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11 de ago. de 2026

Amapá Minerals

          A Amapá Minerals operou de 2005 a 2022, mas posteriormente fechou a mina e entrou em processo de recuperação judicial. A mina havia produzido quase 1,6 milhão de onças de ouro antes de entrar com o pedido de recuperação judicial, segundo o CEO Ivan Truzzi.
          A companhia foi adquirida em maio de 2025 pela empresa brasileira de investimentos Starboard a e passou a ter capital pulverizado após sua listagem na Bolsa de Valores de Toronto (TSX), embora a empresa de investimentos continue sendo sua maior acionista. 
          Em meados de 2026, vem a lume que a Amapá Minerals planeja investir em três áreas-chave para aumentar a produção de ouro e prolongar a vida útil de sua mina em Pedra Branca do Amapari, a cerca de 200 quilômetros de Macapá, no norte do Brasil. Truzzi afirmou que a empresa destinará capital para a exploração subterrânea, perfurações nas áreas ao redor da operação atual e melhorias na planta de processamento. O objetivo é identificar reservas capazes de sustentar uma produção superior a 100.000 onças por ano, patamar que a mineradora espera alcançar com seus ativos atuais em 2027.
          Os recursos para a expansão virão da listagem da empresa na TSX, concluída no final de julho de 2026, que captou C$ 140 milhões (o equivalente a cerca de US$ 100 milhões). Desde maio, a empresa produziu entre 1.500 e 2.000 onças de ouro e espera encerrar o ano com uma produção entre 26.000 e 27.000 onças, o que equivale a até 839 quilos do metal. A meta para 2027 é ultrapassar 100.000 onças. Uma onça-troy equivale a 31,1 gramas.
          A companhia ressaltou que a listagem na TSX foi realizada por meio de uma oferta primária, o que significa que todo o capital captado foi destinado ao caixa da empresa. Toda a produção atual da empresa provém de uma mina a céu aberto. A exploração de recursos subterrâneos poderia aumentar a produção ao acessar depósitos de maior teor, além de prolongar a vida útil da mina, atualmente estimada em 10 anos.
          Um segundo foco é a exploração geológica nas áreas ao redor da operação da empresa. Dos recursos captados na oferta pública inicial (IPO), US$ 15 milhões serão destinados à exploração, incluindo perfurações em áreas adjacentes à mina e a avaliação do potencial de depósitos subterrâneos.
          A terceira prioridade de investimento é a modernização da planta de processamento existente. A instalação em operação atualmente, segundo Truzzi, possui capacidade suficiente para suportar um possível aumento na produção. A planta de processamento da empresa é uma das cinco maiores do país.
          É possível supor que há espaço para melhorias técnicas que poderiam reduzir os custos de insumos e, ao mesmo tempo, aumentar a taxa de recuperação da planta. A quantidade de ouro extraída é pequena em comparação com a produção de minas de outros minerais, e nem todo o metal contido no minério é recuperado. Como resultado, segundo a empresa, mesmo um aumento de 1% na taxa de recuperação “é muito significativo” na mineração de ouro.
          A empresa planeja manter o foco no ouro, em vez de em outros minerais que possam ser identificados por meio de suas atividades de exploração. “Somos uma empresa de ouro, então temos de focar no ouro. Nosso esforço é continuar produzindo de modo que todos os novos projetos sejam totalmente voltados para o ouro”, disse o CEO Truzzi. “Mas, se encontrarmos outro mineral que seja mais valioso, teremos flexibilidade para considerá-lo.”
          O Brasil produziu cerca de 71 toneladas de ouro no ano passado, de acordo com dados do Instituto Escolhas baseados nos pagamentos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) arrecadados pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
(Fonte: Valor - 11.08.2026)

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