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13 de set. de 2026

Aurora Fine Brands

          Em agosto de 1936, Alfredo Jacobsberg, chega no Brasil de Zepelim. Ele veio da cidade de Hamburgo, na Alemanha, onde já comercializava frutas secas desde 1921, Em 1946, nasce a Aurora na garagem de sua casa em São Paulo. de onde saíam as encomendas para serem entregues de bicicleta. 
          Em 1946, Alfredo Jacobsberg funda a Aurora em uma garagem, de onde as encomendas eram entregues de bicicleta. Com a conquista de novos clientes varejistas, a empresa inaugurou sua primeira sede na Rua Líbero Badaró, no centro de São Paulo. 
          Após 15 anos de trabalho, em 1951, torna-se a principal importadora de frutas secas do Brasil.
          Um importante marco em sua trajetória ocorreu em 1966, quando Werner Jacobsberg assumiu a direção da empresa. Com visão empreendedora, ampliou a atuação da Aurora para alimentos finos e bebidas, conquistou a distribuição exclusiva de importantes marcas internacionais, como TABASCO® BRAND PEPPER SAUCE, e construiu a primeira sede própria da companhia.
          Em 1970, grande empreendedor, Werner Jacobsberg ampliou a área de atuação da empresa para bebidas e alimentos finos e obteve a licença de importação exclusiva de importantes marcas internacionais.
          A história da Aurora também foi marcada pela resiliência. Entre 1973 e 1984, durante o período de restrições às importações, a empresa permaneceu entre as poucas importadoras que conseguiram atravessar aquele cenário e preservar suas operações.
          Em 1985, Werner Jacobsberg faleceu prematuramente aos 51 anos e seu filho, Alberto Jacobsberg, assumiu a liderança da empresa. Sob sua gestão (3a. geração da família), a Aurora iniciou um importante processo de profissionalização, criando novas áreas, estruturando uma equipe própria de vendas e fortalecendo sua capacidade de gestão. Foram criadas as áreas de marketing, tecnologia da informação, merchandising e vendas, para se tornar uma das maiores empresas de bebidas e alimentos premium do Brasil
          Uma decisão estratégica fundamental foi concentrar esforços nas melhores marcas de cada categoria, fortalecendo parcerias de longo prazo e ampliando o foco no desenvolvimento de cada marca no mercado brasileiro. Essa filosofia continua orientando a empresa até hoje: construir relações duradouras com parceiros que compartilham os mesmos padrões de qualidade, excelência e visão de mercado.
          Com a reabertura da economia e a expansão do mercado de consumo a partir da década de 1990, a Aurora entrou em um ciclo de forte crescimento, ampliando sua distribuição e renovando continuamente seu portfólio.
          Na área de Alimentos Finos, a empresa introduziu no mercado brasileiro marcas reconhecidas internacionalmente como BAHLSEN, TIPIAK, DE CECCO, MAILLE, LOACKER e GULLÓN. Em 2010 lançou sua primeira marca própria, KALASSI, e nos anos seguintes incorporou novas marcas de destaque, como AHMAD, CAILLER, LOTUS, ST. DALFOUR, RICOLA e REESE’S.
          No segmento de Destilados e Licores, a criação de uma equipe dedicada ao canal de bares e restaurantes, em 2001, impulsionou o crescimento da divisão. Um exemplo é LICOR 43, que alcançou distribuição nacional e multiplicou suas vendas por cinquenta em duas décadas. Ao longo dos anos, marcas como JOSE CUERVO, FERNET BRANCA, CARPANO, FIREBALL, BUFFALO TRACE, PEACHTREE e DISARONNO passaram a integrar o portfólio da empresa.
          A partir de 2004, a Aurora fortaleceu sua atuação no mercado de vinhos com produtores renomados como LOUIS LATOUR e LAURENT-PERRIER. Em 2009 foi criada a INOVINI, divisão especializada em vinhos, que ampliou significativamente o portfólio da empresa com marcas como ARGIANO, YARDEN, DR. LOOSEN, VIDAL-FLEURY e MARQUÉS DE CÁCERES.
          Ao longo dos anos, a Aurora investiu continuamente em sua infraestrutura logística e tecnológica. Em 2005, transferiu suas operações para o atual Centro de Distribuição na Rodovia Anhanguera e, posteriormente, ampliou sua capacidade de armazenagem e automação. A implantação de novos sistemas de gestão e logística reforçou a eficiência operacional e a qualidade dos serviços prestados aos clientes. A empresa também mantém um escritório em São Paulo e uma filial no Espírito Santo.
          Em 2010, foi criada a Inovini, como a divisão de vinhos da Aurora Fine Brands.
          Entre 2009 e 2013, a Aurora estruturou suas divisões de negócios com equipes dedicadas para Alimentos, Confectionery, Bebidas e Vinhos (INOVINI), ampliando a especialização e o foco em cada categoria.
          Em 2020, foi criada a área de Marketing Corporativo para coordenar as iniciativas institucionais, os canais digitais e o e-commerce B2B da empresa.
          A partir de 2023, a Aurora fortaleceu seus processos de qualidade, sustentabilidade e compliance, reforçando seu compromisso com a responsabilidade corporativa e seus valores.
          Em 2025, a empresa criou uma equipe dedicada ao Foodservice, voltada ao atendimento de restaurantes, bares, cafeterias, confeitarias, hotéis e redes de alimentação. A proximidade e a colaboração com chefs, bartenders e sommeliers tornaram-se pilares importantes dessa estratégia.
          Liderada pela terceira geração da família Jacobsberg, a Aurora continua investindo em pessoas, marcas e infraestrutura para fortalecer sua posição no mercado e construir os próximos capítulos de sua história. Hoje, é líder na importação e distribuição de alimentos finos e a principal empresa independente do mercado brasileiro de bebidas premium, atuando com um portfólio cuidadosamente selecionado a uma visão de longo prazo.
(Fonte: site da empresa)

