrições impostas pelos EUA.
          “A CXMT desempenha um papel fundamental no impulso da IA na China, especialmente diante dos controles de exportação dos EUA”, afirmou Kyle Chan, pesquisador da Brookings Institution e especialista em políticas tecnológicas da China. As restrições determinadas até agora pelos EUA também impediram a China de importar os potentes chips HBM (memória de alta largura de banda) – um tipo de DRAM de alto desempenho.
          A receita da empresa disparou para 50,8 bilhões de yuans (US$ 7,5 bilhões ou R$ 38,3 bilhões) devido ao aumento repentino da demanda, impulsionada pela rápida ascensão da IA nos primeiros três meses de 2026 – um aumento de mais de 700% em relação ao mesmo período de 2025. O uso crescente da IA levou a uma escassez global de chips de memória, elevando os preços de alguns computadores e
smartphones.
          Em 27 de julho de 2026, as ações da CXMT dispararam ao começarem a ser negociadas em Xangai, na maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da China continental nos últimos anos.
As ações subiram 466% em seu primeiro dia de negociação. A empresa tornou-se a mais valiosa listada
em uma Bolsa da China continental, com uma capitalização de mercado estimada em cerca de 3,3 trilhões de yuans (mais de US$ 487 bilhões ou R$ 2,49 trilhões). Mas esse valor ainda é menor do que o de fabricantes sul-coreanos e americanos de chips de memória, como a Samsung Electronics, a SK Hynix e a Micron Technology.
          A empresa levantou pelo menos US$ 8,6 bilhões com a oferta, ao preço de 8,66 yuans
(US$ 1,3) por ação, em sua listagem no mercado Star da Bolsa de Valores de Xangai – semelhante à Nasdaq.
          A CXMT é vista como a melhor aposta da China para desenvolver seus próprios chips HBM. Mas ela também enfrenta muitos desafios, incluindo gargalos na cadeia de suprimentos ao ampliar a capacidade de fabricação, já que seu acesso às melhores ferramentas de fabricação de chips do mundo é altamente restrito, forçando-a a depender de fabricantes chinesesde equipamentos.
(Fonte: Estadão - 28.07.2026)

27 de jul. de 2026

Habib's (Grupo Gennius)

