A gestora de fundos Gávea Investimentos foi fundada em 2003 por Arminio Fraga e Luiz Fraga, e se tornou uma das gestoras de fundos multimercado mais tradicionais do Brasil.
Em agosto de 2026, após 23 anos de atividade, a Gávea encerra suas atividades de gestão de recursos de terceiros. Ela ransferirá seus fundos para a Bradesco Asset. A empresa já havia interrompido a captação de recursos para sua área de *private equity*, sua outra linha de atuação. Como resultado, a Gávea passará a gerir apenas a carteira remanescente de seus fundos de *private equity* e o capital dos sócios que estava investido nos veículos da própria empresa.
"Neste mês (agosto 2026), completamos 23 anos de atividade. Há cerca de três anos e meio, decidimos não captar um sexto fundo de *private equity*, e agora chegou a vez dos nossos fundos multimercado", disse Arminio em entrevista exclusiva ao Pipeline, site de notícias de negócios do Valor, ao lado dos sócios Luiz Fraga, Bernardo Carvalho e Gabriel Srour.
"Desde o início, focamos fortemente em investimentos macro, e foram períodos extremamente interessantes. Mas, nos últimos anos, esse mercado mudou. Uma grande parcela do capital dos sócios permaneceu investida nos fundos da própria empresa, e concluímos que era hora de repensar nossa abordagem de investimento", afirmou.
Os investidores dos fundos multimercado da Gávea terão a opção de resgatar seus investimentos ou permanecer nos fundos sob a gestão do Bradesco. O Bradesco mantém um relacionamento próximo com a Gávea desde a sua criação. Os fundos multimercado administram cerca de R$ 2 bilhões em recursos de terceiros. A Gávea e o Bradesco enviaram um comunicado aos investidores na manhã do
dia 4 de agosto de 2026.
“Existe uma relação de longa data entre as duas instituições. O Bradesco é o banco delas, administra os fundos, e a parceria existe desde a fundação da gestora, criando uma relação de confiança. Foi por isso que tomaram essa decisão, pensando nos interesses dos investidores”, disse Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset.
A gestora está discutindo a contratação de alguns funcionários da Gávea para continuar trabalhando nos fundos, uma vez que a equipe dedicada especificamente à gestão de fundos multimercado não permanecerá na empresa sediada no Rio de Janeiro.
A empresa ainda possui cerca de R$ 1 bilhão em ativos de *private equity*. “A Gávea continuará. Ainda temos a carteira residual de *private equity*, que precisa ser gerida com o mesmo cuidado até o fim. Nada dura para sempre, mas, por enquanto, não há motivo para a Gávea deixar de existir”, disse Arminio.
A estrutura futura ainda não foi totalmente definida, mas o capital dos sócios anteriormente investido nos fundos multimercado será redirecionado. Um dos destinos será a nova gestora de recursos de Srour. “Ainda não tomamos todas as decisões sobre a estrutura futura, mas queremos explorar estratégias mais concentradas e flexíveis, que também nos permitam assumir mais riscos. O Gabriel, nosso diretor de investimentos (CIO), lançará uma nova gestora, e nós o apoiaremos financeiramente investindo nesse fundo”, afirmou.
A decisão ocorre em um momento desafiador para a indústria de fundos de investimento do Brasil, afetada pelas taxas de juros elevadas e pela concorrência de produtos de renda fixa. Captar recursos tornou-se difícil, e gerar retornos, igualmente desafiador. “Ninguém está captando recursos nessa categoria. A indústria de fundos multimercado e de ações perdeu quase R$ 1 trilhão em patrimônio líquido nos últimos anos. A Gávea tornou-se um símbolo de quão complexo é esse ambiente”, disse Funchal.
No contexto macroeconômico mais amplo, o ex-presidente do Banco Central tem manifestado abertamente suas preocupações com a situação fiscal do Brasil. No entanto, Arminio insistiu que esse
não foi o fator determinante para a decisão de negócios.
“Não se trata de desânimo em relação ao Brasil. Mas competir com produtos isentos de impostos que oferecem uma taxa de juros real de 9% é difícil — vale ressaltar que isso vale até mesmo para o Tesouro Nacional. E nosso desempenho, com base em nossa metodologia de investimento, não tem sido bom neste período mais recente”, reconheceu ele. “É claro que todo gestor de ativos passa por alguns anos ruins. Apenas mágicos como Madoff conseguem entregar os mesmos retornos todos os anos. Acontece.” Bernie Madoff foi um gestor de investimentos americano que arquitetou um esquema Ponzi, prometendo altos retornos até que o dinheiro acabou desaparecendo.
Os fundos macro mais antigos da Gávea acumularam retornos de 545% — o equivalente a 119% do CDI — e 470% — o equivalente a 103% do CDI. Nos últimos três anos, no entanto, assim como ocorreu com o setor como um todo, eles apresentaram desempenho inferior ao do índice de referência.
(Fonte: Valor - 05.08.2026).
O blog "Origem das Marcas" visa identificar o exato momento em que nasce a marca, especialmente na definição do nome, seja do produto em si, da empresa, ou ambos. "Uma marca não é necessariamente a alma do negócio, mas é o seu nome e isso é importante", (Akio Morita). O blog também tenta apresentar as circunstâncias em que a empresa foi fundada ou a marca foi criada, e como o(a) fundador(a) conseguiu seu intento. Por certo, sua leitura será de grande valia e inspiração para empreendedores.
Total de visualizações de página
5 de ago. de 2026
Gávea Investimentos
New Wave / Wave Aluminium (WA)
A empresa de tecnologia sustentável em mineração New Wave, foi criada em 2019 e tem como acionistas o empresário Gustavo Emina e a gestora de ativos Lorinvest (controladora), além de fundos internacionais, como o Orion Resourcesne o Just Climate. A empresa desenvolveu a tecnologia,
patenteada, de micro-ondas.
Em junho de 2026, a New Wave é contratada pela Alunorte. O que fazer com 180 milhões
de toneladas de rejeito do minério de bauxita geradas por ano no mundo na fabricação nde alumina, que no final desta década poderão superar 210 milhões de toneladas? Esse é um dos grandes problemas ambientais da indústria do alumínio, que busca soluções para dar uma destinação sustentável à chamada lama vermelha. Na Alunorte, maior refinaria de alumina do mundo, em Barcarena (PA), 40 quilômetros
ao sul de Belém, projeto de separação de minerais contidos na lama vermelha poderá se transformar num grande negócio. Um produto de alto valor é o ferro metálico de baixo carbono, cobiçado por siderúrgicas; outro é a escória (silicato de alumina), para uso em fornos de cimenteiras. O projeto é conduzido pela New Wave,
Por meio da Wave Aluminium (WA), a empresa está em fase adiantada de instalação de uma unidade de demonstração na Alunorte, fabricante do grupo norueguês Hydro, do setor de alumínio, em Barcarena. Nessa fase, o investimento é de R$ 250 milhões para produção de 50 mil toneladas ao ano.
A previsão é de entrar em operação em novembro de 2026.
A WA é especializada em transformar resíduos, como a lama vermelha do minério de bauxita processada, em matérias-primas de elevado valor comercial, caso do ferro metálico (mais conhecido como ferro-gusa), utilizado na fabricação de aço. O ferro metálico de baixo carbono, com alto teor ferrífero, é elemento relevante na descarbonização da siderurgia, que busca a redução de emissões de CO2
O plano da New Wave é montar um complexo industrial capaz de processar 2,2 milhões de toneladas de rejeito por ano em cada módulo. Estão previstos três módulos na Alunorte.