11 de set. de 2026

Copan (Edifício Copan)

          O Copan começou a ser construído em 1952, quando Oscar Niemeyer já era um arquiteto renomado. Quem o ajudou foi o arquiteto Carlos Alberto Cerqueira Lemos, que assina como colaborador. O nome é uma sigla para Companhia Pan-Americana de Hotéis e Turismo, cuja proposta inicial incluía um hotel.
          O prédio começou a ser habitado em 1966, mas a obra só foi totalmente concluída seis anos depois. Segundo Affonso Celso Prazeres de Oliveira, síndico que esteve no cargo de 1993 a 2025, quando morreu de pneumonia, “o Copan está para São Paulo assim como o Cristo está para o Rio.” Ele é o maior edifício residencial da América Latina e reúne mais domicílios do que 254 municípios, segundo o Censo 2022.
          O edifício está (meados de 2026) em processo de restauro após anos de divergências entre a proposta anterior do condomínio e as exigências de patrimônio. Embora não tenha riscos estruturais, há “pontos críticos, com alto grau de deterioração do concreto e suas armaduras” e que necessitavam de “tratamento urgente”, conforme avaliação técnica de órgão de patrimônio da Prefeitura. A primeira fase 
da obra foi iniciada em 2023.
          Em setembro de 2026, depois de seis anos fechado para visitação, o mirante do Edifício Copan voltou a receber o público. A cobertura do prédio projetado por Oscar Niemeyer poderá ser visitada, sempre aos sábados, com 13 subidas divididas das 13h30 às 16h30.
          A visita terá 40 minutos de duração, e os ingressos custam R$ 50 (em valor de setembro de 2026) e devem ser adquiridos no site oficial do edifício, com pagamento via Pix ou cartão de crédito. O dinheiro arrecadado será destinado ao restauro da fachada, uma das marcas arquitetônicas mais conhecidas do centro de São Paulo. O passeio começa na portaria da Avenida Ipiranga, 200, onde os visitantes devem se apresentar dez minutos antes do horário marcado. A orientação é chegar com antecedência, pois o grupo parte no horário previsto e não aguarda quem se atrasar.
(Fonrte - Estadão - 11.09.2026)

