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9 de abr. de 2026

Augusta National Golf Club

          Um paletó verde pode não ser a vestimenta mais elegante do planeta - ainda mais se você usar uma polo colorida e suada por baixo. Porém, não é essa a opinião da maioria dos golfistas. Poucos homens - e menos ainda mulheres - têm direito de vestir o green Jacket do Augusta National Golf Club, um dos mais famosos e fechados clubes de golfe do mundo, localizado no estado americano da Geórgia. É o Augusta quem organiza e sedia desde 1934 o Masters, o mais popular major, ou torneio de Grand Slam, do golfe mundial.
          A tradição do Augusta National e suas normas (escritas ou não) vão na contramão dos esforços do golfe para se reinventar e atrair mais praticantes, como recentes simplificações das regras. Ainda assim, a instituição e seu paletó verde seguem como alguns dos maiores símbolos do esporte mundial - e também um dos mais misteriosos e desejados.
          O clube foi criado pelo advogado americano Bobby Jones, um dos maiores golfistas de todos os tempos, que morreu em 1971. Depois de se aposentar precocemente aos 28 anos, Jones queria um lugar tranquilo para jogar com os amigos longe da presença dos fãs. Em 1933, ele se aliou ao investidor americano Clifford Roberts e ao designer britânico Alister MacKenzie para construir o Augusta.
          Há, basicamente, duas maneiras de você ganhar uma green jacket do Augusta. A primeira é ser campeão do Masters e receber a peça que o torna membro honorário do clube. A segunda é ser sócio de fato - e aí você terá seu paletó verde exclusivo sempre no armário devidamente lavado e passado.
          Duro é saber qual das duas maneiras é a mais difícil. Para ser campeão do Masters, é preciso primeiro ser convidado. Ao todo são 19 categorias de jogadores que podem receber o honra. Os primeiros 50 melhores do ranking mundial e ex-campeões como Tiger Woods, vencedor por quatro vezes do torneio (base 2018), fazem parte desse grupo. Além do paletó verde, o campeão ganha um cheque de quase 2 milhões de dólares, de um total de 11 milhões de dólares em prêmios.
          Os valores que o torneio movimenta são um mistério. Boa parte vem da venda de produtos licenciados, como bonés, cadeiras, camisas de golfe e bolas. Outro quinhão vem dos patrocinadores do evento - em 2019, Rolex, AT&T, IBM, Mercedes-Benz, UPS e Delta Airlines. Estima-se, (sim, pois o número não é divulgado) que cada marca invista por ano 6 milhões de dólares. Detalhe: durante o Masters, não há uma única placa de patrocinador no campo, E, durante a transmissão, realizada pela CBS desde 1956, os patrocinadores dividem apenas 4 minutos de comerciais por hora, o máximo permitido pelo Augusta.
          É consenso no mundo do golfe e do marketing esportivo que o Augusta deixa muito dinheiro na mesa. Além dos poucos espaços publicitários na TV (e zero comunicação visual no campo0 e do valor baixo dos ingressos, são famosos os (baixos preços cobrados por alimentos e bebidas no campo. O sanduíche mais caro não sai por mais que 3 dólares, mesmo preço da cerveja - e o clube proíbe sócios e espectadores de dar gorjeta. O Augusta não parece mesmo se importar muito com valores.
          Bill Gates, fundador da Microsoft, é um exemplo de quanto é difícil ingressar nesse exclusivo clube. Em meadfos da década de 1990, o bilionário deixou escapar a conhecidos que queria se filiar ao clube. Levou uma canseira até 2002, quando finalmente recebeu o convite. Hoje, é dono de uma green Jacket e já disputou por lá partidas com o megainvestidor Warren Buffett, outro sócio.
          Além de Gates e Buffett, outros associados célebres são Jack Welch (falecido em 2020), ex-CEO da GE, e Condoleezza Rice, ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, primeira mulher a ser admitida como sócia, em 2012. Sem contar ex-campeões históricos, como o grupo intitulado Big Three, trinca formada por Gary Player, Jack Nicklaus e Arnold Palmer, este último morto em 2016.
(Fonte: Exame - 03.04.2019)

