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13 de out. de 2026

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11 de out. de 2026

Harald

   

Harald — página inicial

       

          Em 1891 a empresa Neugebauer Irmãos & Gerhardt foi fundada em Porto Alegre, para a produção de doces e biscoitos, com vendas diretas no balcão da própria fábrica, por meio de ambulantes e pelo atacado.
          Em 1903, a Neugebauer Irmãos & Gerhardt adquiriu equipamentos até então inéditos no Brasil, 
permitindo que tivesse a primeira fábrica de chocolates do país.
          Novas alianças permitiram, em 1932, a ampliação industrial e alteração da razão social para Ernesto Neugebauer & Cia, ampliando os horizontes da indústria que desencadeariam futuramente na fundação da Harald.
          A fundação da Harald Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. ocorreu, porém, somente em 1982, Foi fundada por Ernesto Harald Neugebauer, com foco em iniciar a fabricação de coberturas fracionadas no país. Este era um produto novo no Brasil, e Ernesto viu uma grande oportunidade de 
mercado trazendo um produto pioneiro para desbravar o mercado nacional.
          Em 1987, a Harald entrou no ramo de panificação e confeitaria lançando a linha Confeiteiro, que se tornou um sucesso, pois havia pouquíssimas empresas fabricando coberturas no país. Começou a fabricar barras de 5kg, uma inovação no Brasil.
          Ernesto Ary conheceu Naira De Luca, a culinarista mais antiga da Harald, em 1988, e a empresa percebeu a existência do mercado de pequenas doceiras e lojas de artigos para festas, estreitando uma 
parceria muito bem-sucedida.
          A primeira exportação da Harald foi realizada em 1989. Foram sacos de 25kg de cobertura e barras de Confeiteiro para indústrias estrangeiras, do Uruguai. Essa transação abriu as portas para outros mercados na América Latina.
          Dois anos depois, em 1991, com o crescimento dos negócios, a Harald inaugurou sua fábrica em 
Santana de Parnaíba e mudou sua sede para o Estado de São Paulo.
          No ano seguinte, 1992, foi iniciada a fabricação de gotas para derreter no Brasil, outra inovação que destacou a Harald frente à concorrência. Também foi o ano de início do Programa de Cursos de Culinária Harald, dando o pontapé inicial para o modelo de cursos que são realizados até hoje em todo 
 Brasil.
          Com o contínuo crescimento e visando ampliar seu portfólio de soluções, a Harald lançou, em 1993, a linha de coberturas TOP, produto muito utilizado por doceiras e chocolateiras que o transformam em bombons, trufas, ovos ou barrinhas. Hoje, a marca é líder do segmento e extremamente difundida no mercado profissional.
          Ampliando o leque de soluções, a Harald lançou em 1995 a linha de produtos Raspar & Cobrir, voltada à confeitaria e panificação, ideal para decoração de bolos, tortas e doces em geral, nossa sabores chocolate ao leite, branco e meio amargo.
          Com a crescente meta de diversificar seu portfólio, em 2001 a Harald passou a fabricar o puro 
chocolate Melken, linha ampla e composta por diversas embalagens e gramaturas.
          Em 2005, em mais um movimento pioneiro, a Harald iniciou a fabricação de gotas de chocolate 
Melken, primeira marca a disponibilizar esse formato de produto no Brasil.
          Numa iniciativa para se aproximar mais de seus consumidores, em 2007 a Harald lançou uma 
nova identidade visual: mais moderna e arrojada, com a primeira assinatura corporativa.
          Traçando novos caminhos, em 2010 a Harald apresenta a linha gourmet Melken Unique, trazendo sofisticação com chocolates de alto teor de cacau de origem brasileira.
          Uma nova categoria de produtos, a linha Harald Melken Inovare é lançada em 2014
          Em 2015, a Harald foi adquirida pelo Grupo Fuji Oil, multinacional japonesa com sede no Japão, 
que desenvolve soluções alimentares à base de plantas.
          Em 2022 é lançada campanha que reforça o posicionamento das linhas de produtos da Harald. “#ÉComHarald. Harald é Profissional”
(Fonte: site da Harald)