10 de set. de 2026

Grupo Comporte

          O Grupo Comporte pertence à família Constantino, que é mais conhecida como fundadora da Gol.
Seus negócios começaram em 1949, no transporte sobre rodas.
          O Comporte decidiu fazer dos trilhos uma nova frente. Desde 2023, controla o Metrô de Belo Horizonte. 
          Em 2024, o grupo venceu a concessão do Trem Intercidades São Paulo-Campinas, ao lado da chinesa CRRC – e levou nesse pacote a linha 7, que era da CPTM. A CRRC (sediada em Pequim) é uma das maiores referências internacionais no fornecimento de equipamentos ferroviários.
          Em 2025, o Comporte venceu uma das maiores concessões de trens metropolitanos do país: a operação das linhas 11, 12 e 13 em São Paulo. Juntas, elas transportam 800 mil passageiros por dia.
          O Grupo Comporte é responsável também pela operação do VLT da Baixada Santista, que liga São Vicente a Santos,
          Em julho de 2026, a empresa sofreu um solavanco: após falhas na operação, o governo paulista determinou a volta da CPTM, estatal que operava antes, por três meses – enquanto o Comporte arruma a casa antes de retomar.
          No transporte sobre rodas, considerando dados de setembro de 2026, o Grupo Comporte tem 7 mil ônibus rodando em 13 Estados.
(Fonte: InvestNews - 10.09.2026)

8 de set. de 2026

Aclara Resources

          A Aclara Resources é uma companhia canadense de terras raras listada na Bolsa de Toronto.
          A empresa desenvolve projetos de terras raras pesadas no Brasil e no Chile e busca montar uma cadeia que vai da extração do minério à produção de ligas destinadas a ímãs permanentes.
          Esses ímãs são utilizados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. Elementos como disprósio e térbio são adicionados para aumentar a resistência dos componentes a temperaturas elevadas.
          A companhia também desenvolve uma unidade de separação de terras raras nos Estados Unidos. Em outra frente, mantém uma joint venture com a chilena CAP para transformar os óxidos separados em metais e ligas usados na fabricação dos ímãs.
          Em 7 de setembro de 2026, a Aclara Resources ‌anunciou um acordo para formação de joint venture com a Japan Organization for Metals and Energy Security (Jogmec), uma organização do governo japonês, para explorar e desenvolver depósitos de terras raras ⁠pesadas em argilas iônicas no Brasil.
          No Brasil, o principal ativo da Aclara é o Projeto Carina, em Nova Roma, no Estado de Goiás. O empreendimento ficará fora do acordo com a Jogmec e continuará integralmente controlado pela companhia. Segundo projeções da própria Aclara, Carina exigirá investimento estimado em R$ 2,8 bilhões e poderá produzir, em média, 4.378 toneladas de óxidos de terras raras por ano. A empresa prevê o início das operações em 2028 e calcula uma vida útil de 18 anos para o projeto.
          A joint venture com os japoneses terá como alvo outras áreas de exploração da companhia no país. A Aclara não informou qual projeto poderá ser escolhido pela Jogmec para a aquisição da participação de 30%.
          O interesse japonês ocorre em meio à tentativa de grandes economias de reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais usados pela indústria.
          Pelos termos do ⁠acordo, a Jogmec financiará integralmente até US$3,0 milhões em gastos de exploração durante um período de aquisição de participação ‌de três anos. Sob determinadas condições, a ‌Jogmec poderá optar ⁠por ⁠aportar mais US$1,5 milhão, estendendo esse período por mais ⁠um ano.
          Após ‌cumprir com o ‌financiamento, a Jogmec terá a opção de adquirir uma participação de 30% em um dos projetos de exploração da ⁠Aclara no Brasil. A parceira japonesa também terá o direito de comprar uma quantidade da produção equivalente à sua participação, acrescida de ‌mais 10% da produção futura do empreendimento.
          Em comunicado, Ramón Barúa, CEO da Aclara, ⁠disse que a parceria "está em posição privilegiada para identificar e desenvolver novas oportunidades de terras raras de alta qualidade no Brasil".
          "O acordo também cria um caminho natural para futuras vendas ao Japão por meio dos direitos de preferência da Jogmec, alinhando o sucesso da exploração a um dos mercados de terras raras mais estratégicos do mundo", acrescentou o executivo.
(Fonte: Terra - 08.09.2026 / Forbes - 08.09.2026 - partes)