          O Grupo Gennius, controlador da rede Habib’s, tem também sob seu guarda-chuva, a rede Ragazzo e a Tendall Grill.
          “Não desista; é preciso caminhar”. A frase que inspirou a vida do hoje empresário Alberto Saraiva era dita por seu pai, Antonio Saraiva, todas as vezes em que ele pensava em desistir de seu maior sonho: ser médico. Foi para dar apoio e condições ao filho que ele e toda a família se mudaram de Santo Antonio da Platina, no Paraná, para a cidade de São Paulo, na década de 1970.
          Com apenas 17 anos, Saraiva fazia cursinho de manhã e estudava no terceiro ano do ensino médio à noite. “Nessa época, eu pegava oito conduções por dia.” Na primeira vez que tentou ingressar na faculdade de Medicina, ele prestou vestibular em cinco faculdades. Não passou. No ano seguinte, foram seis tentativas. Também não passou. No outro ano, foram mais seis. Resultado: aprovado na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
          Enquanto o jovem pensava na carreira brilhante que poderia ter pela frente, seu pai, que tinha vindo de Portugal anos antes, comprava uma padaria na zona leste da capital paulista para garantir o sustento da família. O negócio não era dos melhores. A loja tinha equipamentos velhos que viviam dando defeito e, além disso, era cercada por mais cinco padarias concorrentes.
          Dezenove dias após a compra da padaria, houve um assalto no estabelecimento, e o pai de Alberto foi assassinado. O desespero e a indignação tomaram conta da família. Por ser o filho mais velho, Alberto decidiu continuar no lugar do pai e trancar o curso de Medicina. “Havia muitas prestações para pagar.”.
          Mas fazer o próprio pão e, consequentemente, vendê-lo quentinho a toda hora não foi suficiente para atrair a clientela. Por isso, a estratégia adotada foi vender o pãozinho bem mais barato do que os concorrentes. A ideia foi diminuir o preço em 30%. O plano começou a dar certo, e ele atraiu um novo tipo de cliente, os revendedores de pão, que vendiam o produto de porta em porta. “Tudo que eu tinha era vontade e desejo de que desse certo.” E deu. Após apenas 16 meses, com a padaria faturando, ele vendeu o negócio para outro português e voltou a estudar.
          Apesar de ter voltado para o curso de Medicina, ele já tinha sido picado pelo “bichinho do comércio” e decidiu continuar atuando no ramo. Mesmo na faculdade, decidiu montar um novo negócio: a Casa do Pastel. A estratégia era a mesma: vender o pastel bem mais barato do que os demais. Mais um negócio de sucesso. Filas e mais filas na porta. A empresa chamou atenção de alguns corretores de negócios que se interessaram pelo estabelecimento, e mais uma vez ele o vendeu.
          A mesma cena se repetiu quando ele decidiu abrir a Casa do Gnocchi, a Casa da Fogazza e um rodízio de pizza. Este último foi vendido antes mesmo de ser inaugurado. “Eu peguei gosto em montar negócios. Sabia identificar um bom ponto comercial”.
          Finalmente, em dezembro de 1980, dez anos após ter sonhado ser médico, ele se formou. “Peguei meu diploma, coloquei na gaveta e fui para trás do balcão.”.
          Foi então que, entre a montagem de um negócio e outro, um senhor com cerca de 70 anos bateu à porta de Saraiva e mudou seu destino. Cozinheiro aposentado, ele buscava uma oportunidade de trabalho. Paulo Abud alegou que, como morava no prédio em frente, o empresário não precisaria lhe pagar vale-transporte. Saraiva concordou em contratá-lo e perguntou o que ele sabia fazer. A resposta foi “comida árabe”. O empresário dava uma oportunidade àquele que lhe ensinaria a receita do carro-chefe de seu negócio mais lucrativo: a esfiha.
          Com o domínio da culinária árabe, o empresário apostou em um novo negócio. Nascia assim, em 1988, o Habib’s. Instalado na rua Cerro Corá, no bairro da Lapa, em São Paulo, a nova casa chamava atenção pela faixa colocada à porta. O anúncio garantia que ali estava a melhor esfirra do país. Mas não é porque era a melhor que teria que ser a mais cara. Ao contrário, a ideia era vender com o preço menor possível. “Quanto menor o preço, mais eu vendo.”.
          Foi baseada na inspiração do apelido carinhoso que o fundador Alberto Saraiva ganhou de seus amigos. Eles os chamavam de Habib que significa querido amigo. O Gênio surgiu junto com a marca em 1987 e foi sugestão de um amigo do fundador. Após os 29 anos de Habib's, o Gênio foi atualizado mas continua presente no logotipo da marca.
          Em 1991, o Habib’s passa a investir na produção de matérias-primas, como queijos, pães, sorvetes e doces. No ano seguinte, 1992, através do sistema de franquias, o Habib’s amplia seus negócios.
          A incrível quantidade e 600 milhões de Bib’sfihas por ano foi atingida em 2005.
          Em 2009 é fundada a Universidade Habib’s que dá todo apoio para seus colaboradores. O Habib's conta com cerca de 150 instrutores em todo Brasil.
          O delivery passa a oferecer, em 2010, entregas em aproximadamente 28 minutos. O tempo leva em conta desde a preparação até a chegada do pedido, respeitando a distância limite e as leis de trânsito. Se o desafio não fosse cumprido, o valor ficava por conta do Habib’s.
          Em 2013, a unidade da Radial Leste foi a primeira a inaugurar o novo conceito do Habib’s. Localizada no bairro de Cidade Patriarca, a loja passou por uma reforma completa: desde a comunicação, até os ambientes, mobiliários e embalagens de produtos. A loja foi escolhida por ser uma das lojas mais visitadas pelos clientes e também por estar na rota estratégica do estádio de abertura da Copa do Mundo de 2014.
          A empresa emprega 22 mil colaboradores e tem 421 restaurantes distribuídos em mais de cem cidades em 20 estados. Para alcançar números como esses e a fama de um dos empresários mais bem-sucedidos no Brasil, Saraiva segue à risca o seu lema de vida: “Não desista; é preciso caminhar”
          Em fins de julho de 2026, a Justiça aprovou um pedido de proteção do Grupo Gennius contra credores. O grupo tem R$ 312 milhões em dívidas. É o tipo de medida que costuma vir antes de uma recuperação judicial ou extrajudicial.
(Fonte: UOL - 05.08.2013 / Site do Habib's / InvestNews - 27.07.2026 - partes)

