Alvo da Polícia Federal e dona de uma longa ficha na Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), a mente por trás da complexa teia de fundos de investimentos e de compra e venda de títulos podres a valores duvidosos é Benjamim Botelho de Almeida, dono da gestora Sefer Investimento.
(CVM), a mente por trás da complexa teia de fundos de investimentos e de compra e venda de títulos podres a valores duvidosos é Benjamim Botelho de Almeida, dono da gestora Sefer Investimento.
Se Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, era um novato no mercado financeiro em 2019,
quando assumiu a instituição, Benjamim Botelho de Almeida já tinha anos de experiência como estruturador de fundos de investimentos. Trabalhou para o lendário Banco Garantia, nos anos 1990. Botelho fundou a gestora e administradora de fundos de investimentos Sefer, sediada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, em 2003. A Sefer teve antes outros dois nomes: Foco DTVM e Índigo DTVM. A empresa foi rebatizada ao longo dos anos ao passo em que seu fundador era enredado, mais e mais, em processos sancionadores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em investigações da Polícia Federal. Entre 2019 e 2021, Botelho foi alvo de pelo menos cinco processos sancionadores – abertos quando técnicos da autarquia acreditam ter evidências suficientes para levar um executivo
a julgamento.
quando assumiu a instituição, Benjamim Botelho de Almeida já tinha anos de experiência como estruturador de fundos de investimentos. Trabalhou para o lendário Banco Garantia, nos anos 1990. Botelho fundou a gestora e administradora de fundos de investimentos Sefer, sediada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, em 2003. A Sefer teve antes outros dois nomes: Foco DTVM e Índigo DTVM. A empresa foi rebatizada ao longo dos anos ao passo em que seu fundador era enredado, mais e mais, em processos sancionadores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em investigações da Polícia Federal. Entre 2019 e 2021, Botelho foi alvo de pelo menos cinco processos sancionadores – abertos quando técnicos da autarquia acreditam ter evidências suficientes para levar um executivo
a julgamento.
Entre os casos, estão investimentos de fundos de pensão que teriam beneficiado empresas de Daniel Vorcaro. Hoje (abril de 2026), a Sefer administra 102 fundos, com patrimônio de mais de R$ 20 bilhões. Desses, pelo menos R$ 9,6 bilhões (48% do total) possuem alguma relação financeira com o ecossistema formado pelo Master, seja pelo investimento direto, seja por manter nas carteiras ativos
que já foram alvos do banco, como precatórios de usinas. Um desses fundos, o Nazaré, já registrou investimentos de R$ 14 milhões na Super Empreendimentos, apontada pela PF como dona de bens de luxo de Vorcaro, como mansão de R$ 36 milhões em Brasília.
Botelho atua para o Master desde a época em que o banco ainda não pertencia a Vorcaro e se chamava Máxima. Ele foi alvo da Operação Fundo Fake, que investigou desfalques do Máxima em fundos de pensão. O Tribunal Regional Federal da 1.ª Região acolheu pedidos de investigados e anulou o efeito da operação. Em 2019, quando Vorcaro assumiu o Máxima e mudou o nome do banco para Master, já conhecia Botelho. A relação se aprofundou ainda mais depois disso.
Tudo aquilo que a Fundo Fake investigou voltou a ser objeto de escrutínio da PF na Operação Compliance Zero, que levou Vorcaro à prisão duas vezes, em novembro de 2025 e em março
de 2026, pelas fraudes no Master. Nas investigações mais recentes, Botelho voltou a ser tido por investigadores como um operador de fraudes contábeis de Vorcaro desde a gênese do Master.
Segundo narra a PF, Botelho gere fundos de investimentos que compram imóveis e outros ativos duvidosos e jogam seus preços para as alturas. Invariavelmente, esses imóveis, empresas e outros bens são revendidos a empresas de Vorcaro e familiares. O resultado é que ambos ganham, mas outros investidores – o que inclui fundos de pensão – saem prejudicados.
que já foram alvos do banco, como precatórios de usinas. Um desses fundos, o Nazaré, já registrou investimentos de R$ 14 milhões na Super Empreendimentos, apontada pela PF como dona de bens de luxo de Vorcaro, como mansão de R$ 36 milhões em Brasília.
Botelho atua para o Master desde a época em que o banco ainda não pertencia a Vorcaro e se chamava Máxima. Ele foi alvo da Operação Fundo Fake, que investigou desfalques do Máxima em fundos de pensão. O Tribunal Regional Federal da 1.ª Região acolheu pedidos de investigados e anulou o efeito da operação. Em 2019, quando Vorcaro assumiu o Máxima e mudou o nome do banco para Master, já conhecia Botelho. A relação se aprofundou ainda mais depois disso.
Tudo aquilo que a Fundo Fake investigou voltou a ser objeto de escrutínio da PF na Operação Compliance Zero, que levou Vorcaro à prisão duas vezes, em novembro de 2025 e em março
de 2026, pelas fraudes no Master. Nas investigações mais recentes, Botelho voltou a ser tido por investigadores como um operador de fraudes contábeis de Vorcaro desde a gênese do Master.
Segundo narra a PF, Botelho gere fundos de investimentos que compram imóveis e outros ativos duvidosos e jogam seus preços para as alturas. Invariavelmente, esses imóveis, empresas e outros bens são revendidos a empresas de Vorcaro e familiares. O resultado é que ambos ganham, mas outros investidores – o que inclui fundos de pensão – saem prejudicados.
Em 26 de junho de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos DTVM, suspeita de envolvimento no ecossistema do Banco Master. Segundo o ato oficial, a empresa foi liquidada por grave comprometimento da sua situação econômico-financeira, que sujeitou credores quirografários a risco anormal, bem como por “graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição”.
A Sefer foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que
investiga as fraudes relacionadas ao Master. Como mostrou o Estadão/Broadcast, a suspeita é de que o dono da instituição, Benjamin Botelho de Almeida, tenha atuado como operador financeiro do dono do Master, Daniel Vorcaro, e agido como espécie de “cérebro” por trás da complexa teia de fundos de
investimento e de compra e venda de títulos podres.
O BC determinou a indisponibilidade dos bens de Botelho, como parte do processo de liquidação. Quatro empresas que aparecem como controladoras da Sefer também ficaram com bens indisponíveis: Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda., Seferpar Participações e Investimentos S.A., Brazilpar Investments LLC e Lyon Investments LLC. Outros 12 administradores e ex-administradores
também tiveram a indisponibilidade dos bens decretada.
(Fonte: OESP - 13.04.2026 / 27.06.2026 - partes)
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