Banco Digimais

          A Banco Digimais foi criada em 1981, no Rio Grande do Sul, pela família Renner, mesmo grupo por trás da varejista de moda Lojas Renner. Em 2009, o dono da Igreja Universal, Edir Macedo, anunciou a intenção de comprar uma participação de 40%, mas o negócio só foi concretizado em 2013, quando ele e a esposa Ester adquiriram uma fatia de 49%. Macedo era considerado investidor estrangeiro pelo Banco Central por ser domiciliado no exterior.
          Eles foram considerados pelo Banco Central como investidores estrangeiros, por terem domicílio no exterior e, assim, a compra precisou de um decreto da presidente Dilma Rousseff considerando o investimento como de interesse do governo brasileiro.
          Em 2018, já no governo Michel Temer, foi editado novo decreto com a possibilidade de a fatia estrangeira no capital ser elevada para até 80%. Na ocasião, o colunista Lauro Jardim, de O Globo, publicou que Edir Macedo vinha pressionando o governo para conseguir aumentar sua participação no banco, mas que esbarrava em objeções da área técnica do Banco Central.
          Questionado pelo jornal Valor sobre por que Edir Macedo é considerado investidor estrangeiro, o BC afirmou que, “nos termos da legislação vigente, o domicílio no exterior, que abrange o domicílio fiscal, caracteriza o investidor como estrangeiro, para fins de sua participação no Sistema Financeiro Nacional”.
          Em 2020 o Banco Renner também era dono do banco digital Digi+, que afirma ter mais de 100 mil clientes e patrocinou alguns clubes de futebol. Frederico Renner Mentz, filho de Felícitas (que fazia parte da administração do Banco Renner) é um dos idealizadores do projeto do Digi+.
          No início de julho de 2020, o bispo Edir Macedo, que já tinha uma fatia de 49% no Banco Renner, adquiriu o controle da instituição, após receber recentemente o aval do Banco Central.
Edir Macedo assumiu o controle do Banco Renner com participação indireta de 89,9% no capital votante e de 76,3% no capital total.
          Felícitas e Mathias Otto Renner faziam parte da administração do Banco Renner e eram os sócios controladores até a transferência agora para Edir Macedo.
          O diretor-presidente do banco é o bispo João Luiz Urbaneja. Segundo a instituição, ele é um “diretor homologado dentro das exigências e normas para exercer o cargo em qualquer instituição bancária e possui formação em marketing e MBA em gestão bancária. Possui 20 anos como bancário, além da experiência no mercado financeiro”
           Em dezembro de 2025, o jornal Valor noticiou que o Digimais enfrenta uma disputa judicial com o EXP1, fundo administrado pela Yards. Os problemas começaram meses depois de o banco transferir uma carteira de R$ 659,8 milhões para o fundo, em março de 2025, incluindo créditos originados pela Master e pelas empresas Reag e Fictor.  
          Em abril de 2026, vem a lume que o banco está com um patrimônio líquido negativo de 8,5 bilhões de reais.
          Em meio à situação negativa, o banco opera captando dinheiro via Certificado de Depósito Bancário (CDB) a uma taxa 125% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
          Os CDBs do banco Digimais, assim como os do Master, são distribuídos para pessoas físicas por meio de plataformas como BTG Pactual e XP Investimentos.
          Outro fato é que assim como Daniel Vorcaro vendeu uma carteira falsa do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), o Digimais recebe acusações do fundo EXP1.
          O fundo alega ter comprado 55 mil contratos da carteira de crédito consignado do Digimais por 650 milhões de reais. No entanto, o fundo explica que dos 55 mil, 22 mil não tinham lastro, ou seja, eram falsos.
          Após a descoberta do fundo, o banco Digimais confirmou a fraude e tentou oferecer novas carteiras ao fundo, que recuou da oferta e pediu o dinheiro investido de volta.
          O Digimais encerrou o terceiro trimestre de 2025 com prejuízo líquido de 252,6 milhões. Caso o banco quebre, o custo para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) seria de cerca de 8 bilhões de reais,
