30 de out de 2011

Banco Nubank

          Todo empreendedor sabe o que é encontrar portas fechadas para seus projetos. Ainda mais quando se trata de um estrangeiro que decide abrir um negócio no Brasil. O colombiano David Vélez ouviu inúmeras vezes que o mercado de crédito brasileiro era fechado demais e que não era possível concorrer com os grandes bancos.
          Vélez resolveu ignorar as pitonisas do apocalipse e criou o Nubank (em inglês, o nome soa como new bank, ou banco novo), uma instituição financeira digital, sem agências, cujo único serviço, até o momento, é um cartão de crédito sem anuidade e com juros mais camaradas que a média do mercado.
          O Nubank surgiu em 2013, em uma casa improvisada na Rua Califórnia, em São Paulo, e um ano depois lançou o seu cartão de crédito roxo, com taxas menores do que as praticadas pelo mercado e com toda a gestão através de um aplicativo, inclusive a solicitação para ter o produto. Três anos mais tarde, a empresa passou a ocupar um prédio inteiro em Pinheiros, acumulava então 8 milhões de solicitações pelo seu cartão e analisava 500 mil pedidos em fila de espera.
          Cristina Junqueira é cofundadora do Nubank. A triagem de clientes é feita por algoritmos e tendo como base o perfil do interessado. Consumidor com bom histórico paga juro menor. Desde 2013, a fórmula conquistou mais de 1 milhão de pessoas, um número expressivo no universo de 86 milhões de cartões de crédito ativos no país.
           Em março de 2018, o Nubank entra com representação junto ao Cade contra os cinco grandes bancos, BB, CEF, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander. Na representação, o Nubank alega que os bancos impõem barreiras para sua atuação no segmento. Como exemplo, a fintech alega que os instituições criam dificuldades para a contratação do débito automático, serviço considerado essencial para quem quer pagar a fatura no cartão de crédito. Sem esse convênio com os grandes bancos, os portadores do cartão Nubank não conseguem pagar a fatura por débito automático.
(Fonte: revista Veja - 19.04.2017 / jornal Gazeta do Povo - 16.08.2017 / veja.com - 22.03.2018) - partes)

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