3 de jul. de 2026

SK Hynix

          A empresa de semicondutores sul-coreana SK Hynix Inc. fabrica chips de memória de acesso aleatório dinâmico (DRAM) e chips de memória flash. A SK Hynix é uma das maiores fornecedoras de semicondutores do mundo, e, juntamente com a Samsung Electronics e a Micron, é uma das "Três Grandes" fabricantes de memória.
          Fundada em 1983 como Hyundai Electronics, a SK Hynix foi integrada ao Grupo SK em 2012 após uma série de fusões, aquisições e esforços de reestruturação. Após ser incorporada ao Grupo SK, a SK Hynix tornou-se uma importante afiliada, juntamente com a SK Innovation e a SK Telecom.
           A Hyundai Electronics foi fundada por Chung Ju-yung, fundador do Grupo Hyundai. No início da década de 1980, Chung reconheceu a crescente importância da eletrônica na indústria automobilística, uma das principais áreas de atuação da Hyundai. Ele vislumbrou o potencial da Hyundai para expandir seus negócios além dos setores automotivo, naval e de indústrias pesadas, e desejava estabelecer presença na promissora indústria eletrônica. O foco principal da empresa era a produção de semicondutores e a eletrônica industrial.
          Os principais clientes da empresa incluem Nvidia, Microsoft, Apple, Asus, Dell, MSI, HP Inc., e Hewlett Packard Enterprise (antiga Hewlett-Packard). Outros produtos que utilizam memória Hynix incluem leitores de DVD, telefones celulares, decodificadores, assistentes digitais pessoais, equipamentos de rede e disco rígidos.
          A SK Hynix estreia em 10 de julho de 2026 na Nasdaq por meio de suas ADRs como uma das principais protagonistas do mais recente ciclo de expansão da inteligência artificial, ampliando o acesso dos investidores americanos à segunda empresa mais valiosa da Coreia do Sul. A companhia é líder na produção de chips de memória de alta largura de banda, componentes essenciais para as GPUs da Nvidia e para a operação de data centers voltados à IA, além de atuar nos segmentos de DRAM e NAND flash. A oferta, estimada em cerca de US$ 24,5 bilhões, registrou demanda mais de sete vezes superior ao volume disponível, refletindo o forte interesse dos investidores por uma empresa cujas ações acumularam valorização expressiva e cujos lucros quase quintuplicaram no primeiro trimestre de 2026.
(Fonte: Wikipédia / Mercado em 5 minutos (Empiricus) - 10.07.2026 - partes)