10 de out. de 2026

Chipotle

          A Chipotle Mexican Grill é uma rede de cafeterias de fast food especializada em tigelas, tacos e burritos feitos sob encomenda.
          Fundada por Steve Ells em 1993, a Chipotle se tornou um símbolo da nova geração de fast food, conhecida por sua comida fresca e preparada na hora, com preços acessíveis.
          A rede mexicana tem escala de compras de ingredientes frescos e relações com fornecedores em diferentes regiões dos Estados Unidos.
          Entre os fatores que pressionam a empresa estão preocupações dos consumidores após a retirada de pimentas jalapeño de um fornecedor relacionado a um surto de salmonela,
          Considerando números de outubro de 2026, a rede possui mais de 4.200 lojas em todo o mundo, com crescimento acelerado e uma forte presença no mercado de fast food. A grande maioria das lojas está no mercado americano. A Chipotle possui valor de mercado de aproximadamente US$ 41 bilhões (outubro de 2026).
(Fonte: InvestNews/Bloomberg - 09.10.2026 - parte)

Rua movimentada com o sinal da Chipotle. Pedestres andam na calçada e atravessam na faixa de segurança.

Restaurante Chipotle em Nova York

9 de out. de 2026

Chris Pitanguy Labs

          A Chris Pitanguy Labs foi criada por volta do mês de setembro de 2026 e contempla marca de skincare premium.
          O sobrenome já entregava alguma coisa. Sobrinhaneta de Ivo Pitanguy, Chris Pitanguy conviveu
bastante com o cirurgião plástico e, quando criança, ia muito à clínica e ao hospital dele, em Botafogo, no Rio de Janeiro. “Via as pessoas que ele operava, sabia das celebridades que ficavam hospedadas na ilha. São memórias que tenho de infância”, conta. A avó também fazia plásticas. “Era meio bonequinha. Fazia plástica direto”, lembra.
          Agora é Chris quem leva o sobrenome para o universo da beleza. Em outubro de 2026, antes de completar um ano, a Chris Pitanguy Labs, marca de skincare premium restrita ao e-commerce, chega ao portfólio da Dufry Shopping.
          Passageiros de voos nacionais que desembarcarem em Congonhas e Guarulhos terão acesso aos séruns Beauty Glow Defense Serum e Advanced Rejuvenation Serum. “Imagina a visibilidade: mais ou menos 50 milhões de pessoas por mês.” A proposta é descomplicar. “A maior parte das pessoas que não conseguem ter uma pele bonita é porque a inflamam passando mil coisas”, explica Chris. Daí as duas fórmulas, uma para a manhã e outra para a noite, pensadas para a pele brasileira e o clima tropical.
          A viagem está só começando: Chris quer chegar aos aeroportos de Brasília, Minas e Rio antes de avançar para os internacionais. A expectativa é levar a marca às prateleiras de Dufry e Duty Free pelo País até 2027.
(Fonte: Estadão - 08.10.2026)

6 de out. de 2026

Robco

          A RobCo, fabricante alemã de robótica, que fabrica robôs utilizados na indústria, foi fundada em 2020 e tem sua sede em Munique na Alemanha.
          Em setembro de 2026, a empresa informou que lançará em março (2027) o Alfie, um robô de dois braços com capacidade de autoaprendizagem, projetado para realizar tarefas em ambientes industriais que não podem ser facilmente executadas com a automação tradicional.
          Em 5 de outubro de 2026, a  RobCo anunciou que ultrapassou valor de mercado de US$ 1 bilhão e que seu presidente-executivo, Roman Holzl, se mudou para os Estados Unidos para se dedicar ao mercado de crescimento mais rápido da empresa.
          A empresa informou que a avaliação se baseou em uma venda secundária de ações, após uma captação de capital de US$ 100 milhões realizada em janeiro com investidores como Lightspeed Venture Partners, Sequoia e Lingotto.
          Na venda secundária, os funcionários da companhia venderam ações para investidores existentes e novos, incluindo a Cherry Ventures e a European Tech Collective.
          A empresa se junta a um grupo pequeno, mas em crescimento, de startups europeias de robótica avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais, que têm como alvo o mercado emergente de robôs humanóides e semelhantes a humanos, incluindo a NEURA Robotics e a Agile Robots, da Alemanha; e a Humanoid, do Reino Unido.
          A Robco, que possui operações nas cidades norte-americanas de Austin e San Francisco, informou que agora conta com clientes em mais de uma dúzia de estados dos EUA.
(Fonte: msn - 06.10.2026)