contando depósitos à vista, como dinheiro em conta corrente, e depósitos a prazo (CDBs).
          O Digimais registrou lucro de R$ 31,3 milhões em 2025, mas isso só foi possível por conta do efeito de R$ 126 milhões da venda de R$ 741,436 milhões em unidades da Hermon ao seu acionista controlador. A CLA Brasil, que auditou as demonstrações financeiras, emitiu opinião com ressalva sobre a transação.
          Dos R$ 10 bilhões em ativos que o banco detinha em dezembro, R$ 1,9 bilhão era em direitos creditórios privados; R$ 1,7 bilhão em fundos de private equity; R$ 881 milhões em crédito pessoal; e R$ 688 milhões em crédito consignado.
          Em 23 de junho de 2026, a Polícia Federal do Brasil deflagrou a "Operação Miragem" para investigar supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Digimais, banco controlado pelo bispo Edir Macedo.
          O Digimais já vinha sendo monitorado pelo Banco Central nos últimos anos e é acusado de utilizar o mesmo *modus operandi* do banco Master: inflar o balanço com ativos de difícil precificação para continuar captando depósitos e, assim, ocultar uma situação de insolvência.
          O caso soma-se aos escândalos envolvendo o banco de Daniel Vorcaro e às dificuldades enfrentadas pelo Banco de Brasília (BRB), demonstrando que o processo de saneamento do sistema financeiro ainda não terminou.
          Mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. Também houve o bloqueio de até R$ 670 milhões em ativos dos investigados. Apesar de ser o acionista controlador do banco, Macedo não foi alvo da operação; ele reside em Miami.
          A Polícia Federal informou que a operação baseou-se em relatórios do Banco Central indicando que os investigados teriam manipulado demonstrações contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do banco, aparentar solvência perante órgãos fiscalizadores e viabilizar operações supostamente irregulares.
          O relatório policial aponta que o Digimais adotou práticas financeiras temerárias semelhantes às do Master. O documento afirma que o "modelo operacional" adotado pelo Master serviu de "paradigma" para outras instituições financeiras de médio porte, em um cenário de "contágio de mercado", no qual dependiam da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para "captar liquidez".
          "O Banco Digimais replicou a prática de superavaliação de ativos por meio da emissão de títulos com retornos desproporcionais aos indicadores de mercado, realizando manipulações no balanço com o objetivo de ocultar dos órgãos fiscalizadores a deterioração de sua carteira de crédito", afirmou a Polícia Federal.
          A operação atinge o Digimais justamente quando Macedo tentava vendê-lo ao BTG Pactual. Os dois bancos haviam firmado um acordo preliminar em abril de 2026. As negociações, no entanto, já enfrentavam dificuldades antes mesmo da operação da Polícia Federal.
          Em nota, o Digimais afirmou que "permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as investigações em curso". “A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena cooperação com as autoridades competentes.”
          O relatório da Polícia Federal mostra que o Banco Central vinha investigando possíveis irregularidades no Digimais desde 2023. Em fevereiro daquele ano, ocorreu a primeira etapa de aquisições de precatórios pelo fundo ID112. O fundo comprou, por R$ 9 milhões, créditos decorrentes de uma ação de indenização ajuizada em 1967 por herdeiros da família Villela contra o governo federal. O ativo foi então transferido para o fundo Guidare e reavaliado em R$ 100 milhões.
          Em junho de 2023, novas parcelas de precatórios foram compradas por R$ 22 milhões e, posteriormente, reavaliadas em R$ 130 milhões. Em setembro (2023), houve duas compras — desta vez pelo fundo Hermon — no valor de R$ 20 milhões cada, reavaliadas mais tarde em R$ 174,6 milhões.
          Para a Polícia Federal, a manobra “elevou o patrimônio registrado do fundo para R$ 741.348.945,70, embora o custo de aquisição dos ativos totalizasse apenas R$ 71.000.000,00”.