2 de jul. de 2026

Arbex

          A Arbex (cujo nome provisório era (FamPro) foi criada pela Suzano e pela norte-americana Kimberly-Clark, como uma "joint venture", em 1º de julho de 2026. A empresa estreia como uma das maiores empresas de papel *tissue* (papel para fins sanitários) do mundo. A companhia, avaliada em US$ 3,7 bilhões (R$ 19,2 bilhões pela cotação do dia), nasce com uma receita anual de US$ 3,5 bilhões (R$ 18,1 bilhões) e tem como meta tornar-se a empresa integrada de *tissue* mais eficiente do setor global.
          Com sede na Holanda e escritório operacional em Londres, a Arbex detém um portfólio de mais de 40 marcas regionais e possui licenças de longo prazo para as marcas globais da Kimberly-Clark, incluindo Kleenex, Cottonelle, Scott, WypAll, Viva e Kimberly-Clark Professional.
          A Suzano, que anunciou em meados de 2025 a aquisição de uma participação de 51% nas operações globais de *tissue* da Kimberly-Clark fora dos EUA, detém o controle acionário da nova empresa. A Kimberly-Clark detém os 49% restantes.
          A transação reforça a estratégia da Suzano de ampliar as vendas de celulose. Como parte de sua estratégia de substituir a celulose de fibra longa (*softwood*) pela de fibra curta (*hardwood*), a Suzano planeja acelerar a adoção de fibra curta pela Arbex, segmento no qual a empresa brasileira possui vantagem competitiva.
          A Suzano já era a fornecedora exclusiva de celulose de fibra curta para todas as operações da Kimberly-Clark. Com a nova estrutura, ela permanecerá como fornecedora exclusiva por tempo indeterminado para os negócios agora incorporados à Arbex. "Na fabricação de produtos como papel-toalha e papel higiênico, é possível utilizar entre 70% e 100% de celulose de fibra curta, sendo o restante composto por fibra longa. Essa transição agora ganhará velocidade, pois passamos a operar as máquinas que antes pertenciam ao negócio internacional da Kimberly-Clark", explicou Beto Abreu, CEO da Suzano. A Arbex agora engloba a produção e as vendas da Kimberly-Clark de produtos como papel higiênico, guardanapos, papel-toalha e lenços faciais fora dos Estados Unidos. A transação também transfere para a nova empresa 22 unidades fabris distribuídas por 14 países na Europa, Ásia, Oriente Médio, América do Sul, América Central, África e Oceania.
          A Suzano assumiu formalmente o controle da nova empresa em 1º de julho de 2026, após pagar US$ 1,3 bilhão por sua participação de 51%. Ao anunciar a transação, as parceiras divulgaram que a Suzano teria a opção de adquirir os 49% restantes a qualquer momento, utilizando o mesmo múltiplo de avaliação — 6,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) — que determinou o preço de compra original.
          Abreu afirmou que os ganhos de eficiência previstos no plano de negócios da Arbex virão principalmente da redução de custos fabris e administrativos, do desenvolvimento de fornecedores regionais e da otimização da cadeia de suprimentos. "Temos muitas ferramentas e tecnologias que podem gerar ganhos significativos em logística, em toda a cadeia de suprimentos e no processo de distribuição, desde as fábricas da Arbex até os clientes em 70 países", disse.
          Para a Suzano, a decisão da Kimberly-Clark de desinvestir parte de suas operações internacionais reflete a confiança de que a empresa brasileira pode extrair maior valor desses ativos.
          A liderança da nova empresa combina executivos de ambas as parceiras. Ehab Abou-Oaf, que já chefiava as operações internacionais agora integradas à Arbex, permanece como CEO. Luís Bueno, anteriormente vice-presidente executivo de bens de consumo da Suzano, assume o cargo de diretor de operações (COO), enquanto Oscar Mousinho, ex-diretor financeiro (CFO) da divisão de nutrição animal da Mars, assume a posição de CFO.
          Analistas do Citi afirmaram que a criação da Arbex marca um marco para a Suzano, dado o porte do investimento. Eles disseram que os investidores provavelmente focarão agora na capacidade da empresa de recompor a geração de caixa e esperam que os volumes operacionais da Arbex comecem a ser consolidados nos resultados da Suzano a partir do terceiro trimestre (2026).
(Fonte: Valor - 02.07.2026)

