31 de out de 2011

Avon

          O vendedor de livros americano David McConnell (1858-1937) gostava de presentear clientes fieis com perfumes na segunda metade do século XIX, na Califórnia. Não demorou muitos anos para McConnel perceber que, alguns clientes, mais que os livros, queriam os perfumes. Ele criou então a Companhia Califórnia de Perfumes, primeiro nome da Avon em 1886.
          O nome hoje reconhecido como uma das marcas mais lembradas pelo consumidor quando o assunto é cosméticos surgiu por acaso. Leitor assíduo de William Shakespeare, McConnel gostou do final do nome da cidade onde o dramaturgo inglês havia nascido: Stratford-upon-Avon (que fica às margens do rio Avon, a noroeste de Londres, perto da cidade de Birmingham). A partir de 1939 Avon passou a ser o nome da empresa de McConnell.
          O perfil da vendedora da Avon rejuvenesceu. São mulheres mais práticas, que trabalham fora e complementam a renda vendendo os produtos. Aquela mulher ingênua, dedicada ao lar e à Avon como a que aparece no filme Edward, Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands), de Tim Burton, corre o risco, sem Renew, de virar caricatura do passado.
          Em dezembro de 2015, o fundo de private equity Cerberus adquire, por US$ 605 milhões, 80% da Avon na América do Norte, que compreende os Estados Unidos, Canadá e Porto Rico. Isso corresponde a 16,6% da companhia. Essa região terá administração separada do restante da empresa.
          Hoje a Avon está presente em 143 países e tem mais de 6 milhões de revendedoras espalhadas por todo o mundo e tem 42.000 funcionários. No Brasil chegou em 1952 e conta, com dados de novembro de 2016, com 6.500 funcionários.
(Fonte: jornal O Estado de S.Paulo 06.02.2002 / jornal Brasil Econômico 10.04.2012 / jornal Valor online - 17.12.2015)

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