O investimento para instalar a primeira usina em escala industrial é de US$ 1,5 bilhão (R$
7,75 bilhões). Emina informa que a empresa buscará sócios investidores, como fundos internacionais de impacto ambiental, e o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Na produção de alumina – de 6,3 milhões de toneladas por ano –, a Alunorte gera cerca de 5 milhões de toneladas de rejeitos. É esse material que será a matéria-prima da WA, de onde vai extrair cerca de 24% do ferro contido no rejeito e cerca de 40% de coprodutos (silicato de alumina) usados na construção civil.
De alguns anos para hoje, 2026, a lama vermelha da Alunorte sai quase seca (21% de umidade) após passar por filtros-prensa na refinaria. “Essa solução tecnológica da New Wave muda o jogo da indústria do alumínio. Não será necessário construir novos depósitos para colocar o rejeito”, afirma Carlos Neves, diretor de operações (COO) da Hydro Bauxita & Alumina. “É uma solução que se mostra viável e sustentável, que está atraindo a atenção de mineradoras de várias partes do mundo. É a mais inovadora do setor”, acrescenta Emina. O executivo informa que o custo de produção do ferro-gusa, por esse processo, sai em torno de US$ 220 a US$ 250 a tonelada. No mercado brasileiro, o produto é comercializado entre US$ 375 e US$ 410 a tonelada. Nos EUA, atinge até US$ 470 a tonelada.
O primeiro módulo com produção em escala industrial tem previsão de ser instalado na Alunorte e entrar em operação entre 2030 e 2032. Até lá, a empresa terá de obter o licenciamento ambiental e depois mais 28 meses de obras, informa o executivo. Ele diz que a planta de demonstração visa
gerar produtos para os futuros clientes e, ao mesmo tempo, parâmetros operacionais para
a unidade industrial.
(Fonte: Estadão - 27.06.2026)
28 de jul. de 2026
CXMT
China foi fundada em 2016 na cidade de Hefei, no leste do país. É uma das maiores fabricantes mundiais de DRAM, ou chips de memória de “acesso aleatório dinâmico”, um tipo de semicondutor utilizado em tudo, de servidores de IA a automóveis e eletrônicos de consumo, como smartphones e computadores pessoais.
que lucraram com o “boom” da inteligência artificial. Seus negócios estão prosperando à medida que a China busca maior autossuficiência em tecnologias de ponta, mas enfrenta acesso limitado a máquinas
avançadas de fabricação de chips devido às restrições impostas pelos EUA.
smartphones.
em uma Bolsa da China continental, com uma capitalização de mercado estimada em cerca de 3,3 trilhões de yuans (mais de US$ 487 bilhões ou R$ 2,49 trilhões). Mas esse valor ainda é menor do que o de fabricantes sul-coreanos e americanos de chips de memória, como a Samsung Electronics, a SK Hynix e a Micron Technology.
A empresa levantou pelo menos US$ 8,6 bilhões com a oferta, ao preço de 8,66 yuans
(US$ 1,3) por ação, em sua listagem no mercado Star da Bolsa de Valores de Xangai – semelhante à Nasdaq.
A CXMT é vista como a melhor aposta da China para desenvolver seus próprios chips HBM. Mas ela também enfrenta muitos desafios, incluindo gargalos na cadeia de suprimentos ao ampliar a capacidade de fabricação, já que seu acesso às melhores ferramentas de fabricação de chips do mundo é altamente restrito, forçando-a a depender de fabricantes chinesesde equipamentos.
27 de jul. de 2026
Habib's (Grupo Gennius)
Com apenas 17 anos, Saraiva fazia cursinho de manhã e estudava no terceiro ano do ensino médio à noite. “Nessa época, eu pegava oito conduções por dia.” Na primeira vez que tentou ingressar na faculdade de Medicina, ele prestou vestibular em cinco faculdades. Não passou. No ano seguinte, foram seis tentativas. Também não passou. No outro ano, foram mais seis. Resultado: aprovado na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Enquanto o jovem pensava na carreira brilhante que poderia ter pela frente, seu pai, que tinha vindo de Portugal anos antes, comprava uma padaria na zona leste da capital paulista para garantir o sustento da família. O negócio não era dos melhores. A loja tinha equipamentos velhos que viviam dando defeito e, além disso, era cercada por mais cinco padarias concorrentes.
Dezenove dias após a compra da padaria, houve um assalto no estabelecimento, e o pai de Alberto foi assassinado. O desespero e a indignação tomaram conta da família. Por ser o filho mais velho, Alberto decidiu continuar no lugar do pai e trancar o curso de Medicina. “Havia muitas prestações para pagar.”.
Mas fazer o próprio pão e, consequentemente, vendê-lo quentinho a toda hora não foi suficiente para atrair a clientela. Por isso, a estratégia adotada foi vender o pãozinho bem mais barato do que os concorrentes. A ideia foi diminuir o preço em 30%. O plano começou a dar certo, e ele atraiu um novo tipo de cliente, os revendedores de pão, que vendiam o produto de porta em porta. “Tudo que eu tinha era vontade e desejo de que desse certo.” E deu. Após apenas 16 meses, com a padaria faturando, ele vendeu o negócio para outro português e voltou a estudar.
Apesar de ter voltado para o curso de Medicina, ele já tinha sido picado pelo “bichinho do comércio” e decidiu continuar atuando no ramo. Mesmo na faculdade, decidiu montar um novo negócio: a Casa do Pastel. A estratégia era a mesma: vender o pastel bem mais barato do que os demais. Mais um negócio de sucesso. Filas e mais filas na porta. A empresa chamou atenção de alguns corretores de negócios que se interessaram pelo estabelecimento, e mais uma vez ele o vendeu.
A mesma cena se repetiu quando ele decidiu abrir a Casa do Gnocchi, a Casa da Fogazza e um rodízio de pizza. Este último foi vendido antes mesmo de ser inaugurado. “Eu peguei gosto em montar negócios. Sabia identificar um bom ponto comercial”.
Finalmente, em dezembro de 1980, dez anos após ter sonhado ser médico, ele se formou. “Peguei meu diploma, coloquei na gaveta e fui para trás do balcão.”.
Foi então que, entre a montagem de um negócio e outro, um senhor com cerca de 70 anos bateu à porta de Saraiva e mudou seu destino. Cozinheiro aposentado, ele buscava uma oportunidade de trabalho. Paulo Abud alegou que, como morava no prédio em frente, o empresário não precisaria lhe pagar vale-transporte. Saraiva concordou em contratá-lo e perguntou o que ele sabia fazer. A resposta foi “comida árabe”. O empresário dava uma oportunidade àquele que lhe ensinaria a receita do carro-chefe de seu negócio mais lucrativo: a esfiha.
Com o domínio da culinária árabe, o empresário apostou em um novo negócio. Nascia assim, em 1988, o Habib’s. Instalado na rua Cerro Corá, no bairro da Lapa, em São Paulo, a nova casa chamava atenção pela faixa colocada à porta. O anúncio garantia que ali estava a melhor esfirra do país. Mas não é porque era a melhor que teria que ser a mais cara. Ao contrário, a ideia era vender com o preço menor possível. “Quanto menor o preço, mais eu vendo.”.
Em 2009 é fundada a Universidade Habib’s que dá todo apoio para seus colaboradores. O Habib's conta com cerca de 150 instrutores em todo Brasil.
O delivery passa a oferecer, em 2010, entregas em aproximadamente 28 minutos. O tempo leva em conta desde a preparação até a chegada do pedido, respeitando a distância limite e as leis de trânsito. Se o desafio não fosse cumprido, o valor ficava por conta do Habib’s.
Em 2013, a unidade da Radial Leste foi a primeira a inaugurar o novo conceito do Habib’s. Localizada no bairro de Cidade Patriarca, a loja passou por uma reforma completa: desde a comunicação, até os ambientes, mobiliários e embalagens de produtos. A loja foi escolhida por ser uma das lojas mais visitadas pelos clientes e também por estar na rota estratégica do estádio de abertura da Copa do Mundo de 2014.
Em fins de julho de 2026, a Justiça aprovou um pedido de proteção do Grupo Gennius contra credores. O grupo tem R$ 312 milhões em dívidas. É o tipo de medida que costuma vir antes de uma recuperação judicial ou extrajudicial.
(Fonte: UOL - 05.08.2013 / Site do Habib's / InvestNews - 27.07.2026 - partes)
3 de jul. de 2026
SK Hynix
Fundada em 1983 como Hyundai Electronics, a SK Hynix foi integrada ao Grupo SK em 2012 após uma série de fusões, aquisições e esforços de reestruturação. Após ser incorporada ao Grupo SK, a SK Hynix tornou-se uma importante afiliada, juntamente com a SK Innovation e a SK Telecom.
A Hyundai Electronics foi fundada por Chung Ju-yung, fundador do Grupo Hyundai. No início da década de 1980, Chung reconheceu a crescente importância da eletrônica na indústria automobilística, uma das principais áreas de atuação da Hyundai. Ele vislumbrou o potencial da Hyundai para expandir seus negócios além dos setores automotivo, naval e de indústrias pesadas, e desejava estabelecer presença na promissora indústria eletrônica. O foco principal da empresa era a produção de semicondutores e a eletrônica industrial.
Os principais clientes da empresa incluem Nvidia, Microsoft, Apple, Asus, Dell, MSI, HP Inc., e Hewlett Packard Enterprise (antiga Hewlett-Packard). Outros produtos que utilizam memória Hynix incluem leitores de DVD, telefones celulares, decodificadores, assistentes digitais pessoais, equipamentos de rede e disco rígidos.
2 de jul. de 2026
Arbex
A Arbex (cujo nome provisório era (FamPro) foi criada pela Suzano e pela norte-americana Kimberly-Clark, como uma "joint venture", em 1º de julho de 2026. A empresa estreia como uma das maiores empresas de papel *tissue* (papel para fins sanitários) do mundo. A companhia, avaliada em US$ 3,7 bilhões (R$ 19,2 bilhões pela cotação do dia), nasce com uma receita anual de US$ 3,5 bilhões (R$ 18,1 bilhões) e tem como meta tornar-se a empresa integrada de *tissue* mais eficiente do setor global.
Com sede na Holanda e escritório operacional em Londres, a Arbex detém um portfólio de mais de 40 marcas regionais e possui licenças de longo prazo para as marcas globais da Kimberly-Clark, incluindo Kleenex, Cottonelle, Scott, WypAll, Viva e Kimberly-Clark Professional.
A Suzano, que anunciou em meados de 2025 a aquisição de uma participação de 51% nas operações globais de *tissue* da Kimberly-Clark fora dos EUA, detém o controle acionário da nova empresa. A Kimberly-Clark detém os 49% restantes.
A transação reforça a estratégia da Suzano de ampliar as vendas de celulose. Como parte de sua estratégia de substituir a celulose de fibra longa (*softwood*) pela de fibra curta (*hardwood*), a Suzano planeja acelerar a adoção de fibra curta pela Arbex, segmento no qual a empresa brasileira possui vantagem competitiva.
A Suzano já era a fornecedora exclusiva de celulose de fibra curta para todas as operações da Kimberly-Clark. Com a nova estrutura, ela permanecerá como fornecedora exclusiva por tempo indeterminado para os negócios agora incorporados à Arbex. "Na fabricação de produtos como papel-toalha e papel higiênico, é possível utilizar entre 70% e 100% de celulose de fibra curta, sendo o restante composto por fibra longa. Essa transição agora ganhará velocidade, pois passamos a operar as máquinas que antes pertenciam ao negócio internacional da Kimberly-Clark", explicou Beto Abreu, CEO da Suzano. A Arbex agora engloba a produção e as vendas da Kimberly-Clark de produtos como papel higiênico, guardanapos, papel-toalha e lenços faciais fora dos Estados Unidos. A transação também transfere para a nova empresa 22 unidades fabris distribuídas por 14 países na Europa, Ásia, Oriente Médio, América do Sul, América Central, África e Oceania.
A Suzano assumiu formalmente o controle da nova empresa em 1º de julho de 2026, após pagar US$ 1,3 bilhão por sua participação de 51%. Ao anunciar a transação, as parceiras divulgaram que a Suzano teria a opção de adquirir os 49% restantes a qualquer momento, utilizando o mesmo múltiplo de avaliação — 6,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) — que determinou o preço de compra original.
Abreu afirmou que os ganhos de eficiência previstos no plano de negócios da Arbex virão principalmente da redução de custos fabris e administrativos, do desenvolvimento de fornecedores regionais e da otimização da cadeia de suprimentos. "Temos muitas ferramentas e tecnologias que podem gerar ganhos significativos em logística, em toda a cadeia de suprimentos e no processo de distribuição, desde as fábricas da Arbex até os clientes em 70 países", disse.
Para a Suzano, a decisão da Kimberly-Clark de desinvestir parte de suas operações internacionais reflete a confiança de que a empresa brasileira pode extrair maior valor desses ativos.
A liderança da nova empresa combina executivos de ambas as parceiras. Ehab Abou-Oaf, que já chefiava as operações internacionais agora integradas à Arbex, permanece como CEO. Luís Bueno, anteriormente vice-presidente executivo de bens de consumo da Suzano, assume o cargo de diretor de operações (COO), enquanto Oscar Mousinho, ex-diretor financeiro (CFO) da divisão de nutrição animal da Mars, assume a posição de CFO.
Analistas do Citi afirmaram que a criação da Arbex marca um marco para a Suzano, dado o porte do investimento. Eles disseram que os investidores provavelmente focarão agora na capacidade da empresa de recompor a geração de caixa e esperam que os volumes operacionais da Arbex comecem a ser consolidados nos resultados da Suzano a partir do terceiro trimestre (2026).
(Fonte: Valor - 02.07.2026)
26 de jun. de 2026
CazéTV
A CazéTV existe desde 2019, quando Casimiro Miguel resolveu criar conteúdo em suas próprias redes. Foi em 2022 que o canal saiu do nicho com a transmissão de jogos da Copa do Mundo. Em 2024, cobriu a Olimpíada de Paris com expertise nativa digital que os canais tradicionais não tinham. Em 2025, transmitiu a Copa do Mundo de Clubes. A Fifa ficou tão satisfeita com os resultados que confirmou a parceria para a Copa do Mundo de 2026, com direitos a todos os 104 jogos.
A transmissão do empate entre Brasil e Marrocos pela CazéTV registrou pico de 12,7 milhões de aparelhos conectados simultaneamente no YouTube, o maior número já registrado por uma transmissão de futebol na plataforma em todo o mundo. O mercado de mídia esportiva brasileiro mudou de endereço, e a mudança foi confirmada com um recorde que não deixa margem para interpretação.