26 de jun. de 2026

CazéTV


          A CazéTV existe desde 2019, quando Casimiro Miguel resolveu criar conteúdo em suas próprias redes. Foi em 2022 que o canal saiu do nicho com a transmissão de jogos da Copa do Mundo. Em 2024, cobriu a Olimpíada de Paris com expertise nativa digital que os canais tradicionais não tinham. Em 2025, transmitiu a Copa do Mundo de Clubes. A Fifa ficou tão satisfeita com os resultados que confirmou a parceria para a Copa do Mundo de 2026, com direitos a todos os 104 jogos.
          A Globo, o maior conglomerado de mídia, transmite a Copa do Mundo no Brasil desde 1970. Construiu gerações de narradores, criou rituais de audiência, transformou o jogo em produto televisivo com uma consistência que nenhuma outra emissora do país chegou perto de replicar. No sábado, dia 20 de junho de 2026, pela primeira vez em décadas, não foi ela que dominou a conversa sobre a estreia do Brasil no torneio. Foi um canal do YouTube fundado por um streamer de 28 anos que começou transmitindo jogos de videogame.
          A transmissão do empate entre Brasil e Marrocos pela CazéTV registrou pico de 12,7 milhões de aparelhos conectados simultaneamente no YouTube, o maior número já registrado por uma transmissão de futebol na plataforma em todo o mundo. O mercado de mídia esportiva brasileiro mudou de endereço, e a mudança foi confirmada com um recorde que não deixa margem para interpretação.
          O número de sábado, dia 20 de junho de 2026, não nasceu no sábado. É construção sistemática de capacidade, ativo por ativo,evento por evento, até chegar ao maior torneio do planeta com credencial técnica e audiência instalada que nenhuma emissora tradicional construiu dessa forma. Isso é ótimo para quem acha que abrir um negócio significa ter resultado da noite para o dia.
          O feito colocou a empresa acima de transmissões históricas do YouTube, incluindo eventos fora do esporte. Esse dado não é curiosidade de trivia. É o mapa mais preciso de onde está a atenção do público jovem global em 2026. Não no cabo. Não no satélite. No telefone que está sempre no bolso,
na plataforma que não cobra assinatura e no formato que permite comentar, reagir e compartilhar no mesmo gesto. O que foi feito com a Copa do Mundo em quatro anos é o manual mais preciso de como um produto digital desafia um incumbente sem precisar derrubá-lo. Não competiu frontalmente.
Escolheu o território que a Globo não dominava, o digital nativo, e foi construindo presença,
credibilidade e audiência nesse território até o momento em que o maior evento do planeta chegou, e o território que ele havia construído era exatamente onde a audiência mais jovem queria estar. O recorde de 12,7 milhões dedispositivos simultâneos não foi resultado de um dia. Foi resultado de uma decisão tomada em 2019 de construir no lugar certo antes de todo mundo entender que era o lugar certo.
          Em 24 de junho de 2026, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu uma investigação preliminar sobre a CazéTV para apurar a veiculação de publicidade de bets durante as transmissões da Copa do Mundo. A averiguação preliminar é a fase investigativa que antecede um eventual processo administrativo sancionador.
          A decisão consta em despacho assinado pelo diretor substituto do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Daniel Amaral Nunes Carnaúba. Segundo o documento, a apuração teve origem em registros audiovisuais que mostram ações promocionais de operadoras de apostas online inseridas nas transmissões esportivas do canal de streaming, comandado por Casimiro Miguel e detentor dos direitos de exibição de todos os 104 jogos do Mundial no YouTube.
          O despacho descreve três episódios. Em um deles, exibido durante a parada para hidratação da partida entre Inglaterra x Gana, a Senacon aponta publicidade de uma empresa de bet em que o narrador incentiva os espectadores a "colocar a paixão em jogo", orientando o acesso ao site da operadora ou a um QR Code na tela, além de divulgar uma oferta promocional exclusiva ligada ao jogo.
          No segundo registro, durante a partida Argentina x Áustria, o órgão do Ministério da Justiça aponta o anúncio de cotações turbinadas — quando a casa aumenta o valor que paga ao apostador que acerta, de três para quatro vezes o que foi apostado —, com comentaristas da CazéTV destacando que a plataforma ofereceria uma "segunda chance", o que, segundo a secretaria, reforçaria a atratividade da oferta e estimularia a aposta imediata.
          No terceiro, referente a Uruguai x Cabo Verde, o despacho cita ação de outra operadora de bet que associa a paixão do brasileiro pelo futebol à prática de apostas.
          Investigar um só canal é pouco diante da presença ostensiva das bets na mídia. O Estado tem de impor restrições amplas e compatíveis com os males sociais provocados pela jogatina.
          Precisou da Copa do Mundo para políticos descobrirem: a CazéTVfaz propaganda de bet!
Em ano eleitoral, sem coincidência alguma, alguns deles resolveram subir no palanque para bradar contra as casas de apostas. 
          A Cazé fala em bet o tempo todo, coloca odds na tela, promove a aposta turbinada do segundo tempo. É tudo verdade. Mas ela não é a única a levantar essa bandeira. Globo, SBT e NSports, todas detentoras da transmissão da Copa de 2026, têm anunciantes do segmento de bets. Elas incentivam o consumo desse tipo de entretenimento e se financiam a partir dessas verbas publicitárias. Uma curiosidade do mercado tem recebido menos atenção dos críticos. As maiores emissoras são, elas mesmas, donas de casas de apostas. A Globo montou uma joint venture com a MGM, um cassino
de Las Vegas, para criar a BetMGM. O SBT anunciou a criação do Todos Querem Jogar, uma bet que teria outros produtos de entretenimento clássicos do canal, como o Show do Milhão.
          Em um aspecto ainda mais alarmante, o estudo O impacto das bets na educação superior, realizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), mostra que 34% dos jovens entre 18 e 35 anos que planejavam iniciar uma faculdade em 2025 adiaram a matrícula por causa de gastos com apostas. Isso representa quase 1 milhão de brasileiros fora do ensino superior.
(Fonte: OESP (Estadão) - 17.06.2026 / cnn - 24.06.2026  / OESP - 26.06.2026 - partes)

