Rankings são sempre polêmicos, mas no caso da Filarmônica de Berlim (Berliner
Philharmoniker) não costuma haver briga quando a orquestra é definida como a melhor do mundo.
A Filarmônica foi criada em 1882 e seus primeiros diretoresa alcançar o status de lenda foram Hans von Bulow e Arthur Nikisch, que ficou no cargo de 1895 até 1922. Wilhelm Furtwängler assumiu
em seguida. Herbert von Karajan tornou-se titular em 1956 e ficou no cargo até sua morte, em 1989.
A escolha de um maestro para dirigir a Filarmônica é o mais próximo que se tem, na música clássica, da escolha de um novo papa. A orquestra é autogerida, o que significa que a escolha é feita pelos músicos – sem sua aprovação, ninguém pisa no púlpito para comandar um concerto. E, como acontece com os papas, as gestões costumam ser longas.
Sua incontestável posição no ranking tornou a presença do grupo no fim de semana de 17 a 19 de
outubro de 2026 em São Paulo uma ocasião marcante da cena musical.
A Filarmônica fez três concertos na Sala São Paulo, promovidos pela Tucca (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer): como parte especial do projeto Música pela Cura, o resultado financeiro do evento é destinado ao tratamento de crianças e adolescentes em situação de
vulnerabilidade com câncer.
No dia 17, os 12 Violoncelos da Filarmônica de Berlim fizeram uma apresentação extra, em uma noite única que reuniu grandes clássicos, jazz, chanson francesa, música latino-americana e arranjos especialmente escritos para o célebre conjunto.
No domingo, 18, o programa teve o Concerto para piano n.º 1, de Johannes Brahms, e Assim Falou Zaratustra, de Richard Strauss. No dia 19, foram apresentadas a abertura As Hébridas, de Mendelssohn, as Variações Enigma, de Elgar, e a Sinfonia n.º 4, de Tchaikovski.
O solista, no domingo, foi o pianista Víkingur Ólafsson, conhecido do público paulistano, já tendo se apresentado com a Osesp e também em recital na Sala São Paulo. A regência é do maestro titular do grupo, o russo Kirill Petrenko, no posto desde a temporada 2019/2020.
(Fonte: Estadão - 16.10.2026 - parte)
O blog "Origem das Marcas" visa identificar o exato momento em que nasce a marca, especialmente na definição do nome, seja do produto em si, da empresa, ou ambos. "Uma marca não é necessariamente a alma do negócio, mas é o seu nome e isso é importante", (Akio Morita). O blog também tenta apresentar as circunstâncias em que a empresa foi fundada ou a marca foi criada, e como o(a) fundador(a) conseguiu seu intento. Por certo, sua leitura será de grande valia e inspiração para empreendedores.
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17 de out. de 2026
Filarmônica de Berlim (Berliner Philharmoniker)
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