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27 de out. de 2026

Mubadala Investment Company

          A Mubadala Investment Company é firma soberana de Abu Dhabi.
          Em 30 de novembro de 2021, a Petrobras finalizou a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, na Bahia e seus ativos logísticos associados para o Mubadala Capital (MC Brazil Downstream Participações). A operação foi concluída com o pagamento de US$ 1,8 bilhão (R$ 10,1 bilhões) para a Petrobras, valor que reflete o preço de compra de US$ 1,65 bilhão, ajustado preliminarmente em função de correção monetária e das variações no capital de giro, dívida líquida e investimentos até o fechamento da transação. A refinaria é a primeira dentre as oito que estão sendo vendidas pela Petrobras a ter o processo concluído. A Acelen, empresa criada pelo Mubadala Capital para a operação, assumiu a gestão da RLAM, que passa a se chamar Refinaria de Mataripe, a partir de 1º de dezembro de 2021.
          O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse que a conclusão da venda reflete a importância da gestão de portfólio e fortalece a estratégia da companhia. A Petrobras acredita que, com novas empresas atuando no refino, o mercado será mais competitivo e haverá mais investimentos. É também parte do compromisso firmado pela Petrobras com o Cade para a abertura do mercado de refino.
          Além da Refinaria Landulpho Alves, outras duas refinarias já tiveram seus contratos de venda assinados: a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, cuja assinatura ocorreu em 25 de agosto de 2021, e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, com contrato assinado em 11 de novembro de 2021.
          A Acelen foi criada pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala Capital, para a operação da 
gestão de refinaria recém adquirida no Brasil.
          Na noite de 20 de fevereiro de 2024, a Zamp anunciou o saque definitivo dos recursos dos Serviços de Administração de Fundos Fitpart. A FitPart reduziu sua participação de 16,8% para zero. Segundo fontes familiarizadas com o assunto, a gestora foi contra a decisão de retirar a Zamp do Novo Mercado, segmento de governança mais rígido da B3. Isto foi algo defendido pelo fundo árabe Mubadala Capital e apoiado pela RBI, empresa parcialmente detida pela 3G Capital, e neste cenário a FitPart decidiu renunciar. Controlada pelos bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, a 3G Capital detém 29% da RBI, que controla mundialmente a marca Burger King. A Fitpart (family office de ex-acionistas do Banco Garantia), ao lado dos minoritários contrários à medida, decidiu vender sua posição na empresa, que segundo fontes passou para as mãos da Mubadala. A Mubadala anunciou ao mercado em 21 de fevereiro (2024) a compra de American Depositary Receipts (ADRs) representativos de 16,8% do capital da Zamp. Além dos ADRs, a Mubadala passou a deter 2,9% do capital em instrumentos derivativos, o que elevou sua posição na empresa de 38,5% para 58,3%. Dessa forma, o fundo árabe assumiu o controle da operadora Burger King – e passou a decidir os próximos passos estratégicos da empresa. O RBI, por meio do veículo Burger King do Brasil, detém 9,4% das ações, sendo 34% disponíveis para negociação no mercado aberto. Também foi comunicado ao mercado que Hugo Segre Junior, membro do conselho de administração da Zamp e vinculado à Fitpart desde 2018, decidiu renunciar ao cargo. Isto era esperado pelo mercado, dadas as divergências da gestora de recursos com a posição da Mubadala e do 3G.
          A Mubadala Capital, que tem como principal investidor o fundo soberano de Abu Dhabi, adquiriu em 2023 pouco mais de 70% da ATG, dando início à constituição de uma segunda Bolsa no Brasil. O restante está em um fundo de investimento em participações (FIP) sob gestão da Angra Partners e executivos da ATG.
          O processo de venda do Porto Sudeste em que Mubadala é acionista, atraiu, em agosto de 2026, um volume relevante de interessados e curiosos, mas alguns deles recuaram na hora do lance. O Pipeline apurou que Stonepeak e M Resources estavam consorciadas para tentar comprar o ativo, mas se assustaram com a expectativa de preço dos acionistas Mubadala e Trafigura. O brasileiro Paulo Gouveia, que foi da EBX e conhece bem o projeto portuário (nascido dos Power Points de Eike Batista), também vinha reunindo um grupo de investidores, mas recuou, disseram as fontes. Entre esses investidores nacionais e estrangeiros, a avaliação é que o Sudeste valeria algo mais próximo a US$ 2 bilhões ou US$ 2,5 bilhões
          Em fins de outubro de 2026, a gestora americana Apollo, que administra US$ 1,05 trilhão em ativos, comprou uma participação minoritária na Mubadala Capital, o braço de investimentos alternativos da firma soberana de Abu Dhabi, Mubadala Investment Company. A fatia, não revelada pelas partes, é estimada em 10%. Ao entrar no negócio, a Apollo se comprometeu com US$ 5 bilhões em investimentos iniciais. Apollo e Mubadala já fizeram coinvestimentos ao longo dos últimos anos, por meio de parceria estratégica, que os árabes também fecharam com Goldman Sachs e Fortress. Mas não tinham até então laço societário.
(Fonte: agênciabrasil.ebc - 30.11.2021 / Valor - 22.02.2024 / Valor Pipeline -26.08.2026 / 27.10.2026 - partes

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