25 de jun. de 2026

Micron Technologies

          A Micron Technology é uma produtor americana de memória de computador e armazenamento de dados de computador, incluindo memória dinâmica de acesso aleatório, memória flash e unidades flash USB.
          Foi fundada em Boise, Idaho, em 1978 por Ward Parkinson, Joe Parkinson, Dennis Wilson e Doug Pitman como uma empresa de consultoria de design de semicondutores. O financiamento inicial foi fornecido pelos empresários locais de Idago, Tom Nicholson, Allen Noble, Rudolph Nelson e Ron Yanke. Posteriormente, recebeu financiamento do bilionário Idaho JR Simplot, cuja fortuna foi feita no negócio da batata. Em 1981, a empresa mudou da consultoria para a fabricação com a conclusão de sua primeira unidade de fabricação de wafer ("Fab 1"), produzindo chips DRAM de 64K.
          Em 1984, a empresa abriu o capital.
          Em 1994, o fundador Joe Parkinson se aposentou como CEO e Steve Appleton assumiu como presidente do conselho, presidente e CEO.
          Uma fusão de 3 vias em 1996 entre ZEOS International, Micron Computer e Micron Custom Manufacturing Services (MCMS) aumentou o tamanho e o escopo da empresa; isso foi seguido rapidamente com a aquisição da NetFrame Systems em 1997, em uma tentativa de entrar na indústria de servidores de médio porte.
          Em 2000, Gurtej Singh Sandhu e Trung T. Doan da Micron iniciaram o desenvolvimento de filmes high-k de deposição de camada atômica para dispositivos de memória DRAM. Isso ajudou a impulsionar a implementação econômica de semicondutor de memória, começando com DRAM de nó de 90mm. O padrão duplo de pitch também foi pioneiro por Gurtej Singh Sandhu na Micron durante os anos 2000, levando ao desenvolvimento de memóia flash NAND de classe 30mm  e, desde então, foi amplamente adotado por fabricantes de flash NAND e memória RAM no mundo todo.
          Em 2005, a Micron e a Intel criaram uma joint venture com base em IM Flash Technologies em Lehi, Utah. As duas empresas formaram outra joint venture em 2011, IM Flash Singapore, em Singapura. Em 2012, a Micron tornou-se proprietária exclusiva desta segunda joint venture.
          Em 2006, a Micron adquiriu a Lexar, fabricante americana de produtos de mídia digital.
          Nova mudança de liderança ocorreu em junho de 2007, com o COO Mark Durcan se tornando presidente.
          Em 2008, a Micron converteu a fábrica de chips Avezzano, anteriormente uma fábrica de DRAM da Texas Instruments, em uma instalação de produção para sensores de imagem CMOS vendidos pela Aptina Imaging.
          Em 2008, a Micron desmembrou Aptina Imaging, que foi adquirida pela ON Semiconductor em 2014. A micron manteve uma participação na cisão. A empresa principal sofreu contratempos, no entanto exigindo demissões de 15 por cento de sua força de trabalho em outubro de 2008, período durante o qual a empresa também anunciou a compra da participação de 35,6% da Qimonda na Inotera Memories por 400 milhões de dólares. A tendência de demissões e aquisições continuou em 2009 com a demissão de 2.000 funcionários adicionais, e a aquisição da empresa de microdisplay FLCOS Displaytech. A Micron concordou em comprar a Numonyx, fabricante de chips flash, por US$ 1,27 bilhão em ações em fevereiro de 2010.
          Em 3 de fevereiro de 2012, o CEO, Steve Appleton, morreu em um acidente de um pequeno avião da Lancair em Boise, Idaho. Mark Durcan substituiu Appleton como o CEO e, logo em seguida, eliminou seu antigo título de presidente.
          Em 2013, a fábrica de chips Avezzano foi vendida para a LFoundry.
          No período de 2012-2014, a Micron novamente passou por um ciclo intenso de aquisições, tornando-se o acionista majoritário da Inotera Memories, adquirindo a Elpida Memory por US$ 2 bilhões e as ações restantes na Rexchip, uma empresa de fabricação de chips de memória para PC entre a Powerchip e Elpida Memory por $ 334 milhões, ao anunciar planos para demitir aproximadamente 3.000 trabalhadores. Por meio da aquisição da Elpida, a Micron se tornou a principal fornecedora da Apple para iPhone e iPad.
          Em dezembro de 2016, a Micron concluiu a aquisição dos 67% restantes da Inotera, tornando-a uma subsidiária 100% da Micron.
          Em abril de 2017, a Micron anunciou Sanjay Mehrotra como novo presidente e CEO para substituir Mark Durcan.
          Em junho de 2017, a Micron anunciou que estava desecontinuando o negócio de armazenamento de mídia removível de varejo da Lexar e colocando alguns ou todos à venda. Em agosto daquele ano, a marca Lexar foi adquirida pela Longsys, uma empresa de memória flash com sede em Shenzhen, China.
          Em 5 de dezembro de 2017, a Micron processou os rivais United Microelectronics Corporation e Fujian Jinhua Integrated Circuit Co. (JHICC) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, alegando violação de suas patentes de DRAM e direitos de propriedade intelectual.
          Em maio de 2018, a Micron Technology e a Intel lançaram a memória QLC NAND para aumentar a densidade de armazenamento.
          Em fevereiro de 2019, o primeiro cartão microSDF com capacidade de armazenamento de 1 terabyte (TB) foi anunciado pela Micron.
          Em setembro de 2020, a empresa apresentou a solução de memória gráfica discreta mais rápida do mundo. Trabalhando com a líder em tecnologia de computação NVIDIA, a Micron estreou o GDDR6X nas novas unidades de processamento gráfico (GPUs) NVIDIA GeForce RTX 3090 e GeForce RTX 3080.
          Em novembro de 2020, a empresa lançou um novo chip NAND 3D de 176 camadas. Ele oferece latência de leitura e gravação aprimorada e está programado para ser usado na produção de uma nova geração de drivers de estado sólido.
(Fonte: Wikipédia)