1 de out. de 2026

Dr. Peanut (Grupo Supley)

          A Dr. Peanut, empresa conhecida pela produção de pasta de amendoim, foi fundada em Curitiba, no Paraná, em 2017.
          Em 2025, a empresa foi adquirida integralmente pelo Grupo Supley.
          A jornada de aquisição da Dr. Peanut pelo Grupo Supley teve início em 2023, quando o grupo identificou a diferenciação de um produto gourmet, o alinhamento com seu portfólio de saudabilidade e a integração comercial de ambos os negócios. A empresa foi categórica ao afirmar que, mesmo após o M&A, o nome será mantido. “É o que tem mais valor: a marca”.
          A transição foi desenhada de forma gradual, em duas etapas, começando com a compra de uma fatia inicial de 50% do capital da empresa curitibana. Entre 2023 e 2025, os fundadores originais se mantiveram na operação, com apoio do conselho do Grupo Supley, para apoiar a transição. Essa decisão permitiu ainda aos fundadores capturar os ganhos de expansão antes da aquisição dos 50% remanescentes.
          Em agosto de 2026, a empresa transferiu sua base industrial do Paraná para São Paulo. Com a transferência da fábrica de Curitiba para o município de Matão, a cerca de 305 quilômetros de São Paulo capital, a empresa adquiriu novos maquinários. Também foram incluídas etapas de controle de qualidade que enquadram automaticamente a operação ao projeto da certificação internacional de segurança de alimentos FSSC 22000.
          A partir da capacidade instalada da nova fábrica, capaz de chegar a 1 milhão de potes de pasta de amendoim por mês, a empresa projeta expansão de 15% em vendas.
          Os novos planos incluem ainda o aumento da diversificação do portfólio. A Dr. Peanut vem apostando nos snacks de consumo rápido, que representam 25% do faturamento da marca. O portfólio inclui a linha de barras de proteína Doctor Bar, wafers proteicos, alfajores zero açúcar e colaborações de whey protein com a Max Titanium, outra label do Supley.
          A Dr. Peanut quer ampliar presença no segmento farmacêutico e no varejo de grande porte no segmento alimentar.
          Para expandir a presença no canal farmacêutico, no grande varejo alimentar e em lojas especializadas, a marca tem feito ajustes estratégicos na precificação do pote de 450g da pasta de amendoim. O tíquete médio baixou de R$ 60,00 para cerca de R$ 39,90 considerando números de outubro de 2026.
          O CEO da Dr. Peanut, Alberto Moretto explica que, no complexo industrial de Matão, a área dedicada às linhas de produção foi otimizada, passando dos cerca de 4 mil metros quadrados das instalações, em Curitiba, para aproximadamente 1,5 mil metros quadrados. “Essa redução reflete o reaproveitamento da infraestrutura de armazenagem e estoque já existente do conglomerado.
          Moretto diz que a Dr. Peanut introduziu o conceito de pasta de amendoim gourmet, unindo a densidade nutricional da matéria-prima (gorduras boas e aporte proteico) à indulgência de sobremesas cremosas e saborizadas. O diferencial, segundo o executivo, está no sabor.
          As receitas das pastas de amendoim incorporam whey protein, mantendo perfil zero adição de açúcares, zero gordura trans e sem glúten. O movimento permitiu à marca atrair tanto praticantes de atividades físicas quanto consumidores em busca de doces saudáveis.
          A estrutura da nova fábrica tem capacidade para 12 milhões de unidades de potes de amendoim por ano, A Dr. Peanut alcançou um faturamento de R$ 154 milhões em 2025.
(Fontre: Pipiline - Jornal Valor - 01.10.2026)