          Em sua auditoria das contas, o Banco Central constatou violações de normas nas reavaliações dos ativos e, por meio de uma notificação de outubro de 2023, determinou a “reversão de receitas” para que o valor das cotas do fundo retornasse ao custo de aquisição, ou seja, R$ 71 milhões.
          Apesar da orientação do Banco Central, o Digimais vendeu suas cotas no fundo Hermon para sua controladora indireta, a BA Empreendimentos, com pagamento previsto para 2032 e com a reversão das provisões que haviam sido determinadas pelo regulador. “A venda das cotas em uma estrutura que beneficia a empresa controladora, desconsidera limites de crédito e prevê remuneração de capital ao longo de anos, enquadra-se na conduta descrita no Artigo 17 da Lei nº 7.492/1986, que proíbe a concessão de empréstimos e adiantamentos a partes com relação de controle”, diz o relatório policial. Um especialista em contabilidade, falando sob condição de anonimato, afirmou que, se o acionista controlador tivesse adquirido as cotas à vista — com um efetivo ingresso de recursos no Digimais, a um valor econômico justificável e com o devido reconhecimento de perdas —, isso poderia ter ajudado o banco. Mas não foi isso o que aconteceu.
          "A Polícia Federal e o Banco Central parecem tratar essa estrutura como uma possível operação de crédito com o acionista controlador, inclusive pela remuneração ao longo do tempo e pelo prazo de pagamento. O ponto prudencial sensível é que isso teria preservado no balanço o efeito da reavaliação que o Banco Central ordenou que fosse revertida, sem uma recomposição imediata de capital ou de liquidez."
          Os mandados de busca e apreensão envolvem Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos, Rodrigo Ruggero, João Luiz Urbaneja e Thiago Rodrigues Urbaneja, todos ligados à Digimais, além de José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano, da ID Corretora.
          Solicitado a comentar, o ID, administrador do fundo Hermon, disse que “adota padrões de governança rigorosos e esclarecerá suas atividades às autoridades e provará a integridade de suas operações”. A Bless, gestora de ativos do veículo, disse que ele não está sob investigação e não foi alvo de nenhuma ordem judicial relacionada ao caso. Em nota, “reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e o cumprimento das normas que regem os mercados financeiros e de capitais do Brasil”.
          Após a Polícia Federal (PF) ter deflagrado em 2025 a Operação Carbono Oculto, para investigar a Reag Investimentos por lavagem de dinheiro e sonegação de impostos, executivos deixaram a empresa e levaram com eles dezenas de fundos e clientes para montar uma nova gestora. Para o novo negócio, 
eles se uniram a um antigo cliente da Reag que também é suspeito de usar fundos para driblar a Receita Federal. Os ex-executivos da Reag passaram a integrar uma empresa chamada Asarock, que tem atuado em parceria com um grupo de administradoras e gestoras de fundos de investimento chamado ID, que pertence a investigados pela PF por fraudes no banco Digimais. Na sua origem, a ID Gestora de Recursos foi aberta por um lobista que já foi alvo da PF em diversas investigações nos últimos anos. Juntas, a Asarock e a ID tiveram nos últimos meses (1º semestre de 2026) um salto de investimentos e ergueram uma espécie de “Reag 2.0”.
          A Asarock e a ID ainda são pouco conhecidas no mercado, mas já registram uma rápida ascensão no volume de negócios. A primeira, que reúne exdirigentes da Reag, nem sequer tinha uma página nas redes sociais em setembro de 2025. Hoje (junho de 2026), tem um saldo de R$ 15 bilhões sob sua gestão. Já a ID, dos ex-agentes do Banco Máxima, mantém uma carteira de R$ 40 bilhões de investidores. Há dois anos, o valor era bem mais baixo, na casa de R$ 5 bilhões. Dos mais de 600 fundos sob tutela do grupo formado por Asarock e empresas de nome ID, pelo menos 50 foram levados da Reag. O crescimento acelerado, em um período de meses, é semelhante ao da gestora liquidada no início de 2026 pelo Banco Central.
(Fonte: ValorInveste - 02.07.2020 / Veja Negócios - 08.04.2026 / Valor - 24.06.2026 / Estadão - 27.06.2026 - partes)