22 de jun. de 2026

Grupo Prime

          O Grupo Prime, dono da Prime Agro Produtos Agrícolas, foi fundado em 2013 em Toledo (PR) pelos irmãos Paulo José e Luiz Eduardo Montans Braga. O grupo atua em torno de agricultura sustentável, manejo biológico, regeneração de solo, monitoramento técnico e desenvolvimento produtivo de cultivos e criações.
          Em 16 de junho de 2026, o grupo pediu recuperação judicial na Justiça do Paraná e informou passivo total de R$ 790,2 milhões, segundo documentos do processo obtidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
          O pedido de recuperação envolve 11 requerentes ligados ao mesmo grupo econômico familiar: seis empresas e cinco produtores rurais. Além da Prime Agro, de Toledo, integram o processo Agropecuária Caiana, Juruá Participadora de Bens, Acaia Serviços Administrativos, Agropecuária Alterosa, Agropecuária Candeia e produtores da família Montans Braga.
          Na petição, o grupo diz que a crise foi provocada por uma combinação de endividamento financeiro elevado, aumento do custo do crédito, restrição de liquidez e piora das condições de mercado no agronegócio. A defesa cita, entre os fatores de pressão, a alta da Selic e do CDI, a queda dos preços de commodities agrícolas como soja e milho, eventos climáticos adversos, retração do crédito rural e ciclo de baixa da pecuária.
          Segundo o grupo, parte relevante das obrigações foi assumida em um período de expansão operacional. Esse movimento passou a pressionar o fluxo de caixa quando as receitas foram afetadas pela piora das margens no campo e pelo encarecimento das dívidas. A defesa afirma que a crise é financeira e conjuntural, não operacional, e que a recuperação judicial é necessária para reorganizar o passivo e alongar as obrigações.
          Do total das dívidas reconhecidas pelo grupo, R$ 397 milhões são créditos sujeitos à recuperação judicial e R$ 394 milhões aparecem listados como extraconcursais, categoria que reúne obrigações que, em regra, não entram automaticamente no plano de pagamento aos credores.

A maior parte da dívida sujeita à recuperação está na classe dos credores quirografários, aqueles sem garantia real, com R$ 282 milhões distribuídos entre 311 credores. A classe de garantia real soma R$ 106,1 milhões e tem apenas um credor listado: o Banco do Brasil. Os créditos trabalhistas e acidentários somam R$ 2 milhões, enquanto microempresas e empresas de pequeno porte aparecem com R$ 6,5 milhões.
          Na parte extraconcursal, o maior credor indicado é o Prime Agro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, com R$ 190 milhões. Também aparecem o Santander, com R$ 36,8 milhões; Caixa Econômica Federal, com R$ 32 milhões; BTG Pactual, com R$ 19,9 milhões; Itaú Unibanco, com R$ 16,4 milhões; Canal Companhia de Securitização, com R$ 16,3 milhões; Bradesco, com R$ 13,2 milhões; e Insumos Milênio/Terramagna Fiagro, com R$ 12,8 milhões.
          O grupo afirma no processo que a operação depende de fazendas, equipamentos, estrutura logística, veículos, caminhões e uma aeronave para manter atendimento técnico e comercial em áreas rurais. Por isso, pede que parte desses bens seja reconhecida como essencial à atividade, o que poderia impedir retirada ou apreensão durante o período de proteção judicial, caso o processamento da recuperação seja deferido. O processo ainda está em fase inicial.
Considerando números de junho de 2026, o grupo tem 263 funcionários e atende mais de 500 clientes em 20 estados.
(Fonte: Money Times (conteúdo Estadão - 19.06.2026)