29 de set. de 2026

BlueOak

          Criada em 2022, a BlueOak é especializada em situações complexas ou em crise – nicho conhecido no mercado como special sits –,, segmento que reúne investimentos em empresas com dívidas elevadas, necessidade de capital, disputas societárias ou outras situações que dificultem o acesso a recursos.
          Entre seus fundadores estão executivos com passagem por gestoras e instituições financeiras conhecidas: Meton Morais trabalhou no Starboard, João Junqueira foi executivo da GP Investments e Beny Podlubny comandou a área de private banking da XP.
          Em 2023, a gestora captou R$ 250 milhões para seu primeiro fundo, com a intenção de alcançar R$ 500 milhões. Atualmente, a gestora tem cerca de R$ 1 bilhão.
          Em 2025, ampliando seus investimentos em infraestrutura, a BlueOak financiou a aquisição da Capixaba Energia, produtora de petróleo com ativos no Espírito Santo, por R$ 105 milhões.
          No início de setembro de 2026, a BlueOak divulga que está ampliando sua aposta no setor de saneamento.
          A casa acertou a compra de 100% da São Simão Saneamento Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto no município de São Simão, em Goiás. A aquisição será feita pela Clear Ambiental, veículo de investimentos do grupo BlueOak.
          O contrato foi assinado em 3 de setembro (2026), mas a conclusão da operação ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O valor acertado entre as partes não foi divulgado.
          Com a transação, a São Simão se tornará a quinta concessão municipal de saneamento sob o guarda-chuva da BlueOak.
          Apesar da expansão, a BlueOak ainda é uma participante pequena no saneamento brasileiro. Antes da aquisição, suas três concessionárias atendiam cerca de 78 mil pessoas com abastecimento de água e 9 mil com esgotamento sanitário. Com São Simão, esses números passarão para aproximadamente 95 mil e 26 mil pessoas, respectivamente.
          A gestora já reúne operações em Pomerode, em Santa Catarina, por meio da Pomerwasser Ambiental, e nas cidades goianas de Buriti Alegre e Ipameri. Recentemente, assinaram a concessão de Andradas, no interior de São Paulo.
(Fonte: InvestNews - 23.09.2026)

27 de set. de 2026

Grupo Scheffer

          O Grupo Scheffer é controlado por um ramo da família do ex-ministro Blairo Maggi e do megaprodutor Eraí Maggi Scheffer, dono do Grupo Bom Futuro. Com sede em Sapezal, no oeste de Mato Grosso, a companhia foi fundada em 1993 por Elizeu Zulmar Maggi Sheffer, primo de Blairo e irmão de Eraí.
          Em 2016, o grupo enfrentou alguns problemas de capital de giro.
          Em 2018, a gestão era dividida entre Elizeu, que assumiu a posição de estrategista, e seus três filhos. O dia a dia é tocado por Guilherme Sheffer, de 36 anos, que também é o diretor financeiro do grupo. Gilliard se concentra mais no planejamento operacional das lavouras e Gislayne é diretora administrativa.
          Em Mato Grosso, o Grupo Scheffer é conhecido por ser competente no plantio e, embora tenha avançado pouco na profissionalização da gestão, também por ser mais "moderno" que outros grupos familiares de produção agrícola do Centro-Oeste no que se refere a alternativas de financiamento. No primeiro semestre de 2017, por exemplo, emitiu um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de R$ 93 milhões assessorado por Itaú BBA, Rabobank e Santander. No passado, chegou a considerar a possibilidade de abrir o capital.
          As fazendas do grupo - algumas das quais contam também com áreas de pastagens, mas relativamente modestas - são administradas pela Agropecuária Scheffer, controlada pela Scheffer Participações S.A. Essa holding também controla a Scheffer Armazéns e a Scheffer Transportes, duas subsidiárias consideradas estratégicas e bem posicionadas em seus mercados.
          Considerando números de outubro de 2018, a empresa, que negociava a venda de uma participação minoritária de seu capital, era avaliada entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões,
          De acordo com fontes do setor, a empresa contava com 11 unidades produtoras em Mato Grosso, Estado que lidera a produção nacional de grãos, e no Maranhão, com uma área total da ordem de 200 mil hectares onde planta soja, milho e algodão somadas as safra de verão e inverno. A empresa tem ainda escritórios na capital mato-grossense Cuiabá e em Sinop, no norte do Estado, e em Imperatriz, no Maranhão.
(Fonte: Valor - 11.10.2018)