4 de set. de 2026

Rocca

          A família Barbosa, de Viçosa, Minas Gerais, distribui leite para a indústria desde os idos de 1946, 
aproximadamente.
          Após oito décadas fornecendo leite para a indústria, os Barbosa decidiram aproveitar a matéria-prima e a estrutura no interior de Minas para criar também uma marca própria de doce de leite. A Rocca 
começou em 2014 vendendo para os varejistas.
          A iniciativa da Rocca veio de uma das filhas de Seu José e Dona Lazara Barbosa, Rosi Barbosa, com o marido Raphael Figueiredo.
          O nome, Rocca, é uma versão elaborada de “roça”.
          Respeitosamente competindo com conterrâneas como a famosa Viçosa, os Barbosa querem agora exportar para ganhar o espaço ocupado por marcas argentinas e, com isso, bater R$ 100 milhões de receita em cinco anos.
          Atualmente (meados de 2026), com até 600 toneladas por ano, tem faturamento anual de R$ 30 
milhões.
(Fonte Pipeline - Valor 04.08.2026)

3 de set. de 2026

Instituto B55

          Um projeto desenvolvido a partir da experiência como empreendedores de três dos mais bem-sucedidos empresários do Brasil neste milênio, o Instituto B55 foi fundado em 2026.
          O B55 nasceu da união de esforços de Guilherme Benchimol, fundador da XP, David Vélez, do Nubank, e Andre Street, da Stone – que construíram do zero grandes empresas do setor financeiro e que hoje têm capital aberto –, com o também empreendedor Cristhiano Faé, que assumiu o posto de CEO da organização sem fins lucrativos.
          Faé fundou startups como Accera, W3BOX, Raisy e Scale Partners, além de ter participado como investidor e conselheiro da Neogrid, D1 e Seedz.
          “Cada um de nós quatro tínhamos, de alguma forma, já apoiado algum ecossistema de empreendedorismo. Eu, para empresas de tecnologia. O Benchimol, na XP, com imersões para empresas, criação de conteúdo e podcast. Andre investe muito em empresas e em educação pro bono, além de ser um grande mentor. E o Vélez é um grande investidor-anjo, em diversas startups, e tem uma fundação”, diz Faé. “Pensamos, então, em fazer algo com mais impacto e mais escalável. E, como CEO, o meu papel é o de colocar a bola no chão.”
          O B55 tem como meta se tornar o maior hub de empreendedorismo do Brasil. O nome do instituto faz menção ao código telefônico que identifica o país. O instituto começou a operar em
abril (2026), num espaço com área de 2 mil metros quadrados na Chácara Santo Antônio, bairro da zona sul de São Paulo. Mas, entre os planos do grupo, está a criação de um câmpus, com cerca de 100 mil metros quadrados e espaço para dormitório e para as startups operarem.