8 de abr. de 2026

Shoulder

          A empresa de confecções Shoulder foi fundada em 1980, no bairro do Bom Retiro, o coração da indústria têxtil em São Paulo. Ocupa o mesmo prédio desde sua fundação. Não só: a sede engoliu outros imóveis do quarteirão — e hoje concentra escritório, fábrica, estúdio fotográfico, laboratório e 
showroom.
          Durante a pandemia, a Shoulder passou por um rebranding: abandonou estampas, migrou para peças de cores sólidas e apagou todos os posts no Instagram para recomeçar o perfil do zero.
          A empresa cresce à margem dos grandes grupos e investe em lojas de rua. A Shoulder faturou R$ 1,2 bilhão em 2025, mais que o dobro de 2021. Hoje, já supera concorrentes como Le Lis, do Grupo Veste, e Animale, da Azzas 2154, mesmo sem ter recorrido a private equity, IPO ou franquias. Ela opera só com lojas próprias e mantém presença em 25 das 27 capitais.
          O próximo passo é ir além dos shoppings e investir em lojas de rua. As oito unidades que a Shoulder vai inaugurar em 2026 incluem pontos estratégicos em bairros nobres de São Paulo, como Moema e Vila 
Nova Conceição.
(Fonte: InvestNews -08.04.2026)

5 de abr. de 2026

Orniex

          A Orniex, que pertencia às famílias Carrano e Locoselli, vinha de um histórico de declínio, até ser comprada pelo grupo Cragnotti, em 1992.
          A linha de produtos continuava a mesma havia anos. Eram raros os investimentos em marketing. Esse abandono era recompensado com uma política considerada por muitos suicida, voltada apenas para preços.
          Desde que chegou ao Brasil, no começo de 1992, como um dos executivos do grupo Cragnotti & Partners, o italiano Aldo Marsegaglia foi designado para presidente da Orniex - cargo que ocupava também na Bombril, outra empresa do grupo Cragnotti. Marsegaglia comandou mudanças radicais. As embalagens ficaram mais modernas e os preços foram ajustados aos do mercado. As duas marcas de sabão, Pop e Véo, alcançaram 16% de market share em 1992.
          Com tecnologias mais modernas, a empresa conseguiu desenvolver e lançar o pinho Verti e também fabricar o Finish, detergente em pó para máquinas de lavar louça cuja marca foi comprada em 1992 pela americana Ecolab.
          Num desdobramento de tendência de atuar em mercados específicos, a Orniex comprou também uma marca de esponja para lavar louça, a Sprat/Spumy.
          De acordo com a Nielsen, em maio/junho de 1993 a Orniex tinha a seguinte participação de mercado com seus produtos: detergente líquido ODD - 17,9%; detergente para máquina de lavar louça - Finish - 45%; lustra-móveis Brilhol - 22%; Limpa-vidros Brilhol - 40,9%; cola escolar Tenaz - 24,9%; sabão em pó Pop e Véo - 9,7%.
(Fonte: Exame - 29.09.1993)

3 de abr. de 2026

Beacon School

          Quando abriu as portas, em 2010, no Alto de Pinheiros, em São Paulo, a bilíngue Beacon School tinha dezessete alunos.
          No início de 2018, ao custo de 35 milhões de reais, um novo campus foi inaugurado na Vila Leopoldina, num ex-parque industrial.
          "Tínhamos esse patrimônio, e a escola tomou uma decisão pedagógica: iríamos manter a história viva", lembra Vinícius Andrade, do escritório Andrade Morettin, responsável pelo projeto.
          Em março de 2018 a escola atendia 780 crianças. Vera Nicol Giusti é socia e diretora pedagógica.
          A sustentabilidade passa pelo uso de ventilação cruzada e pelo bom aproveitamento da luz natural. No térreo, as salas de aula têm paredes de vidro, que se abrem completamente e dão acesso ao parquinho.
          No almoço, as crianças montm o próprio prto e podem escolher fazer a refeição em espaços alternativos, como a praça de jatobás. Instalações como as tubulações de fios e água estão aparentes, identificadas por cores diferentes.
(Fonte: Veja São Paulo - 14.03.2028)