O número de sábado, dia 20 de junho de 2026, não nasceu no sábado. É construção sistemática de capacidade, ativo por ativo,evento por evento, até chegar ao maior torneio do planeta com credencial técnica e audiência instalada que nenhuma emissora tradicional construiu dessa forma. Isso é ótimo para quem acha que abrir um negócio significa ter resultado da noite para o dia.
O feito colocou a empresa acima de transmissões históricas do YouTube, incluindo eventos fora do esporte. Esse dado não é curiosidade de trivia. É o mapa mais preciso de onde está a atenção do público jovem global em 2026. Não no cabo. Não no satélite. No telefone que está sempre no bolso,
na plataforma que não cobra assinatura e no formato que permite comentar, reagir e compartilhar no mesmo gesto. O que foi feito com a Copa do Mundo em quatro anos é o manual mais preciso de como um produto digital desafia um incumbente sem precisar derrubá-lo. Não competiu frontalmente.
Escolheu o território que a Globo não dominava, o digital nativo, e foi construindo presença,
credibilidade e audiência nesse território até o momento em que o maior evento do planeta chegou, e o território que ele havia construído era exatamente onde a audiência mais jovem queria estar. O recorde de 12,7 milhões dedispositivos simultâneos não foi resultado de um dia. Foi resultado de uma decisão tomada em 2019 de construir no lugar certo antes de todo mundo entender que era o lugar certo.
Em 24 de junho de 2026, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu uma investigação preliminar sobre a CazéTV para apurar a veiculação de publicidade de bets durante as transmissões da Copa do Mundo. A averiguação preliminar é a fase investigativa que antecede um eventual processo administrativo sancionador.
A decisão consta em despacho assinado pelo diretor substituto do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Daniel Amaral Nunes Carnaúba. Segundo o documento, a apuração teve origem em registros audiovisuais que mostram ações promocionais de operadoras de apostas online inseridas nas transmissões esportivas do canal de streaming, comandado por Casimiro Miguel e detentor dos direitos de exibição de todos os 104 jogos do Mundial no YouTube.
O despacho descreve três episódios. Em um deles, exibido durante a parada para hidratação da partida entre Inglaterra x Gana, a Senacon aponta publicidade de uma empresa de bet em que o narrador incentiva os espectadores a "colocar a paixão em jogo", orientando o acesso ao site da operadora ou a um QR Code na tela, além de divulgar uma oferta promocional exclusiva ligada ao jogo.
No segundo registro, durante a partida Argentina x Áustria, o órgão do Ministério da Justiça aponta o anúncio de cotações turbinadas — quando a casa aumenta o valor que paga ao apostador que acerta, de três para quatro vezes o que foi apostado —, com comentaristas da CazéTV destacando que a plataforma ofereceria uma "segunda chance", o que, segundo a secretaria, reforçaria a atratividade da oferta e estimularia a aposta imediata.
No terceiro, referente a Uruguai x Cabo Verde, o despacho cita ação de outra operadora de bet que associa a paixão do brasileiro pelo futebol à prática de apostas.
Em ano eleitoral, sem coincidência alguma, alguns deles resolveram subir no palanque para bradar contra as casas de apostas.
A Cazé fala em bet o tempo todo, coloca odds na tela, promove a aposta turbinada do segundo tempo. É tudo verdade. Mas ela não é a única a levantar essa bandeira. Globo, SBT e NSports, todas detentoras da transmissão da Copa de 2026, têm anunciantes do segmento de bets. Elas incentivam o consumo desse tipo de entretenimento e se financiam a partir dessas verbas publicitárias. Uma curiosidade do mercado tem recebido menos atenção dos críticos. As maiores emissoras são, elas mesmas, donas de casas de apostas. A Globo montou uma joint venture com a MGM, um cassino
de Las Vegas, para criar a BetMGM. O SBT anunciou a criação do Todos Querem Jogar, uma bet que teria outros produtos de entretenimento clássicos do canal, como o Show do Milhão.
25 de jun. de 2026
Micron Technologies
Foi fundada em Boise, Idaho, em 1978 por Ward Parkinson, Joe Parkinson, Dennis Wilson e Doug Pitman como uma empresa de consultoria de design de semicondutores. O financiamento inicial foi fornecido pelos empresários locais de Idago, Tom Nicholson, Allen Noble, Rudolph Nelson e Ron Yanke. Posteriormente, recebeu financiamento do bilionário Idaho JR Simplot, cuja fortuna foi feita no negócio da batata. Em 1981, a empresa mudou da consultoria para a fabricação com a conclusão de sua primeira unidade de fabricação de wafer ("Fab 1"), produzindo chips DRAM de 64K.
Em 1984, a empresa abriu o capital.
Em 1994, o fundador Joe Parkinson se aposentou como CEO e Steve Appleton assumiu como presidente do conselho, presidente e CEO.
Uma fusão de 3 vias em 1996 entre ZEOS International, Micron Computer e Micron Custom Manufacturing Services (MCMS) aumentou o tamanho e o escopo da empresa; isso foi seguido rapidamente com a aquisição da NetFrame Systems em 1997, em uma tentativa de entrar na indústria de servidores de médio porte.
Em 2000, Gurtej Singh Sandhu e Trung T. Doan da Micron iniciaram o desenvolvimento de filmes high-k de deposição de camada atômica para dispositivos de memória DRAM. Isso ajudou a impulsionar a implementação econômica de semicondutor de memória, começando com DRAM de nó de 90mm. O padrão duplo de pitch também foi pioneiro por Gurtej Singh Sandhu na Micron durante os anos 2000, levando ao desenvolvimento de memóia flash NAND de classe 30mm e, desde então, foi amplamente adotado por fabricantes de flash NAND e memória RAM no mundo todo.
Em 2005, a Micron e a Intel criaram uma joint venture com base em IM Flash Technologies em Lehi, Utah. As duas empresas formaram outra joint venture em 2011, IM Flash Singapore, em Singapura. Em 2012, a Micron tornou-se proprietária exclusiva desta segunda joint venture.
Em 2006, a Micron adquiriu a Lexar, fabricante americana de produtos de mídia digital.
Nova mudança de liderança ocorreu em junho de 2007, com o COO Mark Durcan se tornando presidente.
Em 2008, a Micron converteu a fábrica de chips Avezzano, anteriormente uma fábrica de DRAM da Texas Instruments, em uma instalação de produção para sensores de imagem CMOS vendidos pela Aptina Imaging.
Em 2008, a Micron desmembrou Aptina Imaging, que foi adquirida pela ON Semiconductor em 2014. A micron manteve uma participação na cisão. A empresa principal sofreu contratempos, no entanto exigindo demissões de 15 por cento de sua força de trabalho em outubro de 2008, período durante o qual a empresa também anunciou a compra da participação de 35,6% da Qimonda na Inotera Memories por 400 milhões de dólares. A tendência de demissões e aquisições continuou em 2009 com a demissão de 2.000 funcionários adicionais, e a aquisição da empresa de microdisplay FLCOS Displaytech. A Micron concordou em comprar a Numonyx, fabricante de chips flash, por US$ 1,27 bilhão em ações em fevereiro de 2010.
Em 3 de fevereiro de 2012, o CEO, Steve Appleton, morreu em um acidente de um pequeno avião da Lancair em Boise, Idaho. Mark Durcan substituiu Appleton como o CEO e, logo em seguida, eliminou seu antigo título de presidente.
Em 2013, a fábrica de chips Avezzano foi vendida para a LFoundry.
No período de 2012-2014, a Micron novamente passou por um ciclo intenso de aquisições, tornando-se o acionista majoritário da Inotera Memories, adquirindo a Elpida Memory por US$ 2 bilhões e as ações restantes na Rexchip, uma empresa de fabricação de chips de memória para PC entre a Powerchip e Elpida Memory por $ 334 milhões, ao anunciar planos para demitir aproximadamente 3.000 trabalhadores. Por meio da aquisição da Elpida, a Micron se tornou a principal fornecedora da Apple para iPhone e iPad.
Em dezembro de 2016, a Micron concluiu a aquisição dos 67% restantes da Inotera, tornando-a uma subsidiária 100% da Micron.
Em abril de 2017, a Micron anunciou Sanjay Mehrotra como novo presidente e CEO para substituir Mark Durcan.
Em junho de 2017, a Micron anunciou que estava desecontinuando o negócio de armazenamento de mídia removível de varejo da Lexar e colocando alguns ou todos à venda. Em agosto daquele ano, a marca Lexar foi adquirida pela Longsys, uma empresa de memória flash com sede em Shenzhen, China.
Em 5 de dezembro de 2017, a Micron processou os rivais United Microelectronics Corporation e Fujian Jinhua Integrated Circuit Co. (JHICC) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, alegando violação de suas patentes de DRAM e direitos de propriedade intelectual.
Em maio de 2018, a Micron Technology e a Intel lançaram a memória QLC NAND para aumentar a densidade de armazenamento.
Em fevereiro de 2019, o primeiro cartão microSDF com capacidade de armazenamento de 1 terabyte (TB) foi anunciado pela Micron.
Em setembro de 2020, a empresa apresentou a solução de memória gráfica discreta mais rápida do mundo. Trabalhando com a líder em tecnologia de computação NVIDIA, a Micron estreou o GDDR6X nas novas unidades de processamento gráfico (GPUs) NVIDIA GeForce RTX 3090 e GeForce RTX 3080.
Em novembro de 2020, a empresa lançou um novo chip NAND 3D de 176 camadas. Ele oferece latência de leitura e gravação aprimorada e está programado para ser usado na produção de uma nova geração de drivers de estado sólido.
22 de jun. de 2026
Grupo Prime
Em 16 de junho de 2026, o grupo pediu recuperação judicial na Justiça do Paraná e informou passivo total de R$ 790,2 milhões, segundo documentos do processo obtidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
O pedido de recuperação envolve 11 requerentes ligados ao mesmo grupo econômico familiar: seis empresas e cinco produtores rurais. Além da Prime Agro, de Toledo, integram o processo Agropecuária Caiana, Juruá Participadora de Bens, Acaia Serviços Administrativos, Agropecuária Alterosa, Agropecuária Candeia e produtores da família Montans Braga.
Na petição, o grupo diz que a crise foi provocada por uma combinação de endividamento financeiro elevado, aumento do custo do crédito, restrição de liquidez e piora das condições de mercado no agronegócio. A defesa cita, entre os fatores de pressão, a alta da Selic e do CDI, a queda dos preços de commodities agrícolas como soja e milho, eventos climáticos adversos, retração do crédito rural e ciclo de baixa da pecuária.
Segundo o grupo, parte relevante das obrigações foi assumida em um período de expansão operacional. Esse movimento passou a pressionar o fluxo de caixa quando as receitas foram afetadas pela piora das margens no campo e pelo encarecimento das dívidas. A defesa afirma que a crise é financeira e conjuntural, não operacional, e que a recuperação judicial é necessária para reorganizar o passivo e alongar as obrigações.
Do total das dívidas reconhecidas pelo grupo, R$ 397 milhões são créditos sujeitos à recuperação judicial e R$ 394 milhões aparecem listados como extraconcursais, categoria que reúne obrigações que, em regra, não entram automaticamente no plano de pagamento aos credores.
A maior parte da dívida sujeita à recuperação está na classe dos credores quirografários, aqueles sem garantia real, com R$ 282 milhões distribuídos entre 311 credores. A classe de garantia real soma R$ 106,1 milhões e tem apenas um credor listado: o Banco do Brasil. Os créditos trabalhistas e acidentários somam R$ 2 milhões, enquanto microempresas e empresas de pequeno porte aparecem com R$ 6,5 milhões.
Na parte extraconcursal, o maior credor indicado é o Prime Agro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, com R$ 190 milhões. Também aparecem o Santander, com R$ 36,8 milhões; Caixa Econômica Federal, com R$ 32 milhões; BTG Pactual, com R$ 19,9 milhões; Itaú Unibanco, com R$ 16,4 milhões; Canal Companhia de Securitização, com R$ 16,3 milhões; Bradesco, com R$ 13,2 milhões; e Insumos Milênio/Terramagna Fiagro, com R$ 12,8 milhões.
O grupo afirma no processo que a operação depende de fazendas, equipamentos, estrutura logística, veículos, caminhões e uma aeronave para manter atendimento técnico e comercial em áreas rurais. Por isso, pede que parte desses bens seja reconhecida como essencial à atividade, o que poderia impedir retirada ou apreensão durante o período de proteção judicial, caso o processamento da recuperação seja deferido. O processo ainda está em fase inicial.
Considerando números de junho de 2026, o grupo tem 263 funcionários e atende mais de 500 clientes em 20 estados.
(Fonte: Money Times (conteúdo Estadão - 19.06.2026)
20 de jun. de 2026
Centro de Tecnologia Canavieira - CTC
19 de jun. de 2026
Vitao Alimentos
Em 1991, a empresa iniciou a produção de biscoitos integrais. Essa nova frente de negócios fez muito sucesso com o público o que motivou a companhia a ampliar o portfólio, que passou a contar com cookies, granolas, snacks e chocolates.
A Vitao conta com uma linha completa de produtos para proporcionar às pessoas opções saudáveis e saborosas do café da manhã ao jantar.
Doces e chocolates zero, grãos e cereais,, quinoa e food service, também estão em seu portfólio da Vitao.
(Fonte: site da empresa / jornal Brasil Econômico - 28.07.2010 - partes)
18 de jun. de 2026
UFE
Opportunity (gestora, ex-Banco Opportunity)
O Opportunity conta com mais de 230 veículos de investimentos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de acordo com levantamento feito pelo InvestNews.
A presença do Opportunity em grandes negócios vem de longa data. Nos anos 1990, pouco após sua criação, a casa fundada pelos irmãos Dantas e por Ferman esteve em três leilões emblemáticos das privatizações que marcaram o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Em maio de 1997, integrou o Consórcio Brasil, que arrematou o controle da então Vale do Rio Doce (hoje Vale), ao lado de CSN, do fundo de pensão Previ e do americano Nations Bank.
Em setembro do mesmo ano (1997), liderou outro consórcio na compra do Tecon, no porto de Santos, por US$ 250 milhões. Os parceiros eram a Multiterminais, da família Klien, tradicional operadora carioca de logística portuária, e os fundos de pensão Previ, Sistel e Funcef. O ativo deu origem à Santos Brasil.
Já em 1998, esteve presente no leilão da Telebrás, em que o consórcio comandado pelo Opportunity arrematou a operadora Tele Centro Sul, depois renomeada Brasil Telecom, por cerca de R$ 2 bilhões. A casa detinha apenas 3,3% do capital, mas controlava a gestão graças a um acordo de acionistas.
Os anos 2000 foram um momento da ascensão mas também de controvérsias. O Opportunity iniciou a década em disputa com a sócia Telecom Italia. Os italianos entraram no capital da Brasil Telecom ainda em 1999 e brigaram com Dantas pelo controle da operadora em tribunais de São Paulo, Nova York e Milão, em meio a acusações cruzadas de espionagem.