          O Instituto B55 funciona por meio de adesão como membro, e já conta (agosto de 2026) com mais de 100 participantes. Ao pagar uma mensalidade, o empreendedor tem direito a participar de aulas, de cursos, palestras, conversas de mentoria e receber a ajuda de uma rede de outros empresários de sucesso. O slogan utilizado é “de empreendedor para empreendedor”, e isso acontece no dia a dia. “Somos o copiloto do empreendedor”, diz Faé. “Numa startup, todo dia tem um problema novo, ou de sociedade, de vendas, ou de fluxo de caixa. Nós procuramos a melhor pessoa para ajudar em cada problema, por exemplo, como ajudar a se adaptar à reforma tributária.”
          Além dos quatro fundadores, o instituto já atraiu outros nomes conhecidos do mundo corporativo. São cerca de 40 embaixadores e 50 mentores, que ministram palestras, dão dicas, contam experiências e
buscam soluções para os membros do instituto. Entre os embaixadores, estão: Jorge Paulo Lemann, da
LTS Investments e 3G Capital; Jorge Gerdau, da Gerdau; Paulo Moll, da Rede D’Or; Cristina Junqueira, do Nubank; Artur Grynbaum, de O Boticário; David Feffer, da Suzano; Fabricio Bloisi, do iFood; Henrique Dubugras, da Brex; João Adibe, da Cimed; Mariano Gomide, da Vtex; Nizan Guanaes, do Grupo ABC; Frederico Trajano, do Magazine Luiza; Pedro Bartelle, da Vulcabras; e Francisco Mesquita Neto, do Grupo Estado.
          Já o time de mentores conta com Romero Rodrigues, que fundou o Buscapé; Augusto Lins, um dos fundadores e expresidente da Stone; e Flavio Dias, que foi CEO da Via Varejo e diretor executivo do Banco Original.
          Esses empresários e executivos participam de atividades no B55. Na última semana, por exemplo, Benchimol e Street fizeram mentoria com os membros do instituto, e houve palestras de Adibe, da Cimed, e do CEO da XP Investimentos, Thiago Maffra. Nos últimos dois meses, ainda aconteceram
apresentações de Paulo Moll e de Thiago Piau, CEO da Teya.
          Num primeiro momento, o instituto tem trabalhado com empreendedores donos de startups de médio e grande portes, em fase de crescimento, com todas as dificuldades comuns a essa etapa. “Existe muita empresa legal que já passou da arrebentação, mas chegou a um gargalo de crescimento, que pode
ser de preservar a cultura, de organização financeira, ou de formar e contratar pessoas”, diz Faé. “Muitos empreendedores são muito bons para colocar a empresa de pé, quando fazem um pouco de tudo, mas depois têm mais dificuldades para avançar para a organização não ficar do tamanho dele.”
          Os próximos passos do B55 serão voltados a lançar produtos e serviços para um público maior,
como empresários de startups de menor porte.
          O Instituto B55 organiza a sua primeira conferência, nos dias 29 e 30 de setembro de 2026, em São Paulo. O objetivo é reunir no B55 Conference, no Suhai Music Hall, 3 mil empreendedores para assistir a palestras com empresários de destaque nacional e internacional, ampliar suas redes de contato e até participar de salas de mentoria.
          A B55 Conference vai divulgar as atividades do B55 e pode aproximar novos empreendedores do instituto.
(Fonte: Estadão - 28.08.2026)

