Total de visualizações de página

6 de out. de 2011

Mosaico (Bondfaro / Buscapé / Zoom)

Buscapé          
          Por trás da história do BuscaPé estão três rapazes de pouco mais de 30 anos, membros da típica geração da internet. Romero Rodrigues, Rodrigo Borges e Ronaldo Takahashi.
          Os fundadores passaram por quase todas as etapas de maturação do negócio. Investiram inicialmente 100 reais mensais cada para colocar a empresa de pé. Logo depois receberam um aporte de 150.000 dólares da e-Platform, empresa brasileira de venture capital.
          Em junho de 2000, o banco Merrill Lynch e o Unibanco aportaram 3 milhões de dólares no BuscaPé.
          Em 2002, a empresa dava o primeiro lucro. Em dezembro de 2005, o fundo de investimentos americano Great Hill adquiriu o controle do BuscaPé.
          Em 2006, Rodrigo Guarino se juntou ao grupo original de fundadores com a incorporação do Bondfaro.

Mosaico/Bondfaro
          A Mosaico Tecnologia ao Consumidor é uma das pioneiras do comércio eletrônico no Brasil. Seus fundadores, Guilherme Pacheco, José Guilherme Pierotti e Roberto Malta, criaram o Bondfaro, em 1999, que depois foi fundido com o Buscapé, em 2006, e vendido para a Naspers, em 2009.       
          Em 29 de setembro de 2009, o Buscapé foi adquirido pelo conglomerado sul-africano Naspers, que comprou 91% das ações da empresa brasileira por US$ 342 milhões. O acordo, além do Buscapé, incluiu as marcas Bondfaro (empresa que havia sido comprada pelo Buscapé em 2006), QueBarato e Modait.
          Com o acordo com o Naspers, o Great Hill deixou o negócio, levando a maior parte do pagamento de 342 milhões de dólares. No total, o grupo fundador passou a ter 9% da empresa. Outros sete sócios, donos de pequenas participações, saíram no processo de venda. Pelo acordo com o Naspers, Rodrigues, Borges, Takahashi e Guarino continuariam à frente da gestão da empresa depois do negócio. O grupo recebeu um pacote agressivo de stock options, que poderia ser resgatado em até cinco anos. "A perspectiva de fazer parte de uma empresa ainda maior é uma motivação para continuarmos no negócio", diz Rodrigues.
          Em 2010, criaram o site de comércio eletrônico Zoom (que não tem nenhuma ligação com o aplicativo homônimo de conferências remotas).
          Nessa época (outubro de 2011), entre as empresas do portfólio da Mosaico, estavam a Mundi e o site de vendas coletivas ClickOn.
          Em agosto de 2016, sob a presidência do executivo Sandoval Martins, o Buscapé migrou de uma sala na Avenida Paulista para um prédio de três andares em Santana de Parnaíba (SP) para economizar impostos. Sua receita era então estimada em 300 milhões de reais por ano.
          O Naspers nunca conseguiu ganhar de volta os milhões investidos na aquisição do Buscapé e colocou-o à venda em 2018. Segundo alguns, teria começado a tentar vender já em 2015.
          Em maio de 2019, a Naspers vende o Buscapé para o rival Zoom, por uma importância não revelada.
          Além de controle do Buscapé, o controlador do Zoom, o Grupo Mosaico, também irá receber o grupo GWHC, que controla o portal de moda e beleza Modait, e tem participações minoritárias na Innoventures, operadora do site Cuponeria e do Compara Online.
          Concretizado o negócio, Zoom e Buscapé atingirão volume de vendas de R$ 5 bilhões em 2019, trabalhando com mais de 2 mil lojistas.
          A Mosaico acredita ser a maior plataforma digital de conteúdo e originação de vendas para o comércio eletrônico no Brasil, com aproximadamente 450 milhões de visitas acumuladas entre janeiro e junho de 2020. No primeiro semestre, teve um GMV (volume bruto de mercadorias vendidas) de R$ 1,874 bilhão, com alta anual de 283%.
          Os principais acionistas do grupo Mosaico são Pierotti (35,31%), Pacheco (27,74%), Malta (27,74%) e o atual CEO, Thiago Flores (3,87%).
          No fim de agosto de 2020, a Mosaico  protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) prospecto preliminar para a realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A oferta será primária - quando os recursos vão para o caixa da empresa - e secundária, quando acionistas atuais vendem parte de suas fatias.
(Fonte: revista Exame: 21.10.2009 / 26.10.2016 / IstoÉdinheiro - 15.05.2019 / 16.08.2019 / Valor Investe - 26.08.2020 - partes)

Nenhum comentário: