31 de out de 2011

Aprex

          Em janeiro de 2007, os publicitários Guilherme Coelho, nascido em 1970, Roberto Icizuca, também nascido em 1970, e Edson Romão, nascido em 1964, associaram-se para lançar a empresa de tecnologia Aprex. Os três se conheceram quando faziam transmissões de rádio e shows ao vivo pela internet. E tiveram a ideia de oferecer serviços on-line a profissionais independentes e pequenas companhias.
          Desde o início, eles sabiam que não conseguiriam concorrer com gigantes mundiais como o Google e a Microsoft. Sua estratégia, então, era aliar-se a seus programas. O software da empresa captura informações das agendas do Outlook ou do Google e acrescenta serviços a elas - permitindo que o usuário os acesse pela internet, a partir do computador ou do celular.
          O negócio cresceu rápido. Em apenas dez meses, de janeiro a outubro de 2007, contava com 25 mil usuários cadastrados no site. Alguns deles pagavam até R$ 98,00 mensais para acessar as ferramentas pela versão profissional, mas a maioria acessava o serviço gratuitamente. Em agosto de 2007, a conceituada revista on-line americana Business 2.0 incluiu a Aprex como um dos 31 sites mais promissores do mundo (não entraram na lista empresas dos Estados Unidos). Ao lado dela estavam sites como o Joost, um pioneiro em transmitir a programação da TV pela internet.
          Para dar início ao projeto, os sócios investiram US$ 500 mil, de economias próprias. Gastaram o dinheiro para desenvolver, durante três anos, os serviços e programas oferecidos no site. Quando lançaram a empresa, os sócios perceberam que estavam no meio de uma tendência mundial de colocar softwares na internet. Ao contratar os serviços da empresa, o usuário pode enviar e-mail, agendar reuniões, criar cartões de visita e até fazer apresentações na internet. Nenhum desses serviços era uma grade invenção. A vantagem do Aprex era oferecer todos juntos.
          Até então, a Aprex era exatamente o que havia dito a Business 2.0: uma promessa. O faturamento ainda era muito pequeno. Mas os serviços - então já oferecidos em português, inglês e espanhol - estavam para ser ampliados para mais duas línguas (alemão e francês). Alguns investidores interessados em participar do negócio, já estavam procurando os sócios.
(Fonte: revista Época - 29.10.2007)

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