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20 de jun. de 2026

Centro de Tecnologia Canavieira - CTC

          O Centro de de Tecnologia Canavieira (CTC) se desmembrou da Copersucar em 2005. Cinco anos depois (2010) de se tornar independente, o CTC passou a congregar meia safra brasileira de cana com R$ milhões para pesquisa.
          Constituído como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), o centro poderia se transformar em uma sociedade anônima e recorrer a fontes de crédito do mercado, como ofertas de ações, emissão de dívida e sociedades estratégicas
          O CTC passou então a analisar os caminhos disponíveis para se reestruturar e ampliar a sua capacidade de financiamento.
          O número de associados disparou desde a independência, o que multiplicou a arrecadação e permitiu uma redução de 28% no valor de contribuição por associado. Em 2010 o orçamento foi de R$ 60 milhões, ante menos de R$ 20 milhões cinco antes. Eram 160 associados, sendo 143 usinas (eram 29 em 2005) e 17 associações de produtores de cana, que respondiam por cerca de metade da produção nacional.
          A necessidade de recursos e a chance de rentabilizar comercialmente as pesquisas do CTC decorre do avanço do centro, que passou a se aventurar em novos e mais complexos territórios da ciência. Além dos recursos dos associados, o centro usa dinheiro de agências de fomento à pesquisa e parcerias para ampliar a capacidade de desenvolvimento.
          Havia, em 2010, pelo menos três canas geneticamente modificadas em estudo avançado no instituto, por exemplo. A que devia ser lançada primeiro era a cana Bt,  resistente a insetos, que utiliza um gene da Dow Agrosciences.
          As outras duas canas transgênicas utilizam genes descobertos pelo CTC. Um delas seria tolerante à seca e a outra terá maior teor de açúcar por tonelada.
          O CTC também passou a utilizar uma tecnologia de marcadores moleculares, que determina quais genes respondem por quais características na planta. Aplicada nos programas de melhoramento genético desde 2008, a tecnologia reduz o tempo de desenvolvimento de uma nova variedade, já que não é preciso esperá-la crescer para saber se tem ou não determinada característica - basta analisá-la usando os marcadores para saber se ela apresenta os genes da função desejada.
          Na área industrial, as meninas dos olhos do centro, em 2010, eram a planta piloto de produção de etanol a partir da celulose do bagaço de cana e o projeto de colheita e aproveitamento industrial da palha da cana, que era deixada no campo. A fabricante de máquinas agrícolas New Holland era parceira no projeto.
(Fonte: jornal Brasil Econômico - 28.07.2010)

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