28 de ago. de 2026

Nexa Resources / Boliden

          A Nexa Resources, mineradora controlada pelo Grupo Votorantim, foi formada a partir da fusão da antiga Votorantim Metais com a peruana Milpo.
          Em maio de 2025, a Nexa entra na corrida para adquirir os ativos da gigante australiana BHP no Brasil. A unidade da Votorantim estava de olho em operações brasileiras de cobre e ouro compradas pela mineradora australiana. O processo de venda está sendo liderado pelo Santander.
          A BHP estava vendendo seus ativos de cobre e ouro no Brasil, adquiridos por meio da compra da Oz Minerals por US$ 6,4 bilhões em 2023, como parte de uma reestruturação mais ampla de portfólio. Entre esses ativos, o destaque é a mina Pedra Branca, no estado do Pará.
          Se bem-sucedida, a aquisição ampliaria o portfólio de minerais da Nexa para incluir mais cobre e ouro, expandindo-se além de seu foco atual em zinco e chumbo. Isso se alinharia à transição energética global, visto que o cobre é um metal essencial para veículos elétricos — um dos motivos citados pela BHP para a aquisição da Oz Minerals foi o aumento da exposição a minerais essenciais para a energia limpa.
          Sinergias operacionais também podiam ser consideradas. A Nexa possui experiência na operação de minas subterrâneas de médio porte na América do Sul — uma capacidade que poderia ser alavancada para otimizar as minas de cobre de escala relativamente pequena anteriormente pertencentes à Oz Minerals. A Nexa já opera a mina polimetálica de Aripuanã, no Mato Grosso, e outros locais no Brasil, o que poderia facilitar a integração geográfica e administrativa dos ativos da BHP.
          O projeto Pedra Branca é o principal ativo de cobre que a BHP está desinvestindo. Trata-se de uma mina subterrânea recém-desenvolvida com sulfetos de cobre e minérios de ouro. Notavelmente, a Nexa tem administrado ativamente seu portfólio, tendo recentemente alienado projetos de cobre de longo prazo, como Pukaqaqa, no Peru, para se concentrar em ativos essenciais e melhorar o retorno aos acionistas.
          Do ponto de vista financeiro, a aquisição desses ativos representaria um investimento significativo para a Nexa, mas parecia viável dentro de sua então atual estrutura de capital.
          A potencial entrada da Nexa nas operações brasileiras da BHP poderia remodelar o cenário de mineração local, particularmente no segmento de metais não ferrosos, marcando uma mudança de ativos de um peso-pesado global para um player regional. Essa tendência surgiu em outros negócios recentes, como a venda da Anglo American de suas operações de níquel no Brasil para a chinesa MMG, avaliada em até US$ 500 milhões.
          Contatada (em maio de 2025), a BHP afirmou que os ativos da Oz Minerals no Brasil permaneciam sob revisão estratégica e se recusou a comentar sobre especulações de mercado. A Nexa também se recusou a comentar, citando sua política interna de não abordar rumores ou especulações.
Em área de concessão da Nexa Resources, milhares de pessoas estavam explorando ouro sem licença.
          O negócio da Nexa com a BHP não evoluiu.
          A Nexa Resources registrou um lucro líquido de US$ 29 milhões, revertendo um prejuízo de US$ 12 milhões no mesmo período em 2024. O EBITDA ajustado atingiu US$ 125 milhões, em comparação com US$ 128 milhões no mesmo trimestre do ano anterior.
          Em 27 de agosto de 2026, o Grupo Votorantim e a sueca Boliden anunciaram um acordo para a venda da participação do conglomerado brasileiro na produtora de zinco Nexa Resources, em uma transação que avalia a empresa em US$ 2 bilhões — sendo US$ 1,3 bilhão referentes apenas à fatia da Votorantim.
          A venda, no entanto, não representa a saída da família Ermírio de Moraes do setor de mineração de zinco, mas sim uma mudança estratégica. A Votorantim trocará sua participação de 64,6% na Nexa por 21,4 milhões de novas ações ordinárias da Boliden, o que equivale a cerca de 7% do capital social da produtora de metais sueca. A Boliden possui uma atuação geograficamente mais diversificada.
          Como resultado, a Votorantim se tornará uma das principais acionistas da Boliden e terá o direito de indicar um membro para o conselho de administração.
          Em entrevistas e relatórios a investidores, a administração da Votorantim deixou claro que a empresa continuará diversificando seus investimentos — tanto em áreas de negócios quanto geograficamente — para reduzir a volatilidade dos resultados e a exposição a riscos. Os movimentos mais recentes da holding reforçam essa estratégia.
          Em comunicado ao mercado em 27 de agosto de 2026, a Votorantim afirmou que manterá sua exposição ao setor de mineração por meio de uma participação acionária relevante em uma plataforma industrial global.
(Fonte: Valor - 27.05.2025 / 28.08.2026 - partes)