A tele italiana foi forçada a sair em 2005, o que abriu caminho para a fusão da Brasil Telecom com a Telemar, três anos depois, no acordo que criou a supertele Oi, uma das chamadas “campeãs nacionais” que marcaram os primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência (2003-2010).
Em abril de 2008, o Opportunity tinha saído da Brasil Telecom com cerca de US$ 1 bilhão, no acordo que criou a Oi. Naquele momento, a casa administrava perto de R$ 18 bilhões em ativos, e Dantas era um dos nomes mais notórios do mercado financeiro.
A ascensão foi interrompida em julho de 2008, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Satiagraha. Daniel Dantas foi preso duas vezes em três dias, solto em ambas por habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos meses seguintes, mais de R$ 4,5 bilhões em ativos do Opportunity foram congelados em contas no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, e mais de duas dezenas de fazendas da AgroSB, empresa agrícola da gestora, foram sequestradas pela Justiça. A submersão do Opportunity e de Dantas começou a partir desse momento.
Quase três anos depois, em junho de 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a Operação Satiagraha integralmente, apontando que as interceptações telefônicas haviam sido feitas de maneira irregular. Em junho de 2015, o STF ratificou a decisão.
Em fevereiro de 2016, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região arquivou a última ação penal e absolveu Daniel Dantas dos crimes que lhe eram imputados. Em julho daquele ano, a Justiça desbloqueou os R$ 4,5 bilhões. Nenhuma condenação contra ele transitou em julgado.
Desde janeiro de 2015, o Opportunity passou a atuar como um gestora pura, após pedir para o Banco Central cancelar sua licença bancária. Naquele ano Daniel Dantas concedeu sua última entrevista conhecida, no Festival Piauí GloboNews de Jornalismo. Falou sobre o acordo de abril de 2008 que criou a Oi, no qual aceitou entregar o controle da Brasil Telecom.
Para ele, a saída do comando da operadora encerraria as ações políticas e judiciais que sofria. Disse à plateia que entendia o acordo como a compra da própria paz, mas que, dois meses depois, foi preso na Satiagraha. Desde então, o ex-banqueiro, que hoje mora em Londres e completa 72 anos em 2026, não voltou a dar entrevistas.
Na nova fase do Opportunity, a gestora passou a concentrar investimentos em empresas de serviços públicos, as chamadas utilities, além de educação básica. Três investimentos resumem o momento atual: Equatorial, PetroReconcavo e Grupo Salta.
A Equatorial é a mais antiga das três. A elétrica foi criada em 1999 pela americana PPL Global para participar do leilão de privatização da Cemar, distribuidora maranhense em situação crítica, que arrematou no ano seguinte.
Em 2004, foi reestruturada pela GP Investimentos e desde então se especializou em assumir distribuidoras estaduais com problemas operacionais, como Celpa (Pará), Cepisa (Piauí), Ceal (Alagoas) e Celg-D (Goiás). Mais recentemente, desde 2024, passou a investir em saneamento básico e conquistou o posto de acionista de referência de Sabesp e Copasa.
Após a reestruturação, o Opportunity passou a investir na companhia, em que detém posição há mais de uma década, comprando ações periodicamente. Em entrevista à Exame em 2022, Dorio Ferman, um dos sócios fundadores, descreveu a Equatorial como um “exemplo de boa governança”.
Em janeiro de 2025, a casa consolidou posição de 10,12% e se tornou a maior fatia individual da corporation, que tem ainda entre seus acionistas a gestora carioca Squadra, a americana BlackRock e um dos fundos soberanos de Singapura, o GIC.
É na PetroReconcavo, porém, que a Opportunity tem mais protagonismo. Dona de 27,64% da petroleira independente criada em 1997 no Recôncavo Baiano, a casa está na empresa desde o início e divide a estrutura societária com a americana PetroSantander e o Grupo Perbras, da família fundadora Cintra Santos.
O movimento mais recente foi em educação. Em novembro de 2025, a Opportunity comprou junto com a Gera Capital uma fatia de 26% que a americana Warburg Pincus detinha no Grupo Salta, maior conglomerado privado de educação básica do país, do qual já era investidora indireta, por meio de outros fundos. A transação avaliou a empresa em R$ 5,8 bilhões.
Além das três posições principais, a Opportunity mantém 10,22% da Alupar, de transmissão de energia, e 3,93% da Energisa, distribuidora de energia que atua em 12 estados e atende cerca de 21 milhões de clientes, com forte presença no Centro-Oeste e no Norte do país.
Ainda hoje a Opportunity segue com o trio Daniel Dantas, Verônica Dantas e Dorio Ferman à frente das principais decisões. Verônica responde pela área de gestão de fundos e ativos dos clientes, enquanto Ferman cuida dos investimentos do patrimônio próprio da casa, ao lado de Dantas.
João Manoel Pinho de Mello, ex-diretor do Banco Central e um dos arquitetos do Pix, voltou ao Opportunity em 2023 e é um dos principais sócios da gestora, que tem hoje mais de R$ 117 bilhões em patrimônio, mais de seis vezes o que administrava na época da Satiagraha.
A casa mantém até hoje uma das maiores carteiras de equity do país, com posições em nomes como Energisa, na distribuição de energia, e Alupar, na transmissão. Está também envolvida no processo de recuperação judicial da Ambipar, da qual tornou-se uma das acionistas em 2023.
Além do envolvimento em grandes investimentos, a gestora dos Dantas também realiza movimentos de saída.
Em setembro de 2024, vendeu a fatia de 48% que tinha na Santos Brasil, da qual era acionista desde 1997: a dona do Tecon Santos, principal terminal de contêineres do país, foi vendida à francesa CMA CGM por R$ 6,3 bilhões, em uma das maiores transações do setor portuário dos últimos anos.
17 de jun. de 2026
SpaceX
A SpaceX, fabricante de foguetes reutilizáveis, fornecedora de internet via satélite e
desenvolvedora de inteligência artificial foi criada pelo bilionário Elon Musk.
A fabricante de foguetes subverteu a lógica do setor espacial, historicamente dominado por programas de agências governamentais, como a americana Nasa. Criada em 2002, a SpaceX assinou o primeiro contrato com a Nasa em meados de 2006. Na época, a empresa recebeu financiamento para desenvolver aeronaves capazes de transportar cargas e tripulação à Estação Espacial Internacional (ISS). Hoje, a agência espacial depende da infraestrutura fornecida pela SpaceX para levar astronautas ao
espaço.
A SpaceX, de Elon Musk, pagará US$17 bilhões (R$92,07bil) para comprar licenças sem fio da operadora em dificuldades Echo Star Spectrum para fortalecer sua rede Starlink, abrindo caminho para a expansão de seus serviços nos EUA. A vendao corre após questionamento dos reguladores americanos sobre se o grupo estava cumprindo a obrigação de construir uma rede de telefonia móvel baseada em satélite 5G depois deter gasto bilhões de dólares na aquisição de licenças. O acordo prevê que a SpaceX pagará US$ 8,5 bilhões
em dinheiro e os US$ 8,5bilhões restantes em suas próprias ações. A aquisição é
vista como essencial para
os esforços da SpaceX de expandir seu serviço de satélite Starlink, impulsionando
sua cobertura de rede5G direta para celular através do
acesso às chamadas licenças
AWS-4 e H-block. Em agosto (2025), a EchoStar a vendeu licenças para a AT&T por US 23 bilhões.
