31 de out de 2011

Arezzo

          Existem dois tipos de empresas no setor calçadista brasileiro. O primeiro grupo é composto por companhias que fabricam produtos cujo principal atrativo é o preço. No segundo pelotão, despontam aquelas que possuem uma marca forte e que se transformaram no objeto do desejo de uma parcela significativa dos consumidores. É exatamente nessa última categoria que se enquadra a mineira Arezzo.
          A empresa foi fundada em 1972, pelo empresário Anderson Birman, em Belo Horizzonte, criando uma pequena sapataria.
          Três décadas e meia depois o início de um processo de abertura de capital deu-se com o ingresso do Tarpon Investment Group, baseado em São Paulo, como investidor. No final de 2007, o fundo comprou 25% do capital da empresa. O negócio teve como desdobramento a fusão das operações da Schultz, rede de calçados mais sofisticada comandada por Alexandre, filho de Birman, com as da Arezzo. Isso explica o salto de 92,1% verificado na receita naquele ano, em relação a 2006.
          Em 2 de fevereiro de 2011, a Arezzo deu mais um passo rumo ao fortalecimento do negócio com o início da negociação das ações na BM&FBovespa. Obteve R$ 477,7 milhões que usou em investimentos na empresa.
          Por ocasião da abertura de capital, a empresa já tinha franquias em mais de 30 países, como Estados Unidos, França e China.
          Em 2012 a Tarpon vende sua participação na Arezzo, embolsando R$ 435 milhões. A gestora havia aplicado pouco mais de R$ 76 milhões no negócio em 2008.
          Os sapatos, cintos e bolsas da Arezzo são produzidos em 90 fábricas, entre parceiras e licenciadas. À equipe comandada por Birman e Alexandre, cabe a tarefa de planejar as ações de marketing e cuidar do design das peças.
(Fonte: revista IstoÉDinheiro - 09.02.2011 / jornal Valor - 20.02.2018 - partes)



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