27 de ago. de 2026

MM

          A rede de eletrodomésticos MM foi fundada por Jeroslau Pauliki em 1978 e tem sede em Ponta Grossa, no Paraná.
          O pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, em agosto de 2026, chacoalhou o mercado e começou a provocar um rearranjo tanto no varejo quanto na indústria de eletrodomésticos e eletrônicos.
          Varejistas estão de olho em uma fatia de vendas estimada por especialistas em R$ 300 milhões por mês. Parte desse mercado ficou disponível a partir de meados de agosto de 2026, quando a
Casas Bahia anunciou o fechamento de 298 lojas físicas.
          “As empresas regionais são rápidas no gatilho”, diz Marcio Pauliki, CEO da rede MM e filho do fundador. Segundo ele, essas empresas são mais ágeis por ter “a dor do dono”. Se há algum problema, o primeiro afetado é o bolso do proprietário, que acompanha a operação de perto.
          Nos dois meses antes da recuperação judicial das Casas Bahia, Marcio Pauliki, CEO da rede MM, conta que passou a receber propostas comerciais mais vantajosas de grandes fabricantes de eletrodomésticos e eletrônicos, em uma tentativa de ampliar o volume de vendas. Entre os diferenciais oferecidos está a venda em regime de consignação. “Eles colocam o produto no nosso estoque, e nós vamos pagando à medida que ele é vendido para o cliente. Para nós, é um bom negócio.”
          Pauliki diz que a relação de fidelidade dos clientes com a empresa, é muito forte. Esse, segundo ele, é um dos fatores que contribuem para a baixa inadimplência. Além disso, o uso de carnê próprio para financiar as vendas é outro diferencial, pois permite critérios de concessão de crédito menos restritivos do que os adotados pelo sistema financeiro. Todos esses fatores combinados impulsionam as vendas.
           A  MM opera mais de 230 lojas no Paraná, em Santa Catarina e em Mato Grosso do Sul, além do interior de São Paulo.
          Em 2025, o faturamento foi de R$ 1,8 bilhão. A expectativa é de fechar 2026 com vendas de R$ 2 bilhões.
(Fonte: Estadão - 23.08.2026)

25 de ago. de 2026

O Alquimista Bar

          Com ajuda de Raul Dias, que montou o Candy Sushi Bar & Club, nos Jardins, a atriz e cantora Cleo, que não usa mais o Pires, promete ‘receitas inusitadas’, ambiente com música e até leitura de tarô.
          Depois dos Jardins, Cleo abre novo bar, o Alquimista, na Vila Madalena, em fevereiro de 2024. Com uísque e doce de abóbora, drinque Abracadabra é boa aposta.
          Em uma casa que foi casa mesmo, mas também fábrica de massas e espaço de bem-estar, Cleo abriu seu segundo endereço etílico-gastronômico: O Alquimista Bar.
          Depois da badalada Candy , a nova empreitada, na Vila Madalena “representa uma mistura de inovação e criatividade no mercado de bares, trazendo uma proposta ainda não explorada na região”. “Nós pensamos em um ambiente acolhedor, com um certo mistério, para que o cliente tenha experiências únicas”, define Cleo. Para isso, ela conta com as criações de Raul Dias, também responsável pelas coqueteleiras do Candy: “Na carta autoral, procurei usar ingredientes inusitados, como abóbora, pipoca, tomate, coentro, vinagre e, futuramente, frutos do mar”.
          Por ora, a maior aposta do bartender é o Abracadabra, mix de Jack Daniel’s Fire e Apple, shrub feito com doce caseiro de abóbora de pescoço, maçã verde e suco de limão servido num caldeirão com glitter; mas ele acredite no potencial do Coriandrum: gim, coentro, xarope de Curaçau Blue, limão e bitter de laranja. Outro queridinho é o Alcoholic, pero no mucho: “Vai com brandy, uísque 12 anos, mix de vermute tinto, fernet branca, angostura, bitter de laranja e chocolate. Combina com o clima da casa”. A partir das próximas semanas, nos bastidores do palco, haverá leituras de tarô comandadas por Mística, hostess-gerente-sensitiva. O Alquimista fica na R. Mourato Coelho, 1008, e funciona de quarta a sábado, das 19h às 2h.
(Fonte: Estadão - 26.02.2024)