20 de jun. de 2026

Centro de Tecnologia Canavieira - CTC

          O Centro de de Tecnologia Canavieira (CTC) se desmembrou da Copersucar em 2005. Cinco anos depois (2010) de se tornar independente, o CTC passou a congregar meia safra brasileira de cana com R$ milhões para pesquisa.
          Constituído como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), o centro poderia se transformar em uma sociedade anônima e recorrer a fontes de crédito do mercado, como ofertas de ações, emissão de dívida e sociedades estratégicas
          O CTC passou então a analisar os caminhos disponíveis para se reestruturar e ampliar a sua capacidade de financiamento.
          O número de associados disparou desde a independência, o que multiplicou a arrecadação e permitiu uma redução de 28% no valor de contribuição por associado. Em 2010 o orçamento foi de R$ 60 milhões, ante menos de R$ 20 milhões cinco antes. Eram 160 associados, sendo 143 usinas (eram 29 em 2005) e 17 associações de produtores de cana, que respondiam por cerca de metade da produção nacional.
          A necessidade de recursos e a chance de rentabilizar comercialmente as pesquisas do CTC decorre do avanço do centro, que passou a se aventurar em novos e mais complexos territórios da ciência. Além dos recursos dos associados, o centro usa dinheiro de agências de fomento à pesquisa e parcerias para ampliar a capacidade de desenvolvimento.
          Havia, em 2010, pelo menos três canas geneticamente modificadas em estudo avançado no instituto, por exemplo. A que devia ser lançada primeiro era a cana Bt,  resistente a insetos, que utiliza um gene da Dow Agrosciences.
          As outras duas canas transgênicas utilizam genes descobertos pelo CTC. Um delas seria tolerante à seca e a outra terá maior teor de açúcar por tonelada.
          O CTC também passou a utilizar uma tecnologia de marcadores moleculares, que determina quais genes respondem por quais características na planta. Aplicada nos programas de melhoramento genético desde 2008, a tecnologia reduz o tempo de desenvolvimento de uma nova variedade, já que não é preciso esperá-la crescer para saber se tem ou não determinada característica - basta analisá-la usando os marcadores para saber se ela apresenta os genes da função desejada.
          Na área industrial, as meninas dos olhos do centro, em 2010, eram a planta piloto de produção de etanol a partir da celulose do bagaço de cana e o projeto de colheita e aproveitamento industrial da palha da cana, que era deixada no campo. A fabricante de máquinas agrícolas New Holland era parceira no projeto.
(Fonte: jornal Brasil Econômico - 28.07.2010)

19 de jun. de 2026

Vitao Alimentos

          A Vitao Alimentos se considera pioneira no mercado de produtos integrais. Foi criada em 1988 na Cidade Industrial de Curitiba e, nessa época, fabricava apenas farinhas, grãos, sementes e cereais voltados a dietas macrobióticas. A Vitao pertence `Nutrhouse Alimentos.
          O nome foi criado com base no taoísmo, na qual Vitao significa "o caminho da vitalidade com equilíbrio".
          Em 1991, a empresa iniciou a produção de biscoitos integrais. Essa nova frente de negócios fez muito sucesso com o público o que motivou a companhia a ampliar o portfólio, que passou a contar com cookies, granolas, snacks e chocolates.
          Em 2007, a oferta de delícias cresceu ainda mais, com o início da fabricação de doces sem adição de açúcar, como cocadas, leite condensado, geleias e doces de leite.
          A Vitao conta com uma linha completa de produtos para proporcionar às pessoas opções saudáveis e saborosas do café da manhã ao jantar.
          Em fins de julho de 2010, a Nutrhouse concluiu a compra da fabricante mineira de doces Delakasa. A Doces Delakasa é fabricante de doces de frutas, doces de leite e doces de ovos, totalizando 60 itens sendo que 35 são diet (sem adição de açúcar).
          Doces e chocolates zero, grãos e cereais,, quinoa e food service, também estão em seu portfólio da Vitao.
          A Vitao e a Delakasa iriam atuar separadamente na produção, mas de maneira compartilhada na distribuição.
(Fonte: site da empresa / jornal Brasil Econômico - 28.07.2010 - partes)