2 de abr. de 2026

McCormick

          A empresa McCormick começou como um pequeno negócio de especiarias no porão de uma casa em Baltimore, nos EUA, no fim do século XIX.
          Ao longo do século XX, a McCormick cresceu comprando negócios de todos os tipos: decoração de bolos, pão congelado e molho de pimenta.
          Hoje, é uma potência global de temperos e molhos, mas não tinha presença no Brasil — até abril de 2026.
          Nos jornais gringos, a manchete de negócios da semana iniciada em 30 de março de 2026, é a fusão entre a McCormick e a divisão de alimentos da Unilever – que envolveu US$ 45 bilhões. A notícia deixou muitos brasileiros com uma pulga atrás da orelha: afinal, o que é a McCormick?
          Uma parte relevante da receita da McCormick vem da divisão industrial, menos visível, que desenvolve sabores sob medida para os produtos de outras empresas do ramo alimentício.
          Desde então, com Hellmann’s e Knorr no portfólio, passa a disputar mercado o Brasil também.
(Fonte: InvestNew - 02.04.2026)
 


31 de mar. de 2026

Restaurante Leite

          Aberto em 1882, o restaurante recifense Leite atravessou quase intacto o Segundo Império, a Abolição, a Proclamação da República, duas guerras mundiais, duas ditaduras e uma pandemia, e agora anuncia uma expansão inédita. É considerado o restaurante mais antigo do Brasil
          Localizado no centro histórico do Recife, Leite já recebeu personalidades como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Mário de Andrade. Quando estiveram no Brasil, em 1960, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir sentaram-se à mesa do Leite. Os intelectuais franceses, que foram determinantes no pensamento ocidental do século XX, não foram lá por acaso. O restaurante mais antigo do Brasil em funcionamento contínuo é guarida histórica da elite artística e política do país.
          Em março de 2026, o Leite tem-sua-primeira-expansao-em-144-anos.Depois de quase três anos em uma obra discreta, que exigiu malabarismos nos bastidores, com tapumes disfarçados com espelhos e quebradeira de madrugada para não interromper nem comprometer o serviço, inaugurou uma nova área, assimilada do prédio vizinho, há anos desabitado. O novo bar passou a ser o lugar onde a espera pelas mesas ficará concentrada.
(Fonte: Valor - 29.03.2026)

30 de mar. de 2026

Boticão Universal

          O Boticão Universal, que em seus anúncios apresentava-se como "Ao Boticão Universal", foi fundado em 1892 no centro da capital paulista por Januario Loureiro. Dedicava-se à importação e venda de artigos dentários e óticos e cutelaria. Januário tinha sócio, pois a razão social era Januario Loureiro & C.
          Como o nome sugere era uma loja dedicada principalmente aos cirurgiões dentistas, e eram vendidas ferramentas e material para o exercício da profissão. Publicações próprias com artigos relacionados, também faziam parte de seu portfólio de artigos.
          Havia anúncios publicitários em que a empresa se localizava à Rua de S.Bento 26 e tinha "Caixa de Correio 26 e em outro anúncio, aparentemente mais recente, constava Rua S. Bento 16 e Caixa Posta 71. Mas, um endereça relacionado à empresa seria na Rua XV de Novembro, 7.
(Fonte: Blogger.com(lembrasp.blogspot.com) - 10.07.2017 / Coletânea de anúncios antigos - partes)

29 de mar. de 2026

Casas da Banha - CB

          A Casas da Banha (CB) tem como um de seus fundadores o empresário Waldemar Pereira Velloso.
          Por volta de 1991, à beira da falência, as últimas lojas fecharam as portas.
          No início de 1993, os Velloso regressaram ao varejo com a abertura de uma loja do supermercado Fiesta, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Essa primeira loja pertencia à viúva e a cinco dos seis filhos de Waldemar.
(Fonte: revista Exame - 03.02.1993)