31 de out de 2011

Arthur Andersen / Andersen Consulting

          A empresa de auditoria Arthur Andersen foi fundada em 1913 por Arthur Andersen.
          Em maio de 2001, a Arthur Andersen divulga em revistas brasileiras que está mudando o nome para simplesmente Andersen. E no mesmo anúncio, a empresa reitera sua atuação: Consultoria, Auditoria, Impostos, Assessoria Jurídica e Corporate Finance.
          Em 1989, nasce um filhote da Arthur Andersen, a Andersen Consulting. Mas o divórcio não foi amigável e a saída foi recorrer à Câmara Internacional de Comércio. Depois de três anos e indenização definida de 1 bilhão de dólares que a Andersen Consulting teve que pagar à sua mãe, só faltava mudar de nome o que estava previsto para 1º de janeiro de 2001. Joe Forehand, executivo-chefe da Andersen Consulting comemorou a cisão. Jim Wadia, executivo-chefe da auditoria, deixou o cargo. 
          Considerando dados de novembro de 2001, a companhia tinha 85.000 empregados, 2300 clientes e negócios de 5 bilhões de dólares. No Brasil, a Andersen reunia 1.800 profissionais em sete escritórios regionais e tinha clientes como Embraer, Gerdau, Acesita, CSN, Santander, Perdigão e Telesp. Era a segunda colocada no mercado brasileiro com 15,6% de participação, só perdendo para a PwC, com 18,3%. A Ernst & Young vinha a uma certa distância com 9,7% e depois vinham Deloitte Touche Tohmatsu com 8,9%, KPMG com 6,5%, Trevisan com 5,7% e BKR Lopes Machado, com 5,3%.
          No dia 2 de dezembro de 2001 explodiu a bancarrota da empresa chamada Enron, após a descoberta de uma miríade de irregularidades escabrosas: suas condições financeiras reportadas eram sustentadas substancialmente por um plano de fraudes contábeis institucionalizadas, sistemáticas e criativas. A Enron se tornou um exemplo bem conhecido de fraude corporativa intencional e corrupção. E a Arthur Andersen era sua empresa de auditoria contábil e prestava servições de consultoria. 
          Só isso já seria suficiente para abalar as estruturas da Arthur Andersen, mas a desgraça era infinitamente maior. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos feriu de morte a reputação da empresa ao acusar a subsidiária americana de deletar arquivos e destruir "toneladas de papel" sobre irregularidades da Enron que ela própria auditava. A "limpeza", segundo o Departamento de Justiça, teria acontecido nos escritórios de Houston, Portland, Chicago e Londres. A Andersen respondeu dizendo que a destruição aconteceu apenas em Houston e rechaçou o envolvimento de sua cúpula no episódio.
         No mundo, a correria foi generalizada. Num curto espaço de tempo, as subsidiárias da Rússia e Nova Zelândia aderiram à Ernst & Young, e as de Hong Kong e da China à PricewaterhouseCoopers.
(Fonte: revista Exame - 16.05.2001 / 03.04.2002) 

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