26 de set. de 2026

Ligga (Grupo Santa Elina)

          A entrada do grupo Santa Elina no negócio de minério de ferro se deu com a criação da Rio Minas Mineração, em 2011. A empresa, sediada em Cuiabá, incorporou todos os direitos minerais para exploração de minério de ferro do grupo no Pará, na região de Carajás.
          O grupo Santa Elina pertence à família Brito e foi fundado na década de 1970 por Paulo Brito, inicialmente focado na exploração de ouro.
          Dez anos depois, em 2021, a Rio Minas foi renomeada Ligga S.A., fruto de uma joint venture entre a Santa Elina e o grupo Cosan, que buscava uma integração do seu projeto de terminal portuário em São Luís com as reservas de minério de ferro da Ligga.
          O empreendimento não evoluiu, principalmente em razão da entrada da Cosan no capital da Vale em 2022, adquirindo 4,9% das ações.
          A mina da Ligga começou a operar em 2022, crescendo aos poucos, de 600 mil toneladas para 1 milhão e, depois, 2 milhões de toneladas.
          Em 2026, os acionistas da Santa Elina e da Cosan decidiram desfazer a joint venture – que previa criar uma mineradora de ferro apta a produzir cerca de 10 milhões de toneladas anuais e tinha plano de triplicar o volume.
          Considerando números de setembro de 2026, a família Brito é a maior acionista da mineradora de ouro Aura Minerals, que é listada na Nasdaq (Nova York) e na B3 (BDR). A Santa Elina, além do minério de ferro no Pará, tem produção de zinco e chumbo em Rondônia.
          Dona de um gigantesco complexo de produção de minério de ferro em Carajás, no sul do Pará, a Vale vislumbrou valor futuron em uma operação de pequeno porte situada na mesma região, tocada pela mineradora Ligga S.A., que foi fundada e é controlada pelo grupo Santa Elina.
          Em 18 de setembro de 2026, a Vale assinou um acordo considerado estratégico, pelo qual adquire uma participação minoritária de 30% da Ligga. Ao mesmo tempo, firmou contrato exclusivo (“offtake”) que garante a compra de toda da produção, atual e futura, da mineradora. O valor do negócio não foi revelado pelas companhias. Segundo a Bloomberg, porém, o valor teria sido de US$ 190 milhões.
          A Ligga tem instalações de produção de minério de ferro na mina Ferro Sul, localizadas entre os municípios de Curionópolis e Parauapebas. As reservas, a mina e a área de produção da Ligga ficam a aproximadamente 10 quilômetros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), operada pela Vale e que transporta minério produzido em Carajás para seu terminal portuário Ponta da Madeira, em São Luís (MA), de onde é embarcado em grandes navios rumo a mercados do exterior.
          Conforme números de setembro de 2026, a Ligga produz 2 milhões de toneladas por ano do minério do tipo “sinter-feed” (conhecido como finos), que já é vendido à nova sócia. Conforme a nota da Vale, o plano, com o acordo, é ampliar o volume da mina para 8 milhões de toneladas em dois anos.
(Fonte: Estadão - 22.09.2026)