Em 2026, a companhia foi responsável por 73% dos lançamentos realizados pelos EUA. Nas últimas quatro décadas, mais da metade dos lançamentos orbitais americanos foi feita pela companhia, de acordo com dados da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). O projeto Artemis da Nasa, de retorno à Lua, por exemplo, tem a SpaceX como principal contratada. “No espaço, o Estado americano deixou de ser operador e virou cliente”, aponta Zanolla.. O governo dos EUA não é o único que observa de perto o crescimento da SpaceX. De acordo com Marcelo Cabral, estrategista-chefe e sócio-fundador da Stratton Capital, ex-CEO do Bradesco Europa e Nova York, a companhia é vista como sensível para a indústria de defesa em função do possível lançamento de satélites espiões e operação de sistemas de localização para agências de inteligência americanas. “A companhia baixou muito o custo dos lançamentos de satélites em órbita, pela eficiência e possibilidade de os foguetes voltarem.”
A internet via satélite da SpaceX, a Starlink, também já demonstrou o impacto em guerras. De acordo com a agência de notícias Reuters, Musk teria “mandado” desligar o sinal de internet via satélite em uma região da Ucrânia durante uma operação contra a Rússia, frustrando a ofensiva militar.
Elon Musk realizou a maior fusão da história. Duas empresas que ele controla, SpaceX e xAI, se uniram em uma transação totalmente em ações, criando uma gigante avaliada em US$ 1,25 trilhão. O acordo dá à xAI uma sobrevida financeira e permite que Musk construa data centers no espaço. A
empresa resultante da fusão estaria considerando um IPO em junho de 2026.
Em 11 de junho de 2026, a SpaceX levantou US$ 75 bilhões na maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história.
A SpaceX encerrou seu primeiro dia de negociação na Bolsa dos Estados Unidos, em 12 de junho de 2026 com alta de quase 20% em relação ao preço inicial, subindo de US$ 135 para US$ 161,11. Isso
elevou o valor de mercado da empresa para US$ 2,1 trilhões.
A IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) da SpaceX alcança um novo patamar na história da Nasdaq com a maior abertura de capital de todos os tempos. Estamos falando de uma avaliação de US$ 2,1 trilhões, com as ações sendo negociadas no primeiro dia na Bolsa a US$ 161.
A SpaceX pretende aproveitar seu poderio financeiro para desenvolver satélites com inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o movimento deve impulsionar o capital político de uma companhia já conhecida pela capacidade de influenciar governos. “Empresas como a SpaceX e a Tesla, ambas de Elon Musk, movimentam uma quantidade de dinheiro tão grande que podem condicionar o mercado e eleger presidentes”, analisa André Sacconato, professor da Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (Fipe).
(Fonte: NY Times/ Reuters 07.02.2026 / Estadão - 12.06.2026 / 13.06.2026 - partes)
Copasa
em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões.
A Equatorial Energia, que já é o maior acionista da Sabesp, passou a ser também o maior
acionista individual da Copasa, após arrematar 30% da oferta por R$ 5,6 bilhões em uma fase anterior na qual participou sem concorrentes. O governo mineiro tinha 50% da Copasa e, agora, passa a deter
5%; mas terá o poder de veto (“golden share”) em decisões.
A privatização da Copasa era uma bandeira do governo Romeu Zema, mas só começou a ganhar força em setembro de 2025, quando começaram os trâmites no Legislativo mineiro. Desde então, a
empresa dobrou seu valor de mercado, chegando atualmente (junho de 2026) a R$ 21 bilhões. O valor arrecadado com a desestatização será usado para amortizar dívida bilionária que o Estado tem com o governo federal.
A ação foi vendida a R$ 49,03, mesmo preço que a Equatorial Energia desembolsou pela fatia
na primeira fase do processo, e somente o lote-base, de 56,4 milhões de ações, foi vendido, movimentando R$ 2,8 bilhões.
Houve uma demanda de mais de R$ 70 bilhões em ordens para a fatia de R$ 1,9 bilhão que foi
colocada à disposição de investidores institucionais. O lote extra de ações, que poderia aumentar a operação em quase R$ 1 bilhão, não foi vendido.
16 de jun. de 2026
Gestamp
Os fabricantes de grandes componentes, como os produzidos pela Gestamp, geralmente precisam se localizar próximos às linhas de montagem de veículos.
No Brasil, seguiu a mesma estratégia de se localizar próximo às montadoras. Suas fábricas estão localizadas em São José dos Pinhais (Paraná), Gravataí (Rio Grande do Sul) e Betim (Minas Gerais), todos grandes pólos automotivos, bem como em Taubaté, Sorocaba, Santa Isabel e agora Piracicaba, no estado de São Paulo, que Riberas descreveu como “um importante pólo”. A cidade de São Paulo também abriga um dos 13 centros de pesquisa e desenvolvimento da Gestamp no mundo.
O avanço da eletrificação e da conectividade está transformando o automóvel de diversas maneiras. Mas um carro sempre será um conjunto de peças que, juntas, devem proporcionar uma estrutura forte e segura. A nova dinâmica está forçando os fornecedores a desenvolverem componentes cada vez mais leves. Nesse contexto, a Gestamp inaugura em16 de junho de 2026 em Piracicaba, São Paulo, sua sétima fábrica no Brasil.
Com investimento de R$ 200 milhões, as novas instalações somam 16,5 mil metros quadrados aos 300 mil metros quadrados de área construída que a multinacional vem desenvolvendo gradativamente desde que se estabeleceu no Brasil em 1997.
A fábrica de Piracicaba funcionará com processos modernos e linha de produção de hot stamping, especialidade da Gestamp que permite redução de peso em componentes. “Precisamos reduzir o peso dos veículos para aumentar a autonomia e ao mesmo tempo proteger as baterias”, disse o CEO da Gestamp, Francisco Riberas. “O veículo do futuro combinará três atributos essenciais: leveza, segurança e sustentabilidade.”
Segundo o executivo, “os veículos elétricos vieram para ficar e se tornarão a opção dominante no futuro, tanto no Brasil quanto no mundo”. Mas até que isso aconteça, acrescentou Riberas, “é essencial que a regulação avance no mesmo ritmo que a realidade industrial”.
Na sua opinião, o ritmo da eletrificação dos veículos depende de diferenças regulamentares, incentivos industriais e subsídios de compra, bem como da infraestrutura de carregamento de baterias. A transição continua rápida na China, que aumentou a sua quota na produção global e “tornou o planeamento mais complexo tanto para os fabricantes de automóveis como para os fornecedores”.
No Brasil, Riberas disse que após um período durante o qual o governo isentou os veículos híbridos e elétricos de direitos de importação para apoiar a descarbonização, “espera-se uma localização gradual da produção por parte das empresas chinesas”.
“Já foram estabelecidas estruturas, incluindo requisitos de conteúdo local para autopeças, para que, a partir de 2027, a produção ocorra dentro do Brasil”, disse o executivo. Acompanhando de perto os planos das montadoras chinesas no país, Riberas disse que a tendência de localizar a produção dessas marcas “poderia criar oportunidades em toda a cadeia de abastecimento”.
A demanda por automóveis no Brasil contrasta com a volatilidade e o declínio da produção observados na Europa, no Japão e nos Estados Unidos, disse Riberas. Ele expressou otimismo com as projeções dos consultores que indicam que até 2030 o Brasil, atualmente o oitavo maior produtor mundial de veículos, atingirá a produção anual de 3,2 milhões de veículos leves, 30% acima do nível de 2025.
Para acompanhar essas projeções otimistas, a nova fábrica de Piracicaba foi projetada com espaço para expansão para até 40 mil metros quadrados e para crescimento do número de funcionários dos atuais 50 funcionários para 150, com potencial para chegar a 500. “As oportunidades aqui são significativas e estamos bem posicionados para aproveitá-las”, disse ele.
A receita da operação brasileira acompanhou a expansão industrial da empresa. Nos últimos cinco anos, as receitas do país aumentaram 80%, atingindo 677 milhões de euros em 2025.
Com receitas anuais globais de 11,34 bilhões de euros e uma força de trabalho de 42.400 funcionários, a empresa espanhola opera 115 fábricas em todo o mundo.
(Fonte: Valor - 16.06.2026)
15 de jun. de 2026
Livraria El Ateneo
Em 1926, o local virou cinema, mas, com a concorrência de outros cinemas no final dos anos 1990, foi vendido para a cadeia de livrarias Yenni e transformado na mais bela livraria da América Latina, segundo o jornal inglês The |Guardian.
A livraria El Ateneo fica na Avenida Santa Fé, 1960, Buenos Aires, Argentina.
Pop Mart / Candide
Os bonecos Labubu serão vendidos oficialmente no Brasil. A Candide confirmou em 26 de maio de 2026 uma parceria com a Pop Mart, dona dos personagens, para trazer os produtos ao mercado brasileiro.
As vendas começam já em junho, com previsão para o dia 5, informou a Candide ao g1. Segundo a empresa, a operação da Pop Mart no Brasil contará com 30 produtos diferentes, com preços entre R$ 299,99 e R$ 799,99.
Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung.
Eles viraram febre nos últimos meses, primeiro entre as celebriddes. Rihanna, Maya Massafera, Virginia Fonseca e Marina Ruy Barbosa já apareceram com os bonecos pendurados em bolsas.
Os originais são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu depois de abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção.
Após a parceria com a Pop Mart, os personagens ajudaram a fabricante chinesa a faturar mais de US$ 2,3 bilhões, segundo a Forbes.
Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país.
Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março em São Paulo por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.
"Chegou a hora de oferecer essa experiência de forma oficial, com acesso amplo e a qualidade que a marca representa", disse Moise Candi, CEO da Candide.
| Em fins de junho de 2026, a Candide anunciou o lançamento oficial da venda dos famosos Labubu em lojas físicas no Brasil, assim como outros personagens icônicos da marca chinesa Pop Mart. Os produtos são vendidos no formato de "blind boxes", em que a coleção é conhecida, mas o comprador só descobre o modelo que vai ganhar depois de abrir a caixa-surpresa. Os valores vão de R$ 299,99 a R$ 599,99, e 20 lojas espalhadas por 11 estados já estão vendendo os monstrinhos de forma licenciada. |
12 de jun. de 2026
Companhia City
10 de jun. de 2026
Compass Gás e Energia (Grupo Cosan)
A Compass Gás e Energia foi criada para oferecer soluções de gás e energia para o Brasil. Tem atuação em quatro pilares: infraestrutura que traz gás natural do pré-sal e do mercado internacional, distribuição que já conta com a maior companhia de gás natural encanado do país, a Comgás; geração que transforma gás em eletricidade de forma eficiente e comercialização do gás e da energia elétrica
que impulsionam a indústria e os negócios.
Em 2012, Rubens Ometto, fundador da empresa de energia Cosan, e maior usineiro do país, comprou a distribuidora Comgás da Shell e British Gas por 3,4 bilhões de reais. A Comgás está sob o guarda-chuva da Compass Gás e Energia, que pertence à Cosan.
Em acordo aprovado pouco depois de meados de junho de 2022 pelo regulador antitruste CADE, a Compass, terá que abrir mão de algumas distribuidoras de gás natural nas regiões Norte e Nordeste do Brasil depois de adquirir a participação de 51% da Petrobras na Gaspetro – que tem participações em 18 empresas de gás administradas por governos estaduais. Suas redes de distribuição somam aproximadamente 10 mil quilômetros, atendendo a mais de 500 mil clientes, com volume distribuído de cerca de 29 milhões m3/dia. A Compass, que se torna sócia da Mitsui Óleo e Gás na Gaspetro, se comprometeu a vender até 12 das 18 distribuidoras estaduais nas quais terá participação indireta – sete
para um grupo, cinco para outro – para receber o OK do CADE.
Onze empresas de gás estão nas regiões Norte e Nordeste: Algás (Alagoas), Bahiagás (Bahia), Cegás (Ceará), Copergás (Pernambuco), Gasmar (Maranhão), Gasap (Amapá), Gaspisa (Piauí), Pbgás (Paraíba) , Potigás (Rio Grande do Norte), Rongás (Rondônia) e Sergas (Sergipe). Em 11 de julho de 2022, a Compass finalizou a compra de 51% da Gaspetro da Petrobras. Os R$ 2,097 bilhões pagos pela transação foram integralmente quitados nessa data. O quadro societário então formado pela Petrobras, com 51% das ações, e a Mitsui Gás e Energia do Brasil, com 49% restantes das ações, passa a ser 51%
das ações da Compass e 49% das ações da Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda.
Em 14 de agosto de 2023 A Orizon (ORVR3) Valorização de Resíduos e a Orizon Meio Ambiente (OMA) informaram a formação de uma empresa entre a OMA e Compass Comercialização, companhia
controlada pela Compass Gás e Energia.
O objetivo é a construção de uma planta de purificação de biogás no Ecoparque de Paulínia com a produção diária estimada em 180.000 m3 podendo alcançar até 300.000 m3.
No contexto da transação, a Compass investiria até R$ 355 milhões, sendo R$ 235 milhões no estágio inicial da parceria, dos quais R$ 100 milhões aportados na joint venture e R$ 135 milhões em secundária para o Grupo Orizon. O montante adicional de até R$ 120 milhões está condicionado
àentrega de um maior volume de biogás.
A OMA por sua vez se compromete a suprir o biogás para a produção do biometano por 20 anos. O investimento do projeto em sua primeira etapa é estimado em até R$ 450 milhões e a sociedade Biometano Verde Paulínia S.A. (joint venture do projeto) será 51% Compass e 49% Grupo Orizon. O
início da operação estava previsto para 2025.
No primeiro semestre de 2024, foi anunciada a aquisição do controle da Compagas Pertencente à Copel) pela Compass, subsidiária da Cosan no setor de gás, por R$ 906 milhões.. A Compagas, operando no Paraná, distribui gás natural encanado por meio de uma rede de 880 km de gasodutos, atendendo 54 mil clientes e distribuindo 821 mil metros cúbicos de gás diariamente. Para comparação, a Compass distribui cerca de 13 milhões de m³/dia. Esta transação é vista como uma adição valiosa à estratégia de investimento da Cosan, embora haja preocupações sobre o impacto dessa aquisição
noplano de desalavancagem da empresa e suas subsidiárias.
Em maio de 2026, a Compass abre capital na B3. A empresa levantou R$ 3,2 bilhões no primeiro IPO na B3 desde 2021. A empresa de gás natural e energia vendeu 89,3 milhões de ações a R$ 28 cada – no piso da faixa indicativa de preço, que ia até R$ 35. O ticker PASS começou a ser negociado no
pregão de 11 de maio de 2026..
(Fonte: Dica de Hoje Research - 15.